{"id":68511,"date":"2026-03-20T17:51:17","date_gmt":"2026-03-20T20:51:17","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/corrida-global-mira-reservas-do-brasil-mas-ha-alerta\/"},"modified":"2026-03-20T17:51:17","modified_gmt":"2026-03-20T20:51:17","slug":"corrida-global-mira-reservas-do-brasil-mas-ha-alerta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/corrida-global-mira-reservas-do-brasil-mas-ha-alerta\/","title":{"rendered":"corrida global mira reservas do Brasil, mas h\u00e1 alerta"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"tp-post-content\">\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O mundo quer o que est\u00e1 enterrado no Brasil. Empresas americanas, canadenses e australianas correm para garantir posi\u00e7\u00e3o nas reservas brasileiras de terras raras e minerais cr\u00edticos \u2013 insumos usados em produtos que v\u00e3o de smartphones a sistemas de defesa.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Os investimentos previstos nesses projetos j\u00e1 superam R$ 10 bilh\u00f5es. O problema \u00e9 que o Brasil j\u00e1 esteve nesse jogo antes, saiu de m\u00e3os vazias e corre o risco de repetir o mesmo erro: exportar mat\u00e9ria-prima a US$ 10 o quilo e importar componentes processados a milhares de d\u00f3lares.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Com a China restringindo exporta\u00e7\u00f5es de terras raras, Estados Unidos e Europa correm para reduzir sua depend\u00eancia de Pequim. Nesse cen\u00e1rio, o Brasil se tornou pe\u00e7a central do tabuleiro, mas a dist\u00e2ncia entre atrair capital estrangeiro e construir uma cadeia produtiva real \u00e9 o n\u00f3 que o pa\u00eds ainda n\u00e3o aprendeu a desatar.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">O tamanho das reservas brasileiras<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Brasil det\u00e9m a segunda maior reserva mundial de terras raras, com dep\u00f3sitos que combinam abund\u00e2ncia e viabilidade t\u00e9cnica de extra\u00e7\u00e3o. A Cabo Verde Minera\u00e7\u00e3o, no sul de Minas Gerais, identificou reservas superiores a 500 milh\u00f5es de toneladas em uma \u00e1rea de 91 mil hectares.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">S\u00e3o argilas i\u00f4nicas, um tipo de solo que facilita a extra\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio das reservas em rocha dura comuns em outros pa\u00edses. Os testes indicaram recupera\u00e7\u00f5es de at\u00e9 81,7% dos \u00f3xidos de terras raras \u2013 \u00edndice alto para dep\u00f3sitos desse tipo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O conjunto de projetos se completa com Colossus, em Po\u00e7os de Caldas (MG), descrito como o maior dep\u00f3sito de argila i\u00f4nica do mundo; o complexo de Barreiro, em Arax\u00e1 (MG); e os projetos da Atlas Critical Minerals em Minas Gerais e Goi\u00e1s \u2013 todos com opera\u00e7\u00e3o prevista entre 2027 e 2028.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;O Brasil est\u00e1 em uma posi\u00e7\u00e3o global muito melhor do que o pr\u00f3prio governo em Bras\u00edlia consegue apreciar&#8221;, diz Christopher Garman, diretor da consultoria Eurasia para o Brasil. A fragmenta\u00e7\u00e3o das cadeias produtivas globais e a disputa entre pot\u00eancias colocaram o pa\u00eds no centro do jogo geopol\u00edtico.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Da Casa Branca a Bras\u00edlia, todos querem uma fatia <\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A Development Finance Corporation (DFC), bra\u00e7o de financiamento ao desenvolvimento dos Estados Unidos, assinou um acordo de US$ 565 milh\u00f5es com a mineradora Serra Verde para expandir a mina Pela Ema, em Goi\u00e1s. \u00c9 a primeira mina de terras raras em opera\u00e7\u00e3o comercial no Brasil.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O caso foi apresentado como exemplar na Reuni\u00e3o Ministerial de Minerais Cr\u00edticos convocada pelo secret\u00e1rio de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, no in\u00edcio de fevereiro.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O interesse americano n\u00e3o \u00e9 isolado. No campo diplom\u00e1tico, o Brasil avan\u00e7ou. Em visita \u00e0 \u00cdndia, o presidente Lula assinou com o primeiro-ministro Modi um acordo sobre minerais cr\u00edticos, contemplando coopera\u00e7\u00e3o no processamento e uso de intelig\u00eancia artificial para an\u00e1lise de dados geol\u00f3gicos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na Coreia do Sul, primeira visita de Estado de um presidente brasileiro ao pa\u00eds em 21 anos, foram assinados dez memorandos de entendimento em minerais estrat\u00e9gicos e intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Esse movimento diplom\u00e1tico tamb\u00e9m tem chegado aos estados brasileiros. O governador de Goi\u00e1s, Ronaldo Caiado, viajou a Washington no in\u00edcio de fevereiro para apresentar o potencial mineral do estado e buscar acordos estrat\u00e9gicos voltados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de minerais estrat\u00e9gicos e terras raras.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em reuni\u00f5es com a pr\u00f3pria DFC e com o Centro de Estudos Estrat\u00e9gicos e Internacionais (CSIS), Caiado defendeu parcerias que assegurem a transfer\u00eancia de tecnologia \u2013 condi\u00e7\u00e3o para que Goi\u00e1s n\u00e3o seja apenas um fornecedor de mat\u00e9ria-prima, mas tamb\u00e9m realize a separa\u00e7\u00e3o e o processamento dos materiais localmente.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A iniciativa se insere na estrat\u00e9gia norte-americana de reduzir a depend\u00eancia da China e tem como trunfo o fato de o estado abrigar a \u00fanica mina privada de terras raras em opera\u00e7\u00e3o comercial no pa\u00eds.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Min\u00e9rio no ch\u00e3o, dinheiro na China<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Brasil processa cerca de 20 toneladas anuais de \u00f3xidos de terras raras separados, enquanto a China processa 270 mil.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;Ter o min\u00e9rio no ch\u00e3o \u00e9 apenas 10% do desafio&#8221;, diz Fernando Landgraf, professor da Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Para ele, o Brasil foca no subsolo enquanto o valor est\u00e1 no processamento e no refino. &#8220;A China tomou uma decis\u00e3o estrat\u00e9gica h\u00e1 d\u00e9cadas: dominar toda a cadeia produtiva das terras raras. \u00c9 isso que falta ao Brasil.&#8221;<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O entrave \u00e9 tamb\u00e9m qu\u00edmico. Henrique Eisi Toma, do Instituto de Qu\u00edmica da USP, explica que o termo &#8220;raras&#8221; se justifica pela dificuldade t\u00e9cnica de separa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pela escassez f\u00edsica. &#8220;O problema \u00e9 que eles est\u00e3o presentes em concentra\u00e7\u00f5es muito baixas e t\u00eam grande similaridade qu\u00edmica entre si, o que exige tecnologias avan\u00e7adas para extra\u00e7\u00e3o e refino&#8221;, diz.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Sem dominar essa etapa, o Brasil segue importando at\u00e9 compostos b\u00e1sicos como o lant\u00e2nio, insumo essencial para a ind\u00fastria do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Problemas macroecon\u00f4micos, por\u00e9m, amea\u00e7am travar possibilidades de avan\u00e7o. A taxa Selic est\u00e1 em 15% ao ano, a mais elevada em quase duas d\u00e9cadas, e 69% dos l\u00edderes empresariais ouvidos pela Amcham Brasil apontam o desequil\u00edbrio fiscal como o maior risco aos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Com esse custo, nenhuma f\u00e1brica que demora anos para dar retorno consegue fechar a conta, e o investimento produtivo perde espa\u00e7o para aplica\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Garman alerta que a incapacidade de Bras\u00edlia em tratar os d\u00e9ficits mant\u00e9m as taxas de juros reais em n\u00edveis proibitivos. &#8220;Quando o governo busca o equil\u00edbrio das contas apenas por meio do aumento da arrecada\u00e7\u00e3o, ele retira recursos que seriam destinados ao investimento privado, a verdadeira forma\u00e7\u00e3o de capital, para sustentar despesas correntes de uma m\u00e1quina estatal ineficiente&#8221;, explica. O dinheiro que deveria financiar infraestrutura vai para o custeio do Estado.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Instituto de Log\u00edstica e Supply Chain (Ilos) aponta que o Brasil transporta hoje 25% mais carga do que h\u00e1 uma d\u00e9cada, utilizando praticamente a mesma estrutura f\u00edsica. Esse quadro alimenta o Custo Brasil \u2013 o conjunto de inefici\u00eancias estruturais que encarecem a produ\u00e7\u00e3o nacional \u2013 e torna o produto processado localmente menos competitivo do que o importado.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;Sem estrat\u00e9gias de digitaliza\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o log\u00edstica que reduzam custos, o pa\u00eds continuar\u00e1 sendo um simples espectador da onda tecnol\u00f3gica&#8221;, alerta Thomas Gautier, CEO da Freto, transportadora digital de cargas. Sem uma estrat\u00e9gia que integre rodovias, ferrovias e hidrovias, a vantagem geol\u00f3gica se anula.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Mas mesmo que o Brasil superasse os entraves internos, ainda restaria o risco externo mais dif\u00edcil de controlar: a pr\u00f3pria China. Pequim pode baixar os pre\u00e7os artificialmente para inviabilizar projetos em outros pa\u00edses, e j\u00e1 o fez no passado.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O mercado de terras raras \u00e9 vol\u00e1til, e a depend\u00eancia hist\u00f3rica do setor mineral brasileiro em rela\u00e7\u00e3o ao min\u00e9rio de ferro, que responde por 63% das exporta\u00e7\u00f5es, mostra que concentra\u00e7\u00e3o de pauta \u00e9 um padr\u00e3o, n\u00e3o uma exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">J\u00e1 tentamos antes e fracassamos<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O risco de repetir erros do passado \u00e9 real. Fernando Lins, pesquisador do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), lembra que o Brasil j\u00e1 tentou a verticaliza\u00e7\u00e3o \u2013 a Nuclemon operou entre os anos 1960 e 1980, processando areia monaz\u00edtica para extrair &#8220;terras raras&#8221; e produzir compostos de ur\u00e2nio e t\u00f3rio. A empresa sucumbiu \u00e0 falta de continuidade pol\u00edtica e \u00e0 inviabilidade econ\u00f4mica frente ao mercado global.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Ele afirma que a reorganiza\u00e7\u00e3o das cadeias globais de suprimentos exige mais do que min\u00e9rio: exige dom\u00ednio tecnol\u00f3gico para agregar valor, algo ainda incipiente no Brasil.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A presen\u00e7a chinesa n\u00e3o se limita \u00e0 demanda por mat\u00e9ria-prima. Pequim avan\u00e7a sobre setores industriais (automobil\u00edstico e eletrodom\u00e9sticos) onde o capital brasileiro simplesmente n\u00e3o chega. O motivo \u00e9 conhecido: juros que inviabilizam o investimento produtivo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Esse movimento coloca o Brasil em posi\u00e7\u00e3o singular: detentor de recursos que as grandes pot\u00eancias disputam. Tirar proveito disso, por\u00e9m, exige seguran\u00e7a jur\u00eddica e previsibilidade regulat\u00f3ria \u2013 condi\u00e7\u00f5es que o pa\u00eds ainda n\u00e3o oferece.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/terras-raras-brasil-minerios-estrategicos\/\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo quer o que est\u00e1 enterrado no Brasil. 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