{"id":67520,"date":"2026-03-11T22:46:16","date_gmt":"2026-03-12T01:46:16","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/chuvas-irregulares-causam-impactos-em-areas-agricolas-no-mato-grosso-do-sul\/"},"modified":"2026-03-11T22:46:16","modified_gmt":"2026-03-12T01:46:16","slug":"chuvas-irregulares-causam-impactos-em-areas-agricolas-no-mato-grosso-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/chuvas-irregulares-causam-impactos-em-areas-agricolas-no-mato-grosso-do-sul\/","title":{"rendered":"Chuvas irregulares causam impactos em \u00e1reas agr\u00edcolas no Mato Grosso do Sul"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia indicam impactos nas lavouras em diferentes regi\u00f5es de Mato Grosso do Sul. Os acumulados de chuva t\u00eam sido distintos no estado nas \u00faltimas semanas, influenciando a fase final de cultivo da soja e o in\u00edcio do plantio do milho de segunda safra. Segundo o instituto, \u201ca redu\u00e7\u00e3o e a irregularidade dos eventos de chuva, juntamente com temperaturas mais elevadas, t\u00eam afetado principalmente as lavouras de soja com semeadura mais tardia, que ainda se encontram em fases fenol\u00f3gicas cr\u00edticas da cultura\u201d. O relat\u00f3rio destaca que esse per\u00edodo \u00e9 decisivo para a defini\u00e7\u00e3o de componentes de rendimento, como o n\u00famero de gr\u00e3os por vagem e o peso dos gr\u00e3os. A situa\u00e7\u00e3o mais cr\u00edtica ocorre nas regi\u00f5es sul e sudeste do estado, onde o d\u00e9ficit h\u00eddrico tem sido registrado com maior frequ\u00eancia, gerando estimativa de perda de produtividade de at\u00e9 35% at\u00e9 15 de mar\u00e7o.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, a estimativa foi obtida a partir do Sistema de Suporte \u00e0 Decis\u00e3o na Agropecu\u00e1ria (SISDAGRO), que utiliza indicadores agrometeorol\u00f3gicos, como precipita\u00e7\u00e3o, evapotranspira\u00e7\u00e3o e balan\u00e7o h\u00eddrico do solo, para avaliar os efeitos das condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas no desenvolvimento das culturas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O levantamento aponta ainda que \u00e1reas ao norte de Mato Grosso do Sul, que vinham apresentando condi\u00e7\u00f5es h\u00eddricas favor\u00e1veis ao desenvolvimento das semeaduras tardias e registraram chuvas mais frequentes durante a fase vegetativa da soja, j\u00e1 come\u00e7am a apresentar d\u00e9ficit h\u00eddrico. Segundo o instituto, \u201cobserva-se o aumento da frequ\u00eancia de d\u00e9ficits h\u00eddricos di\u00e1rios entre o final de fevereiro e o in\u00edcio de mar\u00e7o\u201d, o que elevou a estimativa de perdas de produtividade para at\u00e9 26,8% at\u00e9 11 de mar\u00e7o. O relat\u00f3rio ressalta, no entanto, que \u201ccom a previs\u00e3o de novas chuvas para os pr\u00f3ximos dias, o d\u00e9ficit h\u00eddrico n\u00e3o dever\u00e1 se intensificar at\u00e9 o dia 15 de mar\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O impacto dessas condi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 observado nas culturas de segunda safra, como milho, sorgo e pastagens, que apresentam ritmos diferentes de semeadura e estabelecimento das lavouras. No sul de Mato Grosso do Sul, o plantio do milho est\u00e1 mais avan\u00e7ado, mas depende da ocorr\u00eancia de novas chuvas para favorecer o desenvolvimento inicial das plantas. J\u00e1 nas \u00e1reas do norte do estado, o cen\u00e1rio tende a ser mais adequado tanto para a semeadura quanto para o estabelecimento da cultura.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O relat\u00f3rio aponta que a ocorr\u00eancia de chuvas regulares contribui para a manuten\u00e7\u00e3o da umidade do solo e favorece o crescimento das gram\u00edneas forrageiras, ampliando a disponibilidade de alimento para o rebanho. Por outro lado, per\u00edodos prolongados de estiagem reduzem a umidade do solo e limitam o crescimento vegetativo, o que resulta em menor produ\u00e7\u00e3o de biomassa e diminui\u00e7\u00e3o da capacidade de suporte das \u00e1reas de pastejo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A previs\u00e3o do tempo para os pr\u00f3ximos dias indica continuidade das chuvas no centro-norte, leste e em \u00e1reas do Pantanal de Mato Grosso do Sul, com acumulados entre 80 e 200 mm, condi\u00e7\u00e3o que tende a favorecer a manuten\u00e7\u00e3o da umidade do solo nessas regi\u00f5es. Em contraste, o sul do estado deve registrar baixos volumes de chuva devido \u00e0 atua\u00e7\u00e3o de uma massa de ar mais seca e fria, que pode limitar a forma\u00e7\u00e3o de nuvens e resultar em acumulados inferiores a 20 mm e temperaturas mais amenas. Para os munic\u00edpios de Itaquira\u00ed e Coxim, a previs\u00e3o indica volumes de 2,5 mm e 62,7 mm, respectivamente, entre 11 e 15 de mar\u00e7o. Em Coxim, esse acumulado tende a contribuir para a manuten\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es adequadas de armazenamento de \u00e1gua no solo, sem indica\u00e7\u00e3o de d\u00e9ficit h\u00eddrico significativo, embora as temperaturas m\u00e9dias do ar devam permanecer acima de 26 \u00b0C, cen\u00e1rio que pode favorecer lavouras de segunda safra e pastagens, mas tamb\u00e9m dificultar opera\u00e7\u00f5es em campo. J\u00e1 no sul do estado, especialmente em Itaquira\u00ed, os baixos volumes de chuva devem manter o d\u00e9ficit h\u00eddrico no solo, mantendo o alerta para poss\u00edveis perdas nas lavouras da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o cen\u00e1rio refor\u00e7a a necessidade de aten\u00e7\u00e3o no planejamento das atividades agr\u00edcolas na regi\u00e3o. O instituto recomenda \u201co acompanhamento cont\u00ednuo das atualiza\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas e o monitoramento das condi\u00e7\u00f5es de umidade do solo\u201d, com o objetivo de subsidiar a tomada de decis\u00e3o no manejo das lavouras, reduzir riscos operacionais e orientar o planejamento das opera\u00e7\u00f5es no campo.&#13;\n<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/chuvas-irregulares-causam-impactos-em-areas-agricolas-no-mato-grosso-do-sul_511923.html\">AGROLINK<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia indicam impactos nas lavouras em diferentes regi\u00f5es de Mato Grosso do Sul. 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