{"id":66675,"date":"2026-03-07T00:37:36","date_gmt":"2026-03-07T03:37:36","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/ataques-do-ira-ameacam-empurrar-a-europa-para-o-conflito\/"},"modified":"2026-03-07T00:37:36","modified_gmt":"2026-03-07T03:37:36","slug":"ataques-do-ira-ameacam-empurrar-a-europa-para-o-conflito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/ataques-do-ira-ameacam-empurrar-a-europa-para-o-conflito\/","title":{"rendered":"Ataques do Ir\u00e3 amea\u00e7am empurrar a Europa para o conflito"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"tp-post-content\">\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A guerra no Ir\u00e3 est\u00e1 escalando por todo o Oriente M\u00e9dio e j\u00e1 come\u00e7a a produzir impactos para a Europa. Embora os governos europeus n\u00e3o tenham participado da ofensiva inicial conduzida por Estados Unidos e Israel, alguns pa\u00edses, como <strong>Reino Unido, Fran\u00e7a, Alemanha<\/strong>, j\u00e1 afirmaram que trabalhar\u00e3o com Washington para <strong>conter ataques iranianos contra aliados no Oriente M\u00e9dio \u2013 ainda que sem aderir formalmente \u00e0 guerra<\/strong>. Outros, como a <strong>It\u00e1lia<\/strong>, refor\u00e7aram suas posi\u00e7\u00f5es no Oriente M\u00e9dio para proteger seus interesses na regi\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Ap\u00f3s ser atacado por Estados Unidos e Israel, o regime iraniano iniciou uma campanha de ataques contra pa\u00edses do Golfo P\u00e9rsico e alvos ligados aos americanos e seus aliados na regi\u00e3o. Nesta quinta-feira, a chefe da pol\u00edtica externa da Uni\u00e3o Europeia (UE), Kaja Kallas, declarou que o Ir\u00e3 est\u00e1 \u201cexportando a guerra\u201d ao tentar ampliar o conflito para outros pa\u00edses. Ela refor\u00e7ou que o bloco europeu continua defendendo esfor\u00e7os de desescalada no conflito em curso, mas reconheceu que a situa\u00e7\u00e3o representa risco direto para a estabilidade europeia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O primeiro impacto concreto da guerra em curso no Oriente M\u00e9dio para os europeus ocorreu no <strong>Chipre<\/strong>, pa\u00eds no Mediterr\u00e2neo que \u00e9 membro da Uni\u00e3o Europeia (UE). Na madrugada de segunda-feira (2), um drone do modelo Shahed, de fabrica\u00e7\u00e3o iraniana, danificou uma base a\u00e9rea brit\u00e2nica localizada na ilha.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O epis\u00f3dio levou o<strong> Reino Unido<\/strong> a refor\u00e7ar sua presen\u00e7a militar em torno do Chipre, que \u00e9 considerado pelos europeus como uma zona estrat\u00e9gica para opera\u00e7\u00f5es no Mediterr\u00e2neo Oriental e no Oriente M\u00e9dio. O governo da <strong>It\u00e1lia <\/strong>tamb\u00e9m decidiu enviar navios militares \u00e0 regi\u00e3o para refor\u00e7ar a defesa de Chipre.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Nesta quinta-feira (5), os brit\u00e2nicos disseram que o drone que atingiu sua base no Chipre n\u00e3o foi lan\u00e7ado do Ir\u00e3, mas sim do L\u00edbano. \u00c9 nesse pa\u00eds que opera o grupo terrorista Hezbollah, um dos sat\u00e9lites do Ir\u00e3 no Oriente M\u00e9dio. A a\u00e7\u00e3o n\u00e3o causou danos profundos nem v\u00edtimas, mas acendeu um alerta.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para Eduardo Galv\u00e3o, professor de rela\u00e7\u00f5es internacionais do Ibmec Bras\u00edlia, o epis\u00f3dio no Chipre ilustra como a Europa pode ser gradualmente exposta ao conflito: <strong>os interesses europeus no Oriente M\u00e9dio criam uma &#8220;zona cinzenta&#8221; na qual o continente pode ser arrastado mesmo sem decis\u00e3o formal de entrar na guerra. <\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O professor de rela\u00e7\u00f5es internacionais Kleber Galerani, da Universidade de Franca, chama esse processo de <strong>&#8220;escalada por arrasto&#8221;<\/strong> e aponta que a necessidade de interceptar drones, proteger bases e defender cidad\u00e3os j\u00e1 coloca a Europa dentro da engrenagem militar do conflito, independentemente do discurso de n\u00e3o beliger\u00e2ncia dos governos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A doutora B\u00e1rbara Neves, coordenadora de internacionaliza\u00e7\u00e3o da Universidade Positivo (UP), acrescenta ainda que, quando ataques iranianos atingem instala\u00e7\u00f5es utilizadas pelos EUA e Reino Unido, como a do Chipre, cria-se um <strong>\u201cmecanismo de tensionamento estrutural<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cQuanto mais frequentes ou letais forem esses ataques, maior a press\u00e3o para respostas coordenadas\u201d, afirma. \u201cA Europa tenta preservar dist\u00e2ncia estrat\u00e9gica do conflito, mas a l\u00f3gica das alian\u00e7as pode reduzir essa margem de neutralidade caso a percep\u00e7\u00e3o de amea\u00e7a coletiva aumente\u201d, explicou.<\/p>\n<div class=\"postImage_post-content-image__2CJdu\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><source type=\"image\/webp\" srcset=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/01\/29165756\/ue-soldados-russia-1280x720.jpg.webp 1280w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/01\/29165756\/ue-soldados-russia-960x540.jpg.webp 960w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/01\/29165756\/ue-soldados-russia-660x372.jpg.webp 660w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/01\/29165756\/ue-soldados-russia-540x360.jpg.webp 540w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/01\/29165756\/ue-soldados-russia-380x214.jpg.webp 380w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/01\/29165756\/ue-soldados-russia-720x720.jpg.webp 720w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/01\/29165756\/ue-soldados-russia-540x540.jpg.webp 540w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/01\/29165756\/ue-soldados-russia-372x372.jpg.webp 372w, 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participa\u00e7\u00e3o europeia na opera\u00e7\u00e3o conduzida contra o Ir\u00e3 pelos Estados Unidos e Israel \u00e9 \u201ccertamente uma possibilidade\u201d. Petraeus disse que o envolvimento europeu no conflito poderia ocorrer devido aos ataques iranianos contra as bases americanas, instala\u00e7\u00f5es brit\u00e2nicas no Chipre e infraestruturas civis e militares de na\u00e7\u00f5es europeias em pa\u00edses do Golfo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O ex-diretor da CIA afirmou que o Ir\u00e3 n\u00e3o deve limitar seus alvos apenas a Israel e \u00e0s bases americanas neste conflito e alertou que a amplia\u00e7\u00e3o do papel europeu na guerra em curso j\u00e1 est\u00e1 sendo discutida nos bastidores.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para ele, o simples fato de essa hip\u00f3tese estar em debate indica que <strong>o conflito pode avan\u00e7ar para um est\u00e1gio em que as na\u00e7\u00f5es europeias deixem de atuar apenas no plano diplom\u00e1tico e passem a assumir fun\u00e7\u00f5es operacionais no campo militar do Oriente M\u00e9dio<\/strong>.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Ataques contra aliados podem fazer Europa agir de forma imediata<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Os especialistas identificam dois tipos de gatilho capazes de arrastar a Europa de vez para o conflito: um ataque direto a territ\u00f3rio ou tropas de pa\u00edses europeus; ou um acionamento da Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (Otan), caso um dos membros considere ter sido alvo de agress\u00e3o atribu\u00edda ao Ir\u00e3 ou a grupos apoiados por Teer\u00e3.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cSe o Ir\u00e3 passar a atingir diretamente interesses brit\u00e2nicos no Golfo P\u00e9rsico ou instala\u00e7\u00f5es francesas no norte da \u00c1frica ou no Mediterr\u00e2neo Oriental, isso criaria uma justificativa pol\u00edtica e militar para uma rea\u00e7\u00e3o mais direta\u201d, avaliou o professor Conrado Baggio, de rela\u00e7\u00f5es internacionais da Universidade Cruzeiro do Sul.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Aline Thom\u00e9, professora de rela\u00e7\u00f5es internacionais do Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia (Ceub), afirma ainda que um ataque com repercuss\u00e3o dom\u00e9stica relevante na Europa poderia levar a opini\u00e3o p\u00fablica a exigir rea\u00e7\u00e3o de seus governos, enquanto uma eventual interrup\u00e7\u00e3o de rotas energ\u00e9ticas essenciais \u00e0 Europa tamb\u00e9m poderia mudar o c\u00e1lculo pol\u00edtico dos governos do continente.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Washington pode pressionar aliados europeus a entrarem no conflito?<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo os analistas consultados pela reportagem, o governo de Donald Trump poderia estimular, coordenar e persuadir a Europa a entrar no conflito, mas n\u00e3o impor um aprofundamento do envolvimento europeu.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Galv\u00e3o explica que, na Europa, prevalece o c\u00e1lculo pol\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o aos custos de uma entrada direta na guerra no Oriente M\u00e9dio. \u201cMuitos governos europeus procuram equilibrar solidariedade com os EUA e cautela diante do risco de uma guerra regional ampliada, especialmente considerando os custos econ\u00f4micos, energ\u00e9ticos e pol\u00edticos de um envolvimento direto\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para Baggio, a estrat\u00e9gia mais inteligente para Washington talvez seja justamente n\u00e3o pressionar seus aliados. O professor argumenta que o pr\u00f3prio Ir\u00e3 pode fazer isso se expandir seus ataques para o Mediterr\u00e2neo Oriental, o entorno da Turquia ou rotas mar\u00edtimas estrat\u00e9gicas no Oceano \u00cdndico, onde interesses europeus podem ser afetados.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Como os pa\u00edses europeus reagiram ao ataque dos EUA e Israel<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A ofensiva americana e israelense contra o Ir\u00e3 exp\u00f4s uma divis\u00e3o dentro da Europa. Enquanto alguns governos do continente sinalizaram alinhamento pol\u00edtico a Washington, outros optaram por condenar a opera\u00e7\u00e3o contra o regime isl\u00e2mico e defender uma \u201csa\u00edda diplom\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Os governos de Alemanha e It\u00e1lia justificaram os ataques de s\u00e1bado como uma resposta necess\u00e1ria \u00e0 amea\u00e7a nuclear iraniana. O chanceler alem\u00e3o Friedrich Merz afirmou que Berlim compartilha dos mesmos interesses estrat\u00e9gicos dos Estados Unidos e Israel no enfrentamento ao regime de Teer\u00e3.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Por sua vez, Fran\u00e7a e Reino Unido n\u00e3o aderiram formalmente \u00e0 ofensiva liderada pelos EUA, mas refor\u00e7aram sua presen\u00e7a militar na regi\u00e3o sob o argumento de defesa. O primeiro-ministro brit\u00e2nico Keir Starmer autorizou o uso de bases brit\u00e2nicas para apoio \u201ccom prop\u00f3sitos defensivos\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">J\u00e1 o presidente Emmanuel Macron classificou os ataques contra o Ir\u00e3 como fora do direito internacional, mas determinou o envio de fragatas, sistemas antim\u00edsseis e do porta-avi\u00f5es Charles de Gaulle para proteger interesses franceses no Mediterr\u00e2neo e garantir a liberdade de navega\u00e7\u00e3o, afirmando que a Fran\u00e7a atuar\u00e1 \u201cde maneira proporcionada\u201d e reagir\u00e1 caso seja atacada. A It\u00e1lia tamb\u00e9m enviou navios para proteger seus interesses no Chipre.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">J\u00e1 a Espanha foi o pa\u00eds que adotou a posi\u00e7\u00e3o mais cr\u00edtica dentro do bloco europeu. O governo socialista do primeiro-ministro Pedro S\u00e1nchez condenou a ofensiva militar contra o Ir\u00e3 e se recusou a autorizar o uso das bases estrat\u00e9gicas de Mor\u00f3n e Rota pelas for\u00e7as americanas. S\u00e1nchez declarou que a viol\u00eancia \u201cs\u00f3 gera mais viol\u00eancia\u201d e defendeu a interrup\u00e7\u00e3o imediata da escalada, com \u201cretorno ao di\u00e1logo diplom\u00e1tico\u201d. A decis\u00e3o provocou forte rea\u00e7\u00e3o de Washington, que chegou a amea\u00e7ar embargos comerciais contra Madri.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">No plano institucional, a Uni\u00e3o Europeia tentou preservar uma posi\u00e7\u00e3o comum, ainda que marcada por diferen\u00e7as internas. Ap\u00f3s reuni\u00e3o de emerg\u00eancia dos ministros das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do bloco nesta semana, a UE pediu \u201crespeito ao direito internacional\u201d e esfor\u00e7os para evitar uma \u201camplia\u00e7\u00e3o do conflito\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Ap\u00f3s os ataques de s\u00e1bado, o regime iraniano disse que a Europa entraria na mira de suas for\u00e7as militares se decidisse se unir aos Estados Unidos e a Israel no conflito. Em entrevista ao jornal <em>Tehran Times<\/em>, o ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que \u201cqualquer a\u00e7\u00e3o militar europeia\u201d no conflito seria considerada \u201cum ato de guerra que exige uma resposta\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/ataques-do-ira-no-oriente-medio-empurram-a-europa-para-o-conflito\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A guerra no Ir\u00e3 est\u00e1 escalando por todo o Oriente M\u00e9dio e j\u00e1 come\u00e7a a produzir impactos para a Europa. 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