{"id":66628,"date":"2026-03-06T20:40:19","date_gmt":"2026-03-06T23:40:19","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/vencedor-do-premio-apca-de-melhor-espetaculo-em-2020-musical-bertoleza-tem-apresentacoes-em-santos\/"},"modified":"2026-03-06T20:40:19","modified_gmt":"2026-03-06T23:40:19","slug":"vencedor-do-premio-apca-de-melhor-espetaculo-em-2020-musical-bertoleza-tem-apresentacoes-em-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/vencedor-do-premio-apca-de-melhor-espetaculo-em-2020-musical-bertoleza-tem-apresentacoes-em-santos\/","title":{"rendered":"Vencedor do pr\u00eamio APCA de melhor espet\u00e1culo em 2020, musical Bertoleza tem apresenta\u00e7\u00f5es em Santos"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"texto\">\n<p>Sucesso de cr\u00edtica e p\u00fablico em diversas temporadas em S\u00e3o Paulo, o\u00a0<strong>musical Bertoleza<\/strong>, da\u00a0<strong>Gargarejo Cia Teatral<\/strong>, estreou em 2020 e conquistou o pr\u00eamio APCA de melhor espet\u00e1culo daquele ano. E, agora, a companhia desembarca em Santos, no litoral paulista, para duas apresenta\u00e7\u00f5es gratuitas no Teatro Rosinha Mastrangelo, nos dias 7 e 8 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>A montagem, com adapta\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o e can\u00e7\u00f5es originais de\u00a0<strong>Anderson Claudir<\/strong>, que tamb\u00e9m assina a dramaturgia ao lado de\u00a0<strong>Let\u00edcia Conde<\/strong>, \u00e9 inspirada no livro &#8220;O Corti\u00e7o&#8221;, cl\u00e1ssico naturalista de Alu\u00edsio Azevedo. Mas, desta vez, o p\u00fablico conhece a hist\u00f3ria sob ponto de vista da\u00a0<strong>Bertoleza<\/strong>, uma mulher negra que \u00e9 t\u00e3o importante para a constru\u00e7\u00e3o do romance quanto o pr\u00f3prio Jo\u00e3o Rom\u00e3o, o protagonista original.<\/p>\n<p>Na trama, o oportunista Rom\u00e3o prop\u00f5e uma sociedade \u00e0 escrava Bertoleza, prometendo comprar a alforria dela. Eles come\u00e7am uma vida juntos e constroem um pequeno patrim\u00f4nio formado por um enorme corti\u00e7o, um armaz\u00e9m e uma pedreira.<\/p>\n<p>Depois de acumular capital consider\u00e1vel, o ambicioso Jo\u00e3o Rom\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o sabe como se tornar mais rico e poderoso. Envenenado pelo invejoso Botelho, ele decide se casar com Zulmira, a filha de Miranda, um negociante portugu\u00eas recentemente agraciado com o t\u00edtulo de bar\u00e3o. Mas, para isso, precisa se livrar da amante Bertoleza, que trabalha de sol a sol para lutar pelo patrim\u00f4nio que eles constru\u00edram juntos.<\/p>\n<p>Para a companhia, o grande desafio foi fazer com que uma narrativa do s\u00e9culo 19 questionasse e problematizasse as rela\u00e7\u00f5es criadas nos dias de hoje. Por isso, o projeto iniciado em 2015 foi ganhando novos contornos. &#8220;Quisemos investigar uma identidade brasileira, que vem da di\u00e1spora africana, e pensar em como isso nos afeta artisticamente. Assim, podemos criar novos signos para essa gera\u00e7\u00e3o e dar uma voz para essa terra perif\u00e9rica&#8221;, conta Claudir.<\/p>\n<p>No processo, o coletivo procurou a for\u00e7a da figura de Bertoleza em outras mulheres negras brasileiras negligenciadas pela Hist\u00f3ria. Durante a encena\u00e7\u00e3o, o elenco relembra as hist\u00f3rias da vereadora Marielle Franco, militante da luta negra assassinada em mar\u00e7o de 2018; da escritora Carolina Maria de Jesus, famosa pelo livro\u00a0<em>Q<\/em>u<em>arto de Despejo: Di\u00e1rio de uma Favelada<\/em>; da jornalista e professora Antonieta de Barros, defensora da emancipa\u00e7\u00e3o feminina que foi apagada dos livros de Hist\u00f3ria; da escritora Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista brasileira; e da guerreira Dandara, que viveu e lutou no per\u00edodo colonial.<\/p>\n<p>A protagonista do espet\u00e1culo \u00e9 interpretada pela atriz\u00a0<strong>Lu Campos.\u00a0<\/strong>E o elenco ainda conta com<strong>\u00a0<\/strong><strong>Ali Bara\u00fana<\/strong>,\u00a0<strong>Taciana Bastos<\/strong>,<strong>\u00a0Roma Oliveira<\/strong>,\u00a0<strong>Cain\u00e3 Naira<\/strong>,\u00a0<strong>Larissa Noel<\/strong>,\u00a0\u00a0<strong>Palomaris<\/strong>,\u00a0<strong>Edson Teles<\/strong>,\u00a0<strong>Thiago Mota<\/strong>\u00a0e<strong>\u00a0Welton Santos<\/strong>\u00a0e os stand-ins\u00a0<strong>Lilian Rocha\u00a0<\/strong>e\u00a0<strong>Anderson Claudir<\/strong>.<\/p>\n<p>Completam a ficha t\u00e9cnica a dire\u00e7\u00e3o musical de\u00a0<strong>Eric Jorge<\/strong>, as m\u00fasicas de\u00a0<strong>Anderson Claudir<\/strong>,<strong>\u00a0Andr\u00e9ia Manczyk<\/strong>,<strong>\u00a0Eric Jorge<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Juliana Manczyk<\/strong>, a prepara\u00e7\u00e3o vocal e assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o musical de\u00a0<strong>Juliana Manczyk<\/strong>, a prepara\u00e7\u00e3o de elenco de\u00a0<strong>Eduardo Silva<\/strong>\u00a0e a prepara\u00e7\u00e3o corporal e coreografia de\u00a0<strong>Taciana Bastos<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Rela\u00e7\u00e3o profunda entre vida e obra<\/strong><\/p>\n<p>Para Lu Campos, interpretar Bertoleza tem um significado ainda mais profundo. No processo desde 2015, ela conta que vivenciou um chamado ancestral em 2017: suas antepassadas maternas deram-lhe a miss\u00e3o de quebrar o ciclo de opress\u00e3o vivenciado por sua fam\u00edlia desde os tempos de escravid\u00e3o. &#8220;Espero que as mulheres pretas se sintam bem representadas na pe\u00e7a e a partir disso, busquem seus lugares de protagonismo nos variados \u00e2mbitos da vida&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Para a atriz, estar nesse processo contribui para a sua expans\u00e3o de consci\u00eancia. Em busca de mais respostas sobre sua ancestralidade, ela tamb\u00e9m cursou a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Matriz Africana pela FACIBRA\/Casa de Cultura Fazenda Roseira. &#8220;As pessoas precisam perceber qu\u00e3o rica e diversificada \u00e9 a matriz africana, por isso ela deve ser resgatada e valorizada. Afinal, a \u00c1frica \u00e9 o ventre do mundo&#8221;, emociona-se.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Sobre a Gargarejo Cia Teatral<\/strong><\/p>\n<p>Gargarejo Cia Teatral \u00e9 um coletivo de artistas dedicado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de arte popular, orientado por uma perspectiva \u00e9tnico-racial que tensiona as rela\u00e7\u00f5es entre coloniza\u00e7\u00e3o e identidade. O grupo coloca a viv\u00eancia perif\u00e9rica no centro da cena, afirmando-a como pot\u00eancia est\u00e9tica e pol\u00edtica. Fundada em 2014, em Campinas (SP), a companhia desenvolveu, em seus primeiros anos, trabalhos a partir de obras fundamentais da dramaturgia e da literatura brasileira, como A Cartomante, de Machado de Assis; Sonhos Roubados, de Anderson Claudir; Vidas Secas, de Graciliano Ramos; e Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.<\/p>\n<p>Em 2015, a Gargarejo inicia a pesquisa c\u00eanica sobre O Corti\u00e7o, de Alu\u00edsio Azevedo, que d\u00e1 origem \u00e0 microcena Bertoleza \u2013 uma pequena trag\u00e9dia, ponto de partida do processo investigativo &#8220;O Corti\u00e7o por elas&#8221;, dedicado a revisitar a obra sob a perspectiva das personagens femininas. A partir de 2017, o grupo se estabelece na cidade de S\u00e3o Paulo, aprofundando experimenta\u00e7\u00f5es c\u00eanicas, leituras p\u00fablicas e rodas de conversa, em um movimento cont\u00ednuo de cria\u00e7\u00e3o em di\u00e1logo e retroalimenta\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 2020, estreia BERTOLEZA no SESC Belenzinho, em temporada com ingressos esgotados, consagrando-se com o Pr\u00eamio APCA de Melhor Espet\u00e1culo do Ano. Em 2022, a companhia realiza o projeto Machado Real (PROAC), que resulta na leitura musical Quincas e no curta-metragem O Espelho XXI, adapta\u00e7\u00f5es das obras Quincas Borba e O Espelho, de Machado de Assis, reafirmando o compromisso do grupo com releituras cr\u00edticas do c\u00e2none brasileiro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Ficha T\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o e letras: Anderson Claudir<\/p>\n<p>Dramaturgia final: Anderson Claudir e Let\u00edcia Conde<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o musical: Eric Jorge<\/p>\n<p>M\u00fasicas: Anderson Claudir, Andr\u00e9ia Manczyk, Eric Jorge e Juliana Manczyk<\/p>\n<p>Prepara\u00e7\u00e3o vocal e Assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o musical: Juliana Manczyk<\/p>\n<p>Preparador de elenco: Eduardo Silva<\/p>\n<p>Prepara\u00e7\u00e3o corporal e coreografia: Taciana Bastos<\/p>\n<p>Cenografia e figurino: Dani Oliveira e Victor Paula<\/p>\n<p>Assistente de cenografia e figurino: Gabriela Moreira<\/p>\n<p>Visagista: Victor Paula<\/p>\n<p>Diretor de Palco: L\u00e9o Magr\u00e3o<\/p>\n<p>Designer e opera\u00e7\u00e3o de Luz: Andressa Pacheco<\/p>\n<p>V\u00eddeos: Aline Almeida<\/p>\n<p>Desenho de som: LABSOM &#8211; Laborat\u00f3rio Sonoro<\/p>\n<p>Opera\u00e7\u00e3o de som e microfona\u00e7\u00e3o: Kleber Marques e Julia Mauro\u00a0<\/p>\n<p>Elenco: Lu Campos, Ali Bara\u00fana, Taciana Bastos, Roma Oliveira, Cain\u00e3 Naira, Larissa Noel,\u00a0\u00a0Palomaris, Edson Teles, Thiago Mota e Welton Santos.<\/p>\n<p>Stand-ins: Lilian Rocha e Anderson Claudir<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o: Manczyk Produ\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Sinopse<\/strong><\/p>\n<p>Adapta\u00e7\u00e3o musical de\u00a0<em>O Corti\u00e7o<\/em>, de Alu\u00edsio Azevedo, obra cl\u00e1ssica da literatura naturalista brasileira, em que o protagonismo \u00e9 invertido. A voz agora \u00e9 de Bertoleza: mulher, negra e escravizada que se relaciona com Jo\u00e3o Rom\u00e3o, um portugu\u00eas ambicioso e oportunista.\u00a0<em>Bertoleza\u00a0<\/em>\u00e9 o dedo na ferida, \u00e9 o n\u00f3 expulso da garganta, a voz que pergunta: E a Bertoleza?<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Bertoleza, da Gargarejo Cia Teatral<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apresenta\u00e7\u00f5es:\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>7 e 8 de mar\u00e7o de 2026, no s\u00e1bado, \u00e0s 20h, e no domingo, \u00e0s 19h<\/p>\n<p><strong>Teatro Rosinha Mastrangelo\u00a0<\/strong>&#8211; Centro Cultural Patr\u00edcia Galv\u00e3o &#8211; Av. Senador Pinheiro Machado, 48 &#8211; Vila Matias, Santos, SP<\/p>\n<p><strong>Ingresso:\u00a0<\/strong>gratuito | Retirada na bilheteria com 1 hora de anteced\u00eancia<\/p>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>90 minutos<\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00e3o et\u00e1ria:\u00a0<\/strong>12 anos<\/p>\n<p><strong>Acessibilidade:\u00a0<\/strong>o espa\u00e7o possui acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida\u00a0<\/p>\n<p>Siga o grupo nas redes sociais:\u00a0Facebook @gargarejociateatral\u00a0e\u00a0Instagram\u00a0@gargarejocia<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async defer crossorigin=\"anonymous\" src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/sdk.js#xfbml=1&#038;version=v12.0&#038;appId=&#038;autoLogAppEvents=1\" nonce=\"ou0fI1lo\"><\/script><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.bs9.com.br\/variedades\/vencedor-do-premio-apca-de-melhor-espetaculo-em-2020-musical\/37960\/\">BS9<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sucesso de cr\u00edtica e p\u00fablico em diversas temporadas em S\u00e3o Paulo, o\u00a0musical Bertoleza, da\u00a0Gargarejo Cia Teatral, estreou em 2020 e conquistou o pr\u00eamio APCA de melhor espet\u00e1culo daquele ano. 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