{"id":65957,"date":"2026-03-03T21:22:21","date_gmt":"2026-03-04T00:22:21","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/o-que-esta-em-jogo-para-china-e-russia-na-guerra-do-ira\/"},"modified":"2026-03-03T21:22:21","modified_gmt":"2026-03-04T00:22:21","slug":"o-que-esta-em-jogo-para-china-e-russia-na-guerra-do-ira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/o-que-esta-em-jogo-para-china-e-russia-na-guerra-do-ira\/","title":{"rendered":"O que est\u00e1 em jogo para China e R\u00fassia na guerra do Ir\u00e3"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"tp-post-content\">\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Horas ap\u00f3s os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Ir\u00e3 no s\u00e1bado (28), os regimes da R\u00fassia e da China condenaram a ofensiva, pediram cessar-fogo imediato e defenderam a retomada do di\u00e1logo diplom\u00e1tico.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Apesar do posicionamento, Moscou e Pequim evitaram sinalizar algum tipo de apoio militar direto a Teer\u00e3, expondo os limites pr\u00e1ticos da parceria que os dois pa\u00edses mant\u00eam com o regime iraniano.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">No Conselho de Seguran\u00e7a da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), a R\u00fassia classificou os bombardeios dos EUA e Israel contra o Ir\u00e3 como \u201catos de agress\u00e3o\u201d, enquanto o chanceler do regime chin\u00eas, Wang Yi, afirmou ser \u201cinaceit\u00e1vel\u201d que os EUA atacassem o Ir\u00e3 em meio a negocia\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas e \u201cainda mais inaceit\u00e1vel\u201d os EUA assassinarem \u201co l\u00edder de um pa\u00eds soberano\u201d, fazendo refer\u00eancia \u00e0 morte do aiatol\u00e1 Ali Khamenei. As declara\u00e7\u00f5es, no entanto, ficaram restritas ao campo diplom\u00e1tico, sem tom amea\u00e7ador ou b\u00e9lico.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">O que est\u00e1 em jogo para China e R\u00fassia<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>Tanto a China quanto a R\u00fassia possuem acordos estrat\u00e9gicos firmados com o Ir\u00e3 <\/strong>nos \u00faltimos anos, que ampliaram a coopera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, econ\u00f4mica e militar entre os tr\u00eas regimes.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em janeiro deste ano, os pa\u00edses anunciaram a assinatura de um <strong>\u201cpacto trilateral\u201d<\/strong> para refor\u00e7ar a coordena\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica e aproxima\u00e7\u00e3o em temas como energia, com\u00e9rcio e defesa. <strong>O acordo, no entanto, n\u00e3o estabelecia nenhuma cl\u00e1usula de defesa m\u00fatua nem obrigava qualquer uma das partes a intervir militarmente em caso de ataque externo<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Ir\u00e3 \u00e9 um dos principais apoiadores de Moscou na invas\u00e3o \u00e0 Ucr\u00e2nia. Desde 2022, quando o ditador Vladimir Putin ordenou a invas\u00e3o em larga escala do pa\u00eds vizinho, o regime isl\u00e2mico enviou para o Kremlin centenas de drones, que passaram a ser amplamente utilizados nos ataques contra cidades e infraestrutura ucranianas. A coopera\u00e7\u00e3o militar ajudou a R\u00fassia a compensar parte das limita\u00e7\u00f5es impostas pelas san\u00e7\u00f5es ocidentais e consolidou a aproxima\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica entre os dois regimes.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">No caso chin\u00eas, o v\u00ednculo \u00e9 sobretudo econ\u00f4mico e energ\u00e9tico. <strong>A China \u00e9 hoje o maior comprador de petr\u00f3leo iraniano, absorvendo mais de 80% de tudo o que o Ir\u00e3 exporta.<\/strong> Essas compras costumam ocorrer abaixo do pre\u00e7o internacional de refer\u00eancia, o que garante vantagem financeira a Pequim e receita vital para Teer\u00e3, que vive sob san\u00e7\u00f5es do Ocidente.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Pesa tamb\u00e9m o fato de que, nesse conflito, os pa\u00edses do Golfo, que est\u00e3o sob ataque do Ir\u00e3, absorvem parte do investimento da Iniciativa Cintur\u00e3o e Rota da China (<em>Belt and Road Initiative<\/em>), conhecida tamb\u00e9m como a &#8220;Nova Rota da Seda&#8221; \u2013 uma estrat\u00e9gia de expans\u00e3o da influ\u00eancia econ\u00f4mica e geopol\u00edtica chinesa que financia obras de infraestrutura, acordos comerciais e investimentos em pa\u00edses em desenvolvimento, com o objetivo de ampliar a presen\u00e7a da China nesses mercados.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em an\u00e1lise publicada pela consultoria SpecialEurasia, a especialista em geopol\u00edtica Silvia Boltuc afirma que os ataques contra infraestrutura iraniana tamb\u00e9m amea\u00e7am corredores comerciais estrat\u00e9gicos que interessam diretamente a Moscou e Pequim.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Esse cen\u00e1rio ajuda a explicar por que <strong>uma eventual queda do regime iraniano colocaria a China e a R\u00fassia diante de perdas estrat\u00e9gicas relevantes no Oriente M\u00e9dio, ainda que de naturezas distintas<\/strong>. Apesar disso, analistas avaliam que nenhum dos dois regimes t\u00eam interesse em se envolver no conflito em curso, cada um por motivos diferentes.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cAcredito ser improv\u00e1vel que potencias globais como China e R\u00fassia desejem arcar com os custos de um envolvimento direto contra os EUA\u201d, disse Ludmila Culpi, professora de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da PUC-PR.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para a China, enfrentar o poderio militar dos Estados Unidos e de Israel no Oriente M\u00e9dio significaria, segundo Evan Feigenbaum, vice-presidente de Estudos do<em> think tank Carnegie Endowment for International Peace<\/em>, assumir riscos em uma regi\u00e3o que n\u00e3o integra suas prioridades centrais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Kremlin, por sua vez, ainda est\u00e1 tentando avan\u00e7ar sobre a Ucr\u00e2nia e tendo fortes perdas. Analistas do <em>think tank Chatham House <\/em>avaliam que Moscou dificilmente abriria uma nova frente de tens\u00e3o direta com os Estados Unidos enquanto concentra recursos e capacidade militar no conflito em curso no leste europeu.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O analista Gr\u00e9goire Roos, diretor dos programas para Europa, R\u00fassia e Eur\u00e1sia do <em>Chatham House<\/em>, afirmou em artigo publicado no site do <em>think tank<\/em>, que o Kremlin n\u00e3o pretende se envolver diretamente no conflito nem oferecer apoio militar concreto a Teer\u00e3, apesar de ter condenado o ataque dos Estados Unidos e de Israel.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cA R\u00fassia, evidentemente, n\u00e3o entrar\u00e1 em qualquer tipo de confronto militar com os Estados Unidos e Israel. Tampouco enviar\u00e1 a Teer\u00e3 qualquer sinal de que possa oferecer algum tipo de apoio [militar]\u201d, escreveu Roos. Segundo ele, os \u201cpr\u00f3ximos passos do Kremlin provavelmente ser\u00e3o calibrados para preservar sua credibilidade como parceiro cr\u00edtico do Ocidente, mas sem ser arrastado para um segundo conflito de alta intensidade.\u201d<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Alian\u00e7as distintas<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Diferentemente de alian\u00e7as ocidentais, como a Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (Otan), os acordos firmados entre R\u00fassia, China e Ir\u00e3 n\u00e3o preveem cl\u00e1usula de defesa coletiva. Tratam-se apenas de parcerias estrat\u00e9gicas voltadas \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, econ\u00f4mica e, em alguns casos, transfer\u00eancia de tecnologia e armas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Embora o Kremlin e o regime comunista de Xi compartilhem com Teer\u00e3 a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 influ\u00eancia americana e \u00e0s san\u00e7\u00f5es ocidentais, nenhum dos dois pa\u00edses assumiu compromisso formal de prote\u00e7\u00e3o militar ao regime iraniano, que, na pr\u00e1tica, dever\u00e1 enfrentar os EUA e Israel sem garantia de respaldo direto de seus principais parceiros estrat\u00e9gicos na comunidade internacional.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Foco militar da China est\u00e1 em Taiwan e no Leste Asi\u00e1tico<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para Pequim, a prioridade militar estrat\u00e9gica permanece concentrada no entorno imediato de seu territ\u00f3rio, especialmente na quest\u00e3o de Taiwan. A ilha \u00e9 considerada pelo regime comunista de Xi como parte integrante da China, e a ditadura chinesa n\u00e3o descarta o uso da for\u00e7a para anexar Taiwan ou impedir qualquer movimento formal de independ\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo Feigenbaum, do <em>Carnegie Endowment for International Peace<\/em>, grande parte do planejamento militar chin\u00eas, incluindo sua moderniza\u00e7\u00e3o naval, a expans\u00e3o da for\u00e7a a\u00e9rea e o desenvolvimento de m\u00edsseis de longo alcance, est\u00e1 direcionada, neste momento, ao cen\u00e1rio do Leste Asi\u00e1tico, que Pequim considera sua zona de influ\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Nesse contexto, abrir uma frente indireta de confronto no Oriente M\u00e9dio para defender o Ir\u00e3 significaria para Pequim desviar recursos, elevar o risco de confronto direto com os Estados Unidos e comprometer sua principal agenda estrat\u00e9gica: a anexa\u00e7\u00e3o de Taiwan.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Conflito pode at\u00e9 beneficiar a R\u00fassia no curto prazo<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O conflito em curso no Oriente M\u00e9dio pode gerar certos efeitos econ\u00f4micos positivos para Moscou no curto prazo, j\u00e1 que a instabilidade no Ir\u00e3 tende a pressionar os pre\u00e7os internacionais do petr\u00f3leo, que, neste momento, \u00e9 a principal fonte de receita externa da R\u00fassia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Analistas destacam que uma alta sustentada da <em>commodity<\/em> no mercado internacional favorece exportadores como a R\u00fassia, que continua altamente dependente das receitas energ\u00e9ticas para financiar seu or\u00e7amento militar e sustentar sua invas\u00e3o \u00e0 Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cPutin deve estar radiante [com o conflito], porque qualquer coisa que eleve o pre\u00e7o do petr\u00f3leo \u00e9 positiva para ele\u201d, afirmou a analista Ellen Wald, pesquisadora de energia global, \u00e0 emissora americana<em> CNBC<\/em>.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Desde 2022, o petr\u00f3leo russo est\u00e1 submetido a um regime de san\u00e7\u00f5es liderado pelos Estados Unidos e pela Uni\u00e3o Europeia. Ainda assim, a R\u00fassia n\u00e3o deixou de vender petr\u00f3leo. Moscou passou a exportar volumes maiores para pa\u00edses que n\u00e3o aderiram integralmente \u00e0s san\u00e7\u00f5es ocidentais, como a China, Brasil e a \u00cdndia, muitas vezes oferecendo descontos em rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o de refer\u00eancia internacional.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em janeiro, visando impedir esse financiamento de guerra russo, Trump deu \u201csinal verde\u201d para a aprova\u00e7\u00e3o de um projeto de lei que prev\u00ea novas san\u00e7\u00f5es contra a R\u00fassia e seus parceiros comerciais. A proposta estabelece tarifas secund\u00e1rias que podem chegar a 500% sobre bens importados de qualquer pa\u00eds que continue comprando petr\u00f3leo, derivados ou ur\u00e2nio da R\u00fassia. Na pr\u00e1tica, isso significa que pa\u00edses que mantiverem com\u00e9rcio energ\u00e9tico com Moscou poder\u00e3o enfrentar barreiras tarif\u00e1rias severas ao exportar para os Estados Unidos. O projeto, por exemplo, poderia alcan\u00e7ar o Brasil, principal comprador de diesel de Moscou.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/o-que-esta-em-jogo-para-china-e-russia-na-guerra-do-oriente-medio\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Horas ap\u00f3s os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Ir\u00e3 no s\u00e1bado (28), os regimes da R\u00fassia e da China condenaram a ofensiva, pediram cessar-fogo imediato e defenderam a retomada do di\u00e1logo diplom\u00e1tico. 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