{"id":64825,"date":"2026-02-26T01:08:16","date_gmt":"2026-02-26T04:08:16","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/talk-show-debate-alta-das-recuperacoes-judiciais-no-agro\/"},"modified":"2026-02-26T01:08:16","modified_gmt":"2026-02-26T04:08:16","slug":"talk-show-debate-alta-das-recuperacoes-judiciais-no-agro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/talk-show-debate-alta-das-recuperacoes-judiciais-no-agro\/","title":{"rendered":"Talk show debate alta das recupera\u00e7\u00f5es judiciais no agro"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">O Brasil encerrou 2025 com 5.680 empresas em Recupera\u00e7\u00e3o Judicial (RJ), o maior n\u00famero j\u00e1 registrado no pa\u00eds. O volume representa alta de 24,3% em rela\u00e7\u00e3o ao fim de 2024, conforme dados do Monitor RGF de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial, elaborado pela RGF &amp; Associados. No agroneg\u00f3cio, os pedidos cresceram 61,4% entre o primeiro e o terceiro trimestre de 2025, o maior \u00edndice desde 2021, segundo a Serasa Experian.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O cen\u00e1rio foi debatido na 30\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Talk Show \u201cA Voz do Mercado\u201d, realizada nesta quarta-feira, 25, com media\u00e7\u00e3o de Ivan Wedekin e Suelen Farias. O programa\u00a0teve como tema \u201cRecupera\u00e7\u00e3o Judicial no Agro: Fatos e Mitos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Participaram do encontro Roberto Levrero, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Tecnologia em Nutri\u00e7\u00e3o Vegetal (Abisolo); Guilherme Rios, assessor de Pol\u00edtica Agr\u00edcola na Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA); e Renato Buranello, s\u00f3cio do VBSO Advogados e vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Agroneg\u00f3cio (ABAG).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para assistir o programa na \u00edntegra, clique aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Renato Buranello aponta apreens\u00e3o na cadeia produtiva<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ao comentar o aumento das recupera\u00e7\u00f5es judiciais, Renato Buranello afirmou que \u201ctoda a cadeia de produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 apreensiva\u201d. Segundo ele, o cen\u00e1rio n\u00e3o se restringe ao perfil do produtor ou \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras. \u201cN\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o do produtor, n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o s\u00f3 de bancos. N\u00e3o queria que todos tivessem essa impress\u00e3o de que n\u00e3o \u00e9 o pequeno ou grande, a quest\u00e3o \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o e o funcionamento desses modelos de neg\u00f3cio hoje no setor\u201d, declarou. Para o especialista, o quadro recorde de recupera\u00e7\u00f5es judiciais \u201ccoloca tudo meio a prova\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Buranello explicou que a recupera\u00e7\u00e3o judicial \u00e9 \u201cum concurso coletivo\u201d que re\u00fane credores sob coordena\u00e7\u00e3o do Judici\u00e1rio para organizar um plano de pagamento. \u201cO que visa, l\u00e1 no come\u00e7o da lei est\u00e1 bem claro assim \u2018a preserva\u00e7\u00e3o da empresa ou a preserva\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica\u2019\u201d, afirmou, lembrando que a antiga concordata foi substitu\u00edda pela atual legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Sobre o produtor rural, destacou que a Lei 14.112 criou um cap\u00edtulo espec\u00edfico para permitir que produtores, inclusive os que atuam como pessoa f\u00edsica, possam acessar o instrumento. \u201cFoi criado na verdade um regime especial, um regime espec\u00edfico para aqueles que ainda comprovasse anterioridade da atividade registrada de produ\u00e7\u00e3o rural\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ele ressaltou que a reforma passou a exigir documentos cont\u00e1beis e fiscais para o pedido de recupera\u00e7\u00e3o. \u201cAl\u00e9m do imposto de renda, balan\u00e7o patrimonial, esses requisitos buscavam trazer maior transpar\u00eancia e melhorar governan\u00e7a\u201d, explicou. Segundo Buranello, a norma tamb\u00e9m determinou a separa\u00e7\u00e3o entre patrim\u00f4nio pessoal e patrim\u00f4nio da atividade rural. \u201c\u00c9 preciso ter a separa\u00e7\u00e3o daquilo que vai ser lan\u00e7ado, aquilo que contabilmente faz parte da atividade organizada de produ\u00e7\u00e3o e aquilo que n\u00e3o \u00e9 atividade de produ\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Roberto Levrero relata efeito cascata no cr\u00e9dito<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O presidente da Abisolo, Roberto Levrero, avaliou que o aumento das recupera\u00e7\u00f5es judiciais impacta o financiamento do setor. \u201cHoje a ind\u00fastria do setor financeiro, os bancos, as cooperativas e os canais de distribui\u00e7\u00e3o representam o maior fomentador da agricultura\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo ele, a combina\u00e7\u00e3o de Selic elevada e aumento do risco encareceu o cr\u00e9dito. \u201cVoc\u00ea eleva o risco, todo mundo come\u00e7a a olhar com mais cautela. Come\u00e7a a ficar com menos coragem de continuar investido ou fomentando ou financiando um segmento\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Levrero afirmou que recupera\u00e7\u00f5es judiciais mal estruturadas geraram \u201cefeito cascata\u201d e pressionaram o custo do custeio. \u201cAs primeiras recupera\u00e7\u00f5es judiciais surtiram um efeito muito negativo para o segmento trazendo o encarecimento do custeio\u201d, declarou. Para ele, a restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito afeta decis\u00f5es de investimento e pode comprometer produtividade e gera\u00e7\u00e3o de receita, sobretudo em um cen\u00e1rio de pre\u00e7os de commodities mais baixos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Guilherme Rios relaciona endividamento ao seguro rural<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para Guilherme Rios, assessor de Pol\u00edtica Agr\u00edcola da CNA, o aumento das recupera\u00e7\u00f5es judiciais decorre de um conjunto de fatores. \u201cFoi um trip\u00e9, quais s\u00e3o as pernas desse trip\u00e9? Primeiro o clima, depois as quest\u00f5es de mercado, pre\u00e7os dos produtos e tamb\u00e9m a quest\u00e3o organiza\u00e7\u00e3o ou falta da organiza\u00e7\u00e3o financeira\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ele avaliou que um seguro rural estruturado poderia reduzir o n\u00edvel de endividamento. \u201cAinda que o seguro rural n\u00e3o resolvesse todos esses problemas, com certeza o seguro rural bem estruturado, que atendesse n\u00e3o s\u00f3 quest\u00f5es clim\u00e1ticas, mas de faturamento tamb\u00e9m, com certeza os n\u00edveis de endividamento que n\u00f3s estamos assistindo hoje seriam bem menores\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Rios informou que, em 2025, o programa de subven\u00e7\u00e3o ao pr\u00eamio do seguro rural contou com or\u00e7amento de pouco mais de R$ 1 bilh\u00e3o, enquanto a demanda do setor \u00e9 de R$ 4 bilh\u00f5es. \u201cEsse um bilh\u00e3o j\u00e1 era insuficiente e ainda teve o agravante de estar forma contingenci\u00e1vel\u201d, afirmou, acrescentando que mais de 40% dos recursos foram bloqueados ao longo do ano. Como resultado, segundo ele, foram cobertos 3,2 milh\u00f5es de hectares, menos de 5% da \u00e1rea.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ao comparar com os Estados Unidos, Rios destacou a diferen\u00e7a de escala. \u201cAno passado eles aplicaram mais de 10 bilh\u00f5es de d\u00f3lares e cobriram mais de 200 milh\u00f5es de hectares, aproximadamente 90% de toda a sua \u00e1rea\u201d, declarou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ele defendeu mudan\u00e7as estruturais e citou o projeto de lei 2951\/2024, da senadora Tereza Cristina, como base para reformular o programa. \u201cO projeto n\u00e3o resolve todos os problemas, mas com certeza d\u00e1 a base fundamental para gente come\u00e7ar essa nova constru\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou. Segundo Rios, o objetivo \u00e9 oferecer \u201cum seguro que vai socorrer o produtor no momento que ele mais necessita\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para assistir o programa na \u00edntegra, clique aqui<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/a-voz-do-mercado--talk-show-debate-alta-das-recuperacoes-judiciais-no-agro_511386.html\">AGROLINK<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil encerrou 2025 com 5.680 empresas em Recupera\u00e7\u00e3o Judicial (RJ), o maior n\u00famero j\u00e1 registrado no pa\u00eds. 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