{"id":64479,"date":"2026-02-24T12:20:26","date_gmt":"2026-02-24T15:20:26","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/como-o-brasil-se-saiu-bem-na-guerra-comercial\/"},"modified":"2026-02-24T12:20:26","modified_gmt":"2026-02-24T15:20:26","slug":"como-o-brasil-se-saiu-bem-na-guerra-comercial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/como-o-brasil-se-saiu-bem-na-guerra-comercial\/","title":{"rendered":"como o Brasil se saiu bem na guerra comercial"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"tp-post-content\">\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Poucos antecipavam esse desfecho na sexta-feira (20). Uma decis\u00e3o da Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas de Trump \u2014 e o Brasil saiu como o maior beneficiado entre os 20 principais parceiros comerciais americanos. A redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia nas sobretaxas sobre as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras chegou a 13,6 pontos percentuais, segundo a Global Trade Alert (GTA), plataforma de monitoramento de com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Mesmo a rea\u00e7\u00e3o de Trump ao rev\u00e9s judicial, com o an\u00fancio de tarifas globais de 10% ou at\u00e9 15%, n\u00e3o tirou do Brasil o t\u00edtulo de maior favorecido. Isso porque essa nova taxa\u00e7\u00e3o, que entrou em vigor nesta quarta, afeta todos os pa\u00edses igualmente. Dessa forma, o exportador brasileiro n\u00e3o perder\u00e1 competitividade em rela\u00e7\u00e3o a concorrentes.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O julgamento era aguardado com expectativa \u2014 a maioria conservadora da Suprema Corte sinalizava uma poss\u00edvel vit\u00f3ria de Trump. &#8220;O resultado representa um rev\u00e9s significativo para o presidente e mostra que o Executivo n\u00e3o tem carta branca para impor tarifas&#8221;, avalia Raphael Bulascoschi, analista da StoneX.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Os efeitos foram imediatos: o real se valorizou, a Bolsa bateu recordes \u2014 e o mercado americano voltou a ser uma op\u00e7\u00e3o concreta para os exportadores brasileiros.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Suprema Corte dos EUA barra tarifas de Trump e muda regras do jogo<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A Suprema Corte decidiu, por seis votos a tr\u00eas, que Trump extrapolou seus poderes ao usar a Lei de Poderes Econ\u00f4micos de Emerg\u00eancia (IEEPA) para impor tarifas globais \u2014 uma lei criada para crises de seguran\u00e7a nacional, n\u00e3o para disputas comerciais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O argumento central foi que medidas com impacto econ\u00f4mico desta magnitude exigem aprova\u00e7\u00e3o do Congresso. O presidente da Corte, John Roberts, afirmou que o governo n\u00e3o conseguiu demonstrar essa base legal \u2014 e a decis\u00e3o foi contra Trump.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A Casa Branca recorreu a outra lei \u2014 a Se\u00e7\u00e3o 122 do Trade Act de 1974 \u2014 para fixar uma tarifa global de 10%, que, no s\u00e1bado (21) foi elevada para 15%. O novo instrumento \u00e9 mais limitado: vale por apenas 150 dias e n\u00e3o permite al\u00edquotas acima desse patamar, ao contr\u00e1rio da IEEPA, que abria espa\u00e7o para taxas de 40% ou at\u00e9 100%.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, a tarifa que passou a vigorar nesta ter\u00e7a-feira (24) foi de 10%. O servi\u00e7o de alf\u00e2ndega americano informou que essa ser\u00e1 a al\u00edquota inicial para todos os pa\u00edses, salvo exce\u00e7\u00f5es. A eleva\u00e7\u00e3o para 15% depende de uma ordem separada que Trump ainda dever\u00e1 assinar \u2014 sem data definida, segundo a <em>NBC<\/em>.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;A decis\u00e3o acabou com a tributa\u00e7\u00e3o por decreto e derrubou a incerteza que afastava investidores do pa\u00eds&#8221;, avalia Roberto Simioni, economista-chefe da Blue3 Investimentos.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">O impacto do tarifa\u00e7o e a resili\u00eancia das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O tarifa\u00e7o cobrou seu pre\u00e7o. As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para os EUA recuaram 6,7% em 2025, para US$ 37,7 bilh\u00f5es, segundo a Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (Secex) \u2014 foram seis meses consecutivos de queda at\u00e9 janeiro.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Brasil reagiu redirecionando vendas para outros mercados e fechou o ano com US$ 348,3 bilh\u00f5es exportados \u2014 o maior valor desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1997. Com a redu\u00e7\u00e3o das barreiras americanas, os exportadores brasileiros voltam a disputar espa\u00e7o no maior mercado do mundo em condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para Ver\u00f4nica Cardoso, diretora da LCA Consultoria Econ\u00f4mica, a postura do governo brasileiro foi mais estrat\u00e9gica do que parece.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;N\u00e3o \u00e9 que o Brasil n\u00e3o negociou \u2014 ele simplesmente recusou fechar um acordo que n\u00e3o fazia sentido para nenhum dos dois lados. Uma retalia\u00e7\u00e3o teria sido muito mais prejudicial para o Brasil do que para os Estados Unidos&#8221;, afirma.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O resultado confirmou a aposta. Em julho de 2025, Trump anunciou o tarifa\u00e7o de 40% \u2014 e o Brasil recusou ceder sob press\u00e3o. Washington respondeu com isen\u00e7\u00f5es significativas, ampliadas em novembro ap\u00f3s conversa entre Lula e Trump. A decis\u00e3o da Suprema Corte, em fevereiro de 2026, encerrou o ciclo.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Setor por setor: quem ganha com o fim das tarifas de Trump<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Sob as regras da IEEPA, as tarifas sobre produtos brasileiros chegaram a 35% em setembro de 2025. Com a ado\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de 15%, o GTA estima queda m\u00e9dia de 13,6 pontos percentuais \u2014 a maior entre os 20 principais parceiros comerciais dos EUA.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo a CNI, a redu\u00e7\u00e3o das sobretaxas beneficia cerca de US$ 21,6 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es brasileiras. &#8220;O impacto de uma medida como essa no com\u00e9rcio brasileiro \u00e9 significativo&#8221;, destaca Ricardo Alban, presidente da entidade.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Ver\u00f4nica Cardoso, por\u00e9m, pede cautela na leitura dos n\u00fameros. &#8220;N\u00e3o \u00e9 que a gente est\u00e1 sendo beneficiado. A gente est\u00e1 tendo um aumento de tarifa em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00e9-tarifa\u00e7o. O que muda \u00e9 que agora todo mundo paga esse 15% adicional \u2014 ent\u00e3o, em termos de competitividade, a gente n\u00e3o perde&#8221;, explica. Ela lembra ainda que o dado da CNI mede o volume da pauta afetada, n\u00e3o o que de fato chegar\u00e1 ao mercado americano.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Os setores mais beneficiados s\u00e3o:<\/p>\n<ul class=\"postList_post-list-container__W0E4y postList_visual-type-unordered-list__M8U7t\">\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span><strong>Agroneg\u00f3cio e alimentos:<\/strong> com tarifas menores, o Brasil refor\u00e7a sua posi\u00e7\u00e3o como fornecedor estrat\u00e9gico para um mercado americano pressionado pela infla\u00e7\u00e3o.<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span><strong>Ind\u00fastria:<\/strong> produtos brasileiros chegam ao mercado americano mais competitivos em pre\u00e7o frente aos concorrentes globais.<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span><strong>Isen\u00e7\u00e3o total:<\/strong> combust\u00edveis, carne bovina, caf\u00e9, celulose, suco de laranja, aeronaves e minerais cr\u00edticos ficaram fora do adicional de 15% \u2014 itens que representam, segundo Ver\u00f4nica Cardoso, mais de 60% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para os EUA.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">H\u00e1, por\u00e9m, um risco no horizonte: uma eventual reaproxima\u00e7\u00e3o comercial entre EUA e China pode reduzir a demanda asi\u00e1tica por soja e carne brasileiras \u2014 mercados que cresceram justamente durante a guerra tarif\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Nem tudo est\u00e1 resolvido. As tarifas sobre a\u00e7o e alum\u00ednio \u2014 impostas por raz\u00f5es de seguran\u00e7a nacional e que podem chegar a 50% \u2014 seguem em vigor. Investiga\u00e7\u00f5es sobre pr\u00e1ticas comerciais brasileiras tamb\u00e9m continuam abertas e podem resultar em novas restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Como a decis\u00e3o da Suprema Corte sobre tarifas de Trump afeta o Brasil<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para Simioni, a decis\u00e3o tamb\u00e9m protege empresas como a Petrobras de eventuais retalia\u00e7\u00f5es americanas por conta de suas parcerias com pa\u00edses que Washington v\u00ea com desconfian\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Os efeitos n\u00e3o ficaram restritos ao com\u00e9rcio exterior. A instabilidade pol\u00edtica nos EUA enfraqueceu o d\u00f3lar: o \u00edndice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente \u00e0s principais divisas do mundo, acumulava queda de 8,1% em 12 meses e era cotado a 97,94 nesta ter\u00e7a (24). O movimento afastou investidores dos EUA e direcionou capital para mercados emergentes com juros mais altos \u2014 caso do Brasil.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O pa\u00eds tornou-se um destino preferencial. S\u00f3 em janeiro, o saldo de recursos estrangeiros na B3 somou R$ 26,3 bilh\u00f5es \u2014 mais do que o total captado ao longo de 2025. O Ibovespa renovou m\u00e1ximas hist\u00f3ricas e fechou acima dos 190 mil pontos pela primeira vez.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A entrada de d\u00f3lares pressionou a valoriza\u00e7\u00e3o do real, que voltou a operar abaixo de R$ 5,20 \u2014 menor n\u00edvel desde maio de 2024. Com o c\u00e2mbio mais favor\u00e1vel, insumos comprados em d\u00f3lar \u2014 fertilizantes, combust\u00edveis e componentes tecnol\u00f3gicos \u2014 ficam mais baratos, aliviando a press\u00e3o sobre os pre\u00e7os. O efeito j\u00e1 aparece nas proje\u00e7\u00f5es do Boletim Focus: a mediana para o IPCA recuou de 4% para 3,91% nas \u00faltimas quatro semanas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;Com o real mais forte, a press\u00e3o de custos diminui, ainda que o repasse ao consumidor final n\u00e3o seja imediato&#8221;, observa Fellipe Rabelo, especialista da V2R Investimentos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Os setores mais beneficiados s\u00e3o varejo, constru\u00e7\u00e3o civil, tecnologia e sa\u00fade \u2014 todos dependentes de insumos importados e sens\u00edveis ao custo do cr\u00e9dito. A conjuntura favor\u00e1vel \u2014 tarifas menores, moeda valorizada e infla\u00e7\u00e3o em queda \u2014 abre espa\u00e7o para a ind\u00fastria ganhar competitividade e para o Banco Central avan\u00e7ar no corte de juros.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Riscos no radar: o prazo de 150 dias e a volatilidade global<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O otimismo tem prazo de validade: 150 dias. \u00c9 o tempo que a nova lei garante a tarifa de 15% antes de uma nova disputa no Congresso americano. Se a medida n\u00e3o for prorrogada, a incerteza volta ao centro do jogo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Cardoso, da LCA, prev\u00ea um efeito imediato: &#8220;Os compradores americanos sabem que essas tarifas s\u00f3 v\u00e3o ficar vigentes por 150 dias. Pode haver uma antecipa\u00e7\u00e3o de compras para garantir a tarifa mais baixa \u2014 o que pode gerar um aumento expressivo nas exporta\u00e7\u00f5es at\u00e9 junho. Esse movimento j\u00e1 aconteceu em julho do ano passado, quando o tarifa\u00e7o de 40% foi anunciado.&#8221;<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Outro risco vem do pr\u00f3prio Tesouro americano. O governo pode ser obrigado a devolver at\u00e9 US$ 175 bilh\u00f5es em tarifas cobradas ilegalmente \u2014 o que pressionaria os juros dos t\u00edtulos p\u00fablicos dos EUA. Juros mais altos por l\u00e1 tendem a atrair capital de volta ao d\u00f3lar, freando a valoriza\u00e7\u00e3o do real.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Os riscos v\u00eam de v\u00e1rias frentes. No plano global, tens\u00f5es no Oriente M\u00e9dio mant\u00eam os pre\u00e7os do petr\u00f3leo e do ouro elevados \u2014 o que pode alimentar a infla\u00e7\u00e3o mundial. No mercado americano, a reabertura comercial com a China pode desviar produtos industrializados para o Brasil, aumentando a concorr\u00eancia para a ind\u00fastria local.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">No cen\u00e1rio dom\u00e9stico, o pa\u00eds entra em ano eleitoral \u2014 o que tende a aumentar a desconfian\u00e7a dos investidores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s contas p\u00fablicas e elevar o custo do cr\u00e9dito.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;O otimismo nos mercados emergentes costuma ser intenso, mas vol\u00e1til. Mudan\u00e7as na pol\u00edtica monet\u00e1ria dos EUA, tens\u00f5es geopol\u00edticas ou ru\u00eddos fiscais internos podem reverter rapidamente o fluxo de capital&#8221;, alerta Rabelo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Lorena Laudares, analista pol\u00edtica do BTG Pactual, avalia que a decis\u00e3o da Suprema Corte &#8220;estabeleceu par\u00e2metros&#8221; para a pol\u00edtica tarif\u00e1ria: &#8220;O mercado sabe agora que n\u00e3o pode ser 40%, n\u00e3o pode ser 50%. No m\u00e1ximo, 15%.&#8221;<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Jackson Campos, especialista em com\u00e9rcio exterior, lembra que a nova tarifa tamb\u00e9m pode ser contestada judicialmente \u2014 mas por raz\u00f5es diferentes. &#8220;A Suprema Corte derrubou o tarifa\u00e7o anterior porque ele estava baseado numa lei de emerg\u00eancia. Agora Trump tenta se apoiar em outra base legal. Mesmo assim, ainda cabe questionamento se os requisitos foram cumpridos e se a aplica\u00e7\u00e3o est\u00e1 dentro dos limites&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A tarefa agora \u00e9 usar os 150 dias para ampliar vendas, reduzir custos e ganhar competitividade antes que Washington mude as regras novamente.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/tarifas-trump-exportacoes-brasil-suprema-corte\/\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poucos antecipavam esse desfecho na sexta-feira (20). Uma decis\u00e3o da Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas de Trump \u2014 e o Brasil saiu como o maior beneficiado entre os 20 principais parceiros comerciais americanos. 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