{"id":64098,"date":"2026-02-21T22:20:15","date_gmt":"2026-02-22T01:20:15","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/china-usa-ongs-de-esquerda-para-difundir-propaganda-nos-eua\/"},"modified":"2026-02-21T22:20:15","modified_gmt":"2026-02-22T01:20:15","slug":"china-usa-ongs-de-esquerda-para-difundir-propaganda-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/china-usa-ongs-de-esquerda-para-difundir-propaganda-nos-eua\/","title":{"rendered":"China usa ONGs de esquerda para difundir propaganda nos EUA"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"tp-post-content\">\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Congresso dos Estados Unidos est\u00e1 investigando neste momento uma s\u00e9rie de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs) de esquerda que podem estar atuando como instrumentos de influ\u00eancia do Partido Comunista da China (PCCh) em territ\u00f3rio americano.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A investiga\u00e7\u00e3o est\u00e1 avan\u00e7ando neste momento em duas frentes paralelas: apura\u00e7\u00f5es abertas por comit\u00eas da C\u00e2mara dos Deputados sobre a chamada \u201cRede Singham\u201d e um relat\u00f3rio formal do Departamento de Estado que aponta campanhas estruturadas de manipula\u00e7\u00e3o e interfer\u00eancia estrangeira no setor de informa\u00e7\u00e3o dos EUA.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">O que diz o relat\u00f3rio do Departamento de Estado<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O documento, intitulado \u201cCombate \u00e0 Manipula\u00e7\u00e3o e Interfer\u00eancia Estrangeira na Informa\u00e7\u00e3o\u201d, foi enviado aos congressistas na semana passada. Trechos foram divulgados pelo jornal <em>New York Post<\/em>. Segundo o relat\u00f3rio, a China utiliza diplomatas, ve\u00edculos de m\u00eddia estatal, influenciadores digitais e ONGs para difundir mensagens favor\u00e1veis ao regime e ampliar sua influ\u00eancia pol\u00edtica no exterior e nos EUA.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O texto cita duas ONGs vinculadas \u00e0 esquerda americana como poss\u00edveis integrantes desse ecossistema: Code Pink e People\u2019s Forum. Em publica\u00e7\u00e3o no X, o Departamento de Estado afirmou que essas organiza\u00e7\u00f5es teriam \u201cpromovido conte\u00fados e mobiliza\u00e7\u00f5es alinhadas a posi\u00e7\u00f5es defendidas por Pequim\u201d nos EUA.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A subsecret\u00e1ria de Estado dos EUA para Diplomacia P\u00fablica, Sarah Rogers, refor\u00e7ou essa tese em declara\u00e7\u00e3o ao <em>New York Post.<\/em><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cOrganiza\u00e7\u00f5es como a Code Pink e a People\u2019s Forum denigrem os Estados Unidos, branqueiam a viol\u00eancia de regimes marxistas e protegem a China enquanto recebem recursos de uma rede de doadores com conex\u00f5es ao Partido Comunista Chin\u00eas\u201d, disse ela, acrescentando que \u201co Departamento de Estado buscar\u00e1 transpar\u00eancia completa para as redes de doadores e ONGs que fazem lobby para nossos advers\u00e1rios e procuram enfraquecer a determina\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos.\u201d<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">ONGs sob investiga\u00e7\u00e3o defendem feminismo e marxismo<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Fundada em 2002, a Code Pink se apresenta como uma organiza\u00e7\u00e3o feminista e anti-guerra. Ela \u00e9 conhecida nos EUA por promover protestos contra interven\u00e7\u00f5es militares americanas. Nos \u00faltimos anos, a Code Pink passou a defender a campanha \u201cA China N\u00e3o \u00e9 Nossa Inimiga\u201d, sob argumento de que Washington est\u00e1 adotando uma postura cada vez mais hostil contra Pequim. Segundo o relat\u00f3rio do Departamento de Estado enviado ao Congresso, a organiza\u00e7\u00e3o tem promovido nos \u00faltimos anos viagens de seus membros \u00e0 China, realizado semin\u00e1rios virtuais com avalia\u00e7\u00f5es positivas sobre a revolu\u00e7\u00e3o comunista e divulgado conte\u00fados favor\u00e1veis ao regime de Pequim.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Por sua vez, a People\u2019s Forum, fundada em 2018 e com sede em Nova York, se apresenta como um \u201ccentro de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica marxista e anti-imperialista\u201d. A organiza\u00e7\u00e3o promove cursos, debates e diversas mobiliza\u00e7\u00f5es progressistas nos EUA. De acordo com o relat\u00f3rio do Departamento de Estado, a People\u2019s Forum estuda e vende a Revolu\u00e7\u00e3o Chinesa como um modelo a ser seguido nos EUA e no mundo. A organiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m promoveu nos \u00faltimos meses atos em defesa de regimes alinhados a Pequim, incluindo manifesta\u00e7\u00f5es pr\u00f3-Nicol\u00e1s Maduro, ap\u00f3s sua captura por for\u00e7as americanas em janeiro.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">O que \u00e9 a \u201cRede Singham\u201d<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Paralelamente ao relat\u00f3rio do governo, comit\u00eas da C\u00e2mara investigam o que classificam como \u201cRede Singham\u201d: um conjunto de organiza\u00e7\u00f5es progressistas que, segundo os parlamentares, recebem recursos financeiros do empres\u00e1rio americano Neville Roy Singham, que mora atualmente em Xangai, na China.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">De acordo com a imprensa americana, as investiga\u00e7\u00f5es em curso no Congresso apontam Singham como um indiv\u00edduo que possui liga\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas com o Partido Comunista Chin\u00eas, o que levanta suspeitas de que os recursos repassados por ele a essas entidades estariam, na pr\u00e1tica, financiando uma rede de influ\u00eancia a servi\u00e7o de Pequim em solo americano.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo depoimentos prestados ao Comit\u00ea de Formas e Meios da C\u00e2mara dos EUA em audi\u00eancia na semana passada, Singham teria investido ao menos US$ 100 milh\u00f5es para estruturar essa rede, movimentando o dinheiro por meio de empresas de fachada e fundos de doa\u00e7\u00f5es para ocultar sua origem.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">De acordo com testemunhas ouvidas pelo comit\u00ea, o empres\u00e1rio frequentou treinamentos de propaganda do PCCh, compartilhou escrit\u00f3rios com ve\u00edculos de m\u00eddia estatal chinesa em Xangai e utilizou brechas da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria americana para canalizar dezenas de milh\u00f5es de d\u00f3lares por meio de fundos administrados pelo banco Goldman Sachs.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo os legisladores, tanto a Code Pink quanto o People\u2019s Forum, citadas no relat\u00f3rio do Departamento de Estado, fazem parte dessa rede. Al\u00e9m delas, as investiga\u00e7\u00f5es mencionam outras quatro organiza\u00e7\u00f5es: o Party for Socialism and Liberation (PSL), partido marxista envolvido na organiza\u00e7\u00e3o de protestos; a ANSWER Coalition, coaliz\u00e3o ativista voltada a manifesta\u00e7\u00f5es anti-guerra; a BreakThrough BT Media, respons\u00e1vel pelo site de not\u00edcias BreakThrough News; e o Tricontinental: Institute for Social Research, instituto marxista que publica an\u00e1lises cr\u00edticas \u00e0 pol\u00edtica externa americana.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Conforme testemunhos ouvidos na audi\u00eancia da semana passada, cada uma dessas entidades cumpre um papel espec\u00edfico dentro da rede de propaganda pr\u00f3-Pequim. Por exemplo, o PSL e a ANSWER mobilizam manifestantes; o People\u2019s Forum treina e coordena ativistas; e a BreakThrough News cuida da amplifica\u00e7\u00e3o das mensagens na m\u00eddia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Um ponto central da investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 a poss\u00edvel aplica\u00e7\u00e3o da Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (FARA) contra essas organiza\u00e7\u00f5es. A legisla\u00e7\u00e3o determina que indiv\u00edduos ou entidades que atuem politicamente em nome de governos estrangeiros se registrem no Departamento de Justi\u00e7a dos Estados Unidos e tornem p\u00fablicas suas fontes de financiamento e as atividades desempenhadas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Caso fique comprovado que recursos enviados por Singham estavam vinculados, direta ou indiretamente, a interesses do Partido Comunista Chin\u00eas &#8211; e que essas entidades, apontadas nas investiga\u00e7\u00f5es como benefici\u00e1rias desses repasses, tenham atuado em nome de um interesse estrangeiro sem o devido registro &#8211; elas poder\u00e3o ser obrigadas a se inscrever formalmente nos termos da FARA. Em situa\u00e7\u00f5es mais graves, a legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea a aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es civis e at\u00e9 responsabiliza\u00e7\u00e3o criminal contra aqueles que n\u00e3o seguem a lei.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Caso Singham foi revelado em 2023<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A estrutura de financiamento associada a Singham j\u00e1 havia sido revelada em 2023 em reportagem do jornal <em>The New York Times<\/em>. De acordo com a mat\u00e9ria, depois de vender sua empresa Thoughtworks por US$ 785 milh\u00f5es nos Estados Unidos, Singham direcionou parte de sua fortuna para financiar ONGs tanto nos EUA quanto no exterior. Ainda segundo o jornal, as entidades beneficiadas frequentemente combinavam pautas do ativismo progressista com conte\u00fados alinhados \u00e0 propaganda chinesa.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na ocasi\u00e3o, Singham negou qualquer v\u00ednculo pol\u00edtico com Pequim: \u201cNego categoricamente qualquer sugest\u00e3o de que eu seja membro de, trabalhe para, receba ordens de ou siga instru\u00e7\u00f5es de qualquer partido pol\u00edtico ou governo.\u201d<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Propaganda vai al\u00e9m das ONGs<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A dissemina\u00e7\u00e3o de narrativas favor\u00e1veis ao regime chin\u00eas nos Estados Unidos n\u00e3o se restringe apenas \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es investigadas pelo Congresso. Em janeiro deste ano, a revista <em>Newsweek<\/em> revelou, com base em um levantamento da empresa de an\u00e1lise digital Graphika, a exist\u00eancia de uma rede composta por 43 dom\u00ednios e 37 subdom\u00ednios digitais que\u00a0se passavam por\u00a0grandes ve\u00edculos de imprensa, como <em>The New York Times, The Guardian e The Wall Street Journal.<\/em><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">As p\u00e1ginas reproduziam a identidade visual e trechos de conte\u00fados leg\u00edtimos desses ve\u00edculos para aparentar credibilidade, enquanto inseriam material editorial alinhado \u00e0 m\u00eddia estatal chinesa e ao Partido Comunista da China (PCCh). A investiga\u00e7\u00e3o identificou conex\u00f5es t\u00e9cnicas entre esses sites e empresas chinesas previamente associadas a campanhas digitais de promo\u00e7\u00e3o do regime comunista. Parte do conte\u00fado teria sido amplificada pela opera\u00e7\u00e3o conhecida como &#8220;spamouflage&#8221;, que utiliza perfis falsos e publica\u00e7\u00f5es coordenadas para impulsionar propaganda em plataformas ocidentais.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/china-usa-ongs-de-esquerda-para-promover-propaganda-nos-eua\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Congresso dos Estados Unidos est\u00e1 investigando neste momento uma s\u00e9rie de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs) de esquerda que podem estar atuando como instrumentos de influ\u00eancia do Partido Comunista da China (PCCh) em territ\u00f3rio americano. 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