{"id":63645,"date":"2026-02-19T08:10:13","date_gmt":"2026-02-19T11:10:13","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/vulnerabilidade-reduz-altura-media-de-criancas-indigenas-e-nordestinas\/"},"modified":"2026-02-19T08:10:13","modified_gmt":"2026-02-19T11:10:13","slug":"vulnerabilidade-reduz-altura-media-de-criancas-indigenas-e-nordestinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/vulnerabilidade-reduz-altura-media-de-criancas-indigenas-e-nordestinas\/","title":{"rendered":"Vulnerabilidade reduz altura m\u00e9dia de crian\u00e7as ind\u00edgenas e nordestinas"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A vulnerabilidade social\u00a0faz\u00a0com que crian\u00e7as ind\u00edgenas e de alguns estados do Nordeste, com at\u00e9 9 anos de idade, apresentem m\u00e9dia de altura menor que outras regi\u00f5es do Brasil e abaixo da refer\u00eancia preconizada\u00a0pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1678628&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Essas s\u00e3o algumas conclus\u00f5es de uma pesquisa que contou com participa\u00e7\u00e3o de especialistas do Centro de Integra\u00e7\u00e3o de Dados e Conhecimentos para Sa\u00fade da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz da Bahia (Cidacs\/Fiocruz Bahia).<\/p>\n<p><strong>Entre as quest\u00f5es que prejudicam o crescimento est\u00e3o problemas na\u00a0aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, alimenta\u00e7\u00e3o, elevado n\u00edvel de doen\u00e7as, baixo n\u00edvel socioecon\u00f4mico e\u00a0condi\u00e7\u00f5es ambientais inadequadas.<\/strong><\/p>\n<p>Tais\u00a0dificuldades tamb\u00e9m fazem com que cerca de 30% das crian\u00e7as brasileiras tenham sobrepeso ou estejam perto disso, o que mostra que <strong>crian\u00e7as que crescem em situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade n\u00e3o est\u00e3o protegidas do excesso de peso, mas expostas a fatores que comprometem o crescimento saud\u00e1vel.<\/strong><\/p>\n<p>O padr\u00e3o de peso e altura da OMS para crian\u00e7as at\u00e9 9 anos baseia-se em curvas de crescimento (escore-z) que avaliam o desenvolvimento saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>O peso m\u00e9dio para meninos aos 9 anos de idade varia entre 23,2kg e 33,8kg, com altura de cerca de 124cm a 136cm, enquanto meninas pesam em torno de 23kg a 33kg e medem entre 123cm e 135cm,<\/p>\n<h2>Cruzamento de dados<\/h2>\n<p><strong>A pesquisa analisou dados de 6 milh\u00f5es de crian\u00e7as brasileiras de fam\u00edlias registradas no Cadastro \u00danico para Programas Sociais (Cad\u00danico), no Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e no Sistema de Vigil\u00e2ncia Alimentar e Nutricional (Sisvan), desde que nasceram at\u00e9 os 9 anos de idade.<\/strong><\/p>\n<p>Os pesquisadores fizeram um cruzamento\u00a0de dados entre\u00a0condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas da popula\u00e7\u00e3o brasileira que est\u00e1 cadastrada nesses tr\u00eas sistemas, explicou o\u00a0pesquisador associado ao Cidacs\/Fiocruz BA, Gustavo Velasquez, l\u00edder do estudo.<\/p>\n<p>Foram estudados peso e estatura, adequa\u00e7\u00e3o de peso e adequa\u00e7\u00e3o de estatura, com rela\u00e7\u00e3o aos par\u00e2metros\u00a0da OMS, para avaliar o crescimento e estado nutricional das crian\u00e7as.\u00a0<\/p>\n<p>Gustavo Velasquez ressaltou que as conclus\u00f5es n\u00e3o indicam que necessariamente todas essas crian\u00e7as ind\u00edgenas e do Norte e Nordeste podem ser consideradas de baixa estatura, mas que h\u00e1 uma porcentagem maior que poderia ser classificada dessa forma.<\/p>\n<p>\u201cTodos os dados s\u00e3o seguros e altamente anonimizados. N\u00e3o h\u00e1 identifica\u00e7\u00e3o das pessoas que est\u00e3o l\u00e1. S\u00e3o dados administrativos que se usa para pesquisas em sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=421458:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/gPDatwT4FoaZO2ELAq1sueCKtcc=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/04\/18\/dscf3264_1.jpg?itok=CrrsVtOh\" alt=\"Brasnorte (MT), 09\/04\/2025 \u2013 Crian\u00e7as ind\u00edgenas do Povo Rikbaktsa na aldeia Beira Rio, Terra Ind\u00edgena Erikpatsa. Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/gPDatwT4FoaZO2ELAq1sueCKtcc=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/04\/18\/dscf3264_1.jpg?itok=CrrsVtOh\" alt=\"Brasnorte (MT), 09\/04\/2025 \u2013 Crian\u00e7as ind\u00edgenas do Povo Rikbaktsa na aldeia Beira Rio, Terra Ind\u00edgena Erikpatsa. Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=421458 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">\u00a0Crian\u00e7as ind\u00edgenas do Povo Rikbaktsa na aldeia Beira Rio, Terra Ind\u00edgena Erikpatsa. Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<!--END copyright=421458--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<h2>Sobrepeso e obesidade<\/h2>\n<p>O estudo verificou tamb\u00e9m a preval\u00eancia de crian\u00e7as que est\u00e3o acima do peso e, entre essas, qual a porcentagem da popula\u00e7\u00e3o considerada obesa, a partir do indicador chamado \u00cdndice de Massa Corporal.<\/p>\n<p>\u201cPode-se dizer que, em termos de peso, n\u00e3o h\u00e1 problema de subnutri\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, algumas popula\u00e7\u00f5es, como do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, t\u00eam uma preval\u00eancia de sobrepeso bastante alta\u201d, disse o pesquisador.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:500px;\">\n<caption>Fonte: Cidacs\/Fiocruz Bahia<\/caption>\n<tbody>\n<tr>\n<td>Regi\u00e3o<\/td>\n<td>Sobrepeso<\/td>\n<td>Obesidade<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Norte<\/td>\n<td>20%<\/td>\n<td>7,3%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Nordeste<\/td>\n<td>24%<\/td>\n<td>10,3%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Centro-Oeste<\/td>\n<td>28,1%<\/td>\n<td>13,9%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Sudeste<\/td>\n<td>26,6%<\/td>\n<td>11,7%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Sul<\/td>\n<td>32,6%<\/td>\n<td>14,4%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Gustavo Velasquez afirmou que, de acordo com o estudo, populacionalmente, as crian\u00e7as brasileiras\u00a0est\u00e3o acompanhando ou se acham acima\u00a0da refer\u00eancia\u00a0de peso calculada pela\u00a0OMS. Segundo ele, o\u00a0fato de estarem um pouco acima desse par\u00e2metro n\u00e3o significa que haja\u00a0gravidade nisso. \u201cH\u00e1 sempre uma toler\u00e2ncia\u201d.<\/p>\n<p>Contudo, ele observou que, dentro do grupo analisado, h\u00e1 algumas crian\u00e7as que j\u00e1 est\u00e3o realmente atingindo valores anormais.<\/p>\n<p>No geral, Velasquez disse que as crian\u00e7as brasileiras conseguem acompanhar a altura das refer\u00eancias internacionais, em m\u00e9dia, o que condiz com o desenvolvimento adequado de um crescimento linear.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 que n\u00f3s estamos observando que esse crescimento linear est\u00e1 adequado, mas o peso est\u00e1 come\u00e7ando, em algumas regi\u00f5es, a ser muito acima da norma que a gente espera\u201d.<\/p>\n<p>O pesquisador chamou a aten\u00e7\u00e3o que a obesidade tamb\u00e9m \u00e9 explicada pelas condi\u00e7\u00f5es em que a crian\u00e7a nasce, o que refor\u00e7a a\u00a0import\u00e2ncia do acompanhamento da crian\u00e7a durante a gesta\u00e7\u00e3o e na fase p\u00f3s-natal, para assegurar condi\u00e7\u00f5es de crescimento e desenvolvimento saud\u00e1veis, em n\u00edvel de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o de destaque para um crescimento saud\u00e1vel das crian\u00e7as no Brasil diz respeito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, complementou ele.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cN\u00f3s temos uma invas\u00e3o agora de alimentos ultraprocessados, que s\u00e3o considerados como um dos grandes determinantes do aumento de peso, n\u00e3o somente nas crian\u00e7as, mas em todas as popula\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O estudo foi publicado na revista JAMA Network no \u00faltimo dia 22 de janeiro de 2026 e ganhou, na mesma edi\u00e7\u00e3o, coment\u00e1rios de pesquisadores internacionais, no sentido de que o mundo tem que aprender as li\u00e7\u00f5es sobre essa situa\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>Em termos de sobrepeso, os pesquisadores estrangeiros consideraram que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave no Brasil, comparativamente com a a Am\u00e9rica Latina. A obesidade em crian\u00e7as \u00e9 muito maior no Chile, no Peru, na Argentina, por exemplo, indicou Gustavo Velasquez. Isso significa que, mundialmente, o Brasil est\u00e1 em um n\u00edvel intermedi\u00e1rio desse problema.\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-02\/vulnerabilidade-reduz-altura-media-de-criancas-indigenas-e-nordestinas\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vulnerabilidade social\u00a0faz\u00a0com que crian\u00e7as ind\u00edgenas e de alguns estados do Nordeste, com at\u00e9 9 anos de idade, apresentem m\u00e9dia de altura menor que outras regi\u00f5es do Brasil e abaixo da refer\u00eancia preconizada\u00a0pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). 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