{"id":6322,"date":"2025-03-17T09:34:41","date_gmt":"2025-03-17T12:34:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mussicom.com\/donita-sparks-fala-a-rs-sobre-shows-hollywood-rock-e-legado\/"},"modified":"2025-03-17T09:34:41","modified_gmt":"2025-03-17T12:34:41","slug":"donita-sparks-fala-a-rs-sobre-shows-hollywood-rock-e-legado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/donita-sparks-fala-a-rs-sobre-shows-hollywood-rock-e-legado\/","title":{"rendered":"Donita Sparks fala \u00e0 RS sobre shows, Hollywood Rock e legado"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><em>\u201c\u00c9 uma loucura saber que pessoas como voc\u00ea, nascidas em 1993 \u2014 no ano em que tocamos no Brasil pela primeira vez \u2014, t\u00eam interesse em n\u00f3s\u201d<\/em>. Este \u00e9 o n\u00edvel de surpresa de <strong>Donita Sparks<\/strong>, vocalista e guitarrista do <strong>L7<\/strong>, ao saber n\u00e3o apenas a idade do entrevistador da <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong>, como, tamb\u00e9m, ao refletir sobre a renova\u00e7\u00e3o de p\u00fablico de sua banda.<\/p>\n<p>O constante entusiasmo dos f\u00e3s brasileiros em rela\u00e7\u00e3o a seu trabalho junto a <strong>Suzi Gardner<\/strong> (guitarra e voz), <strong>Jennifer Finch<\/strong> (baixo e voz) e <strong>Dee Plakas<\/strong> (bateria) garantiu uma volta ao pa\u00eds para shows apenas um ano e meio ap\u00f3s a viagem anterior. Em outubro de 2023, o quarteto americano equivocadamente rotulado como grunge e riot grrrl nos visitou em uma turn\u00ea junto ao <strong>Black Flag<\/strong>, \u00edcones do hardcore oitentista. Desta vez, elas v\u00eam com o <strong>Garbage<\/strong>, outro nome de relev\u00e2ncia da d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<p>As novas apresenta\u00e7\u00f5es acontecem no <strong>Rio de Janeiro<\/strong> (21\/03, no Sacadura 154), <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong> (22\/03, no Terra SP) e <strong>Curitiba<\/strong> (23\/03, na \u00d3pera de Arame). Ingressos podem ser adquiridos nos sites <em>Fastix<\/em> (Rio e Curitiba) e <em>Clube do Ingresso<\/em> (SP). A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 da Liberation MC.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>L7 em 2020 (E-D): Jennifer Finch, Suzi Gardner, Dee Plakas e Donita Sparks &#8211; Foto: Taylor Hill \/ FilmMagic<\/figcaption><\/figure>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre as duas bandas da atual tour existe antes mesmo de o Garbage ter sido fundado. Um de seus integrantes, <strong>Butch Vig<\/strong>, tamb\u00e9m \u00e9 um renomado produtor. Comandou as grava\u00e7\u00f5es de \u00e1lbuns como <em><strong>Nevermind<\/strong><\/em> (<strong>Nirvana<\/strong>, 1991), <em><strong>Siamese Dream<\/strong><\/em> (<strong>Smashing Pumpkins<\/strong>, 1993), <em><strong>Wasting Light<\/strong><\/em> (<strong>Foo Fighters<\/strong>, 2011) e, curiosamente, <em><strong>Bricks Are Heavy<\/strong><\/em> (1992), um dos trabalhos mais conhecidos do L7. Sparks relembra:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cButch Vig produziu <strong>Bricks Are Heavy<\/strong> em 1992 e o Garbage ainda n\u00e3o havia sido formado, mas <strong>Duke<\/strong> [<strong>Erikson<\/strong>] e <strong>Steve Marker<\/strong> [membros do Garbage] tamb\u00e9m trabalharam no \u00e1lbum. Tamb\u00e9m conhecemos esses caras, mas sempre tivemos uma conex\u00e3o forte com Butch, porque sa\u00edamos mais com ele e est\u00e1vamos no est\u00fadio gravando com ele. Butch \u00e9 muito elegante, mas tem um \u00f3timo senso de humor.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Levou algum tempo at\u00e9 que Donita conhecesse pessoalmente a vocalista do grupo, <strong>Shirley Manson<\/strong>. Aconteceu por volta de 10 anos atr\u00e1s. <em>\u201cEu a conheci em um restaurante, nos reconhecemos, ela foi para a minha cabine e come\u00e7amos a conversar. Somos amigas desde ent\u00e3o. Ela \u00e9 realmente \u00f3tima\u201d<\/em>, relembrou, antes de tecer coment\u00e1rios sobre o trabalho dos colegas de tour:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cAmo a m\u00fasica do Garbage. Acho que eles sempre tiveram uma mistura muito legal de rock and roll, eletr\u00f4nica, pop e estranheza. S\u00e3o uma banda \u00fanica. Shirley tem uma \u00f3tima voz, a banda sempre soa \u00f3tima, as batidas de bateria s\u00e3o \u00f3timas. Eles t\u00eam uma combina\u00e7\u00e3o de samples e bateria de verdade, o que \u00e9 muito legal e poderoso.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Shirley Manson, vocalista do Garbage - Foto: Getty Images\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2023\/08\/garbage-1_0b200554493.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Shirley Manson, vocalista do Garbage &#8211; Foto: Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>E o que esperar dos shows do L7? Uma descri\u00e7\u00e3o feita pelo jornalista Rolf Amaro, ao cobrir pelo site Igor Miranda uma apresenta\u00e7\u00e3o da banda em S\u00e3o Paulo no ano de 2023, talvez resuma bem: <em>\u201cQuando a banda ainda estava na sexta m\u00fasica do repert\u00f3rio, <strong>\u2018Stadium West\u2019<\/strong>, um sem-n\u00famero de pessoas j\u00e1 havia saltado do palco; uma f\u00e3 mostrou os seios; e em todos os lados era poss\u00edvel encontrar latas espirrando cerveja, camisas girando, ou pessoas de ponta cabe\u00e7a, apenas com os p\u00e9s vis\u00edveis\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Se falta material novo para promover \u2014 o \u00e1lbum mais recente, <em><strong>Scatter the Rats<\/strong><\/em>, saiu em 2019 \u2014, sobram cl\u00e1ssicos do que se chama de rock alternativo da d\u00e9cada de 1990. Tanto que Sparks promete algumas mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o aos setlists tocados em outros pa\u00edses ano passado e executados no Brasil em 2023, quando, majoritariamente, celebravam o 30\u00ba anivers\u00e1rio de <em><strong>Bricks Are Heavy<\/strong><\/em>.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cTeremos algumas mudan\u00e7as no setlist. H\u00e1 m\u00fasicas que precisamos tocar, pois n\u00e3o quero decepcionar f\u00e3s que est\u00e3o nos vendo pela primeira vez, mas h\u00e1 muitas m\u00fasicas que gostar\u00edamos de trazer de volta. \u00c9 nosso 40\u00ba anivers\u00e1rio este ano. Em maio, faremos um cruzeiro de tr\u00eas dias com bandas punk e eles querem um set diferente a cada noite. Teremos que reaprender algumas m\u00fasicas. Na pr\u00f3xima vez que formos ao Brasil, provavelmente haver\u00e1 um monte dessas m\u00fasicas. Por\u00e9m, Dee acabou de fazer uma cirurgia no joelho em janeiro, ent\u00e3o n\u00e3o podemos mudar muito, j\u00e1 que n\u00e3o estamos ensaiando tanto agora. Temos que ser eficientes nas escolhas.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Foto: Rich Polk \/ Getty Images for The Art of Elysium\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/03\/l7-banda-2020-show-foto-rich-polk-getty-images-for-the-art-of-elysium.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Foto: Rich Polk \/ Getty Images for The Art of Elysium &#8211; L7 ao vivo em 2020<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Os shows que marcaram \u00e9poca no Brasil \u2014 e o r\u00f3tulo \u201cgrunge\u201d<\/strong><\/h3>\n<p>Em janeiro de 1993, o L7 fez sua estreia no Brasil em grande estilo. A banda integrou a programa\u00e7\u00e3o do festival <strong>Hollywood Rock<\/strong>, com shows em S\u00e3o Paulo (Est\u00e1dio do Morumbi) e no Rio de Janeiro (Pra\u00e7a da Apoteose).<\/p>\n<p>Era um evento de tr\u00eas dias. Donita Sparks e suas parceiras tocaram abrindo para o <strong>Nirvana<\/strong>, em sua \u00fanica passagem pelo pa\u00eds, e logo ap\u00f3s <strong>Dr. Sin<\/strong> e <strong>Engenheiros do Hawaii<\/strong>. O lineup das outras datas ainda contava com <strong>Red Hot Chili Peppers<\/strong>, <strong>Alice in Chains<\/strong>, <strong>Simply Red<\/strong>, entre outros.<\/p>\n<p><iframe title=\"L7 - Hollywood Rock Festival (Rio de Janeiro 1993 HD)(DHV 2012)\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mapLyl8Ov5s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Mais de tr\u00eas d\u00e9cadas se passaram e aquelas apresenta\u00e7\u00f5es seguem lembradas por uma s\u00e9rie de raz\u00f5es. O Nirvana teve uma p\u00e9ssima performance no palco, especialmente em S\u00e3o Paulo. O Alice in Chains tocaria aqui pela \u00fanica vez com sua forma\u00e7\u00e3o, visto que o saudoso baixista <strong>Mike Starr<\/strong> deixaria o grupo meses depois e o vocalista <strong>Layne Staley<\/strong> faleceu em 2002. O Red Hot Chili Peppers subiu ao palco com um substituto, <strong>Arik Marshall<\/strong>, na vaga de <strong>John Frusciante<\/strong>, que sa\u00edra no ano anterior. E o L7 fez os maiores shows de sua hist\u00f3ria, como garante Sparks.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cFoi uma loucura. Ficamos muito surpresas com o amor que recebemos do p\u00fablico. N\u00e3o t\u00ednhamos ideia de que \u00e9ramos conhecidas no Brasil. Aqueles shows foram incr\u00edveis e o lineup era \u00f3timo. Os festivais em S\u00e3o Paulo e no Rio foram o maior p\u00fablico para o qual j\u00e1 tocamos na vida. Os f\u00e3s nos encontraram no aeroporto, est\u00e1vamos sendo seguidas pelas ruas e todas essas coisas. Nunca experimentamos nada parecido, nem antes, nem depois. Temos um lugar muito especial em nosso cora\u00e7\u00e3o para voc\u00eas, man\u00edacos loucos do Brasil.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"L7 em novembro de 1992 (E-D): Donita Sparks, Dee Plakas, Jennifer Finch e Suzi Gardner\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/03\/l7-banda-1992-foto-gie-knaeps-getty-images.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>L7 em novembro de 1992 (E-D): Donita Sparks, Dee Plakas, Jennifer Finch e Suzi Gardner &#8211; Foto: Gie Knaeps \/ Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>Donita e suas colegas sentiram at\u00e9 certo receio de vir ao pa\u00eds. Sem citar nomes, a vocalista e guitarrista diz ter ouvido relatos de \u201calguma outra banda\u201d que tocou por aqui, mas acabou vaiada. A rea\u00e7\u00e3o dos f\u00e3s das capitais paulista e fluminense n\u00e3o poderia ter sido mais diferente.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cFicamos sem saber o que poderia acontecer, mas fomos muito bem recebidas. Na plateia, tinha caras nos ombros uns dos outros, eles estavam abaixando as cal\u00e7as, e as garotas estavam ficando loucas. Foi insano.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Nesta \u00e9poca, o L7 recebeu o t\u00edtulo de <strong>\u201cgrunge\u201d<\/strong> simplesmente por ter ficado popular no in\u00edcio dos anos 1990 e ter um som de influ\u00eancia punk. Sequer fazia sentido, j\u00e1 que a banda foi formada em Los Angeles, a quase dois mil quil\u00f4metros de Seattle. Donita Sparks at\u00e9 gosta da palavra que batizou o mencionado subg\u00eanero, mas aponta que jornalistas respons\u00e1veis por rotular a banda desta forma s\u00f3 eram pregui\u00e7osos mesmo.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cAcho que todas as bandas que eram rotuladas como grunge ficavam irritadas, porque era apenas uma esp\u00e9cie de slogan para muitas bandas que soavam um pouco diferentes umas das outras. Acho que so\u00e1vamos bem diferentes de todas as outras bandas. Eu gosto da palavra \u2018grunge\u2019, acho engra\u00e7ada e fabulosa. Vem da palavra \u2018grungy\u2019, que \u00e9 algo sujo, meio que em refer\u00eancia a uma motocicleta, algo oleoso. Mas quando se tornou um r\u00f3tulo&#8230; \u00e9 um atalho que a imprensa estava pegando sem se aprofundar no que \u00e9ramos. Tamb\u00e9m nos rotularam de \u2018riot grrrl\u2019 sem entender o que nos tornava diferentes das outras bandas \u2014 o que eu sinto que \u00e9ramos e ainda somos.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3><strong>Reuni\u00e3o, renova\u00e7\u00e3o e futuro<\/strong><\/h3>\n<p>Fundado em 1985, o L7 encerrou suas atividades \u2014 ou melhor, entrou em um hiato indefinido \u2014 em 2001. \u00c0 \u00e9poca, j\u00e1 nem contavam com Jennifer Finch, que havia deixado as colegas cinco anos antes. Decidiram reunir a forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica em 2014, ap\u00f3s forte demonstra\u00e7\u00e3o de interesse de f\u00e3s por meio das redes sociais; mais especificamente a p\u00e1gina do grupo no Facebook, criada pela pr\u00f3pria Donita Sparks.<\/p>\n<p>Hoje, pouco mais de uma d\u00e9cada ap\u00f3s o retorno, a vocalista e guitarrista se v\u00ea muito satisfeita. Retomar a banda serviu, tamb\u00e9m, para restabelecer uma conex\u00e3o com os f\u00e3s e at\u00e9 com as demais integrantes.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cN\u00e3o nos falamos por muito tempo. Dee e eu sempre fomos amigas, mas Suzi e Jennifer ficamos 15 anos sem nos falarmos. Foi bom ter essa reconex\u00e3o com as demais integrantes e seguir em frente, superando nossas diferen\u00e7as. E estando mais velhas, valorizamos a banda hoje mais do que no passado. Mas, em especial, a reconex\u00e3o com os f\u00e3s foi algo que todas n\u00f3s sentimos falta.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Donita Sparks, do L7, durante show em 2020\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/03\/l7-donita-sparks-2020-foto-rich-polk-getty-images-for-the-art-of-elysium.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Donita Sparks, do L7, durante show em 2020 &#8211; Foto: Rich Polk \/ Getty Images for The Art of Elysium<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao destacar a renova\u00e7\u00e3o do p\u00fablico ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, Sparks citou at\u00e9 mesmo a cria\u00e7\u00e3o de uma p\u00e1gina de f\u00e3s brasileiros do L7, al\u00e9m de uma iniciativa pr\u00f3pria da banda pensada para os f\u00e3s mais jovens. Ela explica:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cH\u00e1 um grupo de f\u00e3s muito bom no Instagram chamado L7 Brasil (<strong>@l7brasil<\/strong>). S\u00e3o mulheres jovens que nos seguem em todos os lugares, at\u00e9 mesmo na Espanha. S\u00e3o muito fan\u00e1ticas, amorosas e loucas tamb\u00e9m. Se puder, siga L7 Brasil no Instagram. E se h\u00e1 f\u00e3s por a\u00ed que querem um pouco mais do L7, temos um f\u00e3-clube no Patreon. Publicaremos algumas cenas dos bastidores da turn\u00ea brasileira s\u00f3 por l\u00e1, n\u00e3o no Instagram, Facebook ou YouTube.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>E o que mant\u00e9m o trabalho do L7 relevante ainda nos dias de hoje? Donita deixa claro que os f\u00e3s e jornalistas de m\u00fasica \u00e9 quem devem responder a esta pergunta, mas se permite dar um palpite.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cMinha teoria \u00e9: nossas m\u00fasicas se sustentam. N\u00e3o costumo ouvir nossos \u00e1lbuns, mas parei para ouvi-los enquanto procurava o que adicionar ao setlist. E ficava pensando: essas m\u00fasicas s\u00e3o boas. S\u00e3o significativas. Acho que elas defendem algumas pessoas. Al\u00e9m disso, acho que ainda oferecemos um show poderoso \u2014 se eu achasse que somos ruins, eu pararia. E para as mulheres jovens, somos quatro mulheres, ent\u00e3o acho que elas gostam disso. Acho que somos uma esp\u00e9cie de modelo de comportamento agora, o que \u00e9 muito importante para essas jovens.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Ao falar sobre ter se tornado um \u201cmodelo de comportamento\u201d, Sparks at\u00e9 mudou o tom de voz, como se estivesse brincando. Todavia, \u00e9 s\u00e9rio. E ela admite: tamb\u00e9m \u00e9 um pouco estranho, visto que nunca foi a inten\u00e7\u00e3o. <em>\u201cMas sabe o que \u00e9 legal?\u201d<\/em>, ela inicia. <em>\u201cTemos \u00eddolos mais velhos que n\u00f3s e eles ainda est\u00e3o tocando, ainda s\u00e3o relevantes e legais. Temos bons modelos por a\u00ed no rock and roll, n\u00e3o precisamos nos aposentar agora. Podemos ir mais longe, podemos fazer mais m\u00fasica. Por que n\u00e3o?\u201d<\/em><\/p>\n<p>Parte do segredo para ir t\u00e3o longe \u00e9, curiosamente, n\u00e3o fazer tantas proje\u00e7\u00f5es para o futuro. Em fun\u00e7\u00e3o disso, Sparks aponta n\u00e3o haver planos de gravar um novo \u00e1lbum. Por\u00e9m, can\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas podem surgir isoladamente.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cPlanejo gravar alguns singles e talvez um EP. \u00c1lbuns s\u00e3o caros de se fazer e n\u00e3o estamos mais todas em Los Angeles, ent\u00e3o \u00e9 um pouco mais dif\u00edcil para nos reunirmos, mas gosto da ideia de fazer singles e EPs. Acho que faremos alguns singles novos este ano e talvez apenas os colocaremos na internet, talvez at\u00e9 de gra\u00e7a.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><em><strong>*Garbage e L7 se apresentam no Rio de Janeiro (21\/03, no Sacadura 154), S\u00e3o Paulo (22\/03, no Terra SP) e Curitiba (23\/03, na \u00d3pera de Arame). Ingressos podem ser adquiridos nos sites Fastix (Rio e Curitiba) e Clube do Ingresso (SP).<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: Rodrigo Lima fala \u00e0 RS sobre Dead Fish no Lolla, turn\u00ea especial e pr\u00f3ximos planos<\/strong><br \/><strong>+++ LEIA MAIS: Offspring no Brasil: Noodles fala \u00e0 RS sobre shows, popularidade e m\u00fasica nova<\/strong><br \/><strong>+++ LEIA MAIS: <\/strong><strong>Steven Wilson fala \u00e0 RS sobre The Overview, insignific\u00e2ncia humana, prog e Brasil<\/strong><br \/><strong>+++ Clique aqui para seguir a Rolling Stone Brasil @rollingstonebrasil no Instagram<br \/>+++ Clique aqui para seguir o jornalista Igor Miranda @igormirandasite no Instagram<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/l7-no-brasil-donita-sparks-fala-a-rs-sobre-shows-hollywood-rock-e-legado\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c\u00c9 uma loucura saber que pessoas como voc\u00ea, nascidas em 1993 \u2014 no ano em que tocamos no Brasil pela primeira vez \u2014, t\u00eam interesse em n\u00f3s\u201d. 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