{"id":62337,"date":"2026-02-10T20:47:17","date_gmt":"2026-02-10T23:47:17","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/fgc-aprova-plano-emergencial-para-cobrir-rombo-do-banco-master\/"},"modified":"2026-02-10T20:47:17","modified_gmt":"2026-02-10T23:47:17","slug":"fgc-aprova-plano-emergencial-para-cobrir-rombo-do-banco-master","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/fgc-aprova-plano-emergencial-para-cobrir-rombo-do-banco-master\/","title":{"rendered":"FGC aprova plano emergencial para cobrir rombo do Banco Master"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>O conselho do Fundo Garantidor de Cr\u00e9dito (FGC) aprovou nesta ter\u00e7a-feira (10) um plano emergencial para recompor o caixa ap\u00f3s o impacto financeiro provocado pela liquida\u00e7\u00e3o do Banco Master<\/strong>. A medida busca garantir que o fundo, mantido pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras para cobrir eventuais quebras e liquida\u00e7\u00f5es, tenha liquidez compat\u00edvel com os riscos do sistema financeiro j\u00e1 at\u00e9 o fim do primeiro trimestre.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1677805&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>O plano prev\u00ea a antecipa\u00e7\u00e3o imediata do equivalente a cinco anos de contribui\u00e7\u00f5es futuras dos bancos associados, dividida em tr\u00eas parcelas mensais. O cronograma inclui ainda novos adiantamentos: mais 12 meses de aportes em 2027 e outros 12 meses em 2028, o que, na pr\u00e1tica, representaria at\u00e9 sete anos de contribui\u00e7\u00f5es antecipadas.<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as institui\u00e7\u00f5es financeiras concordaram em elevar temporariamente o valor das contribui\u00e7\u00f5es mensais ao FGC. <strong>O aumento extraordin\u00e1rio deve variar entre 30% e 60% e valer por, no m\u00ednimo, cinco anos, segundo fontes envolvidas nas negocia\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p>Pelas regras atuais, os bancos associados recolhem mensalmente 0,01% sobre o total de instrumentos financeiros cobertos pela garantia do fundo. No caso dos Dep\u00f3sitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE), as al\u00edquotas s\u00e3o mais altas e variam de acordo com a estrutura das emiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Em nota, o FGC afirmou que discute a recomposi\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria\u00a0liquidez com as institui\u00e7\u00f5es associadas e com o Banco Central, mas evitou detalhar as alternativas em an\u00e1lise. \u201cAs discuss\u00f5es est\u00e3o em andamento e uma delibera\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ocorrer no curto prazo\u201d, declarou.<\/p>\n<h2>Compuls\u00f3rios<\/h2>\n<p>Outra alternativa em discuss\u00e3o no setor \u00e9 a destina\u00e7\u00e3o de parte dos recursos do compuls\u00f3rio de dep\u00f3sitos \u00e0 vista, reservas que os bancos s\u00e3o obrigados a manter no Banco Central (BC), para refor\u00e7ar o caixa do FGC. A proposta, no entanto, depende de autoriza\u00e7\u00e3o do BC, que ainda n\u00e3o se manifestou sobre o tema.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento<strong>, o FGC desembolsou cerca de R$ 36 bilh\u00f5es de um total superior a R$ 40 bilh\u00f5es previstos para ressarcir os credores do Banco Master<\/strong>. O fundo ainda n\u00e3o iniciou os pagamentos relacionados ao Will Bank, que integrava o conglomerado e teve a liquida\u00e7\u00e3o decretada posteriormente. Nesse caso, a estimativa \u00e9 de aproximadamente R$ 6,3 bilh\u00f5es em garantias.<\/p>\n<p>O restante das perdas est\u00e1 associado a linhas de cr\u00e9dito concedidas pelo pr\u00f3prio FGC a empresas do grupo Master.<\/p>\n<h2>Governan\u00e7a<\/h2>\n<p>A recomposi\u00e7\u00e3o do caixa \u00e9 vista pelo setor financeiro como etapa pr\u00e9via a uma poss\u00edvel reforma nas regras do fundo. Entre as discuss\u00f5es preliminares est\u00e3o medidas para ampliar a fiscaliza\u00e7\u00e3o da qualidade dos balan\u00e7os das institui\u00e7\u00f5es associadas, restringir n\u00edveis elevados de alavancagem e reduzir a concentra\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o de produtos financeiros em poucas plataformas.<\/p>\n<p>Parte das institui\u00e7\u00f5es financeiras, principalmente os bancos tradicionais de maior porte, cr\u00edtica o uso do FGC nos \u00faltimos anos. Segundo esse segmento, algumas plataformas\u00a0e institui\u00e7\u00f5es de menor porte usaram o FGC para alavancar\u00a0balan\u00e7os (usando recursos emprestados para emprestar), com o fundo sendo usado arbitrariamente para recompor perdas de investidores num modelo de neg\u00f3cio insustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-02\/fgc-aprova-plano-emergencial-para-cobrir-rombo-do-banco-master\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conselho do Fundo Garantidor de Cr\u00e9dito (FGC) aprovou nesta ter\u00e7a-feira (10) um plano emergencial para recompor o caixa ap\u00f3s o impacto financeiro provocado pela liquida\u00e7\u00e3o do Banco Master. 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