{"id":61680,"date":"2026-02-06T14:07:37","date_gmt":"2026-02-06T17:07:37","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/enfezamento-pode-causar-ate-70-de-perda-no-milho\/"},"modified":"2026-02-06T14:07:37","modified_gmt":"2026-02-06T17:07:37","slug":"enfezamento-pode-causar-ate-70-de-perda-no-milho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/enfezamento-pode-causar-ate-70-de-perda-no-milho\/","title":{"rendered":"Enfezamento pode causar at\u00e9 70% de perda no milho"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">Enfezamento do milho: manejo integrado se consolida como estrat\u00e9gia essencial para evitar perdas dr\u00e1sticas<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O complexo de enfezamento do milho voltou ao centro das preocupa\u00e7\u00f5es de produtores. A ocorr\u00eancia de plantas com sintomas severos nas regi\u00f5es Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil acendeu o alerta para uma praga silenciosa, mas altamente destrutiva: a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis). Respons\u00e1vel pela transmiss\u00e3o dos molicutes e viroses que causam o enfezamento p\u00e1lido, o enfezamento vermelho e o v\u00edrus da risca, esse inseto tem potencial para causar perdas de produtividade que variam de 20% a 70%, chegando \u00e0 quebra total da lavoura em situa\u00e7\u00f5es extremas.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com Thiago Filippin, desenvolvedor de mercado da FMC, entender a rela\u00e7\u00e3o entre o ciclo da cigarrinha e o manejo do enfezamento \u00e9 vital para manter a sustentabilidade do sistema produtivo. &#8220;A cigarrinha \u00e9 uma praga espec\u00edfica do milho, que nela se alimenta, vive e se reproduz. Mas ela n\u00e3o nasce contaminada. Para transmitir os pat\u00f3genos, precisa se alimentar de uma planta j\u00e1 doente e, ent\u00e3o, disseminar a infec\u00e7\u00e3o para as demais&#8221;, explica. Isso significa que o controle da praga deve come\u00e7ar antes mesmo da presen\u00e7a vis\u00edvel de sintomas nas lavouras, com estrat\u00e9gias preventivas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Uma das principais decis\u00f5es nesse manejo \u00e9 a \u00e9poca de semeadura. Segundo Filippin, semear o mais cedo poss\u00edvel dentro da janela ideal reduz a press\u00e3o da cigarrinha. &#8220;Plantios precoces encontram menor popula\u00e7\u00e3o da praga no campo. J\u00e1 semeaduras tardias ficam expostas a cigarrinhas que migram de \u00e1reas j\u00e1 colhidas e carregam pat\u00f3genos, aumentando o risco de infec\u00e7\u00e3o&#8221;, ressalta. Al\u00e9m disso, ele destaca que os sintomas de enfezamento variam conforme o pat\u00f3geno: folhas amareladas e perfilhamento excessivo indicam o enfezamento p\u00e1lido; j\u00e1 a colora\u00e7\u00e3o avermelhada das folhas aponta para o enfezamento vermelho; enquanto o raiado fino \u00e9 caracter\u00edstico da virose.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Outro fator cr\u00edtico, muitas vezes negligenciado, \u00e9 o controle do milho tiguera. Essas plantas espont\u00e2neas, que nascem fora da \u00e9poca de cultivo, funcionam como ponte verde entre as safras. &#8220;A cigarrinha precisa da planta de milho para completar seu ciclo. Se houver tiguera na entressafra, ela encontra abrigo e alimento, perpetuando o problema. Por isso, eliminar as tigueras \u00e9 estrat\u00e9gia fundamental no manejo da praga&#8221;, afirma o especialista. O uso de herbicidas seletivos nas culturas antecessoras \u00e0 do milho \u00e9 uma das t\u00e9cnicas mais recomendadas para esse controle.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A escolha correta das cultivares tamb\u00e9m tem papel relevante na redu\u00e7\u00e3o dos impactos do enfezamento. Filippin orienta que produtores considerem as classifica\u00e7\u00f5es oficiais de toler\u00e2ncia a molicutes, dispon\u00edveis junto \u00e0s empresas de sementes e \u00f3rg\u00e3os de pesquisa. &#8220;Cultivares mais tolerantes devem ser priorizadas principalmente no meio e final da janela de semeadura. Tamb\u00e9m \u00e9 essencial analisar o hist\u00f3rico regional de ocorr\u00eancias para embasar a decis\u00e3o&#8221;, observa. No mesmo sentido, o tratamento de sementes ganha protagonismo: proteger a planta nos primeiros dias \u00e9 garantir um arranque inicial mais vigoroso e menos vulner\u00e1vel \u00e0 praga. &#8220;Busque produtos com bom residual, alta sistemicidade e que garantam efic\u00e1cia contra a cigarrinha. Inseticidas dos grupos dos neonicotinoides e butenolidas t\u00eam se mostrado eficazes nessa etapa&#8221;, recomenda.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Apesar da import\u00e2ncia dessas medidas, muitos produtores ainda depositam confian\u00e7a excessiva nas pulveriza\u00e7\u00f5es foliares como \u00fanico m\u00e9todo de controle. Para Filippin, essa \u00e9 uma percep\u00e7\u00e3o equivocada. &#8220;A pulveriza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma ferramenta relevante, mas n\u00e3o \u00e9 a principal. O milho cresce r\u00e1pido, emitindo uma nova folha a cada quatro dias, e \u00e9 exatamente nessas folhas novas que a cigarrinha se instala. Isso imp\u00f5e um desafio operacional enorme ao produtor&#8221;, explica. Para que essa estrat\u00e9gia funcione, \u00e9 imprescind\u00edvel uma boa regulagem dos equipamentos, escolha adequada de produtos com diferentes mecanismos de a\u00e7\u00e3o e monitoramento cont\u00ednuo da presen\u00e7a da praga. &#8220;O objetivo n\u00e3o \u00e9 erradicar a cigarrinha, mas reduzir seu impacto a um n\u00edvel que n\u00e3o comprometa a rentabilidade da lavoura&#8221;, resume.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Diante desse cen\u00e1rio, o manejo integrado da cigarrinha se apresenta como a principal resposta t\u00e9cnica ao problema do enfezamento no milho. A abordagem exige planejamento, conhecimento local, apoio t\u00e9cnico e a articula\u00e7\u00e3o entre diferentes ferramentas de controle. Como refor\u00e7a Filippin, \u201c\u00e9 fundamental que o produtor veja o manejo do enfezamento n\u00e3o como uma receita, mas como um sistema, onde cada decis\u00e3o impacta diretamente nos resultados finais\u201d.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/enfezamento-pode-causar-ate-70--de-perda-no-milho_510638.html\">AGROLINK<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enfezamento do milho: manejo integrado se consolida como estrat\u00e9gia essencial para evitar perdas dr\u00e1sticas O complexo de enfezamento do milho voltou ao centro das preocupa\u00e7\u00f5es de produtores. 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