{"id":61485,"date":"2026-02-05T13:36:29","date_gmt":"2026-02-05T16:36:29","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/mais-da-metade-dos-negocios-em-favelas-foi-aberta-a-partir-da-pandemia\/"},"modified":"2026-02-05T13:36:29","modified_gmt":"2026-02-05T16:36:29","slug":"mais-da-metade-dos-negocios-em-favelas-foi-aberta-a-partir-da-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/mais-da-metade-dos-negocios-em-favelas-foi-aberta-a-partir-da-pandemia\/","title":{"rendered":"Mais da metade dos neg\u00f3cios em favelas foi aberta a partir da pandemia"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>H\u00e1 cerca de quatro anos, a designer Ligia Emanuel da Silva abriu um pequeno neg\u00f3cio em um territ\u00f3rio potiguara, na cidade de Rio Tinto, litoral norte da Para\u00edba. Foi durante a pandemia da covid-19 que ela teve a ideia de produzir e vender acess\u00f3rios e adornos baseados na cultura, est\u00e9tica e ancestralidade africanas.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1677165&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>A partir de uma maleta de mi\u00e7angas da m\u00e3e, nasceram as primeiras pe\u00e7as do Entorno Acess\u00f3rios.<\/p>\n<p>\u201cEu j\u00e1 fazia para mim e passei a fazer para adornar outros corpos\u201d, revelou \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>\u201cOs adornos se fundamentam em saberes tradicionais, especialmente com o trabalho manual, com as mi\u00e7angas e com os arames\u201d, descreve.<\/strong><\/p>\n<p>&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>no WhatsApp<\/p>\n<p>Com um perfil na rede social\u00a0para fazer divulga\u00e7\u00e3o de seu neg\u00f3cio, a paraibana trabalha sozinha e, al\u00e9m de motiva\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, enxerga na atividade empreendedora um fator cultural que resulta em um ato pol\u00edtico.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=452120:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/FfZ2OvhsKwlVoCvBCN5jI3J7Jio=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/02\/05\/mais_da_metade_dos_negocios_em_favelas_foi_aberta_a_partir_da_pandemia.1.jpg?itok=mFF1AKEn\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 05\/02\/2026 \u2013 Mais da metade dos neg\u00f3cios em favelas foi aberta a partir da pandemia.&#13;&#10;Foto: Ligia Emanuele\/Arquivo pessoal\" title=\"Ligia Emanuele\/Arquivo pessoal\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/FfZ2OvhsKwlVoCvBCN5jI3J7Jio=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/02\/05\/mais_da_metade_dos_negocios_em_favelas_foi_aberta_a_partir_da_pandemia.1.jpg?itok=mFF1AKEn\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 05\/02\/2026 \u2013 Mais da metade dos neg\u00f3cios em favelas foi aberta a partir da pandemia.&#13;&#10;Foto: Ligia Emanuele\/Arquivo pessoal\" title=\"Ligia Emanuele\/Arquivo pessoal\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=452120 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=452120-->Ligia Emanuel da Silva abriu um pequeno neg\u00f3cio em Rio Tinto, litoral norte da Para\u00edba &#8211;\u00a0Foto:\u00a0<strong>Ligia Emanuele\/Arquivo pessoal<\/strong><!--END copyright=452120--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cQuando a gente se adorna com os nossos s\u00edmbolos, nossos elementos est\u00e9ticos-culturais, a gente articula um discurso sobre quem somos e de onde viemos\u201d, define.<\/p>\n<h2>Marco da pandemia<\/h2>\n<p>Ligia ilustra um dado presente em uma pesquisa sobre empreendimentos que funcionam nas favelas brasileiras: 56% dos neg\u00f3cios come\u00e7aram a funcionar a partir de fevereiro de 2020, quando a pandemia da covid-19 deu sinais pelo Brasil.<\/p>\n<p><strong>O levantamento aponta que 12% dos neg\u00f3cios foram abertos entre fevereiro de 2020 e abril de 2022, per\u00edodo que engloba os momentos mais cr\u00edticos da crise sanit\u00e1ria.<\/strong> E 44% foram estabelecidos a partir de maio de 2022, quando terminou o estado de emerg\u00eancia em sa\u00fade.<\/p>\n<p>A pesquisa foi realizada pelo instituto Data Favela, ligado \u00e0 Central \u00danica das Favelas (Cufa), uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos. O levantamento foi encomendado pela VR, empresa de servi\u00e7os financeiros e benef\u00edcios em alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Cleo Santana, uma das respons\u00e1veis do Data Favela, o fato de a maioria dos neg\u00f3cios terem sido iniciados ap\u00f3s o surgimento da pandemia tem a ver com a crise econ\u00f4mica vivenciada no momento.<\/p>\n<p>\u201cMuitas pessoas perderam seus empregos e precisaram se reinventar e buscar novas formas de manter as necessidades b\u00e1sicas pr\u00f3prias e de sua fam\u00edlia\u201d, disse \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>\u201cPor que n\u00e3o tornar aquela torta que era feita nas festas de fam\u00edlia em um produto cuja venda traz renda para dentro de casa?\u201d, exemplifica.<\/strong><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a capacidade de se reinventar\u201d, completa.<\/p>\n<h2>Perfil dos neg\u00f3cios<\/h2>\n<p>O Data Favela entrevistou 1 mil empreendedores de favelas em todo o Brasil, em outubro e novembro de 2025, para tra\u00e7ar um perfil dos donos de neg\u00f3cios das comunidades do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O levantamento identificou que 23% tinham faturamento de at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo da \u00e9poca (R$ 1.518), enquanto 28% arrecadavam entre um e dois m\u00ednimos, no m\u00e1ximo. Ou seja, praticamente metade (51%) faturava at\u00e9 R$ 3.040. Na outra ponta, apenas 5% tinham receita superior a R$ 15,2 mil.<\/p>\n<p><strong>O mundo da contabilidade evidencia que faturamento n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de lucro.<\/strong> A pesquisa revela que 57% dos estabelecimentos gastam at\u00e9 R$ 3.040 por m\u00eas para manter o neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>De acordo com o Data Favela, \u201cleva a supor que os gastos s\u00e3o equivalentes ao que essas pessoas faturam mensalmente\u201d.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=433725:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/1_-IJ2jiLUY_pS-j_4r3Fsdu3Wo=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/08\/13\/whatsapp_image_2025-08-13_at_16.55.42_1.jpeg?itok=xtUEa0Q_\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 13\/08\/2025 - CUFA Instituto Data Favela. Lucas Costa\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Lucas Costa\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/1_-IJ2jiLUY_pS-j_4r3Fsdu3Wo=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/08\/13\/whatsapp_image_2025-08-13_at_16.55.42_1.jpeg?itok=xtUEa0Q_\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 13\/08\/2025 - CUFA Instituto Data Favela. Lucas Costa\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Lucas Costa\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=433725 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Data Favela entrevistou 1 mil empreendedores de favelas em todo o Brasil &#8211; Foto:\u00a0<strong>Lucas Costa\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=433725--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<h2>Investimento de partida<\/h2>\n<p>Os pesquisadores identificaram que 37% dos empreendedores de favelas precisaram de capital inicial de at\u00e9 R$ 1.520 para abrir o neg\u00f3cio. Para 23%, o valor chegou no m\u00e1ximo a R$ 3.040. <strong>Apenas 9% dos entrevistados citaram recursos financeiros superiores a R$ 15,2 mil.<\/strong><\/p>\n<p>Na hora de saber de onde veio o capital inicial, mais da metade (57%) citou economias pessoais ou da fam\u00edlia. Outras fontes comuns sinalizadas s\u00e3o indeniza\u00e7\u00e3o trabalhista (14%), dinheiro extra (14%) e empr\u00e9stimo em banco (13%).<\/p>\n<h2>Administra\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p><strong>Praticamente seis em cada dez (59%) empreendedores de favelas administram o neg\u00f3cio apenas com anota\u00e7\u00f5es em um caderno, 13% simplesmente n\u00e3o registram nada, 24% utilizam planilhas e 4% algum outro meio.<\/strong><\/p>\n<p>Na hora de promover o produto ou servi\u00e7o, 58% o fazem pelo WhatsApp; 75%, pelo Instagram, como a L\u00edgia; e 41%, pelo Facebook, e 3% est\u00e3o no iFood. Os pesquisadores identificaram que 34% dependem exclusivamente da propaganda boca a boca.<\/p>\n<p><strong>As principais \u00e1reas de neg\u00f3cios dos estabelecimentos em favelas s\u00e3o alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas (45%), moda (12%) e beleza (13%) e artesanato (8%).<\/strong><\/p>\n<h2>Motiva\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O Data Favela perguntou aos empreendedores o que levou a abrir o pr\u00f3prio neg\u00f3cio. <strong>No topo das respostas figuram desejo de independ\u00eancia (45%), seguido por necessidade econ\u00f4mica (29%), falta de emprego (26%), oportunidade (18%) e tradi\u00e7\u00e3o familiar (7%).<\/strong><\/p>\n<p>Para a diretora de Marketing da VR, Karina Meyer, a pesquisa mostra que \u201cpara muitos, empreender n\u00e3o foi uma escolha planejada, mas uma necessidade imposta pela falta de oportunidades no mercado formal de trabalho ou pela urg\u00eancia de gerar renda\u201d.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=452122:grande_6colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/OqhLjBZXAcyOFoit0KC-xM7YvNk=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/02\/05\/colecao_de_carnaval_chegandoflores_que_dancam_cores_que_vibramacessorios_leves_que_mistura01.jpg?itok=d7La8t9b\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 05\/02\/2026 \u2013 Mais da metade dos neg\u00f3cios em favelas foi aberta a partir da pandemia.&#13;&#10;Foto: entorno_acessorios\/Instagram\" title=\"entorno_acessorios\/Instagram\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/OqhLjBZXAcyOFoit0KC-xM7YvNk=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/02\/05\/colecao_de_carnaval_chegandoflores_que_dancam_cores_que_vibramacessorios_leves_que_mistura01.jpg?itok=d7La8t9b\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 05\/02\/2026 \u2013 Mais da metade dos neg\u00f3cios em favelas foi aberta a partir da pandemia.&#13;&#10;Foto: entorno_acessorios\/Instagram\" title=\"entorno_acessorios\/Instagram\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=452122 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Na hora de promover o produto ou servi\u00e7o, 58% o fazem pelo WhatsApp e 75%, pelo Instagram\u00a0&#8211; Foto:\u00a0<strong>entorno_acessorios\/Instagram<\/strong><!--END copyright=452122--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<p>Os pesquisadores buscaram informa\u00e7\u00f5es sobre os principais desafios enfrentados pelos empreendedores de favela. <strong>A maioria citou falta de capital (51%) e dificuldade de acesso ao cr\u00e9dito (25%).<\/strong><\/p>\n<p>Karina Meyer, da VR, assinala que \u201cferramentas como cr\u00e9dito, solu\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o de neg\u00f3cio e digitaliza\u00e7\u00e3o de processos s\u00e3o primordiais para construir uma economia mais forte e sustent\u00e1vel nas favelas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Mais destaques da pesquisa:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>5% dos donos de neg\u00f3cios em favela moram no \u201casfalto\u201d, ou seja, fora de comunidade<\/li>\n<li>21% recebem o programa assist\u00eancia Bolsa Fam\u00edlia<\/li>\n<li>5% s\u00e3o aposentados<\/li>\n<li>19% conciliam o neg\u00f3cio com algum emprego, sendo 9% com carteira assinada<\/li>\n<li>40% s\u00e3o formalizados, sendo 36% microempreendedor individual (MEI)<\/li>\n<li>o meio de recebimento mais comum \u00e9 o pix (91%), seguido de perto pelo dinheiro em esp\u00e9cie (85%)<\/li>\n<li>parcela dos que aceitam cart\u00f5es n\u00e3o chega a 30%, sendo o cart\u00e3o de cr\u00e9dito (28%) \u00e0 frente do de d\u00e9bito (25%)<\/li>\n<li>22% aceitam vender fiado<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Economia das favelas<\/h2>\n<p>De acordo com o Data Favela, as comunidades brasileiras movimentam R$ 300 bilh\u00f5es por ano.\u00a0<\/p>\n<p>Cleo Santana, do Data Favela, destaca o papel dos neg\u00f3cios nas comunidades para desenvolver esses territ\u00f3rios.<\/p>\n<p><strong>\u201cConforme um neg\u00f3cio nasce, surgem oportunidades locais de emprego, mesmo que informais, ajudando a movimentar a economia local\u201d, explica.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cPequenos empreendedores tendem a comprar no local, fortalecendo outros pequenos empreendedores\u201d, enfatiza.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=25943:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/0U8UjuPXiwVonPXSbCO9EzFf_TQ=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/1083285-tnrgo1107171031.jpg?itok=sFPhovSx\" alt=\"Rio de Janeiro - A Central \u00danica das Favelas (Cufa) lan\u00e7a o CUFA Card, para facilitar a vida de empreendedores e consumidores das favelas e periferias com benef\u00edcios financeiros e, assim, movimentar a economia local. 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As mulheres s\u00e3o 51,7% das habitantes dessas \u00e1reas.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-02\/mais-da-metade-dos-negocios-em-favelas-foi-aberta-partir-da-pandemia\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 cerca de quatro anos, a designer Ligia Emanuel da Silva abriu um pequeno neg\u00f3cio em um territ\u00f3rio potiguara, na cidade de Rio Tinto, litoral norte da Para\u00edba. Foi durante a pandemia da covid-19 que ela teve a ideia de produzir e vender acess\u00f3rios e adornos baseados na cultura, est\u00e9tica e ancestralidade africanas. 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