{"id":61082,"date":"2026-02-03T10:43:23","date_gmt":"2026-02-03T13:43:23","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/industria-brasileira-cresce-apenas-06-em-2025-e-culpa-juros-altos-por-desaceleracao\/"},"modified":"2026-02-03T10:43:23","modified_gmt":"2026-02-03T13:43:23","slug":"industria-brasileira-cresce-apenas-06-em-2025-e-culpa-juros-altos-por-desaceleracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/industria-brasileira-cresce-apenas-06-em-2025-e-culpa-juros-altos-por-desaceleracao\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria brasileira cresce apenas 0,6% em 2025 e culpa juros altos por desacelera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"tp-post-content\">\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A ind\u00fastria brasileira fechou 2025 com crescimento t\u00edmido de apenas 0,6% de acordo com dados divulgados nesta ter\u00e7a (3) pelo IBGE. O resultado da Pesquisa Industrial Mensal \u00e9 reflexo de um ano marcado pela desacelera\u00e7\u00e3o da atividade fabril atribu\u00edda principalmente aos juros elevados que travaram investimentos e reduziram o consumo das fam\u00edlias.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em dezembro, a produ\u00e7\u00e3o industrial recuou 1,2% frente a novembro e aprofundou uma sequ\u00eancia de resultados fracos observada desde setembro, per\u00edodo em que a ind\u00fastria acumulou perda de 1,9%, registrando a maior queda mensal desde julho de 2024. Ainda assim, na compara\u00e7\u00e3o com dezembro do ano anterior, houve avan\u00e7o de 0,4%, interrompendo dois meses consecutivos de retra\u00e7\u00e3o, embora a m\u00e9dia m\u00f3vel trimestral tenha permanecido negativa em -0,5%.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cEsse menor dinamismo guarda uma rela\u00e7\u00e3o importante com a pol\u00edtica monet\u00e1ria mais restritiva, especialmente marcada pelo aumento na taxa de juros, o que impacta diretamente das decis\u00f5es de investimento por parte das empresas e de consumo por parte das fam\u00edlias\u201d, explica Andr\u00e9 Macedo, gerente da pesquisa.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><\/picture><\/div>\n<p>Lula quer zerar tarifas em reuni\u00e3o com Trump, diz Alckmin<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Os juros elevados em 15% h\u00e1 cinco reuni\u00f5es do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), do Banco Central, s\u00e3o apontados como respons\u00e1veis pelo freio do avan\u00e7o da ind\u00fastria e do consumo das fam\u00edlias. No entanto, na ata do \u00faltimo encontro, divulgada mais cedo, a autoridade monet\u00e1ria sinaliza que come\u00e7ar\u00e1 a cortar a Selic a partir de mar\u00e7o com modera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Mesmo com o crescimento baixo acumulado em 2025, este foi o terceiro ano seguido de alta em ritmo cada vez menor, ap\u00f3s expans\u00e3o de 3,1% em 2024 e de apenas 0,1% em 2023. Com o resultado, a produ\u00e7\u00e3o industrial est\u00e1 0,6% acima do n\u00edvel pr\u00e9-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, mas segue 16,3% abaixo do pico hist\u00f3rico alcan\u00e7ado em maio de 2011, evidenciando uma recupera\u00e7\u00e3o incompleta do setor.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O crescimento de 0,6% em 2025 foi sustentado por apenas duas das quatro grandes categorias econ\u00f4micas e por pouco menos da metade dos produtos pesquisados pelo IBGE. As principais contribui\u00e7\u00f5es positivas vieram das ind\u00fastrias extrativas, com alta de 4,9%, e do setor de produtos aliment\u00edcios, que avan\u00e7ou 1,5% ao longo do ano.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na outra ponta, o setor de coque, produtos derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis teve queda de 5,3% em 2025 e exerceu a maior influ\u00eancia negativa sobre a m\u00e9dia da ind\u00fastria. J\u00e1 a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, mais sens\u00edvel ao cr\u00e9dito e ao custo do capital, encerrou o ano com recuo de 0,2%, refor\u00e7ando o impacto dos juros elevados sobre a atividade produtiva.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cO setor extrativo, especialmente impulsionado pelo petr\u00f3leo, \u00e9 o principal destaque positivo. \u00c9 o que garante o avan\u00e7o do total do setor industrial, ao passo que a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o teve uma perda de 0,2% no ano de 2025\u201d, avaliou Macedo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Entre as grandes categorias econ\u00f4micas, os bens de consumo dur\u00e1veis cresceram 2,5% em 2025, enquanto os bens intermedi\u00e1rios avan\u00e7aram 1,5%, sustentados por segmentos espec\u00edficos da cadeia produtiva. Em contrapartida, os bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis recuaram 1,7%, e os bens de capital ca\u00edram 1,5%, sinalizando retra\u00e7\u00e3o nos investimentos e na produ\u00e7\u00e3o voltada ao mercado interno.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A queda de 1,2% da ind\u00fastria em dezembro foi disseminada e atingiu todas as grandes categorias econ\u00f4micas, al\u00e9m de 17 dos 25 ramos pesquisados. O principal impacto negativo veio do setor de ve\u00edculos automotores, que despencou 8,7% no m\u00eas, seguido por produtos qu\u00edmicos, com queda de 6,2%, e metalurgia, que recuou 5,4%.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cA queda de 8,7% \u00e9 a maior para essa atividade desde maio de 2024 (-11,6%). H\u00e1 um movimento de perda generalizada dentro desta atividade, com queda em autom\u00f3veis, caminh\u00f5es, autope\u00e7as\u201d, completou o gerente da pesquisa.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Al\u00e9m do impacto econ\u00f4mico, Macedo explicou que paralisa\u00e7\u00f5es e f\u00e9rias coletivas contribu\u00edram para o resultado negativo de dezembro em v\u00e1rios setores industriais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na contram\u00e3o, o setor de coque, derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis avan\u00e7ou 5,4% em dezembro, interrompendo tr\u00eas meses consecutivos de queda e ajudando a conter uma retra\u00e7\u00e3o ainda maior da ind\u00fastria no per\u00edodo.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/industria-brasileira-cresce-0-6-2025-culpa-juros-altos-desaceleracao\/\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria brasileira fechou 2025 com crescimento t\u00edmido de apenas 0,6% de acordo com dados divulgados nesta ter\u00e7a (3) pelo IBGE. 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