{"id":60798,"date":"2026-02-01T10:44:21","date_gmt":"2026-02-01T13:44:21","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/estudo-explica-diferenca-de-sintomas-entre-febre-do-oropouche-e-dengue\/"},"modified":"2026-02-01T10:44:21","modified_gmt":"2026-02-01T13:44:21","slug":"estudo-explica-diferenca-de-sintomas-entre-febre-do-oropouche-e-dengue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/estudo-explica-diferenca-de-sintomas-entre-febre-do-oropouche-e-dengue\/","title":{"rendered":"Estudo explica diferen\u00e7a de sintomas entre febre do Oropouche e dengue"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Um estudo desenvolvido por pesquisadores brasileiros durante um surto de febre do Oropouche no pa\u00eds, em 2024, pretende auxiliar no diagn\u00f3stico e na diferencia\u00e7\u00e3o de sintomas entre essa doen\u00e7a e a dengue, especialmente em regi\u00f5es onde elas circulam juntas.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1676468&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Chamado de <em>Perfis cl\u00ednicos e laboratoriais da doen\u00e7a do v\u00edrus Oropouche no surto de 2024 em Manaus, Amaz\u00f4nia Brasileira<\/em>, e publicado na revista cient\u00edfica <em>PLOS Neglected Tropical Diseases<\/em>, o estudo apontou que os sintomas da febre do Oropouche s\u00e3o muito semelhantes aos da dengue.<\/p>\n<p>No entanto, destacou Maria Paula Mour\u00e3o, m\u00e9dica pesquisadora da Rede Colaborativa de Vigil\u00e2ncia Ampliada e Oportuna (Revisa), a pesquisa apontou que <strong>h\u00e1 algumas diferen\u00e7as importantes entre elas, que nem sempre s\u00e3o facilmente percebidas pela equipe cl\u00ednica.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;No Oropouche, a dor de cabe\u00e7a costuma ser mais intensa, as dores articulares s\u00e3o mais frequentes, e as manchas na pele tendem a ser mais disseminadas. Tamb\u00e9m observamos altera\u00e7\u00f5es laboratoriais mais significativas, como aumento discreto de enzimas do f\u00edgado, e diferen\u00e7as na resposta do sistema imunol\u00f3gico\u201d, disse Maria Paula, em entrevista \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 na dengue costuma ocorrer mais diminui\u00e7\u00e3o das plaquetas, risco maior de sangramentos e de choque. Mesmo assim, s\u00f3 os sintomas n\u00e3o s\u00e3o suficientes para diferenciar com seguran\u00e7a uma doen\u00e7a da outra\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, \u00e9 muito dif\u00edcil para a popula\u00e7\u00e3o em geral e tamb\u00e9m para os profissionais da sa\u00fade diferenciarem as duas doen\u00e7as apenas pelos sintomas que provocam.<\/p>\n<p>Por isso, ressalta ela, <strong>o mais importante n\u00e3o \u00e9 fazer essa diferencia\u00e7\u00e3o, mas estabelecer um cuidado e um tratamento que sejam eficientes contra esses sintomas.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cMais importante do que saber o nome da doen\u00e7a \u00e9 reconhecer rapidamente os sinais de gravidade, como dor abdominal intensa, v\u00f4mitos persistentes, sangramentos, tontura, confus\u00e3o mental ou piora progressiva do estado geral e buscar o servi\u00e7o de sa\u00fade mais pr\u00f3ximo\u201d, alertou.<\/p>\n<p>Ela acrescentou que\u00a0<strong>gestantes, crian\u00e7as, idosos e pessoas com doen\u00e7as cr\u00f4nicas precisam de um cuidado ainda mais atento quando apresentam febre, mesmo que os sintomas pare\u00e7am leves no in\u00edcio.<\/strong> &#8220;Nesses grupos, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 procurar avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica precoce e n\u00e3o esperar a piora do quadro\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=394654:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/4ywLYGCTIeTcPnnJ2qldCUFMVsk=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/08\/02\/mosquito_maruim_.jpg?itok=y0QazUjB\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 02\/02\/2024 - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade define a febre do Oropouche como doen\u00e7a causada por um arbov\u00edrus do g\u00eanero Orthobunyavirus, identificado pela primeira vez no Brasil,  em 1960, a partir da amostra de sangue de um bicho-pregui\u00e7a capturado durante a constru\u00e7\u00e3o da rodovia Bel\u00e9m-Bras\u00edlia.&#13;&#10;Foto: Conselho Federal de Farm\u00e1cia\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Conselho Federal de Farm\u00e1cia\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/4ywLYGCTIeTcPnnJ2qldCUFMVsk=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/08\/02\/mosquito_maruim_.jpg?itok=y0QazUjB\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 02\/02\/2024 - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade define a febre do Oropouche como doen\u00e7a causada por um arbov\u00edrus do g\u00eanero Orthobunyavirus, identificado pela primeira vez no Brasil,  em 1960, a partir da amostra de sangue de um bicho-pregui\u00e7a capturado durante a constru\u00e7\u00e3o da rodovia Bel\u00e9m-Bras\u00edlia.&#13;&#10;Foto: Conselho Federal de Farm\u00e1cia\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Conselho Federal de Farm\u00e1cia\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=394654 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=394654-->Mosquito maruim, transmissor da febre do Oropouche Foto: Conselho Federal de Farm\u00e1cia\/Divulga\u00e7\u00e3o<!--END copyright=394654--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<h2>Linhagem de maior virul\u00eancia<\/h2>\n<p>O trabalho foi conduzido por um grupo de pesquisadores brasileiros e \u00e9 resultado da Rede de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade Ampliada (Revisa), organizada com apoio do Instituto Todos pela Sa\u00fade (ItpS).<\/p>\n<p>Esse estudo acompanhou pessoas com doen\u00e7a febril aguda que buscaram atendimento na Funda\u00e7\u00e3o de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), em Manaus (AM).<\/p>\n<p>Os pacientes foram acompanhados por at\u00e9 28 dias, com avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, exames laboratoriais e testes espec\u00edficos para dengue, oropouche e outras arboviroses.<\/p>\n<p>Durante esse trabalho, os pesquisadores tamb\u00e9m conclu\u00edram que o surto que ocorreu em Manaus\u00a0foi provocado por uma linhagem reordenada do Oropouche, j\u00e1 detectada em anos anteriores, mas com caracter\u00edsticas de maior virul\u00eancia e replica\u00e7\u00e3o, o que pode explicar a intensidade e o alcance do surto de 2024.<\/p>\n<p>\u201cIdentificamos que o v\u00edrus que circulou em Manaus em 2024 pertence a uma linhagem que j\u00e1 vinha circulando no Brasil, mas que passou por modifica\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas ao longo do tempo. Isso sugere transmiss\u00e3o local cont\u00ednua&#8221;.<\/p>\n<p>A pesquisadora explicou que essas mudan\u00e7as podem ter contribu\u00eddo para a intensidade do surto, mas n\u00e3o s\u00e3o o \u00fanico fator \u2014 quest\u00f5es ambientais, clim\u00e1ticas e a presen\u00e7a do vetor tamb\u00e9m t\u00eam papel importante.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=408804:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/-7NpKYY9s3JIEPt1mdjRmPrLLYw=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/12\/14\/0d9a8350_0.jpg?itok=-hNodUZk\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 14\/12\/2024 - Campanha do Dia D de combate a dengue. Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/-7NpKYY9s3JIEPt1mdjRmPrLLYw=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/12\/14\/0d9a8350_0.jpg?itok=-hNodUZk\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 14\/12\/2024 - Campanha do Dia D de combate a dengue. Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=408804 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\"><!--copyright=408804-->Combate a focos do mosquito da dengue. Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<h2>A febre do Oropouche<\/h2>\n<p>A febre do Oropouche \u00e9 causada por um v\u00edrus que \u00e9 transmitido principalmente pelo mosquito <em>Culicoides paraensis<\/em>, mais conhecido como maruim ou mosquito-p\u00f3lvora, incidente em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o v\u00edrus permanece no inseto por alguns dias. Ent\u00e3o, quando o inseto pica uma pessoa saud\u00e1vel, ele pode infect\u00e1-la com o\u00a0v\u00edrus.<\/p>\n<p>Pesquisadora do Instituto Todos pela Sa\u00fade (ItpS),\u00a0B\u00e1rbara Chaves explica que dengue e febre do oropouche s\u00e3o arboviroses, doen\u00e7as causadas por v\u00edrus\u00a0transmitidos por insetos.<\/p>\n<p>\u201cA dengue \u00e9 uma doen\u00e7a bastante conhecida pelos brasileiros, com a qual convivemos h\u00e1 muitos anos. Tem alta incid\u00eancia no Brasil, principalmente devido \u00e0 abund\u00e2ncia do mosquito transmissor, o <em>Aedes aegypti<\/em>. Isso se deve ao clima favor\u00e1vel para a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito e \u00e0 caracter\u00edstica urbana dessa esp\u00e9cie\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>J\u00e1 a febre do Oropouche, lembrou\u00a0a pesquisadora, ficou mais conhecida no pa\u00eds a partir de 2024, quando passou a ser notificada tamb\u00e9m em outros estados brasileiros.<\/p>\n<p>\u201cEssa dispers\u00e3o e aumento no n\u00famero de casos de febre do Oropouche podem ter ocorrido por um conjunto de fatores, como mudan\u00e7as no uso da terra, incluindo desmatamento e desenvolvimento agr\u00edcola\u201d, esclareceu.<\/p>\n<p>Para\u00a0B\u00e1rbara, a diminui\u00e7\u00e3o de do n\u00famero de casos de ambas as doen\u00e7as depende de\u00a0melhorar o diagn\u00f3stico e o monitoramento.<\/p>\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dengue, podemos diminuir a incid\u00eancia com o combate ao mosquito transmissor, ou seja, com a elimina\u00e7\u00e3o dos criadouros. H\u00e1 tamb\u00e9m estrat\u00e9gias j\u00e1 adotadas em algumas cidades, como o m\u00e9todo Wolbachia [tecnologia que consiste em inserir a bact\u00e9ria Wolbachia em alguns mosquitos para impedir que os v\u00edrus dessas doen\u00e7as se desenvolvam dentro do mosquito], al\u00e9m da vacina contra o v\u00edrus\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>No entanto, no caso do Oropouche, o combate \u00e9 um pouco mais complicado, j\u00e1 que o mosquito que provoca a doen\u00e7a se reproduz em ambientes naturais, \u00famidos e ricos em mat\u00e9ria org\u00e2nica em decomposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 medidas que podem ajudar a conhecer e responder melhor a essas duas doen\u00e7as, como monitorar a evolu\u00e7\u00e3o dos v\u00edrus para identificar diferentes linhagens e melhorar o diagn\u00f3stico diferencial entre as duas doen\u00e7as, principalmente em regi\u00f5es onde ambos os v\u00edrus circulam\u201d.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-01\/estudo-explica-diferenca-de-sintomas-entre-febre-do-oropouche-e-dengue\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo desenvolvido por pesquisadores brasileiros durante um surto de febre do Oropouche no pa\u00eds, em 2024, pretende auxiliar no diagn\u00f3stico e na diferencia\u00e7\u00e3o de sintomas entre essa doen\u00e7a e a dengue, especialmente em regi\u00f5es onde elas circulam juntas. 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