{"id":60660,"date":"2026-01-31T03:01:51","date_gmt":"2026-01-31T06:01:51","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/contas-publicas-tem-deficit-de-r-55021-bilhoes-em-2025-2\/"},"modified":"2026-01-31T03:01:51","modified_gmt":"2026-01-31T06:01:51","slug":"contas-publicas-tem-deficit-de-r-55021-bilhoes-em-2025-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/contas-publicas-tem-deficit-de-r-55021-bilhoes-em-2025-2\/","title":{"rendered":"Contas p\u00fablicas t\u00eam d\u00e9ficit de R$ 55,021 bilh\u00f5es em 2025"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>As contas p\u00fablicas fecharam 2025 com saldo negativo, em raz\u00e3o, principalmente, do d\u00e9ficit do governo federal, que teve o crescimento das despesas maior que as receitas. O setor p\u00fablico consolidado, formado por Uni\u00e3o, estados, munic\u00edpios e empresas estatais, registrou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 55,021 bilh\u00f5es no ano passado, que representa 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1676538&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>Na compara\u00e7\u00e3o com 2024, houve crescimento no d\u00e9ficit. Em 2024, as contas p\u00fablicas fecharam o ano com d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 47,553 bilh\u00f5es, 0,4% do PIB.<\/strong><\/p>\n<p>As Estat\u00edsticas Fiscais foram divulgadas nesta sexta-feira (30) pelo Banco Central (BC) com a consolida\u00e7\u00e3o dos dados de dezembro de 2025. Naquele m\u00eas, as contas p\u00fablicas tiveram super\u00e1vit de R$ 6,251 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>O d\u00e9ficit prim\u00e1rio representa o resultado negativo das contas do setor p\u00fablico (despesas menos receitas), desconsiderando o pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica.<\/strong><\/p>\n<h2>Esferas de governo<\/h2>\n<p>No ano passado, a conta do Governo Central teve d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 58,687 bilh\u00f5es ante resultado negativo de R$ 45,364 bilh\u00f5es em 2024. O montante difere do resultado divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, de d\u00e9ficit de R$ 61,69 bilh\u00f5es, porque o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a varia\u00e7\u00e3o da d\u00edvida dos entes p\u00fablicos.<\/p>\n<p>De acordo com o Tesouro, as contas do Governo Central foram pressionadas pelo crescimento de gastos obrigat\u00f3rios, como Previd\u00eancia Social e Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC). Do lado da receita, a arrecada\u00e7\u00e3o recorde de 2025\u00a0impediu um d\u00e9ficit mais alto. Em termos reais, a receita l\u00edquida cresceu 2,8% (R$ 64,3 bilh\u00f5es), enquanto a despesa avan\u00e7ou 3,4% (R$ 79,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Para reduzir o d\u00e9ficit das contas p\u00fablicas, os governos regionais &#8211; estaduais e municipais \u2013 contribu\u00edram com aumento no super\u00e1vit, fechando 2025 em R$ 9,537 bilh\u00f5es, contra resultado positivo de R$ 5,885 bilh\u00f5es em 2024.<\/strong><\/p>\n<p>As empresas estatais federais, estaduais e municipais &#8211; exclu\u00eddas dos grupos Petrobras e Eletrobras \u2013 tamb\u00e9m contribu\u00edram para o aumento do d\u00e9ficit das contas consolidadas, com o resultado negativo de R$ 5,871 milh\u00f5es em agosto. Houve redu\u00e7\u00e3o, entretanto, em compara\u00e7\u00e3o a 2024, quando o d\u00e9ficit chegou a R$ 8,073 bilh\u00f5es.<\/p>\n<h2>Despesas com juros<\/h2>\n<p><strong>A despesa com juros ficou em R$ 1 trilh\u00e3o no ano passado, um recorde com esses gastos, segundo o BC.<\/strong> Houve um aumento nominal em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 950,423 bilh\u00f5es registrados em 2024. De acordo com o BC, entretanto, o PIB nominal cresceu mais r\u00e1pido do que a despesa com juros. Em 2025, os gastos com juros foram de 7,91% do PIB, enquanto em 2024 chegaram a 8,07% do PIB.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 comum a conta de juros apresentar grandes varia\u00e7\u00f5es, especialmente negativas, j\u00e1 que os juros s\u00e3o apropriados por compet\u00eancia, m\u00eas a m\u00eas. Al\u00e9m disso, houve aumento da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, no per\u00edodo, que \u00e9 um dos indexadores da conta. A Selic est\u00e1 em 15% ao ano, no maior n\u00edvel desde julho de 2006.<\/p>\n<p>Mas, no resultado, h\u00e1 os efeitos das opera\u00e7\u00f5es do Banco Central no mercado de c\u00e2mbio (swap cambial, que \u00e9 a venda de d\u00f3lares no mercado futuro) que, no caso de 2025, contribu\u00edram para a melhora da conta de juros. Os resultados dessas opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o transferidos para o pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica, como receita quando h\u00e1 ganhos e como despesa quando h\u00e1 perdas.<\/p>\n<p><strong>No ano passado, as opera\u00e7\u00f5es de swap tiveram ganhos de R$ 105,9 bilh\u00f5es, reduzindo a conta de juros.<\/strong> J\u00e1 em 2024, houve R$ 115,9 bilh\u00f5es em perdas com swaps, que aumentaram a conta de juros.<\/p>\n<p>Com isso, o resultado nominal das contas p\u00fablicas \u2013 formado pelo resultado prim\u00e1rio e os gastos com juros \u2013 subiu na compara\u00e7\u00e3o interanual. Em 2025, o d\u00e9ficit nominal ficou em R$ 1,062 trilh\u00e3o contra o resultado negativo de R$ 997,976 bilh\u00f5es em 2024.<\/p>\n<p><strong>O resultado nominal \u00e9 levado em conta pelas ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco ao analisar o endividamento de um pa\u00eds, indicador observado por investidores.<\/strong><\/p>\n<h2>D\u00edvida p\u00fablica<\/h2>\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico &#8211; balan\u00e7o entre o total de cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos dos governos federal, estaduais e municipais &#8211; chegou a R$ 8,311 trilh\u00f5es em 2025, o que corresponde a 65,3% do PIB, o maior percentual da s\u00e9ria hist\u00f3rica. No ano anterior, o percentual da d\u00edvida l\u00edquida em rela\u00e7\u00e3o ao PIB estava em 61,3% (R$ 7,220 trilh\u00f5es).<\/p>\n<p><strong>O crescimento se deve, em especial, ao d\u00e9ficit nominal do m\u00eas, aos juros nominais apropriados e \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o cambial de 11,1% no ano.<\/strong> Como o pa\u00eds \u00e9 credor em moeda estrangeira, um aumento do d\u00f3lar significa aumento da d\u00edvida l\u00edquida.<\/p>\n<p>Em 2025, a d\u00edvida bruta do governo geral (DBGG) &#8211; que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais &#8211; chegou a R$ 10,017 trilh\u00f5es ou 78,7%, com aumento em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior &#8211; R$ 8,984 trilh\u00f5es ou 76,3% do PIB. Assim como o resultado nominal, a d\u00edvida bruta \u00e9 usada para tra\u00e7ar compara\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-01\/contas-publicas-tem-deficit-de-r-55021-bilhoes-em-2025\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As contas p\u00fablicas fecharam 2025 com saldo negativo, em raz\u00e3o, principalmente, do d\u00e9ficit do governo federal, que teve o crescimento das despesas maior que as receitas. 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