{"id":60620,"date":"2026-01-30T20:56:14","date_gmt":"2026-01-30T23:56:14","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/china-e-russia-buscam-influencia-nas-americas-apos-maduro-cair\/"},"modified":"2026-01-30T20:56:14","modified_gmt":"2026-01-30T23:56:14","slug":"china-e-russia-buscam-influencia-nas-americas-apos-maduro-cair","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/china-e-russia-buscam-influencia-nas-americas-apos-maduro-cair\/","title":{"rendered":"China e R\u00fassia buscam influ\u00eancia nas Am\u00e9ricas ap\u00f3s Maduro cair"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"tp-post-content\">\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Com a captura do ent\u00e3o ditador venezuelano Nicol\u00e1s Maduro por for\u00e7as dos Estados Unidos no \u00faltimo dia 3, a China e a R\u00fassia perderam seu principal aliado geopol\u00edtico nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A a\u00e7\u00e3o fez parte da Doutrina Donroe, como o presidente americano, Donald Trump, inspirado na Doutrina Monroe do s\u00e9culo XIX, apelidou suas novas diretrizes de seguran\u00e7a nacional, que estipulam o predom\u00ednio de Washington no Hemisf\u00e9rio Ocidental \u2013 do qual busca afastar a influ\u00eancia de Pequim e de Moscou. Por\u00e9m, essa presen\u00e7a est\u00e1 longe de acabar, mesmo com a queda de Maduro.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na semana passada, a China aprovou uma nova rodada de ajuda a Cuba, que, segundo comunicado do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do regime castrista, inclui US$ 80 milh\u00f5es em assist\u00eancia financeira emergencial para a compra de equipamentos el\u00e9tricos e outras \u201cnecessidades urgentes\u201d e uma doa\u00e7\u00e3o de 60 mil toneladas de arroz.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Trata-se apenas de uma amostra da influ\u00eancia chinesa nas Am\u00e9ricas. A China \u00e9 o maior parceiro comercial de v\u00e1rios pa\u00edses latino-americanos, como Brasil, Peru e Chile, e oferece linhas de cr\u00e9dito e investimentos bilion\u00e1rios, que fizeram na\u00e7\u00f5es do continente cortarem rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com Taiwan (como Panam\u00e1, El Salvador e Rep\u00fablica Dominicana fizeram nos \u00faltimos anos).<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Dois exemplos dessa atua\u00e7\u00e3o s\u00e3o o Porto de Chancay, um megaterminal de \u00e1guas profundas no Peru que foi inaugurado em novembro de 2024, e um corredor ferrovi\u00e1rio bioce\u00e2nico, ligando o Brasil ao porto peruano, atualmente em fase de estudos t\u00e9cnicos e de viabilidade.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A presen\u00e7a da R\u00fassia \u00e9 sentida no acordo de coopera\u00e7\u00e3o militar com a ditadura de Daniel Ortega na Nicar\u00e1gua, que inclui envio de tropas, navios e aeronaves russos, exerc\u00edcios conjuntos e sistemas de espionagem, segundo a imprensa independente nicaraguense. O Kremlin tem um acordo semelhante com Cuba.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na quinta-feira (29), ao anunciar tarifas sobre produtos importados de pa\u00edses que enviarem petr\u00f3leo para Cuba, Trump disse que o regime castrista convida \u201cadvers\u00e1rios perigosos dos Estados Unidos\u201d a instalar na ilha \u201cbases militares e de intelig\u00eancia sofisticadas que amea\u00e7am diretamente a seguran\u00e7a nacional\u201d americana.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cCuba abriga a maior instala\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia de sinais da R\u00fassia no exterior, que tenta roubar informa\u00e7\u00f5es sens\u00edveis de seguran\u00e7a nacional dos Estados Unidos. Cuba continua a construir uma profunda coopera\u00e7\u00e3o em intelig\u00eancia e defesa com a Rep\u00fablica Popular da China\u201d, afirmou o presidente americano numa ordem executiva.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Embora a influ\u00eancia econ\u00f4mica da R\u00fassia nas Am\u00e9ricas seja bem menor do que a chinesa, ela tamb\u00e9m est\u00e1 presente: o Brasil foi acusado de ajudar Moscou a financiar a guerra contra a Ucr\u00e2nia ao aumentar de US$ 3,97 bilh\u00f5es para US$ 10,29 bilh\u00f5es as suas importa\u00e7\u00f5es da R\u00fassia entre 2019 e 2025, de acordo com dados da plataforma Comtrade, das Na\u00e7\u00f5es Unidas. A maior parte dessas compras foi de combust\u00edveis e fertilizantes.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\"><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-icon___stPC\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"16\" height=\"16\" viewbox=\"0 0 16 16\"><rect width=\"16\" height=\"16\" fill=\"none\"\/><g transform=\"translate(3 3)\"><path d=\"M22.5,15l3.4,3.4-3.4,3.4\" transform=\"translate(-15.896 -11.793)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><path d=\"M6,6v4.2a2.452,2.452,0,0,0,2.5,2.4H16\" transform=\"translate(-6 -6)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><\/g><\/svg><\/span><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-text__hO_kM\">R\u00fassia diz que prazo combinado com Trump para n\u00e3o atacar Ucr\u00e2nia termina no domingo<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Com a ditadura de Vladimir Putin concentrando suas for\u00e7as na Ucr\u00e2nia, o Kremlin nada fez para socorrer Maduro e outros aliados que passaram por apuros nos \u00faltimos dois anos, como o s\u00edrio Bashar al-Assad (deposto no final de 2024) e o regime do Ir\u00e3, mas Natalie Sabanadze, pesquisadora do programa R\u00fassia e Eur\u00e1sia do think tank brit\u00e2nico Chatham House, afirmou em artigo recente que acredita que o ditador buscar\u00e1 usar a a\u00e7\u00e3o de Trump na Venezuela para galvanizar um sentimento anti-EUA nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cMoscou buscar\u00e1 tirar proveito disso, ao mesmo tempo que avan\u00e7a com maior confian\u00e7a em sua narrativa de neocolonialismo ocidental\u201d, escreveu Sabanadze.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em entrevista \u00e0 <strong>Gazeta do Povo<\/strong>, Eduardo Galv\u00e3o, professor de pol\u00edticas p\u00fablicas do Ibmec Bras\u00edlia, falou sobre o assunto.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong><em>A Doutrina Donroe fala em preval\u00eancia dos EUA no Hemisf\u00e9rio Ocidental e afastar a presen\u00e7a da China e da R\u00fassia nas Am\u00e9ricas, mas os dois pa\u00edses seguem tendo influ\u00eancia no continente, mesmo ap\u00f3s a queda de Maduro. Quais s\u00e3o os maiores desafios de Washington para reduzir essa presen\u00e7a?<\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O primeiro desafio \u00e9 estrutural e n\u00e3o apenas pol\u00edtico. Ao longo dos \u00faltimos anos, pa\u00edses latino-americanos aprofundaram la\u00e7os econ\u00f4micos com a China, especialmente em com\u00e9rcio, investimentos em infraestrutura, tecnologia e financiamento p\u00fablico, criando redes de interdepend\u00eancia que n\u00e3o se desfazem simplesmente com mudan\u00e7as de governo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Esse cen\u00e1rio torna dif\u00edcil para os EUA oferecer alternativas competitivas r\u00e1pidas e de largo alcance, sem gerar custos econ\u00f4micos dom\u00e9sticos significativos para governos latino-americanos que precisam manter crescimento e investimentos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Um segundo desafio \u00e9 a natureza difusa da influ\u00eancia chinesa e russa. Ela n\u00e3o est\u00e1 restrita \u00e0 presen\u00e7a militar direta, mas se expressa em acordos comerciais, log\u00edstica portu\u00e1ria, participa\u00e7\u00e3o em cadeias de valor, contratos de tecnologia e parcerias diplom\u00e1ticas multilaterais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Reduzir essa influ\u00eancia exige n\u00e3o s\u00f3 coer\u00e7\u00e3o, mas uma oferta alternativa atraente em n\u00edveis comercial, tecnol\u00f3gico e de governan\u00e7a, algo que, historicamente, os EUA t\u00eam dificuldade em escalar em tempo h\u00e1bil frente \u00e0 proje\u00e7\u00e3o de poder econ\u00f4mico de Pequim e Moscou.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong><em>Nicar\u00e1gua e Cuba s\u00e3o os maiores aliados da China e da R\u00fassia nas Am\u00e9ricas em termos militares e geopol\u00edticos. Podem ser alvos de a\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0 que ocorreu na Venezuela?<\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Ambas s\u00e3o vistas por Washington como vetores de influ\u00eancia russa e chinesa na regi\u00e3o, em parte por meio de coopera\u00e7\u00e3o militar e alinhamento pol\u00edtico com Moscou e Pequim. A estrat\u00e9gia americana documenta que, onde a democracia est\u00e1 \u201causente ou sob amea\u00e7a\u201d, os EUA pretendem se aliar a for\u00e7as pr\u00f3-democracia e promover governan\u00e7a mais alinhada aos parceiros hegem\u00f4nicos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Por outro lado, replicar a\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0 que ocorreu na Venezuela \u00e9 improv\u00e1vel por raz\u00f5es pr\u00e1ticas e de contexto. A opera\u00e7\u00e3o que resultou na retirada de Maduro do pa\u00eds, embora emblem\u00e1tica e associada \u00e0 nova estrat\u00e9gia hemisf\u00e9rica, foi tamb\u00e9m uma a\u00e7\u00e3o singular, com justificativas ligadas a acusa\u00e7\u00f5es de narcotr\u00e1fico e implica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de seguran\u00e7a regional.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Repetir esse padr\u00e3o em outros pa\u00edses pode gerar risco de escalada militar, repulsa diplom\u00e1tica e rea\u00e7\u00e3o regional que superem os ganhos de curto prazo, especialmente em Estados com menor legitimidade de Washington e maior sensibilidade \u00e0 soberania territorial.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">No campo econ\u00f4mico, as amea\u00e7as de tarifa\u00e7\u00e3o extrema, como as mencionadas pelo presidente Trump contra entidades que mantivessem rela\u00e7\u00f5es comerciais com a R\u00fassia ou com a China, podem fazer parte de um repert\u00f3rio de coer\u00e7\u00e3o geoecon\u00f4mica, mas enfrentam limites pr\u00e1ticos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Tarifas elevadas elevam custos de bens importados e podem gerar repercuss\u00f5es inflacion\u00e1rias ou retalia\u00e7\u00f5es indiretas, o que dilui o impacto pretendido e pode afetar economias latino-americanas integradas \u00e0s cadeias globais de valor.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong><em>Por falar em tarifas, Trump amea\u00e7ou no ano passado taxar em 100% quem comprasse da R\u00fassia. Fez a mesma amea\u00e7a contra o Canad\u00e1 esta semana, caso Ottawa fa\u00e7a um acordo comercial com a China. Os EUA podem intensificar a guerra tarif\u00e1ria para aplicar a Doutrina Donroe? O Brasil est\u00e1 amea\u00e7ado?<\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A utiliza\u00e7\u00e3o de instrumentos tarif\u00e1rios \u00e9 mais prov\u00e1vel em \u00e1reas espec\u00edficas onde Washington identifica interesses estrat\u00e9gicos diretos, como tecnologia sens\u00edvel ou infraestrutura cr\u00edtica, do que como pol\u00edtica generalizada para todos os setores. Dessa forma, o Brasil, por sua dimens\u00e3o econ\u00f4mica e inser\u00e7\u00e3o global, n\u00e3o est\u00e1 imune a press\u00f5es, mas o risco n\u00e3o \u00e9 uma san\u00e7\u00e3o ampla e generalizada, e sim um risco pol\u00edtico setorial e condicional.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Isso significa que setores mais expostos \u00e0 competi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica com a China, ou componentes sens\u00edveis \u00e0 seguran\u00e7a americana, podem enfrentar maior escrut\u00ednio ou restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para empresas e formuladores de pol\u00edticas brasileiros, o risco pol\u00edtico n\u00e3o est\u00e1 apenas na ret\u00f3rica, mas na forma como decis\u00f5es de pol\u00edtica externa norte-americana podem se traduzir em restri\u00e7\u00f5es comerciais, revis\u00e3o de contratos ou imposi\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es de acesso a mercados e cadeias de suprimento.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\"><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-icon___stPC\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"16\" height=\"16\" viewbox=\"0 0 16 16\"><rect width=\"16\" height=\"16\" fill=\"none\"\/><g transform=\"translate(3 3)\"><path d=\"M22.5,15l3.4,3.4-3.4,3.4\" transform=\"translate(-15.896 -11.793)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><path d=\"M6,6v4.2a2.452,2.452,0,0,0,2.5,2.4H16\" transform=\"translate(-6 -6)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><\/g><\/svg><\/span><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-text__hO_kM\">Ap\u00f3s alerta dos EUA, Chile cancela projeto para construir observat\u00f3rio astron\u00f4mico com a China<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Essa din\u00e2mica indica uma mudan\u00e7a relevante na natureza dos riscos pol\u00edticos enfrentados pela regi\u00e3o, na qual decis\u00f5es sobre investimentos, tecnologia e alinhamentos externos podem gerar impactos diretos sobre a estabilidade institucional e o ambiente de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Nesse contexto, emerge tamb\u00e9m o risco de coer\u00e7\u00e3o seletiva, em que pa\u00edses ou setores espec\u00edficos s\u00e3o pressionados a escolher entre mercados e parceiros estrat\u00e9gicos, reduzindo previsibilidade regulat\u00f3ria e elevando a incerteza para empresas e investidores.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Soma-se a isso um risco reputacional e de polariza\u00e7\u00e3o interna, sobretudo quando governos passam a ser percebidos como amortecedores das disputas entre grandes pot\u00eancias e das demandas dom\u00e9sticas, um fator com potencial de influenciar processos eleitorais e a capacidade de governar ao longo de 2026.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Por fim, os pa\u00edses latino-americanos passam a operar em uma zona cada vez mais complexa, na qual a competi\u00e7\u00e3o entre pot\u00eancias externas se traduz em incertezas adicionais para pol\u00edticas p\u00fablicas, fluxos de investimento estrangeiro e esfor\u00e7os de integra\u00e7\u00e3o regional.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Essa configura\u00e7\u00e3o de risco pol\u00edtico emerge de uma combina\u00e7\u00e3o entre competi\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica aberta, instrumentos econ\u00f4micos de coer\u00e7\u00e3o e a dispers\u00e3o da influ\u00eancia de pot\u00eancias extrarregionais, tornando mais urgente que pa\u00edses latino-americanos reforcem capacidade de antecipar, mitigar e responder a choques externos que hoje ultrapassam o espectro tradicional de rela\u00e7\u00f5es entre Estados.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/como-china-russia-tentam-exercer-influencia-americas-apos-queda-maduro\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a captura do ent\u00e3o ditador venezuelano Nicol\u00e1s Maduro por for\u00e7as dos Estados Unidos no \u00faltimo dia 3, a China e a R\u00fassia perderam seu principal aliado geopol\u00edtico nas Am\u00e9ricas. 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