{"id":60460,"date":"2026-01-30T01:35:15","date_gmt":"2026-01-30T04:35:15","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/deficit-primario-do-governo-central-totaliza-r-617-bilhoes-em-2025\/"},"modified":"2026-01-30T01:35:15","modified_gmt":"2026-01-30T04:35:15","slug":"deficit-primario-do-governo-central-totaliza-r-617-bilhoes-em-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/deficit-primario-do-governo-central-totaliza-r-617-bilhoes-em-2025\/","title":{"rendered":"D\u00e9ficit prim\u00e1rio do Governo Central totaliza R$ 61,7 bilh\u00f5es em 2025"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Pressionado pelo crescimento de gastos obrigat\u00f3rios, como Previd\u00eancia Social e Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC), o Governo Central \u2013 Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central \u2013 encerrou 2025 com d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 61,69 bilh\u00f5es, o equivalente a 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1676428&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>O n\u00famero foi divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, junto com o resultado de dezembro. <strong>No \u00faltimo m\u00eas do ano, houve super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 22,1 bilh\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO resultado [do ano] conjugou um super\u00e1vit de R$ 255,5 bilh\u00f5es do Tesouro Nacional e do Banco Central e um d\u00e9ficit de R$ 317,2 bilh\u00f5es na Previd\u00eancia Social (RGPS). Em termos reais, a receita l\u00edquida cresceu 2,8% (R$ 64,3 bilh\u00f5es), enquanto a despesa avan\u00e7ou 3,4% (R$ 79,1 bilh\u00f5es)\u201d, explicou o Tesouro Nacional.<\/p>\n<p><strong>O d\u00e9ficit no ano teve aumento real (descontada a infla\u00e7\u00e3o) de 32,3% em rela\u00e7\u00e3o a 2024, quando o d\u00e9ficit prim\u00e1rio tinha ficado em R$ 42,92 bilh\u00f5es (0,36% do PIB), puxado pelos gastos com as enchentes no Rio Grande do Sul e tamb\u00e9m pelo crescimento de gastos obrigat\u00f3rios da Previd\u00eancia Social e BPC.<\/strong><\/p>\n<p>O resultado do ano passado veio melhor que o esperado pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Minist\u00e9rio da Fazenda, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 68,21 bilh\u00f5es em 2025.<\/p>\n<p>&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>no WhatsApp<\/p>\n<h2>Meta fiscal<\/h2>\n<p><strong>O resultado prim\u00e1rio representa a diferen\u00e7a entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica.<\/strong> A Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) deste ano e o novo arcabou\u00e7o fiscal estabelecem meta de d\u00e9ficit prim\u00e1rio zero, com margem de toler\u00e2ncia de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto para cima ou para baixo, para o Governo Central. No limite inferior da meta, isso equivale a d\u00e9ficit de at\u00e9 R$ 31 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao considerar apenas os gastos dentro do arcabou\u00e7o fiscal, o d\u00e9ficit prim\u00e1rio ficou em R$ 13 bilh\u00f5es (0,1% do PIB). Ou seja, est\u00e3o exclu\u00eddos da meta R$ 48,68 bilh\u00f5es de compensa\u00e7\u00f5es autorizadas, como o pagamento de precat\u00f3rios excedentes, despesas para ressarcimento dos descontos indevidos dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, despesas tempor\u00e1rias de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade e gastos em projetos estrat\u00e9gicos de defesa.<\/p>\n<p><strong>O d\u00e9ficit de 2025 poderia ter sido ainda maior n\u00e3o fosse o empo\u00e7amento de R$ 8 bilh\u00f5es, que s\u00e3o os recursos empenhados (autorizados) que n\u00e3o conseguem ser gastos pelo governo, como emendas impositivas ou gastos vinculados que n\u00e3o podem ser remanejados dentro do mesmo minist\u00e9rio.<\/strong><\/p>\n<p>Do lado da receita, a arrecada\u00e7\u00e3o recorde de 2025 impediu um d\u00e9ficit mais alto.<\/p>\n<h2>Receitas e despesas<\/h2>\n<p><strong>No ano de 2025, entre os destaques para o crescimento das receitas est\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u00a0R$ 43,56 bilh\u00f5es (5,2%) na arrecada\u00e7\u00e3o com o imposto de renda, em especial com rendimentos do trabalho, rendimentos do capital e rendimentos dos residentes no exterior, al\u00e9m de aumento no Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica;<\/li>\n<li>\u00a0R$ 15,4 bilh\u00f5es (21,3%) com o Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF), decorrente da maior arrecada\u00e7\u00e3o com opera\u00e7\u00f5es de c\u00e2mbio (sa\u00edda), cr\u00e9dito a pessoas jur\u00eddicas e t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios;<\/li>\n<li>\u00a0R$ 13,7 bilh\u00f5es (38,3%) com outras receitas administradas pela Receita Federal, cujo resultado decorreu, em parte, de maiores recolhimentos de participa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o nas receitas de loteria;<\/li>\n<li>\u00a0R$ 37 bilh\u00f5es (5,4%) com receita previdenci\u00e1ria, refletindo o dinamismo do mercado de trabalho, o crescimento real dos recolhimentos do Simples Nacional previdenci\u00e1rio e a reonera\u00e7\u00e3o da folha;<\/li>\n<li>\u00a0R$ 14,8 bilh\u00f5es (11,7%) com explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais, explicada, majoritariamente, pela maior arrecada\u00e7\u00e3o na \u00e1rea do pr\u00e9-sal e pelo recebimento, em 2025, de recursos derivados da celebra\u00e7\u00e3o de acordo referente \u00e0 Jazida Compartilhada do Pr\u00e9-Sal de Jubarte, bem como de leil\u00e3o de aliena\u00e7\u00e3o dos direitos e obriga\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Por\u00e9m, houve queda de R$ 26,3 bilh\u00f5es (34,3%) nas receitas em dividendos e participa\u00e7\u00f5es, justificado especialmente pela redu\u00e7\u00e3o nos pagamentos da Petrobras e BNDES.<\/p>\n<p><strong>Pelo lado das despesas, os principais aumentos foram:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u00a0R$ 41,4 bilh\u00f5es (4,1%) em benef\u00edcios previdenci\u00e1rios;<\/li>\n<li>\u00a0R$ 10,8 bilh\u00f5es (9,1%) com BPC. Esses dois primeiros itens influenciados pelo aumento do n\u00famero de benefici\u00e1rios e pela pol\u00edtica de reajuste do sal\u00e1rio-m\u00ednimo;<\/li>\n<li>\u00a0R$ 16,9 bilh\u00f5es (4,3%) com pessoal e encargos sociais, em raz\u00e3o dos reajustes concedidos aos servidores p\u00fablicos do Poder Executivo;<\/li>\n<li>\u00a0R$ 10 bilh\u00f5es (19,7%) com a complementa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o ao Fundeb;<\/li>\n<li>\u00a0R$ 11,9 bilh\u00f5es (6,1%) com despesas discricion\u00e1rias.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Por sua vez, houve redu\u00e7\u00e3o de R$ 20,7 bilh\u00f5es (76,3%) com gastos extraordin\u00e1rios, em raz\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 calamidade no Rio Grande do Sul no ano de 2024, o que n\u00e3o houve em 2025.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-01\/deficit-primario-do-governo-central-totaliza-r-617-bilhoes-em-2025\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pressionado pelo crescimento de gastos obrigat\u00f3rios, como Previd\u00eancia Social e Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC), o Governo Central \u2013 Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central \u2013 encerrou 2025 com d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 61,69 bilh\u00f5es, o equivalente a 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds). 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