{"id":60282,"date":"2026-01-29T08:17:27","date_gmt":"2026-01-29T11:17:27","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/divida-publica-pode-alcancar-ate-r-103-trilhoes-em-2026\/"},"modified":"2026-01-29T08:17:27","modified_gmt":"2026-01-29T11:17:27","slug":"divida-publica-pode-alcancar-ate-r-103-trilhoes-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/divida-publica-pode-alcancar-ate-r-103-trilhoes-em-2026\/","title":{"rendered":"D\u00edvida p\u00fablica pode alcan\u00e7ar at\u00e9 R$ 10,3 trilh\u00f5es em 2026"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Depois de encerrar 2025 acima de R$ 8,6 trilh\u00f5es e em n\u00edvel recorde, a <strong>D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) dever\u00e1 chegar ao fim deste ano entre R$ 9,3 trilh\u00f5es e R$ 10,3 trilh\u00f5es<\/strong>. Os n\u00fameros foram divulgados nesta quarta-feira\u00a0(28) pelo Tesouro Nacional, que apresentou o Plano Anual de Financiamento (PAF) da d\u00edvida p\u00fablica para 2026.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1676329&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>O plano apresenta metas para a d\u00edvida p\u00fablica para este ano. Assim como no ano passado, <strong>o governo criou um espa\u00e7o para diminuir a fatia de t\u00edtulos prefixados (com taxas de juros fixas e definidas antecipadamente) e aumentar a participa\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is corrigidos pela taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia). Isso ajudaria a atrair os investidores aos t\u00edtulos vinculados \u00e0 Selic, que est\u00e3o no maior n\u00edvel em quase dois anos.<\/strong><\/p>\n<p>No ano passado, o PAF originalmente previa que a D\u00edvida P\u00fablica Federal poderia encerrar 2025 entre R$ 8,1 trilh\u00f5es e R$ 8,5 trilh\u00f5es. Em setembro, o PAF foi revisado para que o indicador fechasse 2025 entre R$ 8,5 trilh\u00f5es e R$ 8,8 trilh\u00f5es.<\/p>\n<h2>Composi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Segundo o documento, a DPF dever\u00e1 encerrar 2026 com a seguinte composi\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>T\u00edtulos vinculados \u00e0 Selic: de 46% a 50%, atualmente est\u00e1 em 48,3%;<\/li>\n<li>T\u00edtulos corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o: de 23% a 27%, atualmente est\u00e1 em 25,9%;<\/li>\n<li>T\u00edtulos prefixados: de 21% a 25%, atualmente est\u00e1 em 22%;<\/li>\n<li>T\u00edtulos vinculados ao c\u00e2mbio: de 3% a 7%, atualmente est\u00e1 em 3,8%.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Os n\u00fameros n\u00e3o levam em conta as opera\u00e7\u00f5es de compra e venda de d\u00f3lares no mercado futuro pelo Banco Central, que interferem no resultado.<\/p>\n<p>Os t\u00edtulos corrigidos por taxas flutuantes aumentam o risco da d\u00edvida p\u00fablica, porque a Selic pressiona mais o endividamento do governo quando os juros b\u00e1sicos da economia sobem. Quando o Banco Central reajusta os juros b\u00e1sicos, a parte da d\u00edvida interna corrigida pela Selic aumenta imediatamente.<\/p>\n<p><strong>Em tese, os pap\u00e9is prefixados trazem mais previsibilidade<\/strong>. Isso porque os juros desses t\u00edtulos s\u00e3o definidos no momento da emiss\u00e3o e n\u00e3o variam ao longo do tempo. Dessa forma, <strong>o Tesouro sabe exatamente quanto pagar\u00e1 de juros daqui a v\u00e1rios anos, quando os pap\u00e9is vencerem, e os investidores tiverem de ser reembolsados<\/strong>. No entanto, <strong>os t\u00edtulos prefixados t\u00eam taxas mais altas que a da Selic e aumentam o custo da d\u00edvida p\u00fablica em momentos de instabilidade econ\u00f4mica<\/strong>.<\/p>\n<h2>Prazo<\/h2>\n<p><strong>O Plano Anual de Financiamento tamb\u00e9m abriu uma margem para aumentar o prazo da DPF. <\/strong>No fim de 2025, o prazo m\u00e9dio ficou em 4\u00a0anos. O PAF estipulou que ficar\u00e1 entre 3,8 e 4,2 anos no fim de dezembro. O Tesouro divulga as estimativas em anos, n\u00e3o em meses. J\u00e1 a parcela da d\u00edvida que vence nos pr\u00f3ximos 12 meses encerrar\u00e1 2025 entre 18% e 22%. Atualmente, est\u00e1 em 17,5%.<\/p>\n<p>Segundo o Tesouro, o governo tem dois mecanismos de seguran\u00e7a para garantir a capacidade de financiamento em caso de crise econ\u00f4mica que n\u00e3o permita ao Tesouro lan\u00e7ar t\u00edtulos no mercado. Em primeiro lugar, o governo tem reservas internacionais suficientes para pagar os vencimentos da d\u00edvida p\u00fablica externa em 2026, que totalizam R$ 33,3 bilh\u00f5es. Al\u00e9m disso,\u00a0tem um colch\u00e3o de R$ 1,187 trilh\u00e3o para cobrir 7,33 meses dos vencimentos da d\u00edvida p\u00fablica interna.<\/p>\n<p><strong>Por meio da d\u00edvida p\u00fablica, o Tesouro Nacional emite t\u00edtulos e pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos. Em troca, o governo compromete-se a devolver os recursos com alguma corre\u00e7\u00e3o, que pode seguir a taxa Selic, a infla\u00e7\u00e3o, o c\u00e2mbio ou ser prefixada, definida com anteced\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-01\/divida-publica-pode-alcancar-ate-r-103-trilhoes-em-2026\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de encerrar 2025 acima de R$ 8,6 trilh\u00f5es e em n\u00edvel recorde, a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) dever\u00e1 chegar ao fim deste ano entre R$ 9,3 trilh\u00f5es e R$ 10,3 trilh\u00f5es. Os n\u00fameros foram divulgados nesta quarta-feira\u00a0(28) pelo Tesouro Nacional, que apresentou o Plano Anual de Financiamento (PAF) da d\u00edvida p\u00fablica para 2026. 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