{"id":59952,"date":"2026-01-27T17:36:14","date_gmt":"2026-01-27T20:36:14","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/brasileiro-pode-julgar-caso-de-bolsonaro-em-corte-internacional\/"},"modified":"2026-01-27T17:36:14","modified_gmt":"2026-01-27T20:36:14","slug":"brasileiro-pode-julgar-caso-de-bolsonaro-em-corte-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/brasileiro-pode-julgar-caso-de-bolsonaro-em-corte-internacional\/","title":{"rendered":"Brasileiro pode julgar caso de Bolsonaro em Corte internacional"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"tp-post-content\">\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A\u00a0posse do jurista brasileiro\u00a0Rodrigo\u00a0Mudrovitsch\u00a0na presid\u00eancia da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte\u00a0IDH), para o bi\u00eanio 2026\u20132027, reacendeu o debate sobre o papel do tribunal internacional em casos sens\u00edveis envolvendo o Brasil. O principal envolve a pris\u00e3o do\u00a0ex-presidente Jair Bolsonaro\u00a0(PL), que busca a pris\u00e3o domiciliar em raz\u00e3o de seu estado de sa\u00fade. Aliados acionaram o\u00a0Sistema Interamericano ap\u00f3s decis\u00f5es do Supremo Tribunal Federal (STF)\u00a0que fizeram com que Bolsonaro passasse a cumprir pena em regime fechado.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O pedido precisa primeiro ser analisado e aprovado pela Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que decide sobre a admissibilidade do caso. Somente se a Comiss\u00e3o encaminh\u00e1-lo \u00e0 Corte Interamericana \u00e9 que haver\u00e1 julgamento internacional, feito pelo colegiado de ju\u00edzes da Corte IDH, presidido pelo brasileiro Rodrigo Mudrovitsch.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Analistas ouvidos pela reportagem da\u00a0<strong>Gazeta do Povo<\/strong>\u00a0afirmam que a expectativa de uma atua\u00e7\u00e3o direta da Corte IDH no caso de Bolsonaro \u00e9, ao menos por ora, limitada. Al\u00e9m de especificidades do tr\u00e2mite, eles destacam o papel apenas consultivo da Corte e apontam que as an\u00e1lises dos casos resultam em recomenda\u00e7\u00f5es &#8211; que podem ou n\u00e3o ser seguidas pelos pa\u00edses.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo a pr\u00f3pria Corte, a gest\u00e3o de\u00a0Rodrigo\u00a0Mudrovitsch\u00a0deve priorizar o fortalecimento do di\u00e1logo institucional com os pa\u00edses da regi\u00e3o, incluindo o Brasil, e a consolida\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia interamericana em direitos humanos.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em seu discurso de posse, o jurista ressaltou a import\u00e2ncia do fortalecimento do Direito Internacional e do multilateralismo em um cen\u00e1rio global de instabilidade. Tamb\u00e9m destacou que a preserva\u00e7\u00e3o da democracia segue como um desafio central para os pa\u00edses do continente, defendendo institui\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas e processos eleitorais confi\u00e1veis.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Mudrovitsch\u00a0ser\u00e1 o terceiro brasileiro a comandar a Corte, sediada em San Jos\u00e9, na Costa Rica, e assume o posto em um momento de crescente judicializa\u00e7\u00e3o internacional de disputas pol\u00edticas internas.\u00a0Indicado em 2022\u00a0pelo ent\u00e3o presidente Jair Bolsonaro,\u00a0Mudrovitsch\u00a0\u00e9 juiz da Corte IDH desde ent\u00e3o e ocupava a vice-presid\u00eancia antes de ser eleito para o comando do tribunal.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Apesar de a indica\u00e7\u00e3o\u00a0ter sido feita por Bolsonaro,\u00a0o jurista j\u00e1 advogou para o PT e assinou peti\u00e7\u00f5es apresentadas ao STF.\u00a0Foi o caso de um pedido\u00a0para fazer parte de uma\u00a0a\u00e7\u00e3o apresentada pelo PPS\u00a0em\u00a0fevereiro de\u00a02016. O pedido era para que o Supremo rejeitasse a a\u00e7\u00e3o\u00a0que questionava\u00a0a constitucionalidade de uma medida provis\u00f3ria editada pelo governo que buscava\u00a0acelerar os acordos de leni\u00eancia entre empresas acusadas de corrup\u00e7\u00e3o e o poder p\u00fablico.\u00a0Al\u00e9m disso,\u00a0Mudrovitsch\u00a0j\u00e1\u00a0foi advogado de Gilmar Mendes\u00a0e \u00e9 apontado como uma figura pr\u00f3xima do\u00a0ministro.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><\/picture><\/div>\n<p>A matem\u00e1tica da direita para conquistar maioria \u201canti-Moraes\u201d nas elei\u00e7\u00f5es de 2026<\/li>\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><img decoding=\"async\" class=\"imageDefault_image-item__lU2Dk\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2026\/01\/25104935\/Caminhada-1-380x214.jpeg\" alt=\"\" width=\"72\" height=\"72\"\/><\/picture><\/div>\n<p>Como a crise do Master pode ajudar a oposi\u00e7\u00e3o a levar o povo de volta \u00e0s ruas<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">O que a Corte pode e n\u00e3o pode fazer\u00a0<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Sistema Interamericano de Direitos Humanos \u00e9 bif\u00e1sico, sendo composto pela Comiss\u00e3o Interamericana\u00a0(CIDH)\u00a0e pela Corte\u00a0Interamericana (Corte IDH). Assim,\u00a0os processos apresentados precisam passar pela\u00a0Comiss\u00e3o, que\u00a0recebe den\u00fancias de indiv\u00edduos ou grupos contra Estados, investiga situa\u00e7\u00f5es e pode submeter casos \u00e0 Corte. A Corte\u00a0(Corte IDH), por sua vez, \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o judicial que julga casos contenciosos e emite opini\u00f5es consultivas.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O\u00a0professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Economia do Ibmec S\u00e3o Paulo Alexandre Pires explica que a Corte IDH exerce fun\u00e7\u00e3o contenciosa e pode, em tese, julgar um Estado por viola\u00e7\u00e3o \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o Americana de Direitos Humanos. \u201cComo o Brasil reconhece a jurisdi\u00e7\u00e3o contenciosa da Corte, eventuais decis\u00f5es obrigariam o Estado a adotar provid\u00eancias para voltar a estar em conformidade com a Conven\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A Corte pode proferir senten\u00e7as colegiadas e determinar medidas provis\u00f3rias em situa\u00e7\u00f5es de grave viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos. Caso um Estado descumpra essas decis\u00f5es, passa a violar o tratado internacional. \u201cIsso coloca o pa\u00eds em descumprimento da Conven\u00e7\u00e3o Americana\u201d, afirma Pires.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A advogada e doutora em Direitos Humanos\u00a0Ma\u00edra de Paula Miranda explica que o\u00a0processo depende de um tr\u00e2mite espec\u00edfico. \u201c\u00c9 preciso esclarecer que as den\u00fancias n\u00e3o s\u00e3o feitas diretamente \u00e0 Corte, mas \u00e0 Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos. Somente ap\u00f3s o tr\u00e2mite interno na Comiss\u00e3o \u00e9 que, dependendo do caso, ele pode ser enviado \u00e0 Corte para julgamento\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo ela, cidad\u00e3os n\u00e3o t\u00eam acesso direto \u00e0 Corte IDH, diferentemente do que ocorre no sistema europeu, por exemplo, em que as pessoas acionam diretamente o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">H\u00e1 diverg\u00eancias, contudo, quanto ao alcance pr\u00e1tico dessas decis\u00f5es. O professor de Direito Constitucional Alessandro\u00a0Chiarrotino\u00a0sustenta que a Corte n\u00e3o tem poder real para alterar decis\u00f5es do STF. \u201cO que a Corte pode fazer, caso se conven\u00e7a da justeza do caso, \u00e9 emitir recomenda\u00e7\u00f5es ao Estado brasileiro. Os efeitos seriam essencialmente morais e pol\u00edticos\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em contrapartida, na avalia\u00e7\u00e3o do senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos signat\u00e1rios de um pedido na Comiss\u00e3o Interamericana\u00a0(CIDH)\u00a0sobre o caso de Bolsonaro, o Brasil deve obedi\u00eancia \u00e0s decis\u00f5es da Corte, j\u00e1 que \u00e9 signat\u00e1rio da Conven\u00e7\u00e3o Americana de Direitos Humanos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;Uma manifesta\u00e7\u00e3o da CIDH n\u00e3o \u00e9 apenas uma recomenda\u00e7\u00e3o; \u00e9 um balizador institucional de peso que o Judici\u00e1rio brasileiro tem a obriga\u00e7\u00e3o de respeitar. Se o STF optar por ignorar as diretrizes internacionais, estar\u00e1 assinando a confiss\u00e3o de que seu posicionamento n\u00e3o \u00e9 jur\u00eddico, mas sim puramente ideol\u00f3gico, partid\u00e1rio e autorit\u00e1rio&#8221;, afirmou o senador.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Parlamentares aliados de Bolsonaro acionaram\u00a0\u00f3rg\u00e3o internacional\u00a0para pedir pris\u00e3o domiciliar\u00a0<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A posse de\u00a0Mudrovitsch\u00a0ocorre em um contexto de maior ativismo internacional por parte de atores pol\u00edticos brasileiros\u00a0no caso que envolve o ex-presidente.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Bolsonaro estava em\u00a0pris\u00e3o domiciliar\u00a0desde agosto de 2025, mas foi\u00a0preso preventivamente\u00a0na Superintend\u00eancia da Pol\u00edcia Federal em Bras\u00edlia em novembro, ap\u00f3s tentar violar a tornozeleira eletr\u00f4nica que usava.\u00a0No dia 6 de janeiro, Bolsonaro sofreu uma queda\u00a0dentro da pr\u00f3pria cela e\u00a0bateu a cabe\u00e7a, resultando em um traumatismo craniano leve. Ap\u00f3s o epis\u00f3dio, se intensificaram os pedidos da defesa para que o ex-presidente\u00a0voltasse a cumprir pena em pris\u00e3o domiciliar, justificando que seu estado de sa\u00fade exige\u00a0cuidados cont\u00ednuos.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Ainda assim,\u00a0no dia\u00a015 de\u00a0janeiro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes determinou a transfer\u00eancia do ex-presidente para\u00a0o 19\u00ba Batalh\u00e3o da Pol\u00edcia Militar do Distrito Federal, conhecido como \u201cPapudinha\u201d.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Diante dos desdobramentos, parlamentares\u00a0pr\u00f3ximos de Bolsonaro\u00a0e\u00a0advogados\u00a0apresentaram pedidos\u00a0de\u00a0medidas cautelares \u00e0 Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos (CIDH),\u00a0com o objetivo de que o ex-presidente seja autorizado a cumprir pris\u00e3o domiciliar por motivos humanit\u00e1rios\u00a0devido ao seu estado de sa\u00fade.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">No documento\u00a0apresentado por parlamentares, os signat\u00e1rios \u2014 entre eles o senador\u00a0Izalci\u00a0Lucas (PL-DF) e os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO), Bia Kicis (PL-DF),\u00a0Paulo\u00a0Bilynskyj\u00a0(PL-SP) e H\u00e9lio Lopes (PL-RJ) \u2014 argumentam que Bolsonaro, de 70 anos, tem comorbidades, enfrenta\u00a0alto risco \u00e0 vida e \u00e0 integridade f\u00edsica\u00a0e necessita de acompanhamento m\u00e9dico especializado.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A peti\u00e7\u00e3o sustenta que as condi\u00e7\u00f5es atuais de cust\u00f3dia violam direitos previstos na Conven\u00e7\u00e3o Americana de Direitos Humanos e pede que a CIDH determine a ado\u00e7\u00e3o de provid\u00eancias urgentes, como a substitui\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o por regime domiciliar humanit\u00e1rio. A Comiss\u00e3o ainda n\u00e3o se manifestou sobre o pedido.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Questionado sobre a posse do juiz brasileiro no caso de Bolsonaro na Corte IDH, o senador Izalci Lucas afirmou que espera uma atua\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e imparcial. &#8220;Independentemente de indica\u00e7\u00f5es passadas, a Corte tem o dever intransfer\u00edvel de proteger os direitos fundamentais e as garantias processuais que v\u00eam sendo sistematicamente atropeladas no Brasil&#8221;, afirmou o parlamentar \u00e0 <strong>Gazeta do Povo<\/strong>.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Caminho at\u00e9 as decis\u00f5es da\u00a0Corte\u00a0pode ser longo e demorar mais de uma d\u00e9cada<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Todos os pedidos apresentados \u00e0 CIDH passam por uma an\u00e1lise de admissibilidade, que verifica requisitos formais previstos no Regulamento da Comiss\u00e3o e no Pacto de S\u00e3o Jos\u00e9 da Costa Rica. Apenas depois disso o m\u00e9rito pode ser examinado.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A advogada Ma\u00edra de Paula Miranda observa ainda que o\u00a0tr\u00e2mite, em regra, \u00e9 lento: a m\u00e9dia dos casos brasileiros que chegaram \u00e0 Corte IDH foi de 13 anos e dois meses na Comiss\u00e3o e de dois anos e dois meses no tribunal.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">H\u00e1, por\u00e9m, um atalho processual em situa\u00e7\u00f5es excepcionais. \u201cA Comiss\u00e3o pode conceder medidas cautelares em casos de gravidade, urg\u00eancia e risco de dano irrepar\u00e1vel, que tramitam muito mais rapidamente\u201d, explica Ma\u00edra. Nesses casos, decis\u00f5es podem sair em quest\u00e3o de semanas.\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Analistas avaliam que Mudrovitsch\u00a0n\u00e3o deve alterar o destino de Bolsonaro<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Apesar da aten\u00e7\u00e3o gerada pela posse de\u00a0Mudrovitsch, especialistas s\u00e3o un\u00e2nimes em afirmar que sua presen\u00e7a na presid\u00eancia da Corte n\u00e3o altera por si s\u00f3 o destino de processos relacionados a Jair Bolsonaro.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cA Corte funciona por colegiado, com qu\u00f3rum m\u00ednimo de cinco ju\u00edzes. O fato de haver um juiz brasileiro n\u00e3o traz impacto nos procedimentos ou nos resultados\u201d, afirma\u00a0o professor de\u00a0Direito\u00a0Alexandre Pires. Ma\u00edra de Paula Miranda refor\u00e7a\u00a0o posicionamento.\u00a0\u201cOs ju\u00edzes atuam a t\u00edtulo pr\u00f3prio, com dever de imparcialidade. Eles n\u00e3o representam os Estados de origem\u201d, avaliou a advogada.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Al\u00e9m disso, no caso espec\u00edfico envolvendo Bolsonaro, a Corte nem sequer foi acionada formalmente. \u201cNeste momento, a Corte n\u00e3o tem papel algum no caso. Tudo ainda est\u00e1 na esfera da Comiss\u00e3o Interamericana\u201d, explica Ma\u00edra.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Ainda que n\u00e3o haja ind\u00edcios de que possa interferir diretamente em decis\u00f5es que envolvem Bolsonaro, a presid\u00eancia de um brasileiro na Corte tende a intensificar o debate sobre os limites da atua\u00e7\u00e3o do Sistema Interamericano frente \u00e0s decis\u00f5es do Judici\u00e1rio nacional.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/republica\/quem-e-o-juiz-brasileiro-que-pode-julgar-o-caso-de-bolsonaro-na-corte-de-direitos-humanos\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0posse do jurista brasileiro\u00a0Rodrigo\u00a0Mudrovitsch\u00a0na presid\u00eancia da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte\u00a0IDH), para o bi\u00eanio 2026\u20132027, reacendeu o debate sobre o papel do tribunal internacional em casos sens\u00edveis envolvendo o Brasil. 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