{"id":58348,"date":"2026-01-18T10:22:17","date_gmt":"2026-01-18T13:22:17","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/que-reajustes-esperar-para-2026\/"},"modified":"2026-01-18T10:22:17","modified_gmt":"2026-01-18T13:22:17","slug":"que-reajustes-esperar-para-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/que-reajustes-esperar-para-2026\/","title":{"rendered":"que reajustes esperar para 2026"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"tp-post-content\">\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Al\u00e9m do reajuste anual dos planos de sa\u00fade, em 2026 o consumidor deve ficar atento a mudan\u00e7as nas regras do setor e aos efeitos da reforma tribut\u00e1ria, que podem ser usados como argumento para elevar o valor das mensalidades.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Quem tem planos individuais e familiares ter\u00e1 que esperar o ano avan\u00e7ar um pouco para saber a taxa de reajuste, que \u00e9 definida anualmente pela Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS), entre maio e junho. A advogada especialista em Direito \u00e0 Sa\u00fade da Farah Kanda Advocacia, Melissa Kanda, explica que a aplica\u00e7\u00e3o do aumento \u00e9 feita no m\u00eas de anivers\u00e1rio do contrato.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Esse percentual considera a varia\u00e7\u00e3o das despesas assistenciais e o IPCA, e \u00e9 limitado pela ANS \u2013 ou seja, n\u00e3o pode ser ultrapassado pelas operadoras. \u201cEm 2025 o \u00edndice aprovado pela ANS foi de 6,06%. Em 2026 n\u00e3o se espera que o \u00edndice seja muito superior a esse&#8221;, afirma Melissa.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Gustavo Clemente, s\u00f3cio do Lara Martins Advogados e especialista em Direito M\u00e9dico e da Sa\u00fade, comenta que a trajet\u00f3ria recente d\u00e1 uma mostra da ordem de grandeza e volatilidade dos \u00edndices de reajuste. Em 2022, a ANS fixou como teto o percentual de 15,5%, refletindo a forte retomada de procedimentos p\u00f3s-pandemia, reduzindo-o para 9,63% em 2023 e, mais recentemente, 6,91% em 2024 e 6,05% em 2025.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cEmbora a metodologia para 2026 ainda n\u00e3o esteja definida, a expectativa \u00e9 que ela continue seguindo essa f\u00f3rmula, buscando um equil\u00edbrio entre a sustentabilidade das operadoras e a capacidade de pagamento dos consumidores\u201d, diz o advogado.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Planos coletivos podem sofrer aumentos mais acentuados<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Os planos coletivos, sejam empresariais ou por ades\u00e3o, n\u00e3o est\u00e3o sujeitos ao \u00edndice divulgado pela ANS. Segundo Fabr\u00edcia Magnavita, advogada especialista em Direito \u00e0 Sa\u00fade do Badar\u00f3 Almeida &amp; Advogados Associados, nesses contratos os reajustes s\u00e3o definidos pelas operadoras com base em crit\u00e9rios como sinistralidade e negocia\u00e7\u00f5es internas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na pr\u00e1tica, a advogada alerta que esse tipo de negocia\u00e7\u00e3o pode resultar em aumentos muito superiores aos aplicados aos planos individuais \u2014 especialmente nos chamados \u201cfalsos coletivos\u201d, que re\u00fanem poucos benefici\u00e1rios. \u201cNesses casos, aumentos elevados podem ser questionados judicialmente quando n\u00e3o houver transpar\u00eancia ou justificativa t\u00e9cnica adequada&#8221;, sinaliza.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Melissa Kanda explica que os grupos mais afetados pelos reajustes s\u00e3o aqueles que mais usam servi\u00e7os de sa\u00fade, como a popula\u00e7\u00e3o mais envelhecida ou com alta incid\u00eancia de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, pois geram alta sinistralidade, que influencia o \u00edndice de reajuste.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\"><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-icon___stPC\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"16\" height=\"16\" viewbox=\"0 0 16 16\"><rect width=\"16\" height=\"16\" fill=\"none\"\/><g transform=\"translate(3 3)\"><path d=\"M22.5,15l3.4,3.4-3.4,3.4\" transform=\"translate(-15.896 -11.793)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><path d=\"M6,6v4.2a2.452,2.452,0,0,0,2.5,2.4H16\" transform=\"translate(-6 -6)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><\/g><\/svg><\/span><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-text__hO_kM\">Moraes atrasa julgamento sobre plano de sa\u00fade de idosos com pedido de vista<\/span><\/li>\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\"><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-icon___stPC\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"16\" height=\"16\" viewbox=\"0 0 16 16\"><rect width=\"16\" height=\"16\" fill=\"none\"\/><g transform=\"translate(3 3)\"><path d=\"M22.5,15l3.4,3.4-3.4,3.4\" transform=\"translate(-15.896 -11.793)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><path d=\"M6,6v4.2a2.452,2.452,0,0,0,2.5,2.4H16\" transform=\"translate(-6 -6)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><\/g><\/svg><\/span><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-text__hO_kM\">C\u00f3digo Civil de Pacheco abre 33 brechas para quebrar um contrato na Justi\u00e7a<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Planos de sa\u00fade antigos n\u00e3o contam com limite de reajuste da ANS<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Outro ponto destacado por Melissa s\u00e3o os contratos vinculados a planos antigos, n\u00e3o adaptados \u00e0 Lei 9.656\/1998. Nessa situa\u00e7\u00e3o, eles podem ter \u00edndices de reajuste maiores, justamente por n\u00e3o estarem vinculados ao \u00edndice divulgado pela ANS para os planos de sa\u00fade.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A Lei dos Planos de Sa\u00fade foi promulgada em 3 de junho de 1998 e trouxe normas que at\u00e9 hoje regulamentam a organiza\u00e7\u00e3o dos planos privados de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, estabelecendo garantias para os benefici\u00e1rios.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u00c9 devido a essa legisla\u00e7\u00e3o que o reajuste anual dos planos passou a ser limitado pela ANS. Al\u00e9m disso, a norma pro\u00edbe, por exemplo, o cancelamento unilateral de planos pelas operadoras, salvo em caso de inadimpl\u00eancia ou m\u00e1-f\u00e9. Embora j\u00e1 tenha sofrido altera\u00e7\u00f5es via portarias ou decretos, a lei segue sendo o principal marco regulat\u00f3rio para o setor de sa\u00fade suplementar no Brasil.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Mudan\u00e7a de faixa et\u00e1ria tamb\u00e9m incide no reajuste dos planos\u00a0de sa\u00fade<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Gustavo Clemente tamb\u00e9m lembra que, independentemente dos reajustes anuais, existe o reajuste por faixa et\u00e1ria, que ocorre quando o benefici\u00e1rio muda de idade para uma nova faixa definida pela ANS. \u201cEste aumento \u00e9 aplicado independentemente do reajuste anual e seus percentuais s\u00e3o pr\u00e9-fixados no contrato&#8221;, afirma.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Duas tabelas est\u00e3o em vigor: uma para contratos feitos de 2 de janeiro de 1999 e 1.\u00ba de janeiro de 2004 e outra, do in\u00edcio de 2004 para c\u00e1, quando come\u00e7ou a valer o Estatuto do Idoso, limitando os reajustes por faixa et\u00e1ria para maiores de 60 anos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Assim, para o primeiro grupo, s\u00e3o v\u00e1lidos reajustes para as seguintes faixas et\u00e1rias:\u00a0<\/p>\n<ul class=\"postList_post-list-container__W0E4y postList_visual-type-unordered-list__M8U7t\">\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span>0 a 17 anos\u00a0<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span>18 a 29 anos\u00a0<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span>30 a 39 anos\u00a0<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span>40 a 49 anos\u00a0<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span>50 a 59 anos\u00a0<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span>60 a 69 anos\u00a0<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\">70 anos ou mais<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para esses planos de sa\u00fade, a Resolu\u00e7\u00e3o 06\/1998 do Conselho de Sa\u00fade Suplementar determinou que o pre\u00e7o da \u00faltima faixa (70 anos ou mais) pode ser, no m\u00e1ximo, seis vezes maior que o pre\u00e7o da faixa inicial (0 a 17 anos). Consumidores com mais de 60 anos e que participem do contrato h\u00e1 mais de dez anos n\u00e3o podem sofrer a varia\u00e7\u00e3o por mudan\u00e7a de faixa et\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para quem firmou contrato com planos de sa\u00fade depois da entrada em vigor do Estatuto do Idoso, a tabela de reajuste por faixa et\u00e1ria \u00e9 a seguinte:<\/p>\n<ul class=\"postList_post-list-container__W0E4y postList_visual-type-unordered-list__M8U7t\">\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span>0 a 18 anos\u00a0<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span>19 a 23 anos\u00a0<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span>24 a 28 anos\u00a0<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span>29 a 33 anos\u00a0<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span>34 a 38 anos\u00a0<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span>39 a 43 anos\u00a0<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span>44 a 48 anos\u00a0<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span>49 a 53 anos\u00a0<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\"><span>54 a 58 anos\u00a0<\/span><\/li>\n<li class=\"postList_post-list-item__34Ck1\">59 anos ou mais<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Nesse caso, a Resolu\u00e7\u00e3o Normativa 63, publicada pela ANS em dezembro de 2003, determinou que o valor fixado para a \u00faltima faixa et\u00e1ria (59 anos ou mais) n\u00e3o pode ser superior a seis vezes o valor da primeira faixa (0 a 18). Al\u00e9m disso, a varia\u00e7\u00e3o acumulada entre a s\u00e9tima e a d\u00e9cima faixas n\u00e3o pode ser superior \u00e0 varia\u00e7\u00e3o acumulada entre a primeira e a s\u00e9tima faixas.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Decis\u00e3o do STF e diretrizes da ANS endurecem regras<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Melissa Kanda adverte que os contribuintes devem ficar atentos a uma decis\u00e3o recente do STF, que estabeleceu crit\u00e9rios para que os planos de sa\u00fade se responsabilizem pelo pagamento de tratamentos que n\u00e3o est\u00e3o previstos no rol da ANS.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">No julgamento da ADI 7265, o Supremo decidiu que os planos devem arcar com as custos desse tipo de tratamentos, desde que n\u00e3o haja alternativa terap\u00eautica compat\u00edvel no Rol da ANS, que o tratamento alternativo tenha comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de alto n\u00edvel de efic\u00e1cia e seguran\u00e7a e que o procedimento, tecnologia ou medicamento tenha registro na Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa).<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Outro ponto relevante \u00e9 a mudan\u00e7a recente que a ANS promoveu para as normas que regem os planos de sa\u00fade. A ag\u00eancia passou a exigir maior rigor das operadoras quanto aos prazos de atendimento, autoriza\u00e7\u00f5es e respostas aos benefici\u00e1rios. Segundo Fabr\u00edcia Magnavita, essas regras fortalecem os direitos do consumidor e ampliam os mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o e reclama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Reforma tribut\u00e1ria criou regime espec\u00edfico para planos de sa\u00fade\u00a0<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A entrada em vigor da fase de testes da reforma tribut\u00e1ria tamb\u00e9m merece a aten\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios de planos de sa\u00fade. Marcelo Costa Censoni Filho, especialista em Direito Tribut\u00e1rio e CEO do Censoni Tecnologia Fiscal e Tribut\u00e1ria, afirma que a reforma criou um regime tribut\u00e1rio espec\u00edfico (artigos 234 a 243 da Lei Complementar 214\/2025) para operadoras, seguradoras de sa\u00fade e administradoras de benef\u00edcios.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A diferencia\u00e7\u00e3o teve lugar em raz\u00e3o do modelo de neg\u00f3cio do setor, que \u00e9 baseado na intermedia\u00e7\u00e3o de risco e na forma\u00e7\u00e3o de reservas t\u00e9cnicas, fazendo com que seja distinto do com\u00e9rcio de bens ou da presta\u00e7\u00e3o comum de servi\u00e7os. Segundo o tributarista, as principais mudan\u00e7as para as empresas do setor envolvem a base de c\u00e1lculo, a al\u00edquota e a l\u00f3gica de cr\u00e9ditos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Mesmo com maior clareza sobre a base de c\u00e1lculo de incid\u00eancia do imposto e com a redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota final do IVA em 60%, a carga efetiva segue incerta. Censori explica que, se o IVA for de 26%, por exemplo, a al\u00edquota setorial ficaria em torno de 10,4%. No entanto, a carga tribut\u00e1ria efetiva pode at\u00e9 aumentar para muitas operadoras, porque elas ter\u00e3o poucos insumos que geram cr\u00e9ditos fiscais no novo sistema.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Nova regra pode desestimular empresas a oferecerem planos de sa\u00fade<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Al\u00e9m disso, as empresas que fazem contratos coletivos de planos de sa\u00fade e os oferecem como benef\u00edcio n\u00e3o poder\u00e3o usar esse custo para gerar cr\u00e9dito fiscal. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o \u00e9 quando a contrata\u00e7\u00e3o for custeada integralmente pelo empregador e estiver prevista em acordo ou conven\u00e7\u00e3o coletiva de trabalho. \u201cIsso pode desincentivar a oferta de planos coletivos por parte de empresas que n\u00e3o se enquadrem nessa condi\u00e7\u00e3o&#8221;, avalia o advogado.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Fabr\u00edcia Magnavita ainda alerta os contribuintes a terem cautela com poss\u00edveis reajustes indevidos. Ela comenta que, com o regime diferenciado para o setor da sa\u00fade, a reforma tribut\u00e1ria previu a redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria incidente sobre os servi\u00e7os de sa\u00fade suplementar.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cEmbora essa mudan\u00e7a n\u00e3o resulte automaticamente em mensalidades mais baixas, ela enfraquece o argumento das operadoras de que aumentos elevados seriam inevit\u00e1veis por conta de custos e tributos&#8221;, diz.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A advogada pontua que, por essa raz\u00e3o, os benef\u00edcios fiscais devem ser considerados na composi\u00e7\u00e3o dos reajustes e podem ser exigidos pelos consumidores para contrapor as justificativas de aumentos apresentadas pelas operadoras.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Consumidores podem se defender de reajustes desproporcionais nos planos de sa\u00fade<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A advogada defende que, desse modo, reajustes desproporcionais, sem explica\u00e7\u00e3o clara e documenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, s\u00e3o pass\u00edveis de questionamento administrativo e judicial. Segundo Fabr\u00edcia, a Justi\u00e7a tem reconhecido, em diversos casos, a abusividade de aumentos excessivos e determinado a aplica\u00e7\u00e3o de \u00edndices mais razo\u00e1veis.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Diante desse cen\u00e1rio, a recomenda\u00e7\u00e3o aos benefici\u00e1rios \u00e9 clara: verificar atentamente o percentual aplicado, exigir explica\u00e7\u00f5es da operadora e buscar orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica sempre que o reajuste parecer injustificado. \u201cO consumidor n\u00e3o est\u00e1 desamparado e disp\u00f5e de instrumentos legais para proteger seu direito \u00e0 sa\u00fade e ao equil\u00edbrio contratual&#8221;, conclui a advogada.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/planos-de-saude-que-reajustes-o-consumidor-pode-esperar-para-2026\/\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m do reajuste anual dos planos de sa\u00fade, em 2026 o consumidor deve ficar atento a mudan\u00e7as nas regras do setor e aos efeitos da reforma tribut\u00e1ria, que podem ser usados como argumento para elevar o valor das mensalidades. 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