{"id":58080,"date":"2026-01-17T09:59:34","date_gmt":"2026-01-17T12:59:34","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/aprovacao-de-cristina-wiazowski-despenca-em-mongagua-e-reprovacao-chega-a-64-aponta-badra\/"},"modified":"2026-01-17T09:59:34","modified_gmt":"2026-01-17T12:59:34","slug":"aprovacao-de-cristina-wiazowski-despenca-em-mongagua-e-reprovacao-chega-a-64-aponta-badra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/aprovacao-de-cristina-wiazowski-despenca-em-mongagua-e-reprovacao-chega-a-64-aponta-badra\/","title":{"rendered":"Aprova\u00e7\u00e3o de Cristina Wiazowski despenca em Mongagu\u00e1 e reprova\u00e7\u00e3o chega a 64%, aponta Badra"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"texto\">\n<p>A prefeita Cristina Wiazowski enfrenta, no fechamento de 2025, o momento mais delicado de percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica desde que assumiu a Prefeitura de Mongagu\u00e1, no Litoral Sul paulista. Pesquisa do Instituto Badra, realizada em 2 de dezembro com 1.060 moradores-eleitores, aponta que 64% desaprovam a forma como a prefeita governa, enquanto apenas 23,4% aprovam \u2014 e 12,6% dizem n\u00e3o saber opinar.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Mais do que o retrato de um instante, o dado ganha for\u00e7a quando comparado ao gr\u00e1fico de evolu\u00e7\u00e3o do desempenho: o \u00edndice de aprova\u00e7\u00e3o caiu de 66,3% no momento em que Cristina foi eleita (junho\/25) para 57,1% em agosto\/25, despencando para 23,4% em dezembro\/25, em uma sequ\u00eancia que sugere perda acelerada de f\u00f4lego pol\u00edtico ao longo do primeiro ano de gest\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align:center\"><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 morna, mas o saldo negativo pesa mais<\/strong><\/p>\n<p>Quando o eleitor de Mongagu\u00e1 \u00e9 chamado a avaliar o desempenho da prefeita em uma escala qualitativa, o resultado revela um munic\u00edpio dividido entre a desconfian\u00e7a e a resigna\u00e7\u00e3o: 37,5% classificam a gest\u00e3o como \u201cregular\u201d, enquanto 23,2% consideram \u201cruim\u201d e 21,3% avaliam como \u201cp\u00e9ssima\u201d. Do outro lado, apenas 10,4% apontam \u201cboa\u201d e 1,5% dizem ser \u201c\u00f3tima\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, os n\u00fameros mostram que a administra\u00e7\u00e3o permanece presa ao centro, mas com um detalhe crucial: quando o eleitor precisa escolher entre \u201caprovar\u201d ou \u201cdesaprovar\u201d, a balan\u00e7a pende com folga para o lado da reprova\u00e7\u00e3o.<br \/>&#13;<br \/>\n\u00a0<\/p>\n<p><strong>Cidade \u201cparada no tempo\u201d vira percep\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m mediu o humor coletivo sobre os rumos do munic\u00edpio e o veredito veio pesado: para 58,5%, Mongagu\u00e1 \u201cest\u00e1 parada no tempo e estagnada\u201d. Outros 19,1% dizem que a cidade regrediu, enquanto 16,6% percebem crescimento e desenvolvimento.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 um tipo de dado que ultrapassa a pol\u00edtica do dia e encosta naquilo que define a vida cotidiana de uma cidade tur\u00edstica, sazonal e fortemente atravessada por desafios urbanos comuns \u00e0 Baixada Santista. \u201cQuando a percep\u00e7\u00e3o de futuro trava, a gest\u00e3o deixa de ser apenas \u201cbem avaliada\u201d ou \u201cmal avaliada\u201d e passa a ser julgada como incapaz de destravar a rotina. Algo muito comum quando h\u00e1 duplo comando, e que a voz mais alta \u00e9 de que n\u00e3o foi eleito para comandar. Governar \u00e9 dialogar e n\u00e3o se impor pela for\u00e7a\u201d, argumento Maur\u00edcio Juvenal, analista de dados do Instituto Badra.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7os p\u00fablicos recebem notas baixas e transporte afunda<\/strong><\/p>\n<p>Se a prefeitura \u00e9 o palco, os servi\u00e7os s\u00e3o a plateia que responde sem cerim\u00f4nia. No levantamento de dezembro, os moradores deram nota m\u00e9dia 3,8 para a sa\u00fade p\u00fablica e 4,1 para o ensino p\u00fablico. A melhor avalia\u00e7\u00e3o aparece em zeladoria e limpeza p\u00fablica, com nota 4,4, ainda assim abaixo do patamar considerado satisfat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O pior resultado \u00e9 o do transporte p\u00fablico, com nota m\u00e9dia 3,1, sugerindo um gargalo cotidiano que costuma impactar tanto quem trabalha quanto quem depende do deslocamento interno, especialmente em cidades com bairros distantes dos eixos mais centrais e com circula\u00e7\u00e3o refor\u00e7ada em temporadas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>C\u00e2mara distante do eleitor: \u201cnenhum deles\u201d lidera disparado<\/strong><\/p>\n<p>O mau humor n\u00e3o se concentra apenas no Executivo. Na pergunta espont\u00e2nea sobre o vereador com melhor desempenho, o campe\u00e3o foi um \u201ccandidato\u201d simb\u00f3lico: 48,3% responderam \u201cnenhum deles\u201d. Outros 25,8% disseram n\u00e3o saber.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Entre os nomes lembrados, Renatinho da Sa\u00fade aparece com 3,6%, seguido por Du Primos e Badu (ambos com 2,6%) e Baiano do Agenor (2,5%).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O dado refor\u00e7a um sinal cl\u00e1ssico de desgaste institucional: quando o eleitor n\u00e3o enxerga representa\u00e7\u00e3o, ou n\u00e3o consegue associar nomes a entregas, a pol\u00edtica passa a ser percebida como um ru\u00eddo distante, mesmo em cidades onde a vida p\u00fablica costuma ser marcada por rela\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas e cobran\u00e7a direta.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Um ano que termina com alerta ligado<\/strong><\/p>\n<p>O levantamento da Badra em Mongagu\u00e1, excepcionalmente com dois pontos de medi\u00e7\u00e3o no ano em raz\u00e3o do calend\u00e1rio eleitoral suplementar, sugere que a prefeita atravessa o fim de 2025 sob um cen\u00e1rio de eros\u00e3o acelerada da aprova\u00e7\u00e3o e de cobran\u00e7a concentrada nos servi\u00e7os mais b\u00e1sicos, justamente aqueles que costumam definir o julgamento popular fora das redes sociais: sa\u00fade, transporte, educa\u00e7\u00e3o e zeladoria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>E, quando a maior parte dos moradores passa a dizer que a cidade est\u00e1 \u201cestagnada\u201d, o recado \u00e9 ainda mais duro do que a cr\u00edtica. \u201c\u00c9 um aviso de que Mongagu\u00e1, em pleno cora\u00e7\u00e3o da Baixada, parece ter entrado em um tipo de mar\u00e9 baixa de expectativas e, para reverter isso, gest\u00e3o e pol\u00edtica precisar\u00e3o fazer mais do que resistir ao desgaste, isto \u00e9, ter\u00e3o de apresentar 3 R\u2019s: rumo, ritmo e resultado. At\u00e9 porque h\u00e1 2 R\u2019s permanentemente de olho.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async defer crossorigin=\"anonymous\" src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/sdk.js#xfbml=1&#038;version=v12.0&#038;appId=&#038;autoLogAppEvents=1\" nonce=\"ou0fI1lo\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.bs9.com.br\/litoral\/aprovacao-de-cristina-wiazowski-despenca-em-mongagua-e-reprovacao\/37188\/\">BS9<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A prefeita Cristina Wiazowski enfrenta, no fechamento de 2025, o momento mais delicado de percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica desde que assumiu a Prefeitura de Mongagu\u00e1, no Litoral Sul paulista. 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