{"id":5775,"date":"2025-03-14T23:09:33","date_gmt":"2025-03-15T02:09:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mussicom.com\/far-from-alaska-fala-a-rs-sobre-novo-album-3-rock-eletronico-e-hiato\/"},"modified":"2025-03-14T23:09:33","modified_gmt":"2025-03-15T02:09:33","slug":"far-from-alaska-fala-a-rs-sobre-novo-album-3-rock-eletronico-e-hiato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/far-from-alaska-fala-a-rs-sobre-novo-album-3-rock-eletronico-e-hiato\/","title":{"rendered":"Far From Alaska fala \u00e0 RS sobre novo \u00e1lbum 3, rock eletr\u00f4nico e hiato"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Antes de pausar suas atividades por tempo indeterminado, o <strong>Far From Alaska<\/strong> concluir\u00e1 um ciclo iniciado ainda durante a pandemia. O trio potiguar formado por <strong>Emmily Barreto<\/strong> (vocais), <strong>Cris Botarelli<\/strong> (lap steel, sintetizador e vocais) e <strong>Rafael Brasil<\/strong> (guitarra) lan\u00e7a <em><strong>3<\/strong><\/em>, seu novo \u00e1lbum de est\u00fadio, em todas as plataformas digitais via ONErpm. O disco de 12 faixas chega a p\u00fablico ap\u00f3s tr\u00eas EPs, com tr\u00eas faixas cada, terem sido disponibilizados ao longo dos \u00faltimos tr\u00eas anos \u2014 ent\u00e3o, de novo mesmo, h\u00e1 apenas as tr\u00eas can\u00e7\u00f5es que encerram o tracklist.<\/p>\n<p>Muito tr\u00eas nessa hist\u00f3ria, n\u00e9? N\u00e3o \u00e9 por acaso. <em>\u201cN\u00e3o s\u00e3o quatro EPs, \u00e9 tudo em tr\u00eas: fizemos tr\u00eas lan\u00e7amentos de tr\u00eas faixas cada e agora sai o disco com tr\u00eas in\u00e9ditas, pois tudo gira em torno do tr\u00eas\u201d<\/em>, explica Rafael, metodicamente, \u00e0 <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>O novo trabalho \u00e9 reflexo do isolamento social provocado pela pandemia de covid-19. O trio estava at\u00e9 com est\u00fadio agendado para compor e ensaiar o \u00e1lbum que sucederia <em><strong>Unlikely<\/strong><\/em> (2017). O processo criativo aconteceu, mas de outra forma: remotamente, com cada um em sua pr\u00f3pria casa, e Cris e Rafael dispostos a aprender como gravar suas pr\u00f3prias m\u00fasicas \u2014 superando, inclusive, uma resist\u00eancia pessoal. Botarelli explica:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cSomos uma banda que quer tocar tudo alto e cantar gritando alto. Nunca achamos que fazer m\u00fasica na frente de uma tela correspondia com o nosso jeito de fazer m\u00fasica, mas chegou num ponto onde era isso ou nada.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Naturalmente, o trio come\u00e7ou a se aventurar por outros g\u00eaneros para al\u00e9m do rock de contornos alternativos que fazia at\u00e9 ent\u00e3o, j\u00e1 que, agora, era poss\u00edvel transcender os limites de seus pr\u00f3prios instrumentos. O rock eletr\u00f4nico d\u00e1 o tom principal de 3, mas o \u00e1lbum n\u00e3o se limita a isso: tem pop, indie, reggae e at\u00e9 mesmo uma faixa, <strong>\u201chardxote\u201d<\/strong>, que parece mesclar xote e tecnobrega (ou ao menos as viradas de bateria t\u00edpicas do segmento). Segundo os m\u00fasicos, nada planejado, mas totalmente alinhado com seus gostos. Rafael comenta:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cUsamos muito os acidentes que acontecem na vida, na carreira da banda. O plano inicial n\u00e3o d\u00e1 certo, ent\u00e3o deixamos rolar. O eletr\u00f4nico era o caminho natural por gostarmos muito, tanto de pop quanto de m\u00fasica eletr\u00f4nica em si. Mesmo sem a pandemia, acho que esse caminho estaria junto. S\u00f3 casou tudo.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Por sua vez, Emmily aponta que o isolamento acelerou o processo de explorar outros g\u00eaneros e deixar o eletr\u00f4nico na linha de frente. Sem a pandemia, \u201cteria sido mais devagar\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cAcho que chegar\u00edamos nesse momento, mas n\u00e3o teria sido nesse \u00e1lbum. Acho que seria depois desse. Lembro da sensa\u00e7\u00e3o de: \u2018temos que aprender, lascou, f#deu\u2019. N\u00e3o tinha outro jeito. Ent\u00e3o, foi na marra.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Far From Alaska (E-D): Rafael Brasil, Cris Botarelli e Emmily Barreto &#8211; Foto: Rafael Novak<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Mais colaborativo<\/strong><\/h3>\n<p><em><strong>3<\/strong><\/em> tamb\u00e9m se diferencia de outros \u00e1lbuns do Far From Alaska por ter maior participa\u00e7\u00e3o de agentes externos, seja em performance, produ\u00e7\u00e3o e at\u00e9 composi\u00e7\u00e3o. De acordo com a ficha t\u00e9cnica dispon\u00edvel nas plataformas:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Lenine<\/strong>, gigante da m\u00fasica brasileira, participa de <strong>\u201colha\u201d<\/strong>;<\/li>\n<li><strong>Pato Banton<\/strong>, \u00edcone brit\u00e2nico do reggae, participa de <strong>\u201csecret\u201d<\/strong>;<\/li>\n<li><strong>Medulla<\/strong>, banda carioca de rock, coescreve e participa de <strong>\u201cfuture\u201d<\/strong>;<\/li>\n<li><strong>Yung Buda<\/strong> coescreve <strong>\u201cfuture\u201d<\/strong> e participou de uma vers\u00e3o j\u00e1 exclu\u00edda da faixa, devido a um hiato na carreira anunciado ap\u00f3s den\u00fancias de ass\u00e9dio;<\/li>\n<li><strong>Lucas Silveira<\/strong>, vocalista e guitarrista da <strong>Fresno<\/strong>, coproduz <strong>\u201ccuz you\u201d<\/strong>, <strong>\u201cgood part\u201d<\/strong> e <strong>\u201ctrouble\u201d<\/strong>;<\/li>\n<li><strong>Izzy Castro<\/strong> (<strong>Twin Pumpkin<\/strong>) produz \u201colha\u201d e coproduz <strong>\u201ctxananam\u201d, \u201cauuu\u201d, \u201chardxote\u201d, \u201cmeltdown\u201d, \u201csecret\u201d, \u201cgood part\u201d, \u201ctrouble\u201d, \u201cgo ahead\u201d<\/strong> e <strong>\u201cthe sun\u201d<\/strong>;<\/li>\n<li><strong>Luiz Gadelha<\/strong> (<strong>Talma &amp; Gadelha<\/strong>) coescreve <strong>\u201cauuu\u201d<\/strong>;<\/li>\n<li><strong>Gabriel Souto<\/strong>, membro de projetos como <strong>DuSolto<\/strong> e <strong>Lu\u00edsa e os Alquimistas<\/strong>, coescreve <strong>\u201chardxote\u201d<\/strong> e coproduz <strong>\u201ctrouble\u201d<\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Apesar da longa lista, o trio aponta que o material, em maioria, chegou pronto para esses colaboradores. <em>\u201cAcho que quem ficou um pouquinho mais solto foi o Lucas Silveira, porque ele faz isso h\u00e1 muito tempo e ele vai fazendo, porque ele \u00e9 muito mil volts. Acho que foi onde perdemos um pouco mais o controle, mas ainda assim perturbamos muito\u201d<\/em>, diz Rafael. <em>\u201cO terror dos produtores e mixadores \u2014 eles trabalhando e a gente acompanhando e respirando no pesco\u00e7o\u201d<\/em>, brinca Cris.<\/p>\n<p>Cada colabora\u00e7\u00e3o tem sua hist\u00f3ria, mas a de Lenine rende um relato \u00e0 parte. A banda e o lend\u00e1rio artista da MPB se conheceram na edi\u00e7\u00e3o 2017 no festival CoMA de um jeito inusitado. Brasil relembra:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cNo fim do nosso show, era comum a galera de outras bandas invadir o palco na \u00faltima m\u00fasica. Quando olho para o lado, est\u00e1 o Lenine. Depois, lembro de dar um longo abra\u00e7o nele e ele s\u00f3 xingava: \u2018p#ta que pariu, car#lho, muito f#da\u2019. Ele curtiu mesmo. Quando rolou o disco, lembramos e o convidamos. Ele topou na hora. Fomos ao est\u00fadio dele, gravamos com o filho dele, pois eles t\u00eam um est\u00fadio. Quando ele canta, tem uma identidade gigante.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3><strong>O que muda \u2014 e o que se mant\u00e9m<\/strong><\/h3>\n<p>Cada integrante do Far From Alaska relatou uma mudan\u00e7a diferente na abordagem de seu(s) instrumento(s) enquanto gravava <em><strong>3<\/strong><\/em>. Com a palavra, o trio:<\/p>\n<p><strong>Cris Botarelli<\/strong>: <em>\u201cN\u00e3o sei nem o que gravei em cada m\u00fasica. Estamos construindo e vamos gravando. Tenho uma veia de produtora, mais do que de instrumentista, ent\u00e3o amo perder o controle do que j\u00e1 fiz. Neste \u00e1lbum, estive menos limitada pelos meus pr\u00f3prios instrumentos, que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o poucos e ainda resolvi me assumir baixista. Tem tantos synths no disco que ao vivo, n\u00e3o d\u00e1 nem para escolher um deles para tocar.\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong>Rafael Brasil<\/strong>: <em>\u201cNo <strong>Unlikely<\/strong>, t\u00ednhamos baixista na banda, a\u00ed ele saiu e quem fazia o baixo nos shows era eu. A\u00ed, a Cris come\u00e7ou a fazer mais e no disco novo ela toca mais baixo do que eu. Tamb\u00e9m mudaram os timbres, pois no conjunto de faixas 3.3, por exemplo, n\u00e3o sei nem se ligo o pedal de fuzz. Agora uso mais guitarra limpa, drive, efeitos de ambi\u00eancia. N\u00e3o existia nem delay no meu pedalboard.\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong>Emmily Barreto<\/strong>: <em>\u201cN\u00e3o estou gritando tanto nesse \u00e1lbum, mas ao mesmo tempo tem m\u00fasica onde grito muito. Este \u00e1lbum \u00e9 onde as pessoas v\u00e3o poder ouvir de um jeito mais suave, mas em partes. Acho que apresentamos outros lados da minha voz. Tem uma m\u00fasica em especial que estou ansioso para todos ouvirem: <strong>\u2018the sun\u2019<\/strong>. Sempre que ou\u00e7o, falo: \u2018nossa!\u2019.\u201d<\/em><\/p>\n<p>E o que se manteve? O esp\u00edrito livre em termos de g\u00eanero musical. Inclusive, trata-se de algo que, segundo os integrantes, os pr\u00f3prios f\u00e3s sempre abra\u00e7aram, pois nem mesmo as faixas mais diferentonas de <em><strong>3<\/strong><\/em> sofreram com rejei\u00e7\u00e3o. Rafael afirma:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cAcho que essa \u00e9 a banda com menos rejei\u00e7\u00e3o que j\u00e1 vi na vida. Todos gostam muito, ficamos muito gratos por isso. Lembro que esse medo de rejei\u00e7\u00e3o aconteceu no <strong>Unlikely<\/strong>, pois nos colocaram nesse lugar stoner rock, \u2018muito rock\u2019, e a gente: \u2018n\u00e3o, \u00e9 tudo rosa, \u00e9 doideira, para com isso\u2019. Sentimos que os f\u00e3s mais tradicionais de rock iriam achar ruim, mas a galera veio junto. Pouqu\u00edssima gente n\u00e3o entrou nessa. N\u00e3o estamos no nosso \u00e1pice de n\u00fameros na internet \u2014 at\u00e9 porque tiramos o p\u00e9 do acelerador \u2014, mas quem est\u00e1 ali ainda curte bastante. Ent\u00e3o, continuem espalhando nosso som para os amigos.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3><strong>Hiato e futuro<\/strong><\/h3>\n<p>Com <em><strong>3<\/strong><\/em> devidamente lan\u00e7ado, o Far From Alaska realiza suas \u00faltimas apresenta\u00e7\u00f5es antes da pausa. Uma delas acontece dia 6 de abril, no Cine Joia, junto do <strong>Sugar Kane<\/strong> e de outras atra\u00e7\u00f5es. Durante outra, prevista para 8 de abril, haver\u00e1 a grava\u00e7\u00e3o de um DVD, com local e mais informa\u00e7\u00f5es a serem divulgados em breve.<\/p>\n<p>Os pr\u00f3ximos esfor\u00e7os se concentram nos projetos \u00e0 parte de cada m\u00fasico \u2014 onde eles, de certo modo, tamb\u00e9m est\u00e3o juntos. O <strong>Ego Kill Talent<\/strong>, na ativa h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada e consolidado anteriormente com outra forma\u00e7\u00e3o, tem <strong>Emmily Barreto<\/strong> e <strong>Cris Botarelli<\/strong> desde 2022 e 2024, respectivamente. J\u00e1 o <strong>Swave<\/strong>, definido como \u201crock simples, f\u00e1cil e divertido\u201d, conta com Cris e Rafael. O guitarrista conduz ainda o <strong>Tigre Triste<\/strong>, com um repert\u00f3rio descrito por ele como \u201cm\u00fasicas ac\u00fasticas, de amor e levinhas\u201d.<\/p>\n<p>A pausa nas atividades do Far From Alaska ocorre justamente com o intuito de se ter tempo para as outras iniciativas \u2014 al\u00e9m, \u00e9 claro, de oferecer um respiro a uma banda que est\u00e1 em atividade ininterrupta desde 2012. Cris Botarelli explica:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cEstamos vindo de muitos anos e de muito trabalho intenso. Resolvemos tirar um tempo para nos dedicar a esses outros projetos tamb\u00e9m. O Far From Alaska \u00e9 o centro das nossas atividades musicais. Exatamente por pensar em uma continuidade, acho que chega um tempo na vida em que todo m\u00fasico quer fazer outras coisas. \u00c9 o momento de dar uma respirada e voltar com&#8230; n\u00e3o sei como tamb\u00e9m, n\u00e9? Porque n\u00e3o nos comprometemos muito com nenhum dos nossos trabalhos anteriores. Sempre inventamos algo novo.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Mas a banda volta, n\u00e9? <em>\u201cVolta sim\u201d<\/em>, explica a multi-instrumentista. <em>\u201cMas n\u00e3o sabemos quando. N\u00e3o colocamos datas.\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong><em>*<em>3<\/em>, novo \u00e1lbum de est\u00fadio do Far From Alaska, est\u00e1 dispon\u00edvel em todas as plataformas digitais via ONErpm.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: Rodrigo Lima fala \u00e0 RS sobre Dead Fish no Lolla, turn\u00ea especial e pr\u00f3ximos planos<\/strong><br \/><strong>+++ LEIA MAIS: Offspring no Brasil: Noodles fala \u00e0 RS sobre shows, popularidade e m\u00fasica nova<\/strong><br \/><strong>+++ LEIA MAIS: <\/strong><strong>Steven Wilson fala \u00e0 RS sobre The Overview, insignific\u00e2ncia humana, prog e Brasil<\/strong><br \/><strong>+++ Clique aqui para seguir a Rolling Stone Brasil @rollingstonebrasil no Instagram<br \/>+++ Clique aqui para seguir o jornalista Igor Miranda @igormirandasite no Instagram<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/far-from-alaska-fala-a-rs-sobre-novo-album-3-rock-eletronico-e-hiato\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de pausar suas atividades por tempo indeterminado, o Far From Alaska concluir\u00e1 um ciclo iniciado ainda durante a pandemia. 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