{"id":56913,"date":"2025-12-18T15:05:13","date_gmt":"2025-12-18T18:05:13","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/projeto-artemis-avalia-genetica-de-pacientes-que-sofreram-avc\/"},"modified":"2025-12-18T15:05:13","modified_gmt":"2025-12-18T18:05:13","slug":"projeto-artemis-avalia-genetica-de-pacientes-que-sofreram-avc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/projeto-artemis-avalia-genetica-de-pacientes-que-sofreram-avc\/","title":{"rendered":"Projeto \u00c1rtemis avalia gen\u00e9tica de pacientes que sofreram AVC"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>Estudo coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento (HMV) e financiado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (Proadi-SUS), vai procurar avaliar a gen\u00e9tica dos pacientes que tiveram um acidente vascular cerebral isqu\u00eamico (AVC isqu\u00eamico).<\/strong> Esta \u00e9 uma doen\u00e7a que ocorre quando h\u00e1 obstru\u00e7\u00e3o de uma art\u00e9ria, impedindo a passagem de oxig\u00eanio para c\u00e9lulas cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstru\u00e7\u00e3o pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um \u00eambolo (embolia). <strong>O AVC isqu\u00eamico \u00e9 o mais comum e representa 85% de todos os casos, de acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1672600&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>\u201cHoje, a gente tem um entendimento melhor do quanto esse risco gen\u00e9tico pode influenciar a chance de eu ter um AVC. Mas n\u00e3o somente isso, mas outras doen\u00e7as que podem provocar um AVC, como press\u00e3o alta, problemas com o colesterol, diabetes\u201d. A informa\u00e7\u00e3o foi dada nesta quinta-feira (18) \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> pela neurologista do Hospital Moinhos de Vento e investigadora principal do projeto \u00c1rtemis-Brasil, Ana Cl\u00e1udia de Souza.<\/p>\n<blockquote>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=448425:grande_6colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/BXSFTb2wwo3XGLX6ot_VIKLcnnc=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/12\/18\/projeto_artemis.jpg?itok=4ugNR1cI\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 18\/12\/2025 \u2013Projeto \u00c1rtemis avalia gen\u00e9tica de pacientes que sofreram AVC para desenvolvimento de novos medicamentos e tratamentos.&#13;&#10;Foto: HMV\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"HMV\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/BXSFTb2wwo3XGLX6ot_VIKLcnnc=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/12\/18\/projeto_artemis.jpg?itok=4ugNR1cI\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 18\/12\/2025 \u2013Projeto \u00c1rtemis avalia gen\u00e9tica de pacientes que sofreram AVC para desenvolvimento de novos medicamentos e tratamentos.&#13;&#10;Foto: HMV\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"HMV\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=448425 --><\/div>\n<p><h6 class=\"meta\">Projeto \u00c1rtemis \u00e9 avaliado pela m\u00e9dica Ana Cl\u00e1udia de Souza que estuda\u00a0gen\u00e9tica de pacientes que sofreram AVC\u00a0\u00a0<strong>Foto:<\/strong>\u00a0<strong>HMV\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=448425--><\/h6>\n<\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cUma vez a gente podendo mapear melhor, analisando o que se chama hoje de genoma humano, que \u00e9 esse grande livro de receitas que coordena e comanda como o nosso organismo funciona, a gente acha que vai ser muito bom para que, no futuro, possamos desenvolver novos medicamentos, ser mais precisos quando estamos indicando algum tratamento para algu\u00e9m. Porque al\u00e9m de conseguir ver o risco de a pessoa ter um AVC, a gente tamb\u00e9m consegue ver como um organismo responde a um tratamento com base no seu perfil gen\u00e9tico\u201d, completou.<\/p>\n<p><strong>Segundo Ana Cl\u00e1udia de Souza, o projeto \u00c1rtemis-Brasil vai abrir a porta da medicina de precis\u00e3o, principalmente no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). A partir desses dados, os pesquisadores pretendem contribuir para modelos de cuidado mais personalizados dentro do SUS.<\/strong><\/p>\n<h2>Participantes<\/h2>\n<p>Onze centros de refer\u00eancia no atendimento ao AVC, distribu\u00eddos por todas as regi\u00f5es brasileiras, participam do estudo.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o todos centros de alta complexidade que atendem pacientes com AVC no SUS. Vai ser uma boa contribui\u00e7\u00e3o para o nosso SUS\u201d. O estudo j\u00e1 foi iniciado e incluiu o primeiro participante em novembro passado. O objetivo, disse a doutora Ana Cl\u00e1udia, \u00e9 chegar a mil participantes at\u00e9 o final de 2026. Ser\u00e3o inclu\u00eddos 500 pacientes que tiveram AVC isqu\u00eamico e 500 pessoas saud\u00e1veis que nunca tiveram hist\u00f3rico de AVC. \u201cPara que a gente possa fazer uma compara\u00e7\u00e3o entre as altera\u00e7\u00f5es que realmente levam \u00e0 doen\u00e7a, \u00e9 preciso comparar pessoas que tiveram AVC com outras que nunca apresentaram a doen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>O tratamento do AVC, principalmente na fase aguda, evoluiu muito no Brasil, nos \u00faltimos 20 anos, muito em raz\u00e3o do trabalho da Rede Brasil AVC e da Sociedade Brasileira de AVC, que conseguiram trazer para o SUS tratamento que ajuda as pessoas na fase aguda, para desentupir um vaso cerebral quando um co\u00e1gulo est\u00e1 entupindo, e leva aos sintomas do AVC e, mais recentemente, outro tratamento feito em alguns centros do SUS que fazem o que se denomina de cateterismo cerebral, que \u00e9 a trombectomia mec\u00e2nica, que remove o co\u00e1gulo.<strong> \u201c\u00c9 muito parecido com o cateterismo que a gente faz no cora\u00e7\u00e3o, s\u00f3 que nos vasos do c\u00e9rebro\u201d, explicou Ana Cl\u00e1udia. Admitindo que o tratamento precisa muito ainda expandir para \u00e1reas de vazio assistencial do pa\u00eds, em especial das regi\u00f5es Norte e Nordeste. \u201cMas a gente evoluiu bastante nos \u00faltimos anos\u201d.<\/strong><\/p>\n<h2>Impacto<\/h2>\n<p>O impacto do AVC no Brasil \u00e9 muito alto. Dados da Rede Brasil AVC mostram que 85.427 pessoas morreram em decorr\u00eancia da doen\u00e7a, em 2024. Nos anos anteriores, os registros tamb\u00e9m foram altos: 81.822 \u00f3bitos em 2021, 87.749 em 2022 e 84.931 em 2023. De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o AVC segue como a principal causa de morte e incapacidade no pa\u00eds, com 11 \u00f3bitos por hora.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cOs \u00faltimos dados mostram que ele voltou a ser a primeira causa de morte no nosso pa\u00eds e \u00e9 a causa de maior incapacidade de todas as doen\u00e7as\u201d, indicou Ana Cl\u00e1udia. Ap\u00f3s um AVC, a pessoa pode ficar sem falar, sem se movimentar, e isso traz um impacto elevado para as fam\u00edlias, para o pr\u00f3prio doente e para a na\u00e7\u00e3o, refletindo em custo alto tamb\u00e9m no SUS, acrescentou a neurologista.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Da\u00ed a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 dos principais fatores de risco, que aumentam a chance de a pessoa ter um AVC, como press\u00e3o alta, diabetes, fumo, maus h\u00e1bitos de vida, m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m estrat\u00e9gias para depois que a pessoa teve um AVC, de modo a prevenir para que n\u00e3o tenha um segundo acidente desse tipo.<\/p>\n<p>\u201cA\u00ed acaba entrando tamb\u00e9m o projeto \u00c1rtemis-Brasil, porque cada indiv\u00edduo \u00e9 \u00fanico na sua gen\u00e9tica. E a gente, entendendo melhor como s\u00e3o essas caracter\u00edsticas, consegue fazer uma preven\u00e7\u00e3o muito mais precisa para essa pessoa. Pode indicar um tratamento espec\u00edfico, um regime de exerc\u00edcios, alimenta\u00e7\u00e3o, com base nesse perfil,\u201d explicou.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Ana Cl\u00e1udia de Souza, vai ser um estudo \u00fanico porque grande parte das pesquisas de gen\u00f4mica \u00e9 feita nos pa\u00edses desenvolvidos, envolvendo popula\u00e7\u00f5es europeias, norte-americana e at\u00e9 parte asi\u00e1tica. N\u00e3o existem muitos estudos mostrando a diversidade da popula\u00e7\u00e3o latino-americana e brasileira. Com o \u00c1rtemis-Brasil, o pa\u00eds passa a integrar um grupo limitado de na\u00e7\u00f5es que investigam, em larga escala, a rela\u00e7\u00e3o entre fatores gen\u00e9ticos e doen\u00e7as cerebrovasculares. <strong>Uma vez conclu\u00eddo com sucesso no Brasil, a m\u00e9dica acredita que o estudo poder\u00e1 ser estendido para a Am\u00e9rica Latina, por exemplo. \u201cEle tem potencial grande de, no futuro, a depender dos resultados, ser expandido para outras regi\u00f5es que possam se juntar na iniciativa\u201d.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O projeto tamb\u00e9m integra o Programa Genomas Brasil, que busca ampliar a diversidade gen\u00f4mica nacional, hoje pouco representada em estudos globais.<\/strong> Essa lacuna dificulta a constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e pr\u00e1ticas cl\u00ednicas que dialoguem diretamente com a realidade t\u00e3o diversa da gen\u00e9tica da popula\u00e7\u00e3o brasileira. <strong>Al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, a iniciativa prev\u00ea a capacita\u00e7\u00e3o de equipes do SUS em gen\u00e9tica, aconselhamento gen\u00e9tico e conceitos de medicina de precis\u00e3o. <\/strong><br \/>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-12\/projeto-artemis-avalia-genetica-de-pacientes-que-sofreram-avc\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento (HMV) e financiado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (Proadi-SUS), vai procurar avaliar a gen\u00e9tica dos pacientes que tiveram um acidente vascular cerebral isqu\u00eamico (AVC isqu\u00eamico). 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