{"id":56892,"date":"2025-12-17T22:18:18","date_gmt":"2025-12-18T01:18:18","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/safonov-acaba-com-sonho-do-flamengo-e-santos-segue-como-unico-brasileiro-a-alcancar-facanha\/"},"modified":"2025-12-17T22:18:18","modified_gmt":"2025-12-18T01:18:18","slug":"safonov-acaba-com-sonho-do-flamengo-e-santos-segue-como-unico-brasileiro-a-alcancar-facanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/safonov-acaba-com-sonho-do-flamengo-e-santos-segue-como-unico-brasileiro-a-alcancar-facanha\/","title":{"rendered":"Safonov acaba com sonho do Flamengo e Santos segue como \u00fanico brasileiro a alcan\u00e7ar fa\u00e7anha"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<div id=\"attachment_176829\" style=\"width: 609px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-176829\" class=\"wp-caption-text\">Time do Peixe campe\u00e3o de tudo em 1962 (Cr\u00e9dito: ASSOPHIS)<\/p>\n<\/div>\n<p><em><strong>Texto especial de Vinicius Cabral, membro da ASSOPHIS, para o Di\u00e1rio do Peixe<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Quando o goleiro Safonov defendeu o p\u00eanalti cobrado por Luiz Ara\u00fajo, ele n\u00e3o s\u00f3 garantiu o primeiro t\u00edtulo mundial do Paris Saint-Germain, como tamb\u00e9m impediu o Flamengo de conquistar um feito que segue apenas alcan\u00e7ado pelo hist\u00f3rico Santos dos anos 60.<\/p>\n<p>Isso porque o Santos de Pel\u00e9 e companhia conquistou em 1962 a Ta\u00e7a Brasil (o Campeonato Brasileiro da \u00e9poca), a Libertadores e o Mundial contra o poderoso Benfica de Eus\u00e9bio, com direito a um espetacular 5 a 2 em pleno Est\u00e1dio da Luz, em Lisboa. De quebra, a m\u00e1quina comandada pelo t\u00e9cnico Lula tamb\u00e9m conquistou o Campeonato Paulista daquela temporada.<\/p>\n<p>No ano seguinte o Peixe quase repetiu a fa\u00e7anha: levantou os canecos da Ta\u00e7a Brasil, Libertadores e Mundial, dessa vez numa empolgante trilogia contra o Milan de Cesare Maldini com direito a lotar duas vezes o Maracan\u00e3 em um intervalo de tr\u00eas dias.<\/p>\n<p><strong>Relembre as conquistas<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ta\u00e7a Brasil 1962:<\/strong> A grande final reuniu Santos e Botafogo, as duas maiores equipes do pa\u00eds e que juntas contribu\u00edram para os dois t\u00edtulos mundiais da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, em 1958 e 1962. Ap\u00f3s uma vit\u00f3ria santista por 4 x 3 no Pacaembu e uma vit\u00f3ria botafoguense no Maracan\u00e3, o tira-teima foi disputado tamb\u00e9m no Maracan\u00e3. E o Santos mostrou porque era o maior time de todos. O 5 x 0 aplicado est\u00e1 no rol de maiores apresenta\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria do clube.<\/p>\n<p>Botafogo 0 x 5 Santos<br \/>Final da Ta\u00e7a Brasil de 1962<br \/>02 de abril de 1963, Maracan\u00e3 (RJ)<\/p>\n<p>Botafogo: Manga, Rildo (Joel), Z\u00e9 Maria, Nilton Santos (Jadir) e Ivan; Ayrton e \u00c9dison; Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. T\u00e9cnico: Marinho Rodrigues.<\/p>\n<p>Santos: Gylmar, Lima, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Meng\u00e1lvio; Dorval, Coutinho (Tite), Pel\u00e9 e Pepe. T\u00e9cnico: Lula.<br \/>Gols: Dorval, Pepe, Coutinho e Pel\u00e9 (2)<\/p>\n<p><strong>Libertadores 1962:<\/strong> Uma trilogia emocionante e ins\u00f3lita. Santos e Pe\u00f1arol precisaram de horas e horas de futebol para decidir o campe\u00e3o sul-americano daquela temporada. O time santista confirmou o favoritismo no primeiro jogo e bateu os uruguaios por 2 a 1 em Montevid\u00e9u. Na volta, na Vila Belmiro, um empate garantiria o primeiro t\u00edtulo brasileiro na competi\u00e7\u00e3o, mas aconteceu de tudo naquela noite conhecida como Noite das Garrafadas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma s\u00e9rie de confus\u00f5es o \u00e1rbitro encerrou a partida antes do tempo regulamentar e s\u00f3 levou em conta o placar de 3 x 2 para os visitantes, n\u00e3o considerando o gol de empate que daria o t\u00edtulo ao Santos. A torcida saiu da Vila comemorando o t\u00edtulo, mas a arbitragem alegou que s\u00f3 continuou a partida para o pior n\u00e3o ocorrer. Depois de muita confus\u00e3o os times se enfrentaram no jogo 3 em Buenos Aires e dessa vez n\u00e3o houve d\u00favidas: 3 a 0 para o Santos com exibi\u00e7\u00e3o de gala da dupla Pel\u00e9 e Coutinho.<\/p>\n<p>Santos 3 x 0 Pe\u00f1arol<br \/>Final da Libertadores 1962<br \/>30 de agosto de 1962, Buenos Aires<\/p>\n<p>Santos: Gylmar; Lima, Mauro e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval, Meng\u00e1lvio, Coutinho, Pel\u00e9 e Pepe. T\u00e9cnico: Lula<\/p>\n<p>Pe\u00f1arol: Maidana; Gonz\u00e1lez, Lezcano e Cano; Caetano e Gon\u00e7alvez; Pedro Rocha, Sas\u00eda, Matosas, Spencer e Joya. T\u00e9cnico: Bella Guttman<\/p>\n<p><strong>Mundial 1962:<\/strong> De um lado o Santos de Pel\u00e9, campe\u00e3o da Libertadores. Do outro, o Benfica de Eus\u00e9bio, campe\u00e3o da Liga dos Campe\u00f5es da Europa. Um dos maiores duelos da hist\u00f3ria do futebol mundial, mas que na ocasi\u00e3o n\u00e3o deixou d\u00favidas de quem mandava no mundo. Ap\u00f3s uma vit\u00f3ria por 3 a 2 no Maracan\u00e3, a impress\u00e3o era de que o Santos n\u00e3o tinha mostrado todo seu potencial e as an\u00e1lises davam como certa uma vit\u00f3ria portuguesa na partida de volta. Mas o que se viu foi a maior exibi\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria santista em pleno Est\u00e1dio da Luz, em Lisboa. Um 5 a 2 acachapante com lances que entraram para a eternidade. Santos, primeiro time brasileiro a conquistar o mundo!<\/p>\n<p>Final do Mundial 1962<br \/>11 de outubro de 1962, Lisboa<\/p>\n<p>Benfica: Costa Pereira; Humberto, Raul e Cruz; Cavem e Jacinto, Jos\u00e9 Augusto, Santana, Eus\u00e9bio, Coluna e Sim\u00f5es. T\u00e9cnico: Fernando Riera<\/p>\n<p>Santos: Gylmar; Olavo, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Lima; Dorval, Coutinho, Pel\u00e9 e Pepe. T\u00e9cnico: Lula<\/p>\n<p>Gols: Pel\u00e9 (3), Coutinho e Pepe \/ Eus\u00e9bio e Sim\u00f5es<\/p>\n<p><strong>Ta\u00e7a Brasil 1963:<\/strong> Na decis\u00e3o do certame nacional o Bahia n\u00e3o teve a menor chance. O Peixe aplicou 6 a 0 no jogo de ida realizado no Pacaembu e depois venceu novamente, dessa vez por 2 a 0, na Fonte Nova, para conquistar novamente a maior gl\u00f3ria do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Bahia 0 x 2 Santos<br \/>28 de janeiro de 1964, Salvador<\/p>\n<p>Bahia: Nadinho; H\u00e9lio, Henrique, Roberto e Russo (Ivan); Nilsinho e M\u00e1rio; Miro, Vev\u00e9, Hamilton e Biriba. T\u00e9cnico: Negreiros<\/p>\n<p>Santos: Gilmar, Ismael, Mauro e Geraldino; Haroldo (Joel) e Lima; Dorval, Meng\u00e1lvio, Coutinho, Pel\u00e9 e Pepe. T\u00e9cnico: Lula.<\/p>\n<p>Gols: Pel\u00e9 (2)<\/p>\n<p><strong>Libertadores 1963:<\/strong> O temido Boca Juniors n\u00e3o foi p\u00e1reo para o Maior Time da Terra. Na ida, vit\u00f3ria santista por 3 a 2 no Maracan\u00e3, mas o melhor ficou guardado para a La Bombonera. Ap\u00f3s sair perdendo logo no primeiro minuto de jogo, o Santos controlou os nervos, colocou a bola no ch\u00e3o, mesmo no castigado campo xeneize e faturou o bicampeonato continental de maneira \u00e9pica. Uma virada conquistada na garra e no talento. Na catimba e no peito. Uma atua\u00e7\u00e3o para ficar marcada nos livros de hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Boca Juniors 1 x 2 Santos<br \/>11 de setembro de 1963, Buenos Aires<\/p>\n<p>Boca Juniors: N\u00e9stor Errea; Rub\u00e9n Magdalena, Orlando Pe\u00e7anha e Carmelo Simeone; Antonio Ratt\u00edn e Silveira; Ernesto Grillo, Norberto Menendez, \u00c1ngel Rojas, Jos\u00e9 Sanfilippo e Alberto Gonz\u00e1lez. T\u00e9cnico: Arist\u00f3bulo Deambrosi<\/p>\n<p>Santos: Gylmar; Dalmo, Mauro Ramos, Calvet e Geraldino; Zito e Lima; Dorval, Coutinho, Pel\u00e9 e Pepe. T\u00e9cnico: Lula<\/p>\n<p>Gols: Sanfilippo \/ Coutinho e Pel\u00e9<\/p>\n<p><strong>Mundial de 1963:<\/strong> Uma verdadeira epop\u00e9ia. Ap\u00f3s perder em Mil\u00e3o por 4 a 2, o Santos teve dois jogos no Maracan\u00e3 para reverter a vantagem italiana. E fez isso sem Pel\u00e9 e Zito e contando com a atua\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de her\u00f3is improv\u00e1veis. No segundo jogo da decis\u00e3o o Peixe devolveu o placar para for\u00e7ar o terceiro e decisivo jogo. Almir Pernambuquinho fez de tudo, inclusive arriscou o pr\u00f3prio pesco\u00e7o para sofrer p\u00eanalti convertido com categoria por Dalmo. Santos bicampe\u00e3o mundial com direito a colocar mais de 250 mil torcedores nas duas partidas realizadas no Rio de Janeiro!<\/p>\n<p>Santos 1 x 0 Milan<br \/>16 de novembro de 1963, Rio de Janeiro<\/p>\n<p>Santos: Gylmar; Ismael, Mauro, Haroldo, Dalmo; Lima, Meng\u00e1lvio; Dorval, Coutinho, Almir, Pepe. T\u00e9cnico: Lula.<\/p>\n<p>Milan: Balzarini (Barluzzi); Ben\u00edtez, Trebbi, Pelagalli, Maldini; Trapattoni, Lodetti, Fortunato; Mora, Altafini, Amarildo. T\u00e9cnico: Luis Carniglia.<\/p>\n<p>Gol: Dalmo<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.diariodopeixe.com.br\/noticias\/safonov-acaba-com-sonho-do-flamengo-e-santos-segue-como-unico-brasileiro-a-alcancar-facanha\/\">Placar<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Time do Peixe campe\u00e3o de tudo em 1962 (Cr\u00e9dito: ASSOPHIS) Texto especial de Vinicius Cabral, membro da ASSOPHIS, para o Di\u00e1rio do Peixe Quando o goleiro Safonov defendeu o p\u00eanalti cobrado por Luiz Ara\u00fajo, ele n\u00e3o s\u00f3 garantiu o primeiro t\u00edtulo mundial do Paris Saint-Germain, como tamb\u00e9m impediu o Flamengo de conquistar um feito que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":56893,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[55],"tags":[],"class_list":["post-56892","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-santos-fc"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56892","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56892"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56892\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56893"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56892"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56892"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56892"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}