{"id":56440,"date":"2025-12-03T19:16:19","date_gmt":"2025-12-03T22:16:19","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/alunos-de-6-a-10-anos-estao-mais-atrasados-que-no-periodo-pre-pandemia\/"},"modified":"2025-12-03T19:16:19","modified_gmt":"2025-12-03T22:16:19","slug":"alunos-de-6-a-10-anos-estao-mais-atrasados-que-no-periodo-pre-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/alunos-de-6-a-10-anos-estao-mais-atrasados-que-no-periodo-pre-pandemia\/","title":{"rendered":"Alunos de 6 a 10 anos est\u00e3o mais atrasados que no per\u00edodo pr\u00e9-pandemia"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Nove em cada dez (90,7%) crian\u00e7as de 6 a 10 anos estavam na s\u00e9rie adequada de ensino no ano passado. Essa parcela \u00e9 praticamente a mesma de 2023 (90,8%), mas fica abaixo do per\u00edodo pr\u00e9-pandemia de covid-19.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1670526&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Em 2019, antes do surgimento\u00a0da crise sanit\u00e1ria, 95,7% das crian\u00e7as de 6 a 10 anos estavam na s\u00e9rie correta.<\/p>\n<p><strong>Os dados fazem parte do levantamento S\u00edntese de Indicadores Sociais, divulgado nesta quarta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Para medir o atraso escolar, o IBGE utiliza a taxa ajustada de frequ\u00eancia escolar l\u00edquida (Tafel),\u00a0que representa a propor\u00e7\u00e3o de alunos que frequentam a etapa de ensino adequado\u00a0\u00e0 faixa et\u00e1ria ou que j\u00e1 a haviam conclu\u00eddo.<\/p>\n<p><strong>Por causa da pandemia, a pesquisa n\u00e3o foi realizada em 2020 e 2021. Em 2022, apresentou propor\u00e7\u00e3o de 91,9%<\/strong>.<\/p>\n<h2>Atraso na entrada<\/h2>\n<p><strong>A analista do IBGE Luanda Chaves Botelho afirma\u00a0que esse patamar abaixo do n\u00edvel de 2019 \u00e9 explicado justamente pela pandemia.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cDecorre, principalmente, do atraso da entrada das crian\u00e7as na pr\u00e9-escola no per\u00edodo pand\u00eamico, repercutindo ainda no ingresso no ensino fundamental\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>No Brasil, a frequ\u00eancia na pr\u00e9-escola \u00e9 obrigat\u00f3ria a partir dos 4 anos de idade quando a crian\u00e7a faz anivers\u00e1rio at\u00e9 31 de mar\u00e7o.<\/p>\n<h2>Fora da meta<\/h2>\n<p><strong>No grupo de crian\u00e7as de 11 a 14 anos, a propor\u00e7\u00e3o das que estavam na s\u00e9rie adequada foi de 89,1% em 2024. O patamar j\u00e1 figura acima do per\u00edodo pr\u00e9-pandemia (87,4%).<\/strong><\/p>\n<p><strong>No entanto, o indicador n\u00e3o cumpre a meta do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), de 95% das pessoas de 14 anos com o ensino fundamental conclu\u00eddo.<\/strong><\/p>\n<p>Outro par\u00e2metro que mostra a educa\u00e7\u00e3o brasileira fora de metas determinadas pelo PNE \u00e9 a frequ\u00eancia \u00e0 escola de crian\u00e7as de at\u00e9 5 anos.<\/p>\n<p>No grupo at\u00e9 tr\u00eas anos, em 2024, 39,7% frequentavam creches. No entanto, a meta determina 50%. Apesar de fora do objetivo, \u00e9 a maior propor\u00e7\u00e3o j\u00e1 registrada pela pesquisa, iniciada em 2016.<\/p>\n<p>Quando o IBGE come\u00e7ou o levantamento, a parcela era 30,3%. Em 2023, foi de\u00a038,6%.<\/p>\n<p>Na faixa de 4 a 5 anos, 93,5% estavam na pr\u00e9-escola, tamb\u00e9m o maior patamar desde 2016 (90%). Em 2023 ficou em 93%. A meta do PNE \u00e9 a universaliza\u00e7\u00e3o, ou seja, praticamente todos.<\/p>\n<p><strong>Ao buscar os motivos para essas crian\u00e7as estarem fora da escola, os pesquisadores identificaram que, nos dois grupos, a maior raz\u00e3o era \u201cpor op\u00e7\u00e3o dos pais ou respons\u00e1veis\u201d.<\/strong><\/p>\n<h2>Crian\u00e7as at\u00e9 3 anos fora da escola<\/h2>\n<p>&#8211; Por op\u00e7\u00e3o dos pais ou respons\u00e1veis: 59,9%<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o tem escola\/creche, falta vaga ou a escola n\u00e3o aceita a crian\u00e7a em raz\u00e3o da idade: 33,3%<br \/>&#8211; Outros: 6,8%<\/p>\n<h2>Crian\u00e7as de 4 e 5 anos fora da escola<\/h2>\n<p>&#8211; Por op\u00e7\u00e3o dos pais ou respons\u00e1veis: 48,1%<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o tem escola\/creche, falta vaga ou a escola n\u00e3o aceita a crian\u00e7a em raz\u00e3o da idade: 39,4%<br \/>&#8211; Outros: 12,5%<\/p>\n<h2>Anos de estudo<\/h2>\n<p><strong>A S\u00edntese de Indicadores Sociais revela que a m\u00e9dia de anos de estudo de pessoas no grupo de 18 a 29 anos \u00e9 de 11,9 anos. Em 2016, eram 11,1 anos. A meta do PNE estabelece que sejam 12 anos.<\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise apresenta desigualdades dentro dessa faixa et\u00e1ria. Os brancos t\u00eam mais anos de estudo (12,5) que o conjunto de pretos e pardos (11,5).<\/p>\n<p>Os jovens que formam o grupo com os 25% dos menores rendimentos domiciliares <em>per capita<\/em> (por pessoa) tinham 10,6 anos. J\u00e1 os que eram donos dos 25% maiores rendimentos tinham\u00a013,5 anos.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-12\/alunos-de-6-10-anos-estao-mais-atrasados-que-no-periodo-pre-pandemia\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nove em cada dez (90,7%) crian\u00e7as de 6 a 10 anos estavam na s\u00e9rie adequada de ensino no ano passado. 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