{"id":56222,"date":"2025-11-28T22:31:38","date_gmt":"2025-11-29T01:31:38","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/relembre-escandalos-de-fraudes-em-bancos-no-brasil\/"},"modified":"2025-11-28T22:31:38","modified_gmt":"2025-11-29T01:31:38","slug":"relembre-escandalos-de-fraudes-em-bancos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/relembre-escandalos-de-fraudes-em-bancos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Relembre esc\u00e2ndalos de fraudes em bancos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"tp-post-content\">\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A pris\u00e3o de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, reacendeu o debate sobre a puni\u00e7\u00e3o de crimes no sistema financeiro brasileiro. Apesar de diversas investiga\u00e7\u00f5es e condena\u00e7\u00f5es de banqueiros, nenhum chegou a cumprir integralmente a pena. Senten\u00e7as foram anuladas por v\u00edcios processuais, recursos se estenderam por anos e o tempo efetivo de pris\u00e3o raramente ultrapassou alguns meses.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na noite desta sexta (28), Vorcaro e outros quatro envolvidos nas supostas fraudes fiscais que levaram \u00e0 liquida\u00e7\u00e3o do Master foram soltos pela Justi\u00e7a Federal.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Salvatore Cacciola, do Banco Marka, e Daniel Dantas, do Opportunity, entre outros, foram presos ap\u00f3s condena\u00e7\u00e3o judicial. No caso de Vorcaro, assim como o de Andr\u00e9 Esteves, do BTG Pactual, foi decretada pris\u00e3o preventiva. Investigado pela Pol\u00edcia Federal, o banqueiro do Master \u00e9 suspeito de fraude na gest\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><\/picture><\/div>\n<p>Socorro a investidores do Master deve cobrar pre\u00e7o de clientes de todos os bancos<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A defesa de Vorcaro nega as acusa\u00e7\u00f5es. Na ter\u00e7a-feira (25), ap\u00f3s a transfer\u00eancia do banqueiro de uma cela da Pol\u00edcia Federal para o Centro de Deten\u00e7\u00e3o Provis\u00f3ria (CDP 2) de Guarulhos, os advogados apresentaram novos documentos que buscam comprovar que ele n\u00e3o tentou fugir do pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo a defesa, o Banco Central havia sido informado n\u00e3o apenas sobre a venda do Master para o grupo de investidores nacionais Fictor, mas tamb\u00e9m da viagem de Vorcaro a Dubai, nos Emirados \u00c1rabes Unidos. Os advogados afirmam que ele iria ao pa\u00eds para fechar neg\u00f3cio com um grupo de investidores que passaria a integrar o bloco acion\u00e1rio do Banco Master, mas foi preso pela Pol\u00edcia Federal antes de embarcar.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O epis\u00f3dio se insere em uma s\u00e9rie de esc\u00e2ndalos envolvendo dirigentes de institui\u00e7\u00f5es financeiras. Nos casos anteriores, mesmo condenados, os dirigentes n\u00e3o cumpriram integralmente as penas. A seguir, um hist\u00f3rico dos principais banqueiros que passaram pelo sistema de justi\u00e7a criminal brasileiro nos \u00faltimos 30 anos.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><img decoding=\"async\" class=\"imageDefault_image-item__lU2Dk\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/11\/19115606\/Master-FGC-380x214.jpg.webp\" alt=\"Pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas podem solicitar pagamento de garantia pelo FGC ap\u00f3s liquida\u00e7\u00e3o do Banco Master\" width=\"72\" height=\"72\"\/><\/picture><\/div>\n<p>Como recuperar seu dinheiro ap\u00f3s a liquida\u00e7\u00e3o do Master: veja o passo a passo do FGC<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Marcos Magalh\u00e3es Pinto (Banco Nacional)<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>Ex-presidente do Banco Nacional<br \/>Condenado em 2002 a 28 anos e 10 meses de pris\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Marcos Magalh\u00e3es Pinto assumiu no fim dos anos 1970 a presid\u00eancia do Banco Nacional, fundado por seu pai em 1944. A crise financeira da institui\u00e7\u00e3o come\u00e7ou em 1986 e culminou com sua quebra em 1995, quando o Banco Central decretou a interven\u00e7\u00e3o \u2014 \u00e0 \u00e9poca, o caso era tratado como a maior fraude banc\u00e1ria do pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O banco, ent\u00e3o o sexto maior do Brasil, operava com mais de 600 contas fantasmas para empr\u00e9stimos fict\u00edcios, acumulando preju\u00edzo de R$ 5,5 bilh\u00f5es e d\u00e9ficit final de US$ 9,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O esc\u00e2ndalo foi um dos motivadores para a cria\u00e7\u00e3o do FGC, que agora ir\u00e1 ressarcir cerca de R$ 41 bilh\u00f5es aos correntistas do Banco Master afetados pela liquida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\"><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-icon___stPC\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"16\" height=\"16\" viewbox=\"0 0 16 16\"><rect width=\"16\" height=\"16\" fill=\"none\"\/><g transform=\"translate(3 3)\"><path d=\"M22.5,15l3.4,3.4-3.4,3.4\" transform=\"translate(-15.896 -11.793)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><path d=\"M6,6v4.2a2.452,2.452,0,0,0,2.5,2.4H16\" transform=\"translate(-6 -6)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><\/g><\/svg><\/span><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-text__hO_kM\">Crise do Master vai \u201ccomer\u201d um ter\u00e7o de fundo destinado a proteger clientes do sistema financeiro<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em 2002, Magalh\u00e3es Pinto foi condenado por fraude na gest\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o de quadrilha e presta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es falsas. Ele n\u00e3o chegou a permanecer 24 horas preso, pois obteve o direito de aguardar em liberdade os recursos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A pena foi reduzida para 12 anos e 2 meses em 2010, e o Superior Tribunal de Justi\u00e7a reinstaurou a condena\u00e7\u00e3o em 2013. Preso em setembro daquele ano, aos 78 anos, foi solto horas depois por decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o, que considerou sua idade avan\u00e7ada e a exist\u00eancia de recursos pendentes. Morreu em abril de 2023.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Salvatore Cacciola (Banco Marka)<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>Propriet\u00e1rio do Banco Marka<br \/>Condenado em abril de 2005 a 13 anos de pris\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Cacciola foi acusado de peculato e fraude relacionados \u00e0 crise cambial de 1999, quando o Banco Central socorreu o Marka com uma opera\u00e7\u00e3o considerada ilegal, no valor de US$ 1,2 bilh\u00e3o. O preju\u00edzo aos cofres p\u00fablicos foi estimado em R$ 1,5 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em 2000, o Minist\u00e9rio P\u00fablico pediu pris\u00e3o preventiva para impedir que Cacciola deixasse o pa\u00eds. Depois de 37 dias preso, foi solto por liminar do ministro Marco Aur\u00e9lio Mello, do STF, e fugiu para a It\u00e1lia. Em 2008, ap\u00f3s ser reconhecido em M\u00f4naco, foi extraditado para o Brasil e mantido em Bangu 8 at\u00e9 agosto de 2011, quando passou ao regime de liberdade condicional.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A condena\u00e7\u00e3o foi mantida em segunda inst\u00e2ncia pelo Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o em 2008. Em abril de 2012, a Justi\u00e7a do Rio de Janeiro extinguiu totalmente sua pena com base em decreto de indulto natalino da ent\u00e3o presidente Dilma Rousseff (PT).<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Edemar Cid Ferreira (Banco Santos)<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>Fundador e presidente do Banco Santos<br \/>Condenado em dezembro de 2006 a 21 anos de pris\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Banco Santos, ent\u00e3o entre os 20 maiores do pa\u00eds, sofreu interven\u00e7\u00e3o do Banco Central em 2004 devido a um rombo de R$ 2,1 bilh\u00f5es em valores da \u00e9poca. A autoridade monet\u00e1ria constatou descumprimento de normas b\u00e1sicas, como o recolhimento compuls\u00f3rio. O banco foi liquidado em maio de 2005.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Edemar foi condenado por lavagem de dinheiro, forma\u00e7\u00e3o de quadrilha, fraude na gest\u00e3o, evas\u00e3o de divisas e contas ilegais no exterior. Preso duas vezes em 2006, cumpriu tr\u00eas meses na penitenci\u00e1ria de Trememb\u00e9 antes de obter liberdade provis\u00f3ria \u2014 a 2.\u00aa Turma do STF e o ministro Gilmar Mendes concederam habeas corpus.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em maio de 2015, o Tribunal Regional Federal da 3.\u00aa Regi\u00e3o anulou a senten\u00e7a por irregularidades processuais. O processo retornou \u00e0 primeira inst\u00e2ncia para refazer interrogat\u00f3rios. Edemar morreu em janeiro de 2024, aos 80 anos, sem novo julgamento.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><img decoding=\"async\" class=\"imageDefault_image-item__lU2Dk\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/11\/19185232\/8023002801001w-380x214.jpg.webp\" alt=\"\" width=\"72\" height=\"72\"\/><\/picture><\/div>\n<p>Governo federal contabiliza R$ 1,86 bi de previd\u00eancia p\u00fablica aplicados no Master<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">\u00c2ngelo Calmon de S\u00e1 (Banco Econ\u00f4mico)<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>Presidente e controlador do Banco Econ\u00f4mico<br \/>Condenado em julho de 2014 a 7 anos de pris\u00e3o em regime semiaberto<\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Econ\u00f4mico foi um dos bancos que quebraram ap\u00f3s o Plano Real, em 1994. Ap\u00f3s receber ajuda do governo via Programa de Est\u00edmulo \u00e0 Reestrutura\u00e7\u00e3o e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer), sofreu interven\u00e7\u00e3o em 1995 e entrou em liquida\u00e7\u00e3o judicial em 1996.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em 2000, Calmon de S\u00e1 foi condenado a quatro anos de pris\u00e3o por gest\u00e3o fraudulenta. Em 2006, foi proibido por 20 anos de exercer fun\u00e7\u00f5es no sistema financeiro. Em 2012, o STJ confirmou a condena\u00e7\u00e3o por fraude, com pena de 4 anos e 2 meses, e declarou prescrito o crime de apropria\u00e7\u00e3o de bens. Em 2014, ap\u00f3s recurso do Minist\u00e9rio P\u00fablico, o TRF-1 elevou a pena para 7 anos, em regime semiaberto.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Daniel Dantas (Banco Opportunity)<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>S\u00f3cio-fundador e controlador do Banco Opportunity<br \/>Condenado em dezembro de 2008 a 10 anos de pris\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Dantas foi preso em julho de 2008 na Opera\u00e7\u00e3o Satiagraha. Ele era acusado de lavagem de dinheiro, forma\u00e7\u00e3o de quadrilha, fraude na gest\u00e3o e tentativa de corrup\u00e7\u00e3o de agentes da PF.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Preso duas vezes nos dias 10 e 11 de julho de 2008, foi solto imediatamente por habeas corpus concedidos pelo ministro Gilmar Mendes. Condenado por corrup\u00e7\u00e3o ativa em dezembro daquele ano, teve a senten\u00e7a anulada em 2011 pelo STJ, por considerar ilegal a participa\u00e7\u00e3o da Abin nas investiga\u00e7\u00f5es. O STF confirmou a anula\u00e7\u00e3o em 2015.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Ricardo Guimar\u00e3es (Banco BMG)<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>Presidente do Banco BMG<\/strong><br \/><strong>Condenado em dezembro de 2012 a 7 anos de pris\u00e3o em regime semiaberto<\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Guimar\u00e3es foi denunciado em 2006 por participa\u00e7\u00e3o em empr\u00e9stimos simulados ao PT e empresas de Marcos Val\u00e9rio, que somaram R$ 43 milh\u00f5es, no contexto do mensal\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Condenado a sete anos pelo Tribunal Federal de Minas Gerais, teve a pena reduzida em segunda inst\u00e2ncia. Recorreu em liberdade e n\u00e3o chegou a ser preso.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">K\u00e1tia Rabello (Banco Rural)<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>Presidente do Banco Rural<br \/>Condenada em setembro de 2012 a 16 anos e 8 meses de pris\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Condenada no julgamento da A\u00e7\u00e3o Penal 470 \u2013 o caso Mensal\u00e3o \u2013 por lavagem de dinheiro, evas\u00e3o de divisas e fraude na gest\u00e3o, Rabello iniciou o cumprimento da pena em regime fechado em 2013, progrediu para semiaberto em 2015 e para aberto em 2016.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Teve sua pena extinta em 2019, com base em decreto de indulto natalido assinado pelo ex-presidente Michel Temer em 2017. Cumpriu cerca de tr\u00eas anos e meio de pris\u00e3o, sendo dois anos em regime fechado.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Andr\u00e9 Esteves (Banco BTG Pactual)<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong>S\u00f3cio-fundador, presidente e controlador do BTG Pactual<br \/>Preso temporariamente em novembro de 2015; n\u00e3o condenado<\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Esteves foi preso em 25 de novembro de 2015 no \u00e2mbido da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, acusado de tentar obstruir investiga\u00e7\u00f5es ao supostamente oferecer dinheiro para impedir a dela\u00e7\u00e3o de Nestor Cerver\u00f3.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Permaneceu 23 dias em Bangu 8 antes de ser solto com recolhimento domiciliar. A pris\u00e3o preventiva foi revogada pelo ministro Teori Zavascki. Em 2018, o STF arquivou a investiga\u00e7\u00e3o por falta de provas. Mais adiante ele retomou o controle do BTG Pactual.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira (Banco Master)<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\"><strong><strong>Controlador e ex-CEO do Banco Master<br \/>Presos preventivamente em novembro de 2025; n\u00e3o condenados<\/strong><\/strong><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Daniel Vorcaro e o ex-CEO da institui\u00e7\u00e3o, Augusto Ferreira Lima, foram presos no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Compliance Zero, deflagrada pela Pol\u00edcia Federal em 17 de novembro, sob acusa\u00e7\u00e3o de emitir t\u00edtulos de cr\u00e9dito sem lastro, configurando fraude na gest\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o criminosa. O Banco Central havia detectado irregularidades meses antes, e as investiga\u00e7\u00f5es apontam que os executivos atuaram para ocultar fraudes estimadas em R$ 12,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Banco Central decretou a liquida\u00e7\u00e3o do Master e de outras empresas do conglomerado, e o Fundo Garantidor de Cr\u00e9ditos (FGC) ficar\u00e1 respons\u00e1vel por cobrir dep\u00f3sitos dos clientes estimados em R$ 41 bilh\u00f5es. Os bens de Vorcaro, do conglomerado e de outros envolvidos no caso foram bloqueados.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Ap\u00f3s a transfer\u00eancia de Vorcaro para o pres\u00eddio em Guarulhos, a defesa entrou com novo pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justi\u00e7a, j\u00e1 que o primeiro havia sido negado pelo Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o. Na resid\u00eancia de Lima, a Pol\u00edcia Federal encontrou R$ 1,7 milh\u00e3o em esp\u00e9cie.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Nesta sexta (28), a desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1), em Bras\u00edlia, reconsiderou decis\u00e3o anterior que havia negado a soltura e libertou Vorcaro e outros quatro executivos do Master: Augusto Lima, Luiz Ant\u00f4nio Bull, Alberto F\u00e9lix de Oliveira e Angelo Ribeiro da Silva.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A defesa do banqueiro reiterou a ela que a pol\u00edcia havia sugerido que medidas cautelares alternativas seriam suficientes para impedir dano \u00e0 ordem p\u00fablica e \u00e0 ordem econ\u00f4mica. Al\u00e9m disso, argumentou que parte significativa das carteiras questionadas fora substitu\u00edda e n\u00e3o havia processo punitivo do BC contra Vorcaro.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A magistrada considerou que o afastamento de Vorcaro da gest\u00e3o do Master e o regime especial imposto pelo BC reduzem o risco de reitera\u00e7\u00e3o dos delitos. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 demonstra\u00e7\u00e3o de periculosidade acentuada ou de risco atual \u00e0 ordem p\u00fablica que, de forma excepcional, justifique a manuten\u00e7\u00e3o da medida extrema da pris\u00e3o preventiva&#8221;, escreveu Solange Salgado.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/banqueiros-presos-condenados-brasil-o-que-aconteceu\/\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pris\u00e3o de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, reacendeu o debate sobre a puni\u00e7\u00e3o de crimes no sistema financeiro brasileiro. Apesar de diversas investiga\u00e7\u00f5es e condena\u00e7\u00f5es de banqueiros, nenhum chegou a cumprir integralmente a pena. Senten\u00e7as foram anuladas por v\u00edcios processuais, recursos se estenderam por anos e o tempo efetivo de pris\u00e3o raramente ultrapassou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":56223,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-56222","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56222","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56222"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56222\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56223"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56222"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56222"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56222"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}