{"id":56146,"date":"2025-11-28T01:10:16","date_gmt":"2025-11-28T04:10:16","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/divida-publica-sobe-162-em-outubro-e-supera-r-82-trilhoes\/"},"modified":"2025-11-28T01:10:16","modified_gmt":"2025-11-28T04:10:16","slug":"divida-publica-sobe-162-em-outubro-e-supera-r-82-trilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/divida-publica-sobe-162-em-outubro-e-supera-r-82-trilhoes\/","title":{"rendered":"D\u00edvida P\u00fablica sobe 1,62% em outubro e supera R$ 8,2 trilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>A emiss\u00e3o de t\u00edtulos vinculados aos juros fez a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) subir em outubro. Segundo n\u00fameros divulgados nesta quinta-feira (27), em Bras\u00edlia, pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,122 trilh\u00f5es em setembro para R$ 8,253 trilh\u00f5es em outubro, alta de 1,62%.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1669904&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Em agosto, o indicador superou pela primeira vez a barreira dos R$ 8 trilh\u00f5es. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), revisado em setembro, o estoque da DPF deve encerrar 2025 entre R$ 8,5 trilh\u00f5es e R$ 8,8 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A D\u00edvida P\u00fablica Mobili\u00e1ria (em t\u00edtulos) interna (DPMFi) avan\u00e7ou 0,31%, passando de R$ 7,82 trilh\u00f5es em setembro para R$ 7,948 trilh\u00f5es em outubro. No m\u00eas passado, o Tesouro emitiu R$ 41,38 bilh\u00f5es em t\u00edtulos a mais do que resgatou, principalmente em pap\u00e9is vinculados \u00e0 Taxa Selic. A essa emiss\u00e3o l\u00edquida, somou-se a apropria\u00e7\u00e3o de R$ 85,23 bilh\u00f5es em juros.<\/p>\n<p><strong>Por meio da apropria\u00e7\u00e3o de juros, o governo reconhece, m\u00eas a m\u00eas, a corre\u00e7\u00e3o dos juros que incide sobre os t\u00edtulos e incorpora o valor ao estoque da d\u00edvida p\u00fablica. Com a Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) em 15% ao ano, a apropria\u00e7\u00e3o de juros pressiona o endividamento do governo.<\/strong><\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o Tesouro emitiu R$ 162,59 bilh\u00f5es em t\u00edtulos da DPMFi. No entanto, mesmo com o alto volume de vencimentos de t\u00edtulos prefixados em outubro, os resgates foram menores e somaram R$ 119,86 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>A D\u00edvida P\u00fablica Federal externa (DPFe) subiu 1,17%, passando de R$ 301,53 bilh\u00f5es em setembro para R$ 305,06 bilh\u00f5es em outubro. O principal fator foi a alta de 1,24% do d\u00f3lar no m\u00eas passado, em meio a tens\u00f5es entre o governo de Donald Trump e a China.<\/strong><\/p>\n<h2>Colch\u00e3o<\/h2>\n<p>Ap\u00f3s uma queda em setembro, o colch\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica (reserva financeira usada em momentos de turbul\u00eancia ou de forte concentra\u00e7\u00e3o de vencimentos) voltou a subir em outubro. Essa reserva passou de R$ 1,032 trilh\u00e3o em setembro para R$ 1,048 trilh\u00e3o no m\u00eas passado. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi a emiss\u00e3o l\u00edquida (emiss\u00f5es menos resgates) no m\u00eas passado.<\/p>\n<p><strong>Atualmente, o colch\u00e3o cobre 8,81 meses de vencimentos da d\u00edvida p\u00fablica. Nos pr\u00f3ximos 12 meses, est\u00e1 previsto o vencimento de R$ 1,434 trilh\u00e3o em t\u00edtulos federais.<\/strong><\/p>\n<h2>Composi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Com a forte emiss\u00e3o de t\u00edtulos corrigidos pela Selic, a composi\u00e7\u00e3o da DPF variou da seguinte forma de setembro para outubro:<\/p>\n<p>\u2022\u2002\u2002\u2002\u2002\u2002T\u00edtulos vinculados \u00e0 Selic: 47,47% para 48,19%;<\/p>\n<p>\u2022\u2002\u2002\u2002\u2002\u2002T\u00edtulos corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o: 26,81% para 26,68%;<\/p>\n<p>\u2022\u2002\u2002\u2002\u2002\u2002T\u00edtulos prefixados: 22,02% para 21,44%;<\/p>\n<p>\u2022\u2002\u2002\u2002\u2002\u2002T\u00edtulos vinculados ao c\u00e2mbio: 3,7% para 3,68%.<\/p>\n<p>O PAF prev\u00ea que os t\u00edtulos encerrar\u00e3o o ano nos seguintes intervalos:<\/p>\n<p>\u2022\u2002\u2002\u2002\u2002\u2002T\u00edtulos vinculados \u00e0 Selic: 48% a 52%;<\/p>\n<p>\u2022\u2002\u2002\u2002\u2002\u2002T\u00edtulos corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o: 24% a 28%;<\/p>\n<p>\u2022\u2002\u2002\u2002\u2002\u2002T\u00edtulos prefixados: 19% a 23%;<\/p>\n<p>\u2022\u2002\u2002\u2002\u2002\u2002T\u00edtulos vinculados ao c\u00e2mbio: 3% a 7%.<\/p>\n<p>Normalmente, os pap\u00e9is prefixados (com taxas definidas no momento da emiss\u00e3o) indicam mais previsibilidade para a d\u00edvida p\u00fablica porque as taxas s\u00e3o definidas com anteced\u00eancia. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emiss\u00f5es caem porque os investidores pedem juros muito altos, o que comprometeria a administra\u00e7\u00e3o da d\u00edvida do governo.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos pap\u00e9is vinculados \u00e0 Selic (juros b\u00e1sicos da economia), esses t\u00edtulos est\u00e3o atraindo o interesse dos compradores por causa das recentes altas promovidas pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco Central (Copom). A d\u00edvida cambial \u00e9 composta por antigos t\u00edtulos da d\u00edvida interna corrigidos em d\u00f3lar e pela d\u00edvida externa.<\/p>\n<h2>Prazo<\/h2>\n<p><strong>O prazo m\u00e9dio da DPF oscilou de 4,16 para 4,14 anos. O Tesouro s\u00f3 fornece a estimativa em anos, n\u00e3o em meses. Esse \u00e9 o intervalo m\u00e9dio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a d\u00edvida p\u00fablica. Prazos maiores indicam mais confian\u00e7a dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.<\/strong><\/p>\n<h2>Detentores<\/h2>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o dos detentores da D\u00edvida P\u00fablica Federal interna ficou a seguinte:<\/p>\n<p>\u2022\u2002\u2002\u2002\u2002\u2002Institui\u00e7\u00f5es financeiras: 32,21% do estoque;<\/p>\n<p>\u2022\u2002\u2002\u2002\u2002\u2002Fundos de pens\u00e3o: 22,97%;<\/p>\n<p>\u2022\u2002\u2002\u2002\u2002\u2002Fundos de investimentos: 21,21%;<\/p>\n<p>\u2022\u2002\u2002\u2002\u2002\u2002N\u00e3o-residentes (estrangeiros): 10,46%<\/p>\n<p>\u2022\u2002\u2002\u2002\u2002\u2002Demais grupos: 13,2%.<\/p>\n<p>Apesar da maior tens\u00e3o no mercado financeiro em outubro, a participa\u00e7\u00e3o dos n\u00e3o residentes (estrangeiros) subiu em rela\u00e7\u00e3o a setembro quando estava em 10,19%. Em novembro do ano passado, o percentual estava em 11,2% e tinha atingido o maior n\u00edvel desde setembro de 2018, quando a fatia dos estrangeiros na d\u00edvida p\u00fablica tamb\u00e9m estava em 11,2%.<\/p>\n<p><strong>Por meio da d\u00edvida p\u00fablica, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos &#8211; com alguma corre\u00e7\u00e3o &#8211; que pode seguir a taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia), a infla\u00e7\u00e3o, o d\u00f3lar ou ser prefixada (definida com anteced\u00eancia).<\/strong><\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-11\/divida-publica-sobe-162-em-outubro-e-supera-r-82-trilhoes\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A emiss\u00e3o de t\u00edtulos vinculados aos juros fez a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) subir em outubro. Segundo n\u00fameros divulgados nesta quinta-feira (27), em Bras\u00edlia, pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,122 trilh\u00f5es em setembro para R$ 8,253 trilh\u00f5es em outubro, alta de 1,62%. 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