{"id":55357,"date":"2025-11-15T00:47:14","date_gmt":"2025-11-15T03:47:14","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/galipolo-vira-alvo-do-governo-e-do-pt-por-taxa-selic\/"},"modified":"2025-11-15T00:47:14","modified_gmt":"2025-11-15T03:47:14","slug":"galipolo-vira-alvo-do-governo-e-do-pt-por-taxa-selic","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/galipolo-vira-alvo-do-governo-e-do-pt-por-taxa-selic\/","title":{"rendered":"Gal\u00edpolo vira alvo do governo e do PT por taxa Selic"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O presidente do Banco Central, Gabriel Gal\u00edpolo, virou alvo do governo e do PT ap\u00f3s a manuten\u00e7\u00e3o da taxa Selic em 15% na \u00faltima reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom).<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Aliados do Planalto dispararam uma saraivada de cr\u00edticas ao titular da autoridade monet\u00e1ria pelas redes sociais. At\u00e9 ent\u00e3o eles vinham sendo mais comedidos nas cr\u00edticas, uma vez que Gal\u00edpolo foi escolhido pelo pr\u00f3prio presidente Lula.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A ministra das Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que Gal\u00edpolo \u201cdeixou a desejar\u201d por supostamente n\u00e3o considerar os indicadores econ\u00f4micos do pa\u00eds na decis\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que na semana anterior \u00e0 reuni\u00e3o j\u00e1 havia defendido que havia condi\u00e7\u00f5es para a redu\u00e7\u00e3o dos juros, manteve a cr\u00edtica ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o da ata pelo colegiado.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cTem espa\u00e7o para corte, n\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o pessoal, \u00e9 institucional\u201d, afirmou o ministro em entrevista \u00e0 CNN na ter\u00e7a-feira (11). \u201cN\u00e3o tem como sustentar 10% de juro real com infla\u00e7\u00e3o a 4,5%.\u201d Na sequ\u00eancia, amenizou o tom dizendo que Gal\u00edpolo \u201cfaz um bom trabalho\u201d no comando do BC.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A ambiguidade de postura, no estilo \u201cmorde e assopra\u201d, evidencia o dilema de Haddad: ele sabe que precisa respeitar a autonomia do BC, mas tamb\u00e9m sente a press\u00e3o da base pol\u00edtica do governo, que cobra cortes de juros \u2013 ainda que com cr\u00edticas mais moderadas do que as dirigidas a Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro (PL), que liderou o BC at\u00e9 o fim de 2024.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Lula e o PT vivem dilema parecido. Embora a atua\u00e7\u00e3o Gal\u00edpolo como diretor do Copom \u2013 cargo que exercia antes da indica\u00e7\u00e3o \u00e0 presid\u00eancia \u2013 tenha sido essencialmente t\u00e9cnica, havia a expectativa de que, uma vez no comando, o titular da autoridade monet\u00e1ria pudesse se alinhar minimamente ao ideal hist\u00f3rico do partido de turbinar a economia a todo custo, ajudando a promover uma redu\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida dos juros.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Com a sinaliza\u00e7\u00e3o do Copom de manter a taxa b\u00e1sica de juros em 15% ao ano por um per\u00edodo \u201cbastante prolongado\u201d, o PT tenta administrar o descontentamento interno com Gal\u00edpolo \u2013 chamado por Lula de \u201cmenino de ouro\u201d antes da indica\u00e7\u00e3o ao BC \u2013 e evitar um embate mais pesado. O pr\u00f3prio presidente tamb\u00e9m tem evitado cr\u00edticas diretas, o que equivaleria a reconhecer que errou ao acusar Campos Neto de agir politicamente.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Enquanto isso, a discuss\u00e3o central sobre a responsabilidade pelas alta taxas de juros \u2013 a segunda maior do mundo, segundo a Visual Capitalist (2025), atr\u00e1s apenas da R\u00fassia \u2013, fica em segundo plano.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Alexandre Manoel, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (FGV-Ibre) e s\u00f3cio da Global Intelligence and Analytics, afirma que o debate que o debate sobre a queda da Selic acaba funcionando como uma \u201ccortina de fuma\u00e7a\u201d para desviar a aten\u00e7\u00e3o do  desequil\u00edbrio das contas do governo, o principal fator por tr\u00e1s do juro elevado.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;Uma redu\u00e7\u00e3o pontual da Selic pelo BC \u00e9 insignificante diante dos juros reais [descontada a infla\u00e7\u00e3o], hoje na casa dos 8%&#8221;, diz o economista. diz. &#8220;Discutir a redu\u00e7\u00e3o,  diante da deteriora\u00e7\u00e3o fiscal pelo lado da despesa, parece uma cortina de fuma\u00e7a, uma discuss\u00e3o secund\u00e1ria, j\u00e1 que a taxa b\u00e1sica \u00e9 apenas um sintoma \u2013 e n\u00e3o causa \u2013 da fragilidade estrutural das contas p\u00fablicas.&#8221;<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><\/picture><\/div>\n<p>Regra fiscal pode travar aumento de gastos e promessas de Lula em 2026<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Super\u00e1vit \u00e9 meta distante e d\u00edvida cresce  <\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A an\u00e1lise das contas p\u00fablicas n\u00e3o permite otimismo. Apesar dos avan\u00e7os no lado das receitas, impulsionados pelo esfor\u00e7o de recompor a arrecada\u00e7\u00e3o, as despesas seguem fora de controle. Entre janeiro e setembro de 2025, o governo central acumulou d\u00e9ficit superior a R$ 100 bilh\u00f5es, e as proje\u00e7\u00f5es da Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente (IFI) e do mercado indicam que o resultado negativo deve ultrapassar 0,6% do PIB.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O gasto do governo central passou de 18% do PIB em dezembro de 2022 para 18,8% ao fim de 2024, patamar que se manteve no acumulado de 12 meses at\u00e9 setembro de 2025, segundo dados oficiais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Al\u00e9m disso, os d\u00e9ficits crescentes das estatais e o uso recorrente de despesas fora do Or\u00e7amento, como instrumento para cumprir formalmente as metas do arcabou\u00e7o minam a transpar\u00eancia e a credibilidade da Fazenda.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cO resultado \u00e9 um resultado prim\u00e1rio que n\u00e3o d\u00e1 sinais de se tornar superavit\u00e1rio de forma sustent\u00e1vel\u201d, diz Alexandre Manoel, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (FGV-Ibre) e s\u00f3cio da Global Intelligence and Analytics. \u201cNesse contexto, a d\u00edvida p\u00fablica segue em expans\u00e3o cont\u00ednua mesmo com o cumprimento do arcabou\u00e7o.&#8221;<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">De 71,7% do PIB ao fim do governo Bolsonaro, em 2022, a d\u00edvida passou a 78,1% do PIB na medi\u00e7\u00e3o mais recente, em setembro de 2025.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo o relat\u00f3rio Prisma Fiscal, para o fim de 2026, a mediana das expectativas do mercado \u00e9 de 83,6% do PIB, acima da estimativa oficial do Minist\u00e9rio da Fazenda, que projeta 82,3% do PIB.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cSe nada mudar, mesmo cumprindo a meta do arcabou\u00e7o, pouco importa: nesse ritmo, em oito anos teremos mais 20 pontos de d\u00edvida\u201d, diz Manoel.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Ao fim de 2018, na gest\u00e3o de Michel Temer (MDB), o endividamento equivalia a 75,3% do PIB, mesmo considerando todos os passivos herdados do governo de Dilma Rousseff (PT).<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;Os governos Temer e Bolsonaro, embora n\u00e3o tenham solucionado o problema fiscal, conseguiram ao menos estabilizar a trajet\u00f3ria da d\u00edvida p\u00fablica\u201d, diz Manoel.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><img decoding=\"async\" class=\"imageDefault_image-item__lU2Dk\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/20145552\/tarifaco-regra-fiscal-meta-lula-380x214.jpg.webp\" alt=\"De 2023 a 2025, Lula gastou mais de R$ 300 bilh\u00f5es fora da meta fiscal. Pacote de socorro a atingidos pelo tarifa\u00e7o engrossou lista de exce\u00e7\u00f5es \u00e0 regra.\" width=\"72\" height=\"72\"\/><\/picture><\/div>\n<p>A<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Haddad reitera responsabilidade fiscal e defende redu\u00e7\u00e3o da Selic<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na contram\u00e3o de indicadores como o avan\u00e7o da d\u00edvida, dos d\u00e9ficits e do gasto p\u00fablico, Haddad tem insistido que o governo Lula mant\u00e9m a responsabilidade fiscal. \u201cVamos entregar o melhor resultado fiscal do pa\u00eds em quatro anos, mesmo considerando tudo o que se pagou de calote do governo anterior\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Ainda assim, o ministro admitiu que o governo deve apenas se aproximar do centro da meta fiscal de 2025 \u2014 resultado influenciado pelo chamado &#8220;empo\u00e7amento&#8221;, recursos liberados aos minist\u00e9rios que terminam o ano sem execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cSe a arrecada\u00e7\u00e3o continuar vindo bem, vai acontecer este ano o mesmo fen\u00f4meno que aconteceu ano passado. Em virtude do empo\u00e7amento, voc\u00ea acaba trazendo para bastante perto do centro da meta o resultado\u201d, disse o ministro.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na defesa da redu\u00e7\u00e3o da Selic, Haddad tem se respaldado no mercado financeiro, que j\u00e1 precifica o movimento. Ap\u00f3s uma reuni\u00e3o com representantes da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Bancos (Febraban), o ministro afirmou que sua avalia\u00e7\u00e3o sobre a Selic \u00e9 compartilhada por alguns banqueiros \u2014 entre eles o chairman e fundador do BTG Pactual, Andr\u00e9 Esteves, que afirmou, na segunda-feira (10), que o pa\u00eds n\u00e3o \u201cmerece\u201d uma taxa de juros de 15% ao ano.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Questionado sobre a declara\u00e7\u00e3o de Haddad, Gal\u00edpolo disse que a autoridade monet\u00e1ria n\u00e3o briga com dados econ\u00f4micos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;Todo mundo pode brigar com o Banco Central. O Banco Central \u00e9 que n\u00e3o pode brigar com os dados&#8221;, afirmou o chefe da autarquia durante a apresenta\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio de Estabilidade Financeira (REF) do primeiro semestre, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Mercado tamb\u00e9m pede ajuste fiscal, mas acredita em redu\u00e7\u00e3o da Selic sob Gal\u00edpolo<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para analistas do mercado financeiro, \u00e9 poss\u00edvel vislumbrar o in\u00edcio do ciclo de corte a partir das primeiras reuni\u00f5es do colegiado do pr\u00f3ximo ano, em janeiro ou mar\u00e7o. O pr\u00f3prio Copom tamb\u00e9m afirmou ver uma \u201cmodera\u00e7\u00e3o gradual da atividade\u201d e uma &#8220;leve melhora nas expectativas inflacion\u00e1rias&#8221;, fatores que mais adiante podem contribuir para algum relaxamento na pol\u00edtica monet\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;Existe, de fato, um espa\u00e7o t\u00e9cnico para o in\u00edcio de um ciclo de flexibiliza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, ainda que de forma condicional e restrita\u201d, diz Carlos Henrique, CEO da Sttart Pay.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cO sistema financeiro n\u00e3o se op\u00f5e \u00e0 queda de juros; pelo contr\u00e1rio, a v\u00ea como ben\u00e9fica para a dinamiza\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito e da economia, mas condiciona isso \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de um plano fiscal cr\u00edvel, capaz de ancorar as expectativas de infla\u00e7\u00e3o e demonstrar compromisso com a trajet\u00f3ria da d\u00edvida p\u00fablica.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Sem essa previsibilidade, acrescenta Henrique, o mercado teme que um corte prematuro por press\u00e3o do governo possa gerar o efeito oposto, com a desancoragem das expectativas, o que for\u00e7aria uma nova revers\u00e3o da queda mais \u00e0 frente.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cA chave para destravar esse movimento est\u00e1, inequivocamente, nas m\u00e3os da equipe econ\u00f4mica e na sua capacidade de entregar resultados fiscais consistentes\u201d, diz.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Ajuste consistente nas contas p\u00fablicas n\u00e3o vir\u00e1 em ano eleitoral <\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A perspectiva de um debate sobre um ajuste estrutural nas contas p\u00fablicas \u00e9 vista como improv\u00e1vel, sobretudo com a proximidade do calend\u00e1rio eleitoral. Al\u00e9m disso, segundo Manoel, a gravidade da situa\u00e7\u00e3o fiscal ainda passa despercebida pela maioria da popula\u00e7\u00e3o, mascarada por indicadores macroecon\u00f4micos como a taxa de desemprego, que fechou o terceiro trimestre em 5,6%, o menor n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2012.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cNo lado da economia real, est\u00e1 tudo muito bem\u201d, lembra Manoel. \u201cEnt\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o, do ponto de vista do dia a dia, realmente n\u00e3o est\u00e1 nem a\u00ed pra taxa de juros. A pessoa quer saber se a presta\u00e7\u00e3o cabe no bolso e acabou \u2014 muito menos se preocupa com a trajet\u00f3ria da d\u00edvida.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O pa\u00eds, segundo ele, repete o padr\u00e3o de s\u00f3 pensar em ajuste fiscal quando a economia desaba. \u201cEnquanto os dados da economia real estiverem bem, nada \u00e9 feito\u201d, diz. \u201cMas com uma trajet\u00f3ria dessa de gasto e de d\u00edvida, em algum momento o lado monet\u00e1rio vai bater no real.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u00c9 um cen\u00e1rio parecido com o per\u00edodo entre 2010 e 2012, quando o pa\u00eds crescia de forma consistente, mas acumulava desequil\u00edbrios que explodiriam poucos anos depois. \u201cA economia real vinha bem, e nem quem vivia o setor econ\u00f4mico conseguiu acertar o momento em que a coisa ia come\u00e7ar a desandar\u201d, afirma. \u201cAntes que a crise chegue, com desacelera\u00e7\u00e3o da economia e aumento do desemprego, dever\u00edamos estar preocupados com isso.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na avalia\u00e7\u00e3o do economista, cabe especialmente \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o pautar esse debate. \u201cQuem quer que seja o candidato da direita \u00e0 elei\u00e7\u00e3o presidencial precisa fazer uma discuss\u00e3o real sobre o desequil\u00edbrio macroecon\u00f4mico\u201d, defende. \u201cO que a gente vai fazer?\u201d, prossegue. \u201cO que est\u00e1 no card\u00e1pio para a d\u00edvida parar de crescer? Isso deveria estar presente em todos os debates presidenciais.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/galipolo-mira-governo-pt-selic-rombo\/\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente do Banco Central, Gabriel Gal\u00edpolo, virou alvo do governo e do PT ap\u00f3s a manuten\u00e7\u00e3o da taxa Selic em 15% na \u00faltima reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom). Aliados do Planalto dispararam uma saraivada de cr\u00edticas ao titular da autoridade monet\u00e1ria pelas redes sociais. 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