{"id":55242,"date":"2025-11-13T14:12:22","date_gmt":"2025-11-13T17:12:22","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/safra-deve-recuar-37-em-2026-depois-de-um-2025-recorde\/"},"modified":"2025-11-13T14:12:22","modified_gmt":"2025-11-13T17:12:22","slug":"safra-deve-recuar-37-em-2026-depois-de-um-2025-recorde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/safra-deve-recuar-37-em-2026-depois-de-um-2025-recorde\/","title":{"rendered":"Safra deve recuar 3,7% em 2026, depois de um 2025 recorde"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A safra brasileira de gr\u00e3os, cereais e leguminosas deve somar 332,7 milh\u00f5es de toneladas em 2026. Esse resultado representa recuo de 3,7% em compara\u00e7\u00e3o a este ano, que marca um recorde.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1667639&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>As estimativas foram divulgadas nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) que, todos os meses, apresenta o Levantamento Sistem\u00e1tico da Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola.<\/strong> Essa \u00e9 a primeira edi\u00e7\u00e3o a trazer dados para 2026.<\/p>\n<p>Para este ano, a estimativa do IBGE \u00e9 de uma safra de 345,6 milh\u00f5es de toneladas, a maior j\u00e1 observada no pa\u00eds, sendo 18,1% mais volumosa que a de 2024.<\/p>\n<p>Ao comentar a passagem de um ano com colheita recorde para outro com recuo na safra, o gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, aponta a influ\u00eancia de fatores clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p><strong>\u201cEm 2025, a gente teve um clima que favoreceu muito o desenvolvimento das lavouras, a gente tem recorde de produ\u00e7\u00e3o para v\u00e1rias culturas, como soja, milho, sorgo [cereal], algod\u00e3o\u201d, disse.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cPara 2026, a gente est\u00e1 no in\u00edcio de safra ainda, ent\u00e3o a gente trabalha muitas vezes com m\u00e9dias ainda de rendimentos de anos anteriores, por isso tamb\u00e9m essa queda um pouco da produ\u00e7\u00e3o e, provavelmente, o clima n\u00e3o ser\u00e1 assim t\u00e3o favor\u00e1vel\u201d, completa.<\/p>\n<p>Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30\u00a0<\/p>\n<p>Guedes descreve que 2026 ser\u00e1 o ano sob a influ\u00eancia do fen\u00f4meno La Ni\u00f1a, com resfriamento anormal das \u00e1guas superficiais do Oceano Pac\u00edfico equatorial, que traz chuvas mais intensas para a Regi\u00e3o Centro-Oeste e pouca chuva para o Sul, o que pode afetar as lavouras.<\/p>\n<p>Apesar de menor volume de produ\u00e7\u00e3o, o IBGE aponta que a \u00e1rea a ser colhida deve ser maior em 2026. S\u00e3o estimados 81,5 milh\u00f5es de hectares, quase o tamanho do Mato Grosso, expans\u00e3o de 1,1% na compara\u00e7\u00e3o com 2025.<\/p>\n<h2>Culturas agr\u00edcolas<\/h2>\n<p>O levantamento do IBGE investiga 16 produtos: algod\u00e3o (caro\u00e7o de algod\u00e3o), amendoim, arroz, aveia, centeio, cevada, feij\u00e3o, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo, triticale (origin\u00e1rio do cruzamento entre trigo e centeio), canola e gergelim. Os dois \u00faltimos aparecem pela primeira vez na pesquisa.<\/p>\n<p><strong>Na compara\u00e7\u00e3o dos progn\u00f3sticos de 2025 e 2026, a agricultura brasileira deve ter redu\u00e7\u00e3o principalmente nas seguintes culturas:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u00a0milho (-9,3% ou -13,2 milh\u00f5es de toneladas)<\/li>\n<li>\u00a0sorgo (-11,6% ou -604,4 mil toneladas)<\/li>\n<li>\u00a0arroz (-6,5% ou -815,0 mil toneladas)<\/li>\n<li>\u00a0algod\u00e3o (-4,8% ou -466,9 mil toneladas)<\/li>\n<li>\u00a0trigo (-3,7% ou -294,8 mil toneladas),<\/li>\n<li>\u00a0feij\u00e3o (-1,3% ou -38,6 mil toneladas)<\/li>\n<li>\u00a0amendoim em casca (-2,1% ou -25,5 mil toneladas)<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Ao comentar a queda da produ\u00e7\u00e3o de milho, o pesquisador do IBGE avalia que n\u00e3o se espera, para 2026, que o clima se comporte t\u00e3o favoravelmente.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, ainda pairam muitas d\u00favidas quanto \u00e0 janela de plantio do cereal, uma vez que as lavouras da safra de ver\u00e3o encontram-se ainda em desenvolvimento no campo\u201d, explica Guedes.<\/p>\n<h2>Influ\u00eancia dos pre\u00e7os<\/h2>\n<p>De acordo com o analista, pre\u00e7os mais baixos do algod\u00e3o, arroz e feij\u00e3o levam produtores a diminuir as \u00e1reas plantadas.<\/p>\n<p><strong>No caso do algod\u00e3o, ele explica que 3 anos de safra crescente derrubaram o valor da colheita.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cManteve a oferta alta e diminuiu os pre\u00e7os, ent\u00e3o as margens est\u00e3o apertadas para os produtores e a tend\u00eancia \u00e9 de redu\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de plantio\u201d, disse.<\/p>\n<p>Na agricultura, os produtores podem escolher qual produto plantar, baseados em informa\u00e7\u00f5es de rentabilidade.<\/p>\n<p>O feij\u00e3o deve ver a safra (3 milh\u00f5es de toneladas) reduzir 1,3%. \u201cMas ainda assim atendendo ao consumo brasileiro\u201d, ressalva o IBGE.<\/p>\n<h2>Soja<\/h2>\n<p>No sentido oposto, o IBGE estima crescimento na safra da soja, que deve expandir 1,1% e chegar a 167,7 milh\u00f5es de toneladas. O pa\u00eds \u00e9 o maior produtor e maior exportador global da oleaginosa.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA \u00e1rea plantada deve crescer 0,3%; e a produtividade, 0,8%, muito em fun\u00e7\u00e3o da poss\u00edvel recupera\u00e7\u00e3o da safra ga\u00facha, muito prejudicada em 2025. Chuvas escassas e irregulares t\u00eam trazido preocupa\u00e7\u00e3o aos produtores do Centro-Oeste\u201d, explica o IBGE.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O IBGE divulgou tamb\u00e9m que a capacidade de armazenagem agr\u00edcola no pa\u00eds cresceu 1,8% no primeiro semestre deste ano em compara\u00e7\u00e3o com o segundo semestre de 2024, chegando a 231,1 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p><strong>Capacidade dos m\u00e9todos de armazenamento:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u00a0silos: 123,2 milh\u00f5es de toneladas (53,3% da capacidade \u00fatil total do pa\u00eds);<\/li>\n<li>\u00a0armaz\u00e9ns graneleiros e granelizados: 84,2 milh\u00f5es de toneladas (36,4%);<\/li>\n<li>\u00a0armaz\u00e9ns convencionais, estruturais e infl\u00e1veis: 23,8 milh\u00f5es de toneladas (10,3%).<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Em 30 de junho deste ano o Brasil tinha estoque total de 79,4 milh\u00f5es de toneladas.<\/strong> Mais da metade era soja (48,8 milh\u00f5es de toneladas), seguida pelo milho (18,1 milh\u00f5es), arroz (6,1 milh\u00f5es), trigo (2,4 milh\u00f5es) e caf\u00e9 (600 mil).<\/p>\n<p>A capacidade de armazenagem e gerenciamento de estoque s\u00e3o utilizados na agricultura com forma de buscar maior rentabilidade para o agricultor, permitindo a escolha do melhor momento para a venda da produ\u00e7\u00e3o no mercado.<\/p>\n<h2>Conab<\/h2>\n<p>Tamb\u00e9m nesta quinta-feira, a Companhia Nacional Abastecimento (Conab), empresa p\u00fablica vinculada ao Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio e Agricultura Familiar, divulgou que a safra 2025\/2026 deve ser de 354,8 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os.\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-11\/safra-deve-recuar-37-em-2026-depois-de-um-2025-recorde\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A safra brasileira de gr\u00e3os, cereais e leguminosas deve somar 332,7 milh\u00f5es de toneladas em 2026. 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