{"id":54669,"date":"2025-11-05T23:07:28","date_gmt":"2025-11-06T02:07:28","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/manutencao-da-selic-em-15-ao-ano-preocupa-setor-produtivo\/"},"modified":"2025-11-05T23:07:28","modified_gmt":"2025-11-06T02:07:28","slug":"manutencao-da-selic-em-15-ao-ano-preocupa-setor-produtivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/manutencao-da-selic-em-15-ao-ano-preocupa-setor-produtivo\/","title":{"rendered":"Manuten\u00e7\u00e3o da Selic em 15% ao ano preocupa setor produtivo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>A decis\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa Selic em 15% ao ano gerou rea\u00e7\u00f5es entre representantes da ind\u00fastria, do com\u00e9rcio, da constru\u00e7\u00e3o civil e do movimento sindical.<\/strong> Para a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), o n\u00edvel elevado de juros sufoca a atividade econ\u00f4mica e isola o Brasil no cen\u00e1rio internacional, onde a maioria dos pa\u00edses j\u00e1 iniciou ciclos de redu\u00e7\u00e3o.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1666310&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a continuidade de uma pol\u00edtica monet\u00e1ria \u201cexcessivamente contracionista\u201d \u00e9 prejudicial ao pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA Selic tem freado a economia muito al\u00e9m do necess\u00e1rio, uma vez que a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 em clara trajet\u00f3ria de queda. A taxa atual traz custos desnecess\u00e1rios, amea\u00e7ando o mercado de trabalho e o bem-estar da popula\u00e7\u00e3o\u201d, destacou Alban.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Pesquisa in\u00e9dita da CNI mostra que 80% das empresas industriais apontam os juros como o principal obst\u00e1culo ao cr\u00e9dito de curto prazo, enquanto 71% consideram a taxa o maior entrave ao financiamento de longo prazo.<\/p>\n<h2>Constru\u00e7\u00e3o civil<\/h2>\n<p><strong>O setor da constru\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m demonstrou preocupa\u00e7\u00e3o. <\/strong>Em comunicado, o presidente da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC), Renato Correia, afirmou que uma Selic elevada por longo per\u00edodo encarece o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio e inibe novos projetos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA constru\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos setores mais sens\u00edveis ao custo do cr\u00e9dito e \u00e0 confian\u00e7a do consumidor. Uma Selic de 15% torna muitos empreendimentos invi\u00e1veis\u201d, avaliou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Em outubro, a CBIC reduziu a proje\u00e7\u00e3o de crescimento do setor em 2025 de 2,3% para 1,3%, citando os impactos do ciclo prolongado de juros altos.<\/p>\n<h2>Sindicatos apontam impacto fiscal<\/h2>\n<p><strong>Centrais sindicais tamb\u00e9m criticaram a decis\u00e3o.<\/strong> Segundo a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), da Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT), cada ponto percentual de aumento da Selic eleva em cerca de R$ 50 bilh\u00f5es os gastos p\u00fablicos com juros da d\u00edvida.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEstamos falando de quase R$ 1 trilh\u00e3o desviados para o rentismo, que poderiam ser investidos em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e infraestrutura\u201d, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A For\u00e7a Sindical classificou o cen\u00e1rio como \u201cera dos juros extorsivos\u201d. Em nota, o presidente da central, Miguel Torres, afirmou que que a pol\u00edtica do Banco Central compromete o consumo e a renda das fam\u00edlias no fim do ano.<\/p>\n<h2>Supermercados<\/h2>\n<p><strong>Os juros altos tamb\u00e9m atra\u00edram cr\u00edticas do setor de supermercados.<\/strong> Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Supermercados (APAS), o Brasil est\u00e1 na contram\u00e3o do restante do planeta, que reduz juros.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cTemos hoje a segunda maior taxa real de juros do mundo, prejudicando os investimentos, o consumo das fam\u00edlias e perpetuando os entraves estruturais ao desenvolvimento\u201d, destacou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Cautela monet\u00e1ria<\/h2>\n<p><strong>Embora reconhe\u00e7a que os juros est\u00e3o altos, a Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (ACSP) considera que a pol\u00edtica monet\u00e1ria responde a outros desafios. <\/strong>Segundo o economista da entidade, Ulisses Ruiz de Gamboa, a manuten\u00e7\u00e3o da Selic reflete um cen\u00e1rio de infla\u00e7\u00e3o ainda acima da meta, apesar da desacelera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica e da valoriza\u00e7\u00e3o do real.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEsse quadro, somado \u00e0 expans\u00e3o fiscal, \u00e0 resili\u00eancia do mercado de trabalho e \u00e0s incertezas externas, justifica uma postura monet\u00e1ria cautelosa\u201d, justificou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-11\/manutencao-da-selic-em-15-ao-ano-preocupa-setor-produtivo\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A decis\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa Selic em 15% ao ano gerou rea\u00e7\u00f5es entre representantes da ind\u00fastria, do com\u00e9rcio, da constru\u00e7\u00e3o civil e do movimento sindical. 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