{"id":54089,"date":"2025-10-30T16:32:14","date_gmt":"2025-10-30T19:32:14","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/governo-central-tem-deficit-primario-de-r-145-bilhoes-em-setembro\/"},"modified":"2025-10-30T16:32:14","modified_gmt":"2025-10-30T19:32:14","slug":"governo-central-tem-deficit-primario-de-r-145-bilhoes-em-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/governo-central-tem-deficit-primario-de-r-145-bilhoes-em-setembro\/","title":{"rendered":"Governo Central tem d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 14,5 bilh\u00f5es em setembro"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O aumento das despesas em n\u00edvel maior que as receitas fez o d\u00e9ficit prim\u00e1rio subir em setembro de 2025. No m\u00eas passado, o Governo Central \u2013 Tesouro Nacional, Banco Central e Previd\u00eancia Social \u2013 registrou resultado negativo de R$ 14,5 bilh\u00f5es, contra d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 5,2 bilh\u00f5es em setembro de 2024. Isso significa um aumento real de 166,6%, j\u00e1 considerando a infla\u00e7\u00e3o pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) do per\u00edodo,\u00a0informou o Tesouro Nacional, em seu relat\u00f3rio divulgado nesta quinta-feira (30).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1665272&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>\u201cComparado a setembro de 2024, o resultado prim\u00e1rio observado decorreu da combina\u00e7\u00e3o de um aumento real de 0,6% (R$ 1,1 bilh\u00e3o) da receita l\u00edquida [ap\u00f3s transfer\u00eancias a estados e munic\u00edpios] e de um crescimento de 5,7% (R$ 10,2 bilh\u00f5es) das despesas totais\u201d.<\/p>\n<p><strong>O resultado de setembro passado veio pior do que o esperado pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/strong> Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Minist\u00e9rio da Fazenda, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 6 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 no acumulado do ano, o Governo Central registra d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 100,4 bilh\u00f5es, valor 9,1% menor que o obtido no mesmo per\u00edodo do ano passado, j\u00e1 considerando a infla\u00e7\u00e3o, que teve registro de R$ 103,6 bilh\u00f5es. <strong>O resultado deste ano conjugou um super\u00e1vit de R$ 185,9 bilh\u00f5es do Tesouro Nacional e do Banco Central e um d\u00e9ficit de R$ 286,3 bilh\u00f5es na Previd\u00eancia Social.<\/strong><\/p>\n<p>&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>no WhatsApp<\/p>\n<p>O resultado prim\u00e1rio representa a diferen\u00e7a entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica. A Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) deste ano e o novo arcabou\u00e7o fiscal estabelecem meta de d\u00e9ficit prim\u00e1rio zero, com margem de toler\u00e2ncia de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) para cima ou para baixo, para o Governo Central.<\/p>\n<p>No limite inferior da meta, isso equivale a d\u00e9ficit de at\u00e9 R$ 31 bilh\u00f5es.<\/p>\n<h2>Receitas e despesas<\/h2>\n<p>No \u00faltimo m\u00eas, as receitas l\u00edquidas subiram 5,8% em valores nominais. Descontada a infla\u00e7\u00e3o pelo IPCA, a alta foi a 0,6%. O crescimento resultou, majoritariamente, da eleva\u00e7\u00e3o real de 11,9% (R$ 6,2 bilh\u00f5es) na arrecada\u00e7\u00e3o l\u00edquida destinada \u00e0 Previd\u00eancia Social. De acordo com o Tesouro, o resultado foi influenciado, dentre outros fatores, \u201cpela din\u00e2mica positiva do mercado de trabalho\u201d e pelo aumento dos recolhimentos do Simples Nacional previdenci\u00e1rio.<\/p>\n<p>J\u00e1 as despesas, no m\u00eas passado, subiram 11,2% em valores nominais e 5,7% considerando a infla\u00e7\u00e3o. <strong>A alta concentrou-se nas despesas discricion\u00e1rias \u2013 que s\u00e3o aquelas n\u00e3o obrigat\u00f3rias, como os investimentos e pol\u00edticas p\u00fablicas n\u00e3o essenciais \u2500 que subiram 100,9% (R$ 10,6 bilh\u00f5es)<\/strong>. Os itens que mais contribu\u00edram para este crescimento foram os pagamentos em a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade (R$ 4,1 bilh\u00f5es) e demais despesas (R$ 2,9 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>O Tesouro explicou ainda que o comparativo interanual foi influenciado pela antecipa\u00e7\u00e3o, em setembro de 2024, do pagamento de R$ 4,5 bilh\u00f5es (a pre\u00e7os de setembro de 2025) de precat\u00f3rios federais previstos para o exerc\u00edcio de 2025 referentes ao estado do Rio Grande do Sul, devido \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de calamidade p\u00fablica. Os precat\u00f3rios s\u00e3o d\u00edvidas com senten\u00e7as judiciais definitivas a serem pagas pelo governo.<\/p>\n<p>\u201cEssa antecipa\u00e7\u00e3o impactou principalmente as rubricas de Benef\u00edcios Previdenci\u00e1rios, Pessoal e Encargos Sociais e Senten\u00e7as Judiciais e Precat\u00f3rios, acarretando redu\u00e7\u00e3o nas despesas referentes \u00e0s duas primeiras na compara\u00e7\u00e3o entre setembro de 2024 e setembro de 2025\u201d, diz.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-10\/governo-central-tem-deficit-primario-de-r-145-bilhoes-em-setembro\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento das despesas em n\u00edvel maior que as receitas fez o d\u00e9ficit prim\u00e1rio subir em setembro de 2025. 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