{"id":51374,"date":"2025-10-26T21:01:34","date_gmt":"2025-10-27T00:01:34","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/a-forte-critica-de-john-mclaughlin-ao-jazz-atual\/"},"modified":"2025-10-26T21:01:34","modified_gmt":"2025-10-27T00:01:34","slug":"a-forte-critica-de-john-mclaughlin-ao-jazz-atual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/a-forte-critica-de-john-mclaughlin-ao-jazz-atual\/","title":{"rendered":"A forte cr\u00edtica de John McLaughlin ao jazz atual"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>John McLaughlin<\/strong> \u00e9 um dos maiores nomes vivos do jazz. O guitarrista tocou com <strong>Miles Davis<\/strong> e depois fundou a sua <strong>Mahavishnu Orchestra<\/strong>, que foi um dos s\u00edmbolos da era de ouro do fusion \u2014 a grosso modo, a fus\u00e3o entre jazz e rock.<\/p>\n<p>Tenho vivido um dos per\u00edodos mais empolgantes do estilo, McLaughlin garante: <span style=\"text-decoration: underline;\">o jazz n\u00e3o est\u00e1 morto<\/span>. E provavelmente jamais ir\u00e1 morrer. Por\u00e9m, o m\u00fasico brit\u00e2nico tamb\u00e9m admite que o g\u00eanero <span style=\"text-decoration: underline;\">n\u00e3o vive seus melhores dias<\/span>.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 <strong>Ultimate Guitar<\/strong>, o brit\u00e2nico ofereceu seu ponto de vista a respeito do jazz atualmente. Ele come\u00e7ou falando:<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>\u201cN\u00e3o, (jazz) nunca vai morrer. Mas estou decepcionado. Mas isso sou eu falando, cresci com a velha guarda, sabe?\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ele continua:<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>\u201cPor exemplo, eu tinha 16 anos e morava no norte da <strong>Inglaterra<\/strong>, logo ao sul da fronteira com a <strong>Esc\u00f3cia<\/strong>, e estava com muita vontade de molhar o bico. E como eu era alto o suficiente, conseguia entrar escondido num pub onde supostamente eu j\u00e1 tinha 18 anos. Porque no <strong>Reino Unido<\/strong>, quase todo fim de semana, os pubs viram clubes de jazz, principalmente aos domingos.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Pouco depois dessa \u00e9poca, o pr\u00f3prio McLaughlin estaria tocando com gigantes como <strong>Alexis Korner<\/strong>, <strong>Jack Bruce<\/strong>, <strong>Ginger Baker<\/strong> e, posteriormente, Miles Davis. Para ele, esses e outros instrumentistas do per\u00edodo tinham uma personalidade pr\u00f3pria e faziam a m\u00fasica acontecer com t\u00e9cnica apurada, mas tamb\u00e9m sentimento. Algo que ele sente falta hoje em dia:<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>\u201cAcho que parte do que as pessoas chamam de \u2018jazz\u2019 \u00e9 quase rob\u00f3tico. N\u00e3o h\u00e1 sangue ali. Eu quero a paix\u00e3o daquela pessoa. Eu quero essa paix\u00e3o. Seja quem for que esteja tocando, quando vou a um show, quero ser levado pela emo\u00e7\u00e3o, pela pura musicalidade e pelo amor. Quero ser levado por aqueles m\u00fasicos.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>John McLaughlin arremata com seu veredito:<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>\u201cEu vou a shows e eles n\u00e3o me levam a lugar nenhum. \u00c9 muito superficial. \u00c9 um mundo diferente hoje em dia.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: Jazz: 6 discos do g\u00eanero que n\u00e3o podem faltar na sua cole\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/><strong>+++ LEIA MAIS: Como era trabalhar com o lend\u00e1rio Jaco Pastorius, segundo Al Di Meola<\/strong><br \/><strong>+++ LEIA MAIS: O disco de jazz adorado por Eric Singer, baterista do Kiss<\/strong><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/john-mclaughlin-critica-jazz-atual\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>John McLaughlin \u00e9 um dos maiores nomes vivos do jazz. 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