{"id":51158,"date":"2025-10-24T21:55:17","date_gmt":"2025-10-25T00:55:17","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/crise-na-relacao-militar-com-os-eua-arrisca-exercicios-e-compras\/"},"modified":"2025-10-24T21:55:17","modified_gmt":"2025-10-25T00:55:17","slug":"crise-na-relacao-militar-com-os-eua-arrisca-exercicios-e-compras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/crise-na-relacao-militar-com-os-eua-arrisca-exercicios-e-compras\/","title":{"rendered":"Crise na rela\u00e7\u00e3o militar com os EUA arrisca exerc\u00edcios e compras"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As diverg\u00eancias pol\u00edticas entre o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) e o presidente americano Donald Trump levaram ao cancelamento de exerc\u00edcios militares conjuntos e colocam em risco o com\u00e9rcio de armas e equipamentos de defesa &#8211; um setor no qual o Brasil \u00e9 dependente dos Estados Unidos. O aumento da press\u00e3o de Trump sobre o tr\u00e1fico de drogas na Am\u00e9rica Latina agravou ainda mais o cen\u00e1rio e militares das For\u00e7as Armadas sentem grande press\u00e3o geopol\u00edtica enquanto tentam negociar a compra de helic\u00f3pteros, muni\u00e7\u00f5es e pe\u00e7as de reposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Os Estados Unidos cancelaram uma confer\u00eancia que ocorreria com membros da For\u00e7a A\u00e9rea do Brasil (FAB) no fim de julho, na mesma \u00e9poca em que anunciaram a eleva\u00e7\u00e3o das tarifas comerciais para 50%. No m\u00eas seguinte, o Brasil anunciou a suspens\u00e3o da Opera\u00e7\u00e3o Formosa, um exerc\u00edcio militar que o pa\u00eds faz desde 1988 e nos \u00faltimos anos tem contado com a participa\u00e7\u00e3o de militares americanos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Al\u00e9m disso, o CORE (sigla em ingl\u00eas de opera\u00e7\u00e3o combinada e exerc\u00edcio de rota\u00e7\u00e3o de tropas), uma manobra militar anual integrada que estava marcada para novembro, n\u00e3o deve acontecer. Ela havia sido criada em 2019 por influ\u00eancia do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) junto aos Estados Unidos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O governo americano j\u00e1 havia enviado uma delega\u00e7\u00e3o menor para preparar o exerc\u00edcio, alegando restri\u00e7\u00f5es financeiras, e o governo do Brasil justificou a suspens\u00e3o das manobras como conten\u00e7\u00e3o de despesas. No caso da Opera\u00e7\u00e3o Formosa, o maior custo, do deslocamento de 1.600 fuzileiros e 60 ve\u00edculos do Rio de Janeiro para Goi\u00e1s, foi mantido, pois as tropas participaram de outro exerc\u00edcio sem os americanos, a Opera\u00e7\u00e3o Atlas. Assim, de acordo com analistas ouvidos pela <strong>Gazeta do Povo<\/strong>, a motiva\u00e7\u00e3o do cancelamento foi mais pol\u00edtica do que financeira.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Treinamentos desse tipo s\u00e3o praxe entre pa\u00edses aliados e, geralmente, n\u00e3o s\u00e3o interrompidos, o que evidencia o peso pol\u00edtico da decis\u00e3o. Para Adriano Gianturco, cientista pol\u00edtico e professor do IBMEC, a fragiliza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses influenciou a suspens\u00e3o. \u201cExerc\u00edcios desse tipo costumam ser autom\u00e1ticos, mantidos por d\u00e9cadas, justamente porque representam continuidade de compromissos e tratados\u201d, apontou Gianturco.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">As suspens\u00f5es ocorreram em um momento em que o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva viu sua popularidade aumentar, de acordo com pesquisas de opini\u00e3o, por ter se colocado como defensor da soberania brasileira frente aos Estados Unidos. Ele teria dificuldade de explicar politicamente como suas For\u00e7as Armadas treinam com um pa\u00eds &#8220;hostil&#8221; ao Brasil.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Segundo analistas e membros da oposi\u00e7\u00e3o, Lula teria optado por n\u00e3o abandonar o discurso do combate ao &#8220;inimigo externo&#8221; americano para continuar se aproveitando da alta de popularidade, especialmente em um momento em que o governo Trump intensifica ataques contra barcos da Venezuela e da Col\u00f4mbia no mar do Caribe e no Pac\u00edfico por suspeita de transporte de drogas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para defender sua posi\u00e7\u00e3o, Lula chegou ao ponto de afirmar que &#8220;os usu\u00e1rios [de drogas] s\u00e3o respons\u00e1veis pelos traficantes, que s\u00e3o v\u00edtimas dos usu\u00e1rios tamb\u00e9m&#8221;, mas depois decidiu se retratar. Na quinta-feira, ele tamb\u00e9m havia feito novos ataques ao d\u00f3lar como moeda de com\u00e9rcio global.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Os Estados Unidos aumentaram ainda mais a press\u00e3o sobre a Venezuela e a Col\u00f4mbia nesta sexta-feira (24) ao enviar \u00e0 regi\u00e3o o grupo de combate do porta-avi\u00f5es Gerald R. Ford, o maior do mundo, e anunciar san\u00e7\u00f5es ao presidente da Col\u00f4mbia, Gustavo Petro, e membros de sua fam\u00edlia e seu gabinete.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo analistas ouvidos pela reportagem, a decis\u00e3o de Lula de manter o atrito com Trump eleva o risco de exclus\u00e3o do Brasil do programa norte-americano de vendas internacionais de equipamentos militares (<em>Foreign Military Sales<\/em>, em ingl\u00eas) em um cen\u00e1rio em que as For\u00e7as Armadas s\u00e3o totalmente dependentes de tecnologia e pe\u00e7as de reposi\u00e7\u00e3o americanas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Nesta semana, o Minist\u00e9rio da Defesa anunciou a inten\u00e7\u00e3o de comprar 11 helic\u00f3pteros do ex\u00e9rcito dos EUA pelo valor de US$ 229,9 milh\u00f5es \u2013 o equivalente a R$ 1,2 bilh\u00e3o. A compra pode ser afetada por uma eventual retalia\u00e7\u00e3o americana e pode deflagrar uma crise ainda maior de suprimento para as For\u00e7as Armadas. O desfecho pode estar nas m\u00e3os de Lula em uma reuni\u00e3o com Trump, que pode ocorrer no pr\u00f3ximo domingo, em um encontro diplom\u00e1tico na Mal\u00e1sia.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Disputa com China pode influenciar venda de equipamentos americanos<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Segundo o doutor em Filosofia pela PUCRS e especialista em conflitos internacionais, Cezar Roedel, o an\u00fancio da inten\u00e7\u00e3o concreta de compra de helic\u00f3pteros Black Hawk, dispensando licita\u00e7\u00e3o com concorr\u00eancia de fornecedores de outros pa\u00edses, pode ser entendido com uma demonstra\u00e7\u00e3o de boa vontade das For\u00e7as Armadas em rela\u00e7\u00e3o aos EUA, apesar da pol\u00edtica de Lula.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Roedel afirma acreditar que Trump n\u00e3o deva colocar empecilhos \u00e0 venda. &#8220;\u00c9 muito mais interessante para os EUA venderem esses helic\u00f3pteros, do que eventualmente o Brasil comprar da China, por exemplo&#8221;, afirmou.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Os helic\u00f3pteros Black Hawk s\u00e3o vistos como muito importantes no contexto de defesa da Amaz\u00f4nia e da costa brasileira, por terem estrutura para voar longas dist\u00e2ncias em locais onde n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer pousos de emerg\u00eancia. Sua compra vinha sendo negociada desde o governo Bolsonaro, que usou sua influ\u00eancia com Trump (que exercia seu primeiro mandato) para que o Brasil obtivesse o status de \u201caliado extra-OTAN\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O status foi obtido em 2019 e garante prioridade no acesso a tecnologias sens\u00edveis. Os helic\u00f3pteros Black Hawk n\u00e3o poderiam ser vendidos sem esse acordo, por exemplo. Ele n\u00e3o faz com que o Brasil entre na rede de defesa m\u00fatua das democracias ocidentais, mas \u00e9 considerado um diferencial estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A reportagem apurou que h\u00e1 um temor entre militares brasileiros de que a perman\u00eancia ou n\u00e3o do Brasil como aliado extra-OTAN possa ser usada como fator de press\u00e3o de Washington contra o governo Lula.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Por um lado, os EUA n\u00e3o desejariam que o Brasil passasse a comprar armas da China, do Ir\u00e3 ou de outro fornecedor. Mas, por outro, Washington poderia amea\u00e7ar suspender a venda de equipamentos militares e pe\u00e7as de reposi\u00e7\u00e3o para o Brasil. Esse cen\u00e1rio teria o potencial de sucatear a maioria dos equipamentos de defesa brasileiros (avi\u00f5es, navios, blindados, etc) em cerca de tr\u00eas anos, segundo uma fonte ligada \u00e0 c\u00fapula do Ex\u00e9rcito que pediu para n\u00e3o ter o nome revelado por tratar de assunto sens\u00edvel.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Defesa do Brasil depende de compras externas<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Segundo Eduardo Siqueira Brick, professor aposentado da Universidade Federal Fluminense e pesquisador do N\u00facleo de Estudos de Defesa, Inova\u00e7\u00e3o, Capacita\u00e7\u00e3o e Competitividade Industrial (UFF Defesa), o Brasil \u00e9 hoje totalmente dependente de outros pa\u00edses por n\u00e3o ter desenvolvido sua base industrial de Defesa, ou seja, a capacidade de produzir armas e equipamentos militares internamente. \u201cN\u00f3s temos fic\u00e7\u00e3o de capacidade da defesa\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Brick explica que a capacidade de defesa de um pa\u00eds vai muito al\u00e9m dos equipamentos que as For\u00e7as Armadas possuem e o treinamento de seus integrantes, ou seja, sua capacidade operacional de combate. Ela depende em igual medida de uma capacidade log\u00edstica de defesa, que abrange a base industrial e tecnol\u00f3gica para conceber e produzir armamentos e insumos e a capacidade de produ\u00e7\u00e3o de muni\u00e7\u00f5es, granadas e m\u00edsseis para suprir os combatentes durante uma guerra.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Para o pesquisador, o\u00a0Brasil tem um sistema &#8220;completamente desestruturado e disfuncional\u201d porque n\u00e3o possui capacidade log\u00edstica de defesa. Em outras palavras, tem que comprar armas e tamb\u00e9m muni\u00e7\u00f5es do exterior por n\u00e3o ser capaz de produzi-las. Segundo ele, nem a Estrat\u00e9gia Nacional de Defesa do governo prev\u00ea essa capacidade hoje em dia. Por isso, as For\u00e7as Armadas s\u00e3o totalmente dependentes dos Estados Unidos e seus aliados do Ocidente.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">&#8220;O que as For\u00e7as Armadas t\u00eam hoje em dia s\u00e3o produtos de defesa fornecidos por outros pa\u00edses ou produtos de defesa que dependem quase 100% de tecnologias que esses pa\u00edses controlam&#8221;, disse Brick.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Para reverter esse quadro, ele aponta que seria necess\u00e1rio que um \u00f3rg\u00e3o governamental respons\u00e1vel e centralizado se ocupasse da sa\u00fade da base industrial estrat\u00e9gica de defesa e de investir em tecnologias cr\u00edticas e desenvolver novos produtos, como ocorre em outros pa\u00edses. \u201cN\u00f3s n\u00e3o temos lideran\u00e7a pol\u00edtica que queira conduzir o Brasil para desenvolver o pa\u00eds economicamente e industrialmente em sua capacidade militar tecnol\u00f3gica. Ningu\u00e9m fala nisso\u201d, avalia Brick.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O Brasil, segundo ele, carece dessa base estrat\u00e9gica, dependendo quase que totalmente de pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (Otan) e de Israel para seus meios de defesa, o que gera uma vulnerabilidade significativa.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Uma eventual exclus\u00e3o do programa de venda de armamentos americanos significaria que o Brasil teria como alternativa o mercado Europeu, especialmente a Fran\u00e7a, ou a op\u00e7\u00e3o de criar parcerias com pa\u00edses como a China ou Ir\u00e3.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A diversifica\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o elimina a depend\u00eancia de sistemas j\u00e1 adquiridos junto aos EUA e pode at\u00e9 impedir a compra de sistemas europeus que tenham tecnologia americana.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cOs EUA continuam sendo a maior pot\u00eancia militar do mundo, com or\u00e7amento e arsenal incompar\u00e1veis. Al\u00e9m disso, seus contratos de venda de armamentos incluem mecanismos de controle que impedem que pa\u00edses compradores repassem equipamentos sem autoriza\u00e7\u00e3o. Isso mostra a depend\u00eancia estrutural em rela\u00e7\u00e3o a Washington\u201d, destaca o cientista pol\u00edtico e professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais Adriano Gianturco.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Crise com EUA est\u00e1 envolta em press\u00f5es pol\u00edticas e diplom\u00e1ticas<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para analistas, a crise militar \u00e9 apenas a face mais vis\u00edvel de uma tens\u00e3o pol\u00edtica maior. O governo Lula busca refor\u00e7ar sua agenda internacional em f\u00f3runs como o Brics (bloco formado por Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul,<strong>\u00a0<\/strong>Egito, Eti\u00f3pia, Indon\u00e9sia, Ir\u00e3 e Emirados \u00c1rabes Unidos), mas esse movimento tem gerado atritos com Washington, especialmente na gest\u00e3o de Donald Trump.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Lula tem incorporado pautas de membros mais fortes do Brics, como China e R\u00fassia, e defendido agendas consideradas antiamericanas pela Casa Branca. Entre elas est\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o de meios de pagamento que possibilitem o com\u00e9rcio internacional sem o interm\u00e9dio do d\u00f3lar (por meio de transa\u00e7\u00f5es e moedas nacionais) ou que diminuam a abrang\u00eancia do sistema financeiro americano (como o Pix, que n\u00e3o passa pelo sistema de cart\u00f5es de cr\u00e9dito de operadoras americanas). Segundo analistas, essa postura de confronto \u00e9 uma das explica\u00e7\u00f5es das san\u00e7\u00f5es comerciais impostas ao Brasil por Trump.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cS\u00e3o atitudes desconexas, tendo em vista a nossa total depend\u00eancia estrat\u00e9gica e de defesa dos Estados Unidos\u201d, afirma o pesquisador Eduardo Siqueira Brick.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">&#8220;N\u00e3o faz sentido a sua defesa depender 100% de um determinado bloco e na vis\u00e3o de mundo voc\u00ea se colocar como sendo de outro bloco, que \u00e9 antag\u00f4nico desse do qual voc\u00ea \u00e9 totalmente dependente. Para fazer isso, voc\u00ea tinha que investir na sua pr\u00f3pria capacidade, o que o Brasil n\u00e3o faz&#8221;, disse o pesquisador.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Sobre esse aspecto, Gianturco lembra que \u201cos EUA v\u00eam sinalizando esse descontentamento desde antes, com notas oficiais e at\u00e9 com manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, como no caso do navio iraniano que atracou no Brasil\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Gianturco refor\u00e7a que, se o Brasil insistir em aprofundar v\u00ednculos militares com regimes autorit\u00e1rios, \u201cpoder\u00e1 perder espa\u00e7o junto \u00e0s democracias ocidentais, que, apesar de imperfeitas, ainda s\u00e3o muito mais est\u00e1veis e previs\u00edveis do que autocracias como a russa ou a chinesa\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/republica\/exercicios-cancelados-e-compras-em-risco-como-fica-a-relacao-dos-militares-com-os-eua\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As diverg\u00eancias pol\u00edticas entre o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) e o presidente americano Donald Trump levaram ao cancelamento de exerc\u00edcios militares conjuntos e colocam em risco o com\u00e9rcio de armas e equipamentos de defesa &#8211; um setor no qual o Brasil \u00e9 dependente dos Estados Unidos. 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