{"id":5100,"date":"2025-03-12T17:43:58","date_gmt":"2025-03-12T20:43:58","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/entenda-como-o-crescimento-das-cidades-afeta-o-quero-quero\/"},"modified":"2025-03-12T17:43:58","modified_gmt":"2025-03-12T20:43:58","slug":"entenda-como-o-crescimento-das-cidades-afeta-o-quero-quero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/entenda-como-o-crescimento-das-cidades-afeta-o-quero-quero\/","title":{"rendered":"Entenda como o crescimento das cidades afeta o quero-quero"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"hd80s9wa1h892edh8192\">\n<p>Nos \u00faltimos tempos, a fauna silvestre tem precisado se adaptar cada vez mais ao avan\u00e7o do concreto e ao ritmo fren\u00e9tico da vida urbana. Um estudo da <strong>Escola de Zoologia da Universidade de Tel-Aviv<\/strong> revela como a urbaniza\u00e7\u00e3o molda o comportamento do quero-quero, ave que se tornou conhecida principalmente em parques e campos abertos das cidades.<\/p>\n<p><strong>+ Leia mais not\u00edcias de Mundo em Oeste<\/strong><\/p>\n<p>O professor Orr Spiegel, junto com o estudante de doutorado Michael Bar-Zivos, investigou o impacto da urbaniza\u00e7\u00e3o no comportamento da esp\u00e9cie <em>Vanellus spinosus<\/em>, um tipo de quero-quero.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DGvoeqKtKZw\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"\/>\n<p>Spiegel foi o orientador. Participaram tamb\u00e9m Hilla Ziv, Mookie Breuer, Eitam Arnon e Assaf Uzan, membros do Laborat\u00f3rio de Ecologia do Movimento e Comportamento Individual da universidade.<\/p>\n<p>Em uma s\u00e9rie de estudos comparativos entre quero-queros urbanos e seus hom\u00f3logos rurais nos vales de Beit She\u2019an e Harod, em <strong>Israel<\/strong>, o professor Spiegel destaca que \u201cas aves que voc\u00ea v\u00ea fora da sua janela urbana s\u00e3o fundamentalmente diferentes em seu comportamento das suas cong\u00eaneres em \u00e1reas menos perturbadas.\u201d<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a pode ser em v\u00e1rios h\u00e1bitos: maior ou menor ousadia \u2014 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 confian\u00e7a no ambiente urbano \u2013, velocidade de voo e dist\u00e2ncias percorridas \u2014 em rela\u00e7\u00e3o a obst\u00e1culos como pr\u00e9dios, postes e localiza\u00e7\u00e3o de parques ou \u00e1reas verdes.<\/p>\n<p>\u201cDe forma geral, as mudan\u00e7as comportamentais em resposta \u00e0 urbaniza\u00e7\u00e3o podem incluir adapta\u00e7\u00e3o, plasticidade comportamental e mudan\u00e7as na composi\u00e7\u00e3o de personalidade de uma popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o professor a <strong>Oeste<\/strong>. \u201cNossos dados apoiam a \u00faltima \u2013 mudan\u00e7as mais fundamentais no comportamento dos indiv\u00edduos.\u201d<\/p>\n<p>Ele destaca que a compreens\u00e3o do ambiente \u00e9 crucial para estudar as intera\u00e7\u00f5es entre as aves e seus <em>habitats<\/em>. Tais intera\u00e7\u00f5es, prossegue, s\u00e3o sempre um obst\u00e1culo quando se tenta generalizar expectativas entre esp\u00e9cies e ambientes.<\/p>\n<p>\u201cOs vales de Beit She\u2019an e Harod s\u00e3o planos e quentes, com inverno ameno, com 10\u00b0C at\u00e9 40\u00b0C no ver\u00e3o\u201d, observa o professor. \u201cPor isso, lidar com o calor \u00e9 um desafio. Por exemplo, a ave precisa sombrear mais os ovos no ch\u00e3o do que aquec\u00ea-los na maioria do dia. Os ver\u00f5es n\u00e3o t\u00eam chuva nenhuma, e os invernos mais frescos t\u00eam aproximadamente 400\u2013500 mil\u00edmetros de precipita\u00e7\u00e3o anual.\u201d<\/p>\n<p>A regi\u00e3o pesquisada tem um mosaico de <em>habitats<\/em>, incluindo campos agr\u00edcolas (trigo, cevada, milho), pequenos assentamentos humanos, muitos jardins irrigados verdes que atraem aves e algumas baias de lanchas.<\/p>\n<p>Beit She\u2019an, conta Spiegel, \u00e9 uma cidade de m\u00e9dio porte, com parques nacionais naturais, viveiros artificiais de peixes, que s\u00e3o os <em>habitats<\/em> favoritos das aves.<\/p>\n<p>\u201cQuero-queros nesta regi\u00e3o ocupam tanto <em>habitats <\/em>urbanos quanto rurais, permitindo-nos comparar seus comportamentos ao longo desse gradiente de urbaniza\u00e7\u00e3o local, e seu comportamento pode ser diferente mesmo que os <em>habitats <\/em>estejam a apenas alguns centenas de metros de dist\u00e2ncia.\u201d<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quero-quero nas grandes metr\u00f3poles<\/h2>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o, segundo Spiegel, muda em rela\u00e7\u00e3o a metr\u00f3poles, como S\u00e3o Paulo, uma das cinco maiores do mundo e inserida em um clima tropical.<\/p>\n<p>\u201cNos tr\u00f3picos, as \u00e1reas urbanas provavelmente oferecem menos benef\u00edcios para a maioria das esp\u00e9cies, ent\u00e3o, apesar de n\u00e3o ter testado isso, eu esperaria uma maior evita\u00e7\u00e3o por parte das aves locais\u201d, afirma o especialista. Para ele, o impacto das cidades \u00e9 mais prejudicial ainda do que em vilas.<\/p>\n<p>\u201cAs aves s\u00f3 recebem o lado negativo dos humanos, j\u00e1 que sombra, \u00e1gua e comida est\u00e3o mais facilmente dispon\u00edveis fora dessas \u00e1reas em ambientes tropicais como o Brasil.\u201d<\/p>\n<p>Ainda mais em um aglomerado urbano como o da capital paulista.<\/p>\n<p>\u201cA alta taxa de perturba\u00e7\u00e3o nas cidades pode causar comportamentos de fuga aumentados e sobrepor os efeitos da adapta\u00e7\u00e3o\u201d, revela o professor. \u201cA fragmenta\u00e7\u00e3o do <em>habitat<\/em>, a polui\u00e7\u00e3o e a atividade humana podem remodelar os s\u00edndromes comportamentais das aves urbanas.\u201d<\/p>\n<p><strong>Leia mais: \u201cPolui\u00e7\u00e3o do ar: cidades da \u00cdndia lideram; Am\u00e9rica Latina tem melhora\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Como solu\u00e7\u00e3o, o professor ressalta que h\u00e1 um grande debate sobre limitar o crescimento urbano e manter, ao redor das cidades, \u00e1reas verdes ou deixar a cidade se expandir, aumentando o n\u00famero de parques dentro dela. Ele prefere a primeira op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEntender como a urbaniza\u00e7\u00e3o influencia o comportamento animal \u00e9 crucial para informar os planos de conserva\u00e7\u00e3o futuros\u201d, destaca Spiegel. \u201cManter espa\u00e7os verdes e corredores dentro dos ambientes urbanos pode ajudar a preservar a conectividade do <em>habitat<\/em> (e esses t\u00eam alguns benef\u00edcios \u00f3bvios para as pessoas nessas \u00e1reas urbanas), mas pode vir com o custo de desperdi\u00e7ar mais \u00e1reas naturais.\u201d<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/revistaoeste.com\/mundo\/entenda-como-o-crescimento-das-cidades-afeta-a-vida-do-quero-quero\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos tempos, a fauna silvestre tem precisado se adaptar cada vez mais ao avan\u00e7o do concreto e ao ritmo fren\u00e9tico da vida urbana. 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