{"id":50724,"date":"2025-10-23T00:28:16","date_gmt":"2025-10-23T03:28:16","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/paulo-ricardo-diz-que-rock-nao-sobreviveu-a-virada-do-seculo-e-explica-raciocinio\/"},"modified":"2025-10-23T00:28:16","modified_gmt":"2025-10-23T03:28:16","slug":"paulo-ricardo-diz-que-rock-nao-sobreviveu-a-virada-do-seculo-e-explica-raciocinio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/paulo-ricardo-diz-que-rock-nao-sobreviveu-a-virada-do-seculo-e-explica-raciocinio\/","title":{"rendered":"Paulo Ricardo diz que rock \u2018n\u00e3o sobreviveu \u00e0 virada do s\u00e9culo\u2019 e explica racioc\u00ednio"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>Paulo Ricardo<\/strong> evita cravar a morte do rock. No entanto, o m\u00fasico, que atualmente celebra seus 40 anos de carreira em uma turn\u00ea especial, aponta que o g\u00eanero musical n\u00e3o sobreviveu \u00e0 virada do s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong>, o artista refletiu sobre a aus\u00eancia de representantes do estilo nas paradas, tanto do Brasil quanto do mundo. Inicialmente, ele declarou:<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>\u201cN\u00e3o queria plagiar <strong>Lenny Kravitz<\/strong> e dizer \u2018rock n\u2019 roll is dead\u2019, mas o rock n\u00e3o sobreviveu \u00e0 virada do s\u00e9culo \u2014 no mundo todo. H\u00e1 cada vez menos rock nas paradas globais. No Brasil, a \u00faltima gera\u00e7\u00e3o foi a dos anos 2000: <strong>NX Zero<\/strong>, <strong>Fresno<\/strong>, <strong>Tihuana<\/strong>.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Um grupo de destaque recente na vis\u00e3o de Paulo \u00e9 o M\u00e5neskin, definido por ele como \u201co \u00faltimo respiro de rock mesmo no mundo\u201d. Por outro lado, ele reflete: \u201cMas s\u00e3o italianos, muito cover, ainda n\u00e3o t\u00eam representatividade, nem est\u00e3o num movimento. \u00c9 algo isolado\u201d.<\/p>\n<p>Dois g\u00eaneros saltam \u00e0 frente do rock em termos de alcance no momento atual, em sua opini\u00e3o. Ele diz:<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>\u201cO pop, sim, sempre ser\u00e1 uma for\u00e7a global. O nosso pop vai muito bem e voc\u00ea pode incluir o que quiser: <strong>J\u00e3o<\/strong>, <strong>Ludmilla<\/strong>, <strong>Iza<\/strong>, <strong>Liniker<\/strong>. O hip hop brasileiro atingiu maturidade, somente h\u00e1 pouco tempo conseguimos uma linguagem nacional. Acho muito bem-vindo, pois muito de sua for\u00e7a est\u00e1 na letra.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_196749\" aria-describedby=\"caption-attachment-196749\" style=\"width: 5345px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption id=\"caption-attachment-196749\" class=\"wp-caption-text\">Paulo Ricardo em foto exclusiva para a Rolling Stone Brasil (Foto: Bella Pinheiro)<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Precisa de rock novo? Paulo Ricardo acredita que n\u00e3o<\/h2>\n<p>De acordo com Paulo Ricardo, o rock contribuiu de modo inquestion\u00e1vel para \u201catitude\u201d, \u201cfilosofia\u201d e \u201cmoda\u201d. Todavia, o m\u00fasico acredita que n\u00e3o seja necess\u00e1rio ter can\u00e7\u00f5es novas de um modo geral neste momento.<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>\u201cJ\u00e1 o rock fica como atitude, filosofia. \u00c9 imbat\u00edvel na moda. Por\u00e9m, a fila anda. Ele se mant\u00e9m no streaming, em que tudo \u00e9 poss\u00edvel \u2014 n\u00e3o precisa ir a um sebo achar um disco. Todas as coisas antigas est\u00e3o ali. Acho que n\u00e3o precisa de mais rock, pois j\u00e1 tem muito rock bom e as grandes bandas continuam na ativa. [\u2026] O rock \u00e9 como forno \u00e0 lenha: \u00e9 mais gostoso, \u00e9 imbat\u00edvel. Nada se compara. Mas n\u00e3o consigo projetar um futuro. Tem novas coisas legais, mas dentro das matrizes que j\u00e1 existem \u2014 e chega a um limite dos anos 2000.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Por fim, Paulo deixou uma curiosa reflex\u00e3o sobre o custo para se ter uma banda nos dias de hoje \u2014 o que explica a redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de grupos e o aumento de atra\u00e7\u00f5es em carreira solo.<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>\u201cEstava lendo uma entrevista do <strong>Adam Levine<\/strong> (<strong>Maroon 5<\/strong>) sobre a queda no n\u00famero de bandas; Uma das explica\u00e7\u00f5es \u00e9 muito simples: uma banda \u00e9 cara. Uma boa guitarra como Fender ou Gibson custa uns US$ 2 mil a US$ 5 mil. A\u00ed tem amplificadores, pedais\u2026 se falar em teclado e bateria, ent\u00e3o\u2026 Cada um tendo seus instrumentos, tem custo de alugar est\u00fadio para ensaiar, van para shows, roadie. \u00c9 tudo muito caro. Enquanto isso, um garoto criativo pega um laptop, faz tudo e vende milh\u00f5es.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><iframe title=\"PAULO RICARDO - Rolling Stone Entrevista #07\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rbONBLXvD0g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: Paulo Ricardo: \u2018Cazuza era uma l\u00e2mpada, com v\u00e1rias mariposas em volta\u2019<br \/>+++ LEIA MAIS: Paulo Ricardo: uma voz que transcende gera\u00e7\u00f5es [ENTREVISTA]<br \/>+++ LEIA MAIS: Paulo Ricardo faz \u2018dueto\u2019 com registro de Renato Russo em estreia de turn\u00ea<br \/>+++ Siga a Rolling Stone Brasil @rollingstonebrasil no Instagram<br \/>+++ Siga o jornalista Igor Miranda @igormirandasite no Instagram<br \/><\/strong><\/p>\n<div class=\"author-box clearfix mb-4\">\n<div class=\"d-flex align-items-center\">\n<div class=\"author-avatar\">\n        &#13;<br \/>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"Igor Miranda (@igormirandasite)\" src=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/msd3m4c1_400x400-150x150.jpg\" class=\"avatar avatar-115 photo rounded-circle\" height=\"115\" width=\"115\"\/>\n      <\/div>\n<div class=\"author-info ms-3\">\n<div class=\"author-description\"><strong>Igor Miranda<\/strong> \u00e9 jornalista formado pela Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU) e p\u00f3s-graduado em Jornalismo Digital. Come\u00e7ou em 2007 a escrever sobre m\u00fasica, com foco em rock e heavy metal. \u00c9 colaborador da <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong> desde 2022 e mant\u00e9m o site pr\u00f3prio <strong>IgorMiranda.com.br<\/strong>. Tamb\u00e9m trabalhou para ve\u00edculos como Whiplash.Net, revista Roadie Crew, portal Cifras, site\/canal Ei Nerd e revista Guitarload, entre outros. Instagram e outras redes: <strong>@igormirandasite<\/strong>.<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/paulo-ricardo-diz-que-rock-nao-sobreviveu-a-virada-do-seculo\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Ricardo evita cravar a morte do rock. 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