{"id":50618,"date":"2025-10-22T12:05:18","date_gmt":"2025-10-22T15:05:18","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/comunidades-ajudam-a-reconstruir-escolas-resilientes-a-crise-climatica-2\/"},"modified":"2025-10-22T12:05:18","modified_gmt":"2025-10-22T15:05:18","slug":"comunidades-ajudam-a-reconstruir-escolas-resilientes-a-crise-climatica-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/comunidades-ajudam-a-reconstruir-escolas-resilientes-a-crise-climatica-2\/","title":{"rendered":"Comunidades ajudam a reconstruir escolas resilientes a crise clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Mais de um ano ap\u00f3s as enchentes no Rio Grande do Sul, o estado ainda trabalha para reconstruir escolas e prepar\u00e1-las para futuros desastres clim\u00e1ticos. De acordo com a secret\u00e1ria estadual de Educa\u00e7\u00e3o, Raquel Teixeira, oito escolas e a pr\u00f3pria Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o retornaram aos edif\u00edcios onde funcionavam as unidades\u00a0atingidas pelas cheias.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1663860&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Segundo Raquel, n\u00e3o se trata apenas de reconstruir os edif\u00edcios, mas de colocar em pr\u00e1tica um plano de conting\u00eancia que torne\u00a0n\u00e3o apenas os pr\u00e9dios, mas toda a comunidade escolar, mais preparados para tempestades, alagamentos e outros fen\u00f4menos naturais. Ao longo dos \u00faltimos anos t\u00eam se intensificado na regi\u00e3o a ocorr\u00eancia de ciclones, chuvas e calor extremo.<\/p>\n<p>Junto ao Banco Mundial foram mapeadas 730 escolas que correm risco de destrui\u00e7\u00e3o. Dessas, 87\u00a0foram consideradas mais vulner\u00e1veis e suscet\u00edveis a futuros desastres. Essas escolas j\u00e1 come\u00e7aram a implementar o plano de forma piloto.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA gente n\u00e3o sabe exatamente quando vir\u00e1 e o que importa \u00e9 que as escolas estejam preparadas, as pessoas estejam preparadas emocionalmente, mentalmente e em termos de conhecimento, cientificamente, sabendo o que fazer para que n\u00e3o haja quebra na continuidade do aprendizado. O Jap\u00e3o aprendeu a conviver com\u00a0tsunami, a Calif\u00f3rnia com terremoto, a It\u00e1lia com vulc\u00e3o, o Rio Grande do Sul est\u00e1 aprendendo a conviver com as caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas da regi\u00e3o\u201d, disse\u00a0a secret\u00e1ria.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ela participou, nessa ter\u00e7a-feira (21), do II F\u00f3rum Internacional de Sustentabilidade e Educa\u00e7\u00e3o, promovido pela Funda\u00e7\u00e3o Santillana e pela Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Ibero-americanos para a Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura (OEI). Com o tema\u00a0A escola de hoje: resiliente, inclusiva e tecnol\u00f3gica, o evento discute o papel da educa\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o de sociedades mais justas e sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>no WhatsApp<\/p>\n<h2>Participa\u00e7\u00e3o da comunidade<\/h2>\n<p>Raquel compartilhou a experi\u00eancia do Rio Grande do Sul, mostrando a necessidade de envolver toda a comunidade escolar no desenvolvimento de uma educa\u00e7\u00e3o atenta \u00e0\u00a0crise clim\u00e1tica.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cN\u00f3s tivemos escolas de sete dias a 52 dias sem aula. E \u00e9 claro que isso requer interven\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica diferenciada em cada um dos blocos de escolas. N\u00e3o \u00e9 simples fazer isso e n\u00f3s chegamos \u00e0 conclus\u00e3o que t\u00ednhamos que nos preparar para n\u00e3o sermos pegos novamente nessa situa\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Por meio de parcerias e consultorias nacionais e internacionais, junto com as escolas, foram preparados os planos de conting\u00eancia, esp\u00e9cies de guias que definem o que fazer antes, durante e ap\u00f3s a emerg\u00eancia.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA escola \u00e9 o espa\u00e7o onde a crian\u00e7a aprende, adquire novas rotinas, novos h\u00e1bitos e influencia a fam\u00edlia, influencia a comunidade e o plano de conting\u00eancia s\u00f3 faz sentido se ele for discutido por toda a comunidade, escola por escola. Porque o plano de conting\u00eancia depende de onde a escola est\u00e1 localizada, que tipo de evento vai acontecer ali, como \u00e9 que ela se distribui, qual que \u00e9 um ponto de sa\u00edda.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Para ela, tudo tem que ser muito conhecido, muito combinado, porque o que leva as pessoas ao desespero \u00e9 n\u00e3o saber o que fazer. &#8221; Portanto, a partir do momento em que cada escola trabalha um plano de conting\u00eancia com a sua realidade, n\u00f3s teremos uma sociedade muito mais preparada\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Um exemplo de estrutura desenvolvida a partir do desastre \u00e9 o Gin\u00e1sio Resiliente, que pode tanto ser usado para a pr\u00e1tica esportiva, quanto para ser um espa\u00e7o de acolhimento emergencial. Para isso, possui\u00a0uma estrutura refor\u00e7ada para seguran\u00e7a e durabilidade e, apesar de ser integrado ao ambiente escolar, pode se tornar um abrigo e funcionar de forma independente, permitindo a continuidade do ensino.<\/p>\n<p>No primeiro semestre de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou o maior desastre natural do estado. Ao todo, as inunda\u00e7\u00f5es impactaram 478 das 497 cidades ga\u00fachas,\u00a0afetando diretamente cerca 2,4 milh\u00f5es\u00a0de habitantes. O n\u00famero de mortes\u00a0chegou a 184, al\u00e9m de 806 feridos e 25 pessoas at\u00e9 hoje s\u00e3o dadas como desaparecidas.\u00a0<\/p>\n<h2>Educa\u00e7\u00e3o e sustentabilidade<\/h2>\n<p>A experi\u00eancia do Rio Grande do Sul foi inclusive levada a\u00a0Val\u00eancia, na Espanha, que tamb\u00e9m foi gravemente afetada por tempestades em novembro de 2024.<\/p>\n<p>O arquiteto espanhol fundador do escrit\u00f3rio Espacios Maestros, Jos\u00e9\u00a0Pic\u00f3, que tamb\u00e9m participou do evento, foi um dos que trabalharam\u00a0na reconstru\u00e7\u00e3o de uma escola na regi\u00e3o. Ali tamb\u00e9m se priorizou a escuta da comunidade escolar para a constru\u00e7\u00e3o de uma nova institui\u00e7\u00e3o de ensino.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA \u00e1gua atingiu uma altura de dois\u00a0metros dentro da escola. Levou todas as divis\u00f3rias, os m\u00f3veis e, junto com toda aquela comunidade, com absoluta resili\u00eancia, as pr\u00f3prias fam\u00edlias participaram da transforma\u00e7\u00e3o. Junto com elas, redesenhamos a escola\u201d, conta Pic\u00f3.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O arquiteto defende que as escolas devem se adaptar \u00e0s necessidades atuais, n\u00e3o apenas de serem resilientes a desastres clim\u00e1ticos, mas\u00a0integradas \u00e0 natureza, sustent\u00e1veis e serem ambientes de acolhimento que favore\u00e7am a aprendizagem e a inclus\u00e3o. Ele ressalta que muitos modelos de edif\u00edcios e de espa\u00e7os como os refeit\u00f3rios datam da revolu\u00e7\u00e3o industrial, de 1760.\u00a0<\/p>\n<p>Pic\u00f3\u00a0mostra exemplos de escolas reformadas pelo escrit\u00f3rio tanto na Espanha, quanto no Brasil e M\u00e9xico. A prioridade \u00e9 por espa\u00e7os que atendam \u00e0s necessidades de cada comunidade.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c\u00c9 a comunidade educacional quem decide como seus espa\u00e7os devem ser, n\u00e3o uma equipe externa de arquitetura. S\u00e3o eles que sabem quais s\u00e3o seus problemas e necessidades\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Outra prioridade \u00e9 garantir, segundo ele,\u00a0\u201co bem-estar do planeta\u201d. Pic\u00f3\u00a0mostra um dos projetos desenvolvidos: \u201cA escola criou percursos em todos os p\u00e1tios, em todo o per\u00edmetro externo da escola, para trabalhar com a biodiversidade, com a agricultura, com as energias alternativas. Junto com todos eles, estamos implementando uma s\u00e9rie de din\u00e2micas para essa transforma\u00e7\u00e3o, cuidando n\u00e3o apenas da educa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os internos, mas tamb\u00e9m dos espa\u00e7os externos, da naturaliza\u00e7\u00e3o desses espa\u00e7os e do compromisso com a sustentabilidade\u201d.<\/p>\n<h2>Pr\u00eamio Escolas Sustent\u00e1veis<\/h2>\n<p>Ao final do evento foi anunciado\u00a0o projeto vencedor da etapa internacional do Pr\u00eamio Escolas Sustent\u00e1veis. Nesta edi\u00e7\u00e3o, a escola vencedora foi a colombiana\u00a0Instituci\u00f3n Educativa Comercial de Envigado, com o projeto Metodologia de Pesquisa Socioambiental GCA. Trata-se de uma rota pedag\u00f3gica e did\u00e1tica, alinhada \u00e0s Pol\u00edticas P\u00fablicas de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental da Col\u00f4mbia, que orienta a comunidade escolar a se tornar gestora de projetos ambientais, sociais, econ\u00f4micos e tecnol\u00f3gicos a servi\u00e7o da coletividade. A institui\u00e7\u00e3o recebeu o equivalente a R$ 25 mil.\u00a0<\/p>\n<p>O Pr\u00eamio Escolas Sustent\u00e1veis, promovido pela Santillana, pela OEI e pela Funda\u00e7\u00e3o Santillana, reconhece projetos de desenvolvimento socioambiental implementados por institui\u00e7\u00f5es de ensino do Brasil, M\u00e9xico e da Col\u00f4mbia que beneficiem comunidades locais. A premia\u00e7\u00e3o est\u00e1 na terceira edi\u00e7\u00e3o, que contou com cerca de mil candidaturas.<\/p>\n<p>Duas iniciativas em cada pa\u00eds, uma na categoria Educa\u00e7\u00e3o Infantil &#8211; Fundamental e outra na categoria Ensino M\u00e9dio, foram selecionadas para a final, considerando crit\u00e9rios como impacto, efic\u00e1cia, grau de criatividade e inova\u00e7\u00e3o. Essas escolas receberam\u00a0pr\u00eamio em dinheiro no valor de US$ 3 mil (aproximadamente R$ 16 mil).\u00a0<\/p>\n<p>Na categoria Ensino M\u00e9dio, a finalista brasileira foi a Escola Estadual Brasil, em Limeira (SP), reconhecida pelo projeto AquaTerraAlert, que criou um sistema pioneiro de alerta precoce para inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos de terra.<\/p>\n<p>Na categoria Educa\u00e7\u00e3o Infantil &#8211; Fundamental, a finalista foi IncluARTE \u2013 SustentART, do centro educacional\u00a0Creche Municipal Magdalena Arce Daou, em Manaus. O projeto combina sustentabilidade, arte e inclus\u00e3o para transformar um territ\u00f3rio degradado pelos impactos<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2025-10\/comunidades-ajudam-a-reconstruir-escolas-resilientes-a-crise-climatica\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de um ano ap\u00f3s as enchentes no Rio Grande do Sul, o estado ainda trabalha para reconstruir escolas e prepar\u00e1-las para futuros desastres clim\u00e1ticos. De acordo com a secret\u00e1ria estadual de Educa\u00e7\u00e3o, Raquel Teixeira, oito escolas e a pr\u00f3pria Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o retornaram aos edif\u00edcios onde funcionavam as unidades\u00a0atingidas pelas cheias. 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