{"id":50155,"date":"2025-10-19T16:05:15","date_gmt":"2025-10-19T19:05:15","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/mais-de-71-milhoes-de-brasileiros-com-restricoes\/"},"modified":"2025-10-19T16:05:15","modified_gmt":"2025-10-19T19:05:15","slug":"mais-de-71-milhoes-de-brasileiros-com-restricoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/mais-de-71-milhoes-de-brasileiros-com-restricoes\/","title":{"rendered":"mais de 71 milh\u00f5es de brasileiros com restri\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A inadimpl\u00eancia voltou a subir no Brasil e alcan\u00e7ou um n\u00famero recorde em 2025. Segundo a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil), 71,86 milh\u00f5es de consumidores est\u00e3o com d\u00edvidas atrasadas \u2014 o que representa 43,1% da popula\u00e7\u00e3o adulta. H\u00e1 dez anos, eram 57 milh\u00f5es, equivalentes a 38,8%.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O crescimento da inadimpl\u00eancia foi de 26,1% desde 2015. Somente em setembro, o n\u00famero de devedores aumentou 8,9% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A inadimpl\u00eancia de 3 a 4 anos liderou o avan\u00e7o recente, com 20,4% do total de d\u00edvidas. Logo atr\u00e1s est\u00e3o os d\u00e9bitos de 1 a 3 anos, que respondem por 36%. Em m\u00e9dia, cada consumidor devia R$ 4.801,45 e tinha compromissos com 2,22 credores.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Tr\u00eas em cada dez inadimplentes deviam at\u00e9 R$ 500. Quando consideradas as d\u00edvidas de at\u00e9 R$ 1.000, o percentual sobe para 43,6%. A inadimpl\u00eancia, portanto, concentra-se em valores baixos, mas com forte impacto cumulativo.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Jovens e adultos de meia-idade lideram os \u00edndices da inadimpl\u00eancia <\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A inadimpl\u00eancia \u00e9 mais comum entre pessoas de 30 a 39 anos, faixa que re\u00fane 23,5% dos devedores. Em seguida v\u00eam os grupos de 40 a 49 anos (21,1%) e 50 a 64 anos (20,1%). Entre os jovens de 18 a 24 anos, o \u00edndice \u00e9 de 8%, o equivalente a 5,7 milh\u00f5es de brasileiros.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A divis\u00e3o por g\u00eanero permanece equilibrada: 51,18% de mulheres e 48,8% de homens enfrentam restri\u00e7\u00f5es no cr\u00e9dito.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Apesar de ter o menor n\u00famero absoluto de devedores, o Centro-Oeste concentra a maior taxa de inadimpl\u00eancia: 46,6% dos adultos da regi\u00e3o est\u00e3o negativados. No Norte, a taxa \u00e9 de 46%. J\u00e1 no Sudeste e Nordeste, as propor\u00e7\u00f5es se mant\u00eam em torno de 43%, refletindo o \u00edndice nacional.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Fatores estruturais sustentam o quadro de inadimpl\u00eancia<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Para o presidente da CNDL, Jos\u00e9 C\u00e9sar da Costa, o pa\u00eds enfrenta um cen\u00e1rio de inadimpl\u00eancia estrutural. Ele cita quatro motivos principais: n\u00famero elevado de inadimplentes, predomin\u00e2ncia de d\u00edvidas pequenas, alta reincid\u00eancia e recupera\u00e7\u00e3o lenta.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Costa defende a\u00e7\u00f5es conjuntas entre governo e setor privado para reduzir o custo do cr\u00e9dito. \u201cSem iniciativas coordenadas entre mercado, poder p\u00fablico e incentivo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o financeira, o sistema de cr\u00e9dito permanecer\u00e1 caro e excludente\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Roque Pelizzaro Junior, presidente do SPC Brasil, relaciona a inadimpl\u00eancia ao aumento das compras pelas redes sociais. \u201cAs plataformas conhecem profundamente os desejos dos consumidores e estimulam compras impulsivas\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O economista recomenda reduzir a exposi\u00e7\u00e3o digital como estrat\u00e9gia para conter gastos. \u201cLimitar o uso das redes, desinstalar aplicativos de compras ou sair de grupos promocionais ajuda a evitar o consumo excessivo e a formar h\u00e1bitos de poupan\u00e7a\u201d, completou.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/numero-de-brasileiros-com-dividas-cresce-26-em-10-anos\/\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A inadimpl\u00eancia voltou a subir no Brasil e alcan\u00e7ou um n\u00famero recorde em 2025. 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