{"id":49970,"date":"2025-10-17T21:24:17","date_gmt":"2025-10-18T00:24:17","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/tame-impala-sobre-deadbeat-eu-tive-que-seguir-meu-coracao\/"},"modified":"2025-10-17T21:24:17","modified_gmt":"2025-10-18T00:24:17","slug":"tame-impala-sobre-deadbeat-eu-tive-que-seguir-meu-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/tame-impala-sobre-deadbeat-eu-tive-que-seguir-meu-coracao\/","title":{"rendered":"Tame Impala sobre Deadbeat: \u2018Eu tive que seguir meu cora\u00e7\u00e3o\u2019"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nem parecia que <strong>Kevin Parker<\/strong> era um dos maiores produtores da m\u00fasica contempor\u00e2nea. Muito menos que ele lan\u00e7aria, em alguns dias, o \u00e1lbum com mais de um milh\u00e3o de pr\u00e9-saves no Spotify \u2014 o mais salvo do mundo. Mas l\u00e1 estava ele, com a voz ainda embargada de sono, tranquilo e de bom humor. O multi-instrumentista, conhecido como<\/span> <b>Tame Impala<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, conversou com exclusividade \u00e0<\/span> <b><i>Rolling Stone<\/i><\/b> <b><i>Brasil<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> sobre seu novo disco de est\u00fadio, <\/span><b><i>Deadbeat<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, e seu momento na carreira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s quatro \u00e1lbuns, m\u00fasicas com bilh\u00f5es de reprodu\u00e7\u00f5es, algumas indica\u00e7\u00f5es ao <\/span><b>Grammy<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e uma vit\u00f3ria em 2024, <\/span><b>Kevin Parker<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> decidiu lan\u00e7ar mais um projeto \u2014 cinco anos ap\u00f3s <\/span><b><i>The Slow Rush<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> (2020).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se seus trabalhos passados focavam em grandes reflex\u00f5es sobre o tempo e o espa\u00e7o durante viagens introspectivas psicod\u00e9licas, seu novo disco, lan\u00e7ado na madrugada desta sexta, 17, volta os olhares para a simplicidade da rotina.<\/span><\/p>\n<p><b>Kevin, <\/b><b><i>The Slow Rush<\/i><\/b><b> reflete sobre o tempo e <\/b><b><i>Deadbeat<\/i><\/b><b> olha para as emo\u00e7\u00f5es e o cotidiano. Foi mais dif\u00edcil encontrar poesia na rotina?<br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o, definitivamente n\u00e3o. Acho que h\u00e1 beleza nas coisas do dia a dia. As coisas do cotidiano s\u00e3o onde nossa vida est\u00e1 \u2014 \u00e9 onde ela est\u00e1 agora. Pode at\u00e9 ser dif\u00edcil enxergar a beleza nisso, mas a poesia est\u00e1 l\u00e1.<\/span><\/p>\n<p><b>D\u00e1 para perceber v\u00e1rias influ\u00eancias ao decorrer do \u00e1lbum, principalmente nas batidas e texturas inspiradas mais voltadas pro <\/b><b><i>acid house<\/i><\/b><b> dos anos 1990. Como foi para voc\u00ea revisitar essas ideias dentro do universo do Tame Impala?<br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Foi muito divertido. Acho que a m\u00fasica do Tame Impala em todos os meus \u00e1lbuns se encaixa muito bem com o tipo de hipnotismo do trance do in\u00edcio dos anos 90. Porque para mim, \u00e9 toda m\u00fasica feita para te transportar \u2014 para te tirar do lugar em que voc\u00ea est\u00e1 fisicamente.<\/span><\/p>\n<p><b>E voc\u00ea falou do tema e das influ\u00eancias, mas o que realmente aconteceu para voc\u00ea decidir criar Deadbeat?<br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Eu simplesmente confio na sensa\u00e7\u00e3o de quando \u00e9 o momento certo. Fazer \u00e1lbuns \u00e9 a coisa mais importante que eu fa\u00e7o na minha vida, ent\u00e3o quando \u00e9 a hora, \u00e9 a hora.<\/span><\/p>\n<p><b>Deadbeat \u00e9 bem mais direto e minimalista em rela\u00e7\u00e3o a <\/b><b><i>Currents<\/i><\/b><b> (2015) e <\/b><b><i>The Slow Rush<\/i><\/b><b> (2020), por exemplo. E isso me levou \u00e0 pr\u00f3xima pergunta: de onde vem isso? Da maturidade ou da vontade de correr riscos?<br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Acho que provavelmente s\u00e3o ambos, mas provavelmente mais o segundo. Conforme eu amadureci, desenvolvi mais gosto por correr riscos.<\/span><\/p>\n<p><b>Aqui voc\u00ea mergulhou de vez na m\u00fasica eletr\u00f4nica, seguindo um caminho diferente dos \u00faltimos lan\u00e7amentos. Quando percebeu que o projeto seguiria com essa sonoridade?<br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Foi bem no come\u00e7o. Era apenas algo que eu amo fazer, sabe? Eu estava sempre buscando algo novo e empolgante para mim que eu n\u00e3o tinha feito antes. Eu sempre amei m\u00fasica eletr\u00f4nica, porque eu sempre amei m\u00fasica dance \u2014 mas eu simplesmente n\u00e3o tinha confian\u00e7a para seguir isso. E dessa vez eu apenas pensei: \u201cPor que n\u00e3o?\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>Ouvindo o \u00e1lbum, fica clara essa nova sonoridade, mas tem uma m\u00fasica que destoa muito das demais: \u201cEtherion Connection\u201d. Por que colocar ela nesse projeto?<br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Eu simplesmente quis. Posso passar muito tempo decidindo o que \u00e9 melhor artisticamente para um \u00e1lbum, mas no fim das contas voc\u00ea s\u00f3 precisa fazer o que parece certo e o que voc\u00ea quer fazer como artista. Parte de ser artista \u00e9 seguir seu cora\u00e7\u00e3o. Fazer dela uma faixa totalmente techno e coloc\u00e1-la no \u00e1lbum \u2014 foi isso que minha arte quis.<\/span><\/p>\n<p><b>E agora falando dos singles que voc\u00ea lan\u00e7ou, Looser, Dracula e End of Summer. Como e por que voc\u00ea escolheu essas em espec\u00edfico?<br \/><\/b>Escolhi uma de cada vez. \u201cEnd of Summer\u201d foi a primeira coisa que eu queria que as pessoas ouvissem porque achei que era uma boa introdu\u00e7\u00e3o ao \u00e1lbum \u2014 mesmo sendo a \u00faltima faixa. Simplesmente pareceu uma declara\u00e7\u00e3o ousada. E \u201cDracula\u201d foi o primeiro single pop que eu queria que as pessoas ouvissem. Era para ser o segundo, na verdade, mas n\u00e3o conseguimos terminar o videoclipe a tempo. Tivemos que construir uma casa enorme e coloc\u00e1-la na carroceria de um caminh\u00e3o.<\/p>\n<p><b>O \u00e1lbum todo tem um clima bem leve e dan\u00e7ante, mas aqui as letras autodepreciativas ainda aparecem \u2014 inclusive no t\u00edtulo. Qual a rela\u00e7\u00e3o disso? \u00c9 ironia?<br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Para mim n\u00e3o \u00e9 ironia, \u00e9 como uma contradi\u00e7\u00e3o. Eu amo colocar m\u00fasica bonita por tr\u00e1s de uma palavra simples e \u00e0s vezes negativa. Para mim isso faz a palavra parecer mais bonita \u2014 d\u00e1 \u00e0 palavra um novo significado.<\/span><\/p>\n<p><b>E para voc\u00ea, qual \u00e9 o elemento que, se removido, faria o \u00e1lbum deixar de ser um club psych e se tornar apenas pop psicod\u00e9lico?<br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Hum, n\u00e3o sei. Eu realmente n\u00e3o sei. Boa pergunta! [pausa] A resposta \u00f3bvia s\u00e3o as baterias eletr\u00f4nicas. T\u00e1, mas eu queria te dar uma resposta menos \u00f3bvia. Ent\u00e3o acho que provavelmente toda a distor\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><b>Mudando um pouco de assunto, o disco tem texturas mais secas e minimalistas que, ao mesmo tempo, s\u00e3o densas. Como voc\u00ea conseguiu achar um equil\u00edbrio nesse sentido?<br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Eu me importei muito com o groove. Para esse \u00e1lbum em particular, me importei muito em fazer a bateria soar bem \u2014 como algo que voc\u00ea possa dan\u00e7ar. Eu amo pop psicod\u00e9lico dan\u00e7ante. Eu amo coisas que t\u00eam muitas camadas. Ent\u00e3o \u00e9 como tentar ficar no topo de duas coisas ao mesmo tempo \u2014 algo que possa te fazer flutuar, mas tamb\u00e9m te fazer dan\u00e7ar.<\/span><\/p>\n<p><b>E agora com seu quinto \u00e1lbum sendo lan\u00e7ado. O que permanece no Tame Impala desde o lan\u00e7amento do seu primeiro projeto? Alguma ideia, cren\u00e7a, vontade, desafio?<br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Acho que sou apenas eu [risos]. Essa \u00e9 a \u00fanica coisa com a qual posso contar como sendo o elemento consistente. Todas as coisas mudam \u2014 eu mudo como pessoa, meu gosto evolui. As pessoas me dizem que tenho um estilo de composi\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o consigo ouvi-lo. S\u00f3 posso acreditar nas pessoas quando elas me dizem que h\u00e1 um. E claro, ainda h\u00e1 desafios. Manter uma boa perspectiva, manter o equil\u00edbrio certo \u2014 conseguir se manter l\u00facido e tamb\u00e9m se perder nisso. Porque se perder nisso tamb\u00e9m \u00e9 importante.<\/span><\/p>\n<p><b>+++LEIA MAIS: Em Deadbeat, Tame Impala troca as grandes reflex\u00f5es pela poesia do dia a dia<\/b><\/p>\n<div class=\"author-box clearfix mb-4\">\n<div class=\"d-flex align-items-center\">\n<div class=\"author-avatar\">\n        &#13;<br \/>\n          \n      <\/div>\n<div class=\"author-info ms-3\">\n<p>Kadu Soares \u00e9 formando em Jornalismo pela Faculdade C\u00e1sper L\u00edbero, passa o dia consumindo m\u00fasica, esportes, filmes e s\u00e9ries. Possui um perfil no TikTok e um blog no Substack, onde faz reviews de projetos musicais.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/tame-impala-sobre-novo-album-deadbeat-parte-de-ser-artista-e-seguir-seu-coracao\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem parecia que Kevin Parker era um dos maiores produtores da m\u00fasica contempor\u00e2nea. Muito menos que ele lan\u00e7aria, em alguns dias, o \u00e1lbum com mais de um milh\u00e3o de pr\u00e9-saves no Spotify \u2014 o mais salvo do mundo. Mas l\u00e1 estava ele, com a voz ainda embargada de sono, tranquilo e de bom humor. O [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":49971,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-49970","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-musica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49970","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49970"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49970\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49971"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}