{"id":4891,"date":"2025-03-12T12:23:05","date_gmt":"2025-03-12T15:23:05","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/industria-brasileira-acredita-em-dialogo-para-reverter-taxacao-do-aco\/"},"modified":"2025-03-12T12:23:05","modified_gmt":"2025-03-12T15:23:05","slug":"industria-brasileira-acredita-em-dialogo-para-reverter-taxacao-do-aco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/industria-brasileira-acredita-em-dialogo-para-reverter-taxacao-do-aco\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria brasileira acredita em di\u00e1logo para reverter taxa\u00e7\u00e3o do a\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>O Instituto A\u00e7o Brasil e a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) acreditam em um di\u00e1logo para reverter a decis\u00e3o dos Estados Unidos<\/strong> de estabelecer uma al\u00edquota de importa\u00e7\u00e3o de 25% para o a\u00e7o, independentemente da origem. A decis\u00e3o afeta bastante o Brasil, porque os EUA s\u00e3o o principal mercado externo para o a\u00e7o brasileiro.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1634247&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>O Instituto A\u00e7o Brasil, que representa as sider\u00fargicas que fabricam o metal, informou ter recebido com surpresa a decis\u00e3o estadunidense, mas <strong>disse estar confiante na abertura do di\u00e1logo entre os governos dos dois pa\u00edses<\/strong> para restabelecer o fluxo de produtos de a\u00e7o para os Estados Unidos nas bases do acordo firmado em 2018, durante o primeiro mandato de Donald Trump.<\/p>\n<p>Segundo o instituto, o <strong>acordo definiu o estabelecimento de cotas de exporta\u00e7\u00e3o para o mercado norte-americano de 3,5 milh\u00f5es de toneladas de semiacabados\/placas<\/strong> e 687 mil toneladas de laminados.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cTal medida flexibilizou decis\u00e3o anterior do presidente Donald Trump que havia estabelecido al\u00edquota de importa\u00e7\u00e3o de a\u00e7o para 25%. Importante ressaltar que a negocia\u00e7\u00e3o ocorrida em 2018 atendeu n\u00e3o s\u00f3 o interesse do Brasil em preservar acesso ao seu principal mercado externo de a\u00e7o, mas tamb\u00e9m o interesse da ind\u00fastria de a\u00e7o norte-americana, demandante de placas brasileiras\u201d, diz a nota do Instituto A\u00e7o Brasil.<\/p>\n<p>De acordo com o instituto, a taxa\u00e7\u00e3o do produto impacta n\u00e3o apenas a ind\u00fastria brasileira, <strong>como tamb\u00e9m a pr\u00f3pria economia estadunidense<\/strong>, uma vez que ela depende da importa\u00e7\u00e3o do produto.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA taxa\u00e7\u00e3o de 25% sobre os produtos de a\u00e7o brasileiros n\u00e3o ser\u00e1 ben\u00e9fica para ambas as partes\u201d, avalia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>O Brasil supriu 60,7% da demanda de importa\u00e7\u00e3o de placas de a\u00e7o dos Estados Unidos em 2024<\/strong>, segundo a entidade. No ano passado, os EUA precisaram importar 5,6 milh\u00f5es de toneladas do produto por n\u00e3o ter oferta interna suficiente. Desse total, 3,4 milh\u00f5es de toneladas foram exportadas pelo Brasil.<\/p>\n<p>De acordo com o instituto, o mercado brasileiro tamb\u00e9m <strong>\u201cvem sendo assolado pelo aumento expressivo de importa\u00e7\u00f5es de pa\u00edses que praticam concorr\u00eancia predat\u00f3ria, especialmente a China\u201d<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAssim, ao contr\u00e1rio do alegado na proclama\u00e7\u00e3o do governo americano de 10 de fevereiro, inexiste qualquer possibilidade de ocorrer, no Brasil, circunven\u00e7\u00e3o para os Estados Unidos de produtos de a\u00e7o oriundos de terceiros pa\u00edses\u201d, diz o instituto.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A entidade informa ainda que, na balan\u00e7a comercial dos principais itens da cadeia do a\u00e7o &#8211; carv\u00e3o, a\u00e7o, m\u00e1quinas e equipamentos -, no valor de US$ 7,6 bilh\u00f5es, <strong>os EUA s\u00e3o superavit\u00e1rios em US$ 3 bilh\u00f5es<\/strong>, ou seja, vendem mais que o dobro do que compram do Brasil.<\/p>\n<h2>CNI<\/h2>\n<p>A CNI, que representa as ind\u00fastrias brasileiras como um todo, informou que continua buscando di\u00e1logo para reverter a decis\u00e3o. <strong>A confedera\u00e7\u00e3o destaca que os EUA s\u00e3o o destino de 54% das exporta\u00e7\u00f5es de ferro e a\u00e7o brasileiros<\/strong>, sendo o quarto maior fornecedor desses produtos para os estadunidenses.<\/p>\n<p>Para a CNI, a decis\u00e3o de taxar o a\u00e7o \u00e9 ruim tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos. <strong>A confedera\u00e7\u00e3o informou que segue trabalhando para fortalecer as rela\u00e7\u00f5es entre os dois pa\u00edses<\/strong> e que acredita em alternativas consensuais para preservar esse relacionamento comercial.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-03\/industria-brasileira-acredita-em-dialogo-para-reverter-taxacao-do-aco\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto A\u00e7o Brasil e a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) acreditam em um di\u00e1logo para reverter a decis\u00e3o dos Estados Unidos de estabelecer uma al\u00edquota de importa\u00e7\u00e3o de 25% para o a\u00e7o, independentemente da origem. 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