{"id":48616,"date":"2025-10-10T12:26:15","date_gmt":"2025-10-10T15:26:15","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/produtora-de-crossroads-processa-sony-apos-aumento-na-popularidade-do-filme-com-britney-spears\/"},"modified":"2025-10-10T12:26:15","modified_gmt":"2025-10-10T15:26:15","slug":"produtora-de-crossroads-processa-sony-apos-aumento-na-popularidade-do-filme-com-britney-spears","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/produtora-de-crossroads-processa-sony-apos-aumento-na-popularidade-do-filme-com-britney-spears\/","title":{"rendered":"Produtora de &#8216;Crossroads&#8217; processa Sony ap\u00f3s aumento na popularidade do filme com Britney Spears"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>Ann Carli<\/strong>, que produziu o filme de estreia de <strong>Britney Spears<\/strong>, <em><strong>Crossroads: Amigas para Sempre<\/strong><\/em>, n\u00e3o sabia que o longa de 2002 era t\u00e3o querido pelo p\u00fablico. Em um novo processo movido na <strong>Suprema Corte de Nova York<\/strong>, ela afirma que s\u00f3 percebeu isso quando a <strong>Sony Music Entertainment<\/strong> anunciou que o filme voltaria aos cinemas em 2023 \u2014 e, com essa not\u00edcia, veio a constata\u00e7\u00e3o de que ela n\u00e3o havia recebido 22 anos de lucros l\u00edquidos devidos pela produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Carli<\/strong> processou <strong>Sony Music<\/strong> por quebra de contrato e fraude. Ela busca pelo menos US$ 36 milh\u00f5es em indeniza\u00e7\u00f5es, al\u00e9m do pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios e custos legais. A a\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m inclui um pedido formal de presta\u00e7\u00e3o de contas. Os advogados de <strong>Carli<\/strong> e representantes da <strong>Sony Music Entertainment<\/strong> n\u00e3o responderam imediatamente ao pedido de coment\u00e1rio da <em><strong>Rolling Stone<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>De acordo com o processo obtido pela revista, <strong>Carli<\/strong>, operando por meio de sua produtora <strong>Fuzzy Bunny Inc.<\/strong>, assinou em 2001 um contrato de produ\u00e7\u00e3o com a <strong>Filmco Enterprises<\/strong>, empresa respons\u00e1vel pelo filme. Pelo acordo, <strong>Carli<\/strong> recebeu US$ 300 mil como taxa de produtora e teria direito a 10% dos lucros l\u00edquidos de <em><strong>Crossroads<\/strong><\/em>. O documento afirma que o filme foi uma \u201ccria\u00e7\u00e3o original\u201d de <strong>Carli<\/strong>, observando que ela \u201cconcebeu o conceito do longa especificamente como um ve\u00edculo estrelado pela popstar <strong>Britney Spears<\/strong>.\u201d<\/p>\n<p>Escrito por <strong>Shonda Rhimes<\/strong> e dirigido por <strong>Tamra Davis<\/strong>, <em><strong>Crossroads<\/strong><\/em> foi produzido com um or\u00e7amento de US$ 11 milh\u00f5es \u2014 embora a <strong>Filmco<\/strong> tenha aprovado US$ 12 milh\u00f5es, segundo o processo. O longa foi lan\u00e7ado em fevereiro de 2002, arrecadando US$ 14,5 milh\u00f5es em seu fim de semana de estreia. Ao final de sua exibi\u00e7\u00e3o, havia faturado US$ 37,5 milh\u00f5es nos Estados Unidos e Canad\u00e1, al\u00e9m de mais de US$ 61,1 milh\u00f5es mundialmente. A receita aumentou ainda mais com as vendas de DVD e VHS, licenciamento para TV e merchandising, que, segundo a a\u00e7\u00e3o, \u201cforam significativos no in\u00edcio dos anos 2000, dada a popularidade m\u00e1xima de <strong>Britney Spears<\/strong>.\u201d<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o do streaming e do consumo digital, por\u00e9m, <em><strong>Crossroads<\/strong><\/em> ficou inacess\u00edvel por anos. O filme chegou \u00e0 <strong>Netflix<\/strong> em fevereiro de 2024, 22 anos ap\u00f3s o lan\u00e7amento, gra\u00e7as a um acordo de licenciamento entre <strong>Sony Music<\/strong> e a plataforma. Em 2002, <strong>Filmco<\/strong> foi adquirida pela <strong>BMG<\/strong>, que mais tarde se fundiu com a <strong>Sony Music<\/strong>, tornando a <strong>Sony<\/strong> propriet\u00e1ria dos direitos e obriga\u00e7\u00f5es referentes a <em><strong>Crossroads<\/strong><\/em> a partir de 2008.<\/p>\n<p>Durante esse per\u00edodo, segundo o documento, <strong>Carli<\/strong> \u201cconfiou de forma justific\u00e1vel na boa-f\u00e9 da <strong>Sony Music<\/strong> (ou de suas antecessoras) e acreditava que n\u00e3o tinha direito a lucros l\u00edquidos (e, portanto, a declara\u00e7\u00f5es de presta\u00e7\u00e3o de contas).\u201d Quando <em><strong>Crossroads<\/strong><\/em> foi relan\u00e7ado nos cinemas, em 2023, para coincidir com o lan\u00e7amento da autobiografia de <strong>Spears<\/strong>, <em><strong>A Mulher em Mim<\/strong><\/em>, <strong>Carli<\/strong> pediu acesso a essas declara\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que n\u00e3o recebia nenhuma havia mais de 20 anos e \u201cparecia duvidoso que a <strong>Sony Music<\/strong> relan\u00e7asse um filme que n\u00e3o tivesse lucrado (ou pior, tivesse dado preju\u00edzo).\u201d<\/p>\n<p>Em resposta ao questionamento, segundo o processo, <strong>Dan Zucker<\/strong>, ent\u00e3o vice-presidente executivo de assuntos comerciais da <strong>Sony Music<\/strong>, afirmou: \u201cParece que as obriga\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis podem ter se perdido na transi\u00e7\u00e3o para a <strong>BMG<\/strong> e depois para a <strong>Sony<\/strong>.\u201d Isso deixaria 22 anos de declara\u00e7\u00f5es financeiras sem registro.<\/p>\n<p>Por volta da \u00e9poca do relan\u00e7amento, a <strong>Sony Music<\/strong> forneceu supostamente a <strong>Carli<\/strong> um demonstrativo de lucros l\u00edquidos alegando que <em><strong>Crossroads<\/strong><\/em> havia tido um preju\u00edzo de US$ 49,7 milh\u00f5es. \u201c<strong>Sony<\/strong> afirmou que <em><strong>Crossroads<\/strong><\/em>, apesar de seu sucesso evidente, n\u00e3o apenas n\u00e3o gerou lucro l\u00edquido, como tamb\u00e9m estava com um d\u00e9ficit de quase US$ 50 milh\u00f5es\u201d, diz o processo. Mesmo assim, <strong>Carli<\/strong> descobriu que <strong>Shonda Rhimes<\/strong>, que tinha direito a 5% dos lucros l\u00edquidos do filme, havia recebido o suficiente para \u201cdar entrada em uma casa nas colinas de <strong>Hollywood<\/strong>.\u201d Outros participantes de lucros receberam mais de US$ 3 milh\u00f5es, segundo a den\u00fancia, que tamb\u00e9m aponta que <strong>Carli<\/strong> foi exclu\u00edda dos lucros provenientes do acordo com a <strong>Netflix<\/strong>.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO comportamento fraudulento do r\u00e9u foi intencional, imprudente e malicioso, justificando uma indeniza\u00e7\u00e3o punitiva suficiente para punir o r\u00e9u e dissuadir condutas semelhantes na ind\u00fastria do entretenimento\u201d, afirma a queixa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: Os 15 momentos mais marcantes da vida de Britney Spears<\/strong><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/noticia\/produtora-de-crossroads-processa-sony-apos-aumento-na-popularidade-do-filme-com-britney-spears\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ann Carli, que produziu o filme de estreia de Britney Spears, Crossroads: Amigas para Sempre, n\u00e3o sabia que o longa de 2002 era t\u00e3o querido pelo p\u00fablico. 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