{"id":47858,"date":"2025-10-06T18:53:15","date_gmt":"2025-10-06T21:53:15","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/indice-de-gini-desigualdade-em-metropoles-tem-menor-nivel-historico\/"},"modified":"2025-10-06T18:53:15","modified_gmt":"2025-10-06T21:53:15","slug":"indice-de-gini-desigualdade-em-metropoles-tem-menor-nivel-historico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/indice-de-gini-desigualdade-em-metropoles-tem-menor-nivel-historico\/","title":{"rendered":"\u00edndice de Gini: desigualdade em metr\u00f3poles tem menor n\u00edvel hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>O \u00cdndice de Gini, \u00edndice criado para medir o grau de concentra\u00e7\u00e3o de renda, caiu ao menor n\u00edvel hist\u00f3rico nas metr\u00f3poles brasileiras, com \u00edndice 0,534 em 2024.<\/strong> O indicador, que se baseia no rendimento domiciliar per capita, mede o grau de distribui\u00e7\u00e3o desses rendimentos entre os indiv\u00edduos de uma popula\u00e7\u00e3o, variando de zero a um. Quanto mais pr\u00f3ximo de 0, menor a desigualdade.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1661602&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>O dado faz parte do <em>Boletim Desigualdade nas Metr\u00f3poles<\/em>, produzido em parceria entre o\u00a0Instituto Nacional de Cie\u0302ncia e Tecnologia Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles, o Laborat\u00f3rio de Desigualdades, Pobreza e Mercado de Trabalho da Pont\u00edfice Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul e a Rede de Observat\u00f3rios da D\u00edvida Social na Am\u00e9rica Latina. \u00a0<strong>De acordo com um dos coordenadores do estudo, o professor da PUCRS Andr\u00e9 Salata, dois fatores contribu\u00edram de forma mais expressiva para\u00a0o resultado: o aumento da renda obtida com o trabalho e a valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Nos \u00faltimos anos, a gente teve um mercado de trabalho mais aquecido, em grande medida se recuperando da pandemia, com baixa desocupa\u00e7\u00e3o. E tamb\u00e9m o retorno da pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o real do sal\u00e1rio m\u00ednimo, que a gente sabe que faz diferen\u00e7a principalmente nas camadas mais baixas&#8221;, diz o pesquisador.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;E o pa\u00eds est\u00e1 conseguindo aliar esses dois fatores com o controle da infla\u00e7\u00e3o. Pra todo mundo est\u00e1 melhorando, mas est\u00e1 melhorando proporcionalmente mais para quem est\u00e1 na base da pir\u00e2mide&#8221;, completa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Como resultado, o aumento da renda foi maior entre os 40% mais pobres, saindo de R$ 474 por pessoa em 2021, para R$ 670 em 2024, o que tamb\u00e9m \u00e9 um recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/strong> <strong>Isso ajudou a diminuir tamb\u00e9m a taxa de pobreza nessas regi\u00f5es, de 31,1% em 2021 para 23,4% em 2023, chegando a 19,4% no ano passado, o que significa que 9,5 milh\u00f5es de pessoas deixaram a linha da pobreza entre 2021 e 2024.<\/strong><\/p>\n<p>&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>no WhatsApp<\/p>\n<p>Por outro lado, apesar de tamb\u00e9m ter ca\u00eddo, <strong>a diferen\u00e7a entre os dois extremos da pir\u00e2mide continua bastante expressiva<\/strong>. <strong>No ano passado, os 10% mais ricos tiveram rendimentos 15,5 vezes maiores do que os 40% mais pobres.<\/strong><\/p>\n<p>O professor explica que o coeficiente de Gini acima de 0,5 j\u00e1 \u00e9 um n\u00edvel de desigualdade muito alto, e ressalta que a taxa de pobreza nas metr\u00f3poles \u00e9 de quase 20%.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;Tudo isso indica uma situa\u00e7\u00e3o social que n\u00e3o \u00e9 nada desej\u00e1vel. Ent\u00e3o, se a gente olhar s\u00f3 a foto n\u00e3o h\u00e1 nada a se comemorar. Agora, quando voc\u00ea olha o movimento dos \u00faltimos anos, ou seja, o filme dos \u00faltimos anos, a\u00ed a gente tem motivos para se alegrar um pouco mais, e ser um pouco mais otimista, porque \u00e9 um movimento de melhoria, de redu\u00e7\u00e3o da pobreza, de aumento da renda m\u00e9dia.&#8221; pondera.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O boletim congrega dados das 20 Regi\u00f5es Metropolitanas do pa\u00eds (Manaus, Bel\u00e9m, Macap\u00e1, Grande S\u00e3o Lu\u00eds, Fortaleza, Natal, Jo\u00e3o Pessoa, Recife, Macei\u00f3, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Grande Vit\u00f3ria, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Curitiba, Florian\u00f3polis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiab\u00e1 e Goi\u00e2nia) e tamb\u00e9m de Bras\u00edlia e da Regi\u00e3o Administrativa Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina.<\/p>\n<p>&#8220;Mais de 40% da popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 nas metr\u00f3poles, o que significa mais de 80 milh\u00f5es de pessoas. E dentro das nossas regi\u00f5es metropolitanas, a gente encontra alguns dos maiores desafios para consolidar a cidadania no Brasil, em especial para as camadas mais pobres. E quando a gente analisa a desigualdade dentro dessas regi\u00f5es, a gente t\u00e1 falando daquela desigualdade que o morador encara diariamente&#8221; enfatiza Salata.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-10\/indice-de-gini-desigualdade-em-metropoles-tem-menor-nivel-historico\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00cdndice de Gini, \u00edndice criado para medir o grau de concentra\u00e7\u00e3o de renda, caiu ao menor n\u00edvel hist\u00f3rico nas metr\u00f3poles brasileiras, com \u00edndice 0,534 em 2024. 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