{"id":46855,"date":"2025-10-01T04:37:14","date_gmt":"2025-10-01T07:37:14","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/a-historia-do-bar-de-jersey-shore-que-bruce-springsteen-tornou-famoso\/"},"modified":"2025-10-01T04:37:14","modified_gmt":"2025-10-01T07:37:14","slug":"a-historia-do-bar-de-jersey-shore-que-bruce-springsteen-tornou-famoso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/a-historia-do-bar-de-jersey-shore-que-bruce-springsteen-tornou-famoso\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria do bar de Jersey Shore que Bruce Springsteen tornou famoso"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Um bar, assim como um palco, pode ser um santu\u00e1rio. Um ref\u00fagio onde o conforto vem do familiar. <strong>Bruce Springsteen<\/strong>, frequentador ass\u00edduo do <strong>Stone Pony<\/strong>. Um apelido que surgiu em meados dos anos 1970, quando ele atravessava a pista de dan\u00e7a cantando \u201c<strong>Havin\u2019 a Party<\/strong>\u201d com <strong>Stevie<\/strong> e <strong>Southside<\/strong>. No in\u00edcio dos anos 1980, com sua fama disparando ap\u00f3s <em><strong>The River<\/strong><\/em> e <em><strong>Born in the U.S.A.<\/strong><\/em>, a reputa\u00e7\u00e3o de <strong>Springsteen<\/strong> como presen\u00e7a regular no <strong>Pony<\/strong> virou not\u00edcia nacional. \u201cOuvi dizer que o <strong>Bruce<\/strong> pode aparecer\u201d virou o lema da cidade. Suas participa\u00e7\u00f5es surpresa no palco se tornaram quase rotina, mas s\u00f3 aumentaram a lenda do <strong>Stone Pony<\/strong> e de <strong>Asbury Park<\/strong>. Essa mitologia \u00e9 a espinha dorsal do livro <em><strong>I Don\u2019t Want to Go Home: The Oral History of the Stone Pony<\/strong><\/em>, que tra\u00e7a os altos e baixos de um bar de cidade pequena que se recusou a desistir e ainda resiste hoje, em aberta afronta \u00e0 expectativa de vida de um clube de rock and roll.<\/p>\n<p><strong>Bruce Springsteen<\/strong>: O lugar onde cresci significava algo para mim. Eu gostava dos clubes, gostava das cidades pequenas. Gostava das pessoas que estavam l\u00e1. Eu me sentia seguro, me sentia valorizado. As pessoas meio que cuidavam de voc\u00ea, e era um clima ador\u00e1vel, achei. Eu ainda era jovem. Estava nos meus trinta e poucos. Born in the U.S.A.\u2026 eu tinha s\u00f3 34. Ent\u00e3o eu sa\u00eda, tinha minha caminhonete branca, pegava aquela velha sucata e ia at\u00e9 o Pony. E era l\u00e1 que eu passava minhas sextas e domingos, sem o menor interesse no que estava acontecendo em Nova York ou em L.A. Eu sempre dizia: \u201cN\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o.\u201d Isso aqui \u00e9 interessante. Essas pessoas s\u00e3o interessantes para mim. Esse lugar \u00e9 interessante para mim. O que acontece aqui, eu acho que importa. O que fazemos aqui importa. Voc\u00ea est\u00e1 sustentando uma cena local. Mesmo tendo um sucesso tremendo, voc\u00ea ainda faz parte da engrenagem de uma banda local, servindo \u00e0 sua comunidade, o que eu sempre achei \u00f3timo e muito divertido. E gostei de continuar fazendo parte disso. Ent\u00e3o foi natural para mim. Era simplesmente o que eu queria e gostava de fazer, onde me sentia seguro, confort\u00e1vel e sendo eu mesmo.<\/p>\n<p><strong>Bobby Bandiera<\/strong>: Eu sa\u00ed da Holme para entrar numa banda chamada Cats on a Smooth Surface. Foi a\u00ed que comecei a tocar no Pony praticamente toda semana, em qualquer noite. \u00c0s vezes quartas, \u00e0s vezes domingos.<\/p>\n<p><strong>Glen Burtnik<\/strong>: Eu tinha feito um tempo no show da Broadway Beatlemania. Fazia o papel de Paul McCartney. Quando acabou, larguei aquilo e voltei para casa em Nova Jersey. Precisava de um trabalho e essa banda cover, Cats on a Smooth Surface, me ligou. Achei um lugar legal. Tinha esse lance do Bruce em torno dele. Isso j\u00e1 era p\u00f3s-Born to Run e tal. Existia a conex\u00e3o Bruce e Asbury Jukes. Parecia um lugar maneiro.<\/p>\n<p><strong>Bobby Bandiera<\/strong>: Ent\u00e3o estou l\u00e1, tocando com essa banda, e tentamos compor mais material original. N\u00e3o rolou nesse sentido, mas o Bruce come\u00e7ou a aparecer. Isso foi em 1981, lembro da primeira noite em que o conheci. N\u00e3o foi a primeira vez que o vi ali, mas a primeira em que nos falamos. Eu disse: \u201cOi.\u201d Ele disse: \u201cSou o Bruce.\u201d Eu disse: \u201cSim. Como vai, irm\u00e3o?\u201d E ele: \u201cSe importa se eu subir e tocar?\u201d Eu disse: \u201cClaro que n\u00e3o. Sobe.\u201d Era o ver\u00e3o de 81. Ele come\u00e7ou a aparecer, se divertir, curtir demais. A plateia sempre ficava el\u00e9trica quando ele chegava.<\/p>\n<p><strong>Bruce Springsteen<\/strong>: Os Cats atra\u00edam muita gente. Muita gente. Muitas das bandas de segunda linha, tirando o Southside, levavam bastante p\u00fablico. Quero dizer, o Pony ficava cheio com frequ\u00eancia, s\u00f3 com grupos locais. Era uma cena. Todo mundo conhecia todo mundo. Uma cena leg\u00edtima mesmo. Tinha uma galera que ia para aquele clube quase exclusivamente, com raras exce\u00e7\u00f5es. E isso era muito valioso na \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>Bobby Bandiera<\/strong>: Ele aparecia, se n\u00e3o fosse toda semana, era quase semana sim, semana n\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Bruce Springsteen<\/strong>: Havia um pequeno grupo de m\u00fasicas que sab\u00edamos e costum\u00e1vamos cantar juntos, ou coisas bem f\u00e1ceis que surgiam do nada. \u201cEi, vamos tocar \u2018Long Tall Sally\u2019.\u201d Eu s\u00f3 gostava de tocar, ir ao bar, subir no palco. E eles tocavam muito bem. Ent\u00e3o eu sempre curti. Toquei quase todo fim de semana l\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Glen Burtnik<\/strong>: O Bruce chamava qualquer coisa que desse na cabe\u00e7a. A primeira vez que toquei com ele foi \u201cTwist and Shout\u201d. Era a minha primeira vez conhecendo ele, e ele cantou um verso, depois apontou para mim. Era a minha vez de cantar um verso \u2014 e agora, olhando para tr\u00e1s, acho que era s\u00f3 o jeito dele de me testar ou algo assim.<\/p>\n<p><strong>Ernest Carter<\/strong>: O Bruce costumava aparecer nos shows com os Fairlanes e improvisar com a gente.<\/p>\n<p><strong>Eileen Chapman<\/strong>: Nas noites em que o Bruce ou algu\u00e9m tocava, tinha uma fila enorme de gente naquele telefone ao lado da porta do banheiro, porque n\u00e3o existia celular naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>Tracey Story Prince<\/strong>: O telefone p\u00fablico ficava dentro ou ao lado do banheiro feminino, ent\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o precisava de multid\u00e3o quando tentava ir ao banheiro. Era bem ali, no corredor do banheiro das mulheres.<\/p>\n<p><strong>Joe Prinzo<\/strong>: Antes da internet, havia uma cabine telef\u00f4nica no fundo do Pony que todo mundo usava para ligar para os amigos. Voc\u00ea ligava para um ou dois, e eles ligavam para mais um ou dois. \u201cCara, ele est\u00e1 aqui hoje. Vamos l\u00e1.\u201d<\/p>\n<p><strong>Stan Goldstein<\/strong>: Tamb\u00e9m tinha uma cabine telef\u00f4nica no cal\u00e7ad\u00e3o, na Second Avenue com a Boardwalk, bem em frente ao Pony. Naquela \u00e9poca, eles carimbavam sua m\u00e3o e deixavam voc\u00ea entrar de volta.<\/p>\n<p><strong>Jean Mikle<\/strong>: A corrente de telefonemas \u2014 eu soube dela por um grupo de garotas que iam ver os Cats toda semana e faz\u00edamos o Dance Till You Drop todo domingo. A gente chamava uma delas de Kitty. N\u00e3o sei se era o nome verdadeiro dela, mas foi assim que nos apresentaram. Ela foi uma das que come\u00e7aram a corrente de telefonemas. Lembro que eu tinha o n\u00famero e ficava tentando ligar sem parar.<\/p>\n<p><strong>Kyle Brendle<\/strong>: Aqueles domingos, o Bruce simplesmente estava l\u00e1. N\u00e3o tinha gente extra com ele, nada. Ele s\u00f3 estava l\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Bruce Springsteen<\/strong>: Voc\u00ea entrava pela cozinha. Bem, eles t\u00eam uma esp\u00e9cie de cozinha. \u00c9 mais ou menos uma cozinha, mas voc\u00ea entrava pela porta dos fundos. Nunca tiveram um espa\u00e7o de camarim de verdade.<\/p>\n<p><strong>Pete Llewelyn<\/strong>: Era uma noite de domingo, tinha umas cento e cinquenta pessoas ali, a maioria no bar dos fundos \u2014 todos locais, gar\u00e7onetes, bartenders de outros lugares. O Bruce entrava e, em quarenta minutos, j\u00e1 tinha quatrocentas pessoas no lugar. Como isso acontecia era um mist\u00e9rio para mim. Se o Bruce n\u00e3o aparecesse, ficava naquelas 150, 200 pessoas. Se ele aparecesse \u2014 lembro de uma noite em que aconteceu \u2014 fiquei observando o telefone p\u00fablico. Aquele telefone do banheiro feminino, bem antes de entrar, ficava em uso o tempo todo. Assim que ele chegava, n\u00e3o parava mais. Era o \u00fanico meio de comunica\u00e7\u00e3o, e funcionava. Um telefone p\u00fablico \u2014 n\u00e3o havia bipers, n\u00e3o havia celulares. De algum jeito as pessoas ficavam sabendo e o lugar lotava. A galera ia a outros bares e dizia: \u201cEi, o Bruce est\u00e1 no Pony\u201d, e o bar esvaziava. Tinha um bar chamado Golddigger, podia ter quarenta pessoas l\u00e1 dentro. Se o Bruce entrasse no Pony, em um minuto n\u00e3o tinha mais ningu\u00e9m no Golddigger.<\/p>\n<p><strong>Jean Mikle<\/strong>: Eu o via e corria para l\u00e1, esperando o telefone, pensando: \u201cPreciso usar o telefone.\u201d<\/p>\n<p><strong>Eileen Chapman<\/strong>: Havia um rel\u00f3gio na cozinha do Mrs. Jay\u2019s, e eram tipo onze da noite. Peguei o rel\u00f3gio e girei os ponteiros, e disse: \u201cOk, duas da manh\u00e3, \u00faltima chamada.\u201d Todo mundo ficou de boca aberta, at\u00e9 com comida caindo. Diziam: \u201cEspera a\u00ed, espera a\u00ed. Eu vi o que voc\u00ea fez.\u201d E eu: \u201cN\u00e3o, estamos fechando.\u201d Ent\u00e3o botamos todo mundo para fora, fechamos tudo, e fomos todos para o Pony assistir ao show, ver o Bruce tocar com os Cats. Depois virou praticamente um h\u00e1bito semanal. Fech\u00e1vamos mais cedo, \u00edamos para o bar dos fundos e curt\u00edamos o show.<\/p>\n<p><strong>Tracey Story Prince<\/strong>: Ele tocava todo domingo e ficava no bar dos fundos. Um domingo, eu estava sentada com ele e queria dan\u00e7ar. Eu disse: \u201cVoc\u00ea pode ficar aqui e tomar conta da minha bolsa?\u201d Dancei quatro m\u00fasicas. Quando voltei, ele ainda estava sentado l\u00e1. Eu fiquei tipo: \u201cAhh.\u201d<\/p>\n<p><strong>Stan Levinstone<\/strong>: O Bruce tocava aos domingos. Tocava quase toda semana, ou pelo menos uma vez por m\u00eas, sei l\u00e1. Quando ele n\u00e3o estava, o Butch ainda cobrava dez d\u00f3lares para entrar. Era tipo roleta russa. \u201cSe o Bruce aparecer, \u00f3timo; se n\u00e3o, azar o seu.\u201d<\/p>\n<p><strong>Judy DeNucci<\/strong>: Eu sempre tinha um seguran\u00e7a na porta dos fundos, ao lado do bar. Se eu tivesse algum problema ou precisasse de alguma coisa, ele chamava algu\u00e9m para buscar cerveja ou o que fosse, mas sempre havia algu\u00e9m ali. E quando o Bruce vinha pelos fundos \u2014 especialmente nos \u00faltimos tempos \u2014 ele sempre tinha o seu. N\u00e3o exatamente o dele, mas design\u00e1vamos um dos nossos seguran\u00e7as s\u00f3 para segui-lo, por precau\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Tony Shanahan<\/strong>: No come\u00e7o dos anos 1980, eu tinha uma banda. Tocamos no Pony e conseguimos alguns shows melhores, acho. Abrimos para o Joe Grushecky ou para o John Cafferty. Est\u00e1vamos em uma salinha nos fundos, sentados depois de tocar. De repente, a porta se abriu e o Springsteen enfiou a cabe\u00e7a. Ele disse: \u201cBom show, pessoal.\u201d Depois fechou a porta e foi embora. Esse foi o nosso grande momento. Lembro que ficamos nas nuvens naquela noite porque ele tinha dito aquilo para a gente.<\/p>\n<p><strong>Tony Amato<\/strong>: Qualquer coisa depois de 79 era toda noite a mesma coisa: Bruce, Bruce, Bruce. A gente ia para Asbury s\u00f3 para ver se o Bruce ia aparecer e improvisar.<\/p>\n<p><strong>Eileen Chapman<\/strong>: Aqueles shows eram uma loucura. O pessoal dan\u00e7ava em cima das cadeiras, na lareira do Stone Pony, em todo lugar. Era muito divertido. E foi numa \u00e9poca em que Asbury Park estava realmente come\u00e7ando a decair. As coisas estavam fechando no cal\u00e7ad\u00e3o. Todo o com\u00e9rcio tinha sa\u00eddo do centro, porque constru\u00edram o Seaview Mall. Todo mundo passou a ir para l\u00e1. Ent\u00e3o, aquilo trouxe as pessoas de volta para Asbury Park numa \u00e9poca em que as multid\u00f5es estavam diminuindo. Foi algo muito bom para a cidade e para a cena musical. Devolveu a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 cena e ao Stone Pony.<\/p>\n<p><strong>Bruce Haring<\/strong>: Sempre que ele aparecia num clube, era not\u00edcia grande. Era sobre isso que escrev\u00edamos, e era isso que as pessoas queriam. Voc\u00ea estava correndo atr\u00e1s de um fantasma. Tudo dependia do capricho dele \u2014 onde e como ele ia aparecer. N\u00e3o era como se existisse um site com calend\u00e1rio de poss\u00edveis apari\u00e7\u00f5es ou algo assim, mas sempre circulavam boatos de que o Bruce tocaria naquela noite. Era como no Kenny Rogers Roaster, em que sempre diziam: \u201cO Kenny vem na semana que vem.\u201d Era a mesma coisa. Tenho certeza de que muito disso vinha dos pr\u00f3prios clubes tentando atrair mais gente, fazendo o hype.<\/p>\n<p><strong>Butch Pielka<\/strong>: Eu nunca divulguei o nome do Bruce e nunca lhe paguei um centavo para tocar aqui. \u00c9 engra\u00e7ado. Muita gente at\u00e9 acha que ele \u00e9 dono de uma parte do Pony.<\/p>\n<p><strong>Jean Mikle<\/strong>: Quando o Bruce tocava, muitas vezes ele s\u00f3 subia ao palco por volta da uma e meia da manh\u00e3. Ent\u00e3o voc\u00ea simplesmente n\u00e3o podia ir embora. Se ele estava no bar e voc\u00ea sabia disso, n\u00e3o dava para sair, porque, Deus me livre, voc\u00ea ia embora \u00e0 uma ou uma e meia \u2014 e a\u00ed ele subia \u00e0s duas menos dez. E voc\u00ea perdia.<\/p>\n<p><strong>Tracey Story Prince<\/strong>: Trabalhei em muitas dessas noites de Bruce com os Cats. A \u00fanica coisa que eu n\u00e3o gostava era que eles tocavam at\u00e9 as quatro da manh\u00e3. Eu deveria j\u00e1 estar liberada, mas pensava: \u201cN\u00e3o consigo sair do bar.\u201d Era todo domingo, e eu ficava: \u201cEstou indo para casa.\u201d Gra\u00e7as a Deus meus chefes eram tranquilos e diziam: \u201cOk, toma um drinque, relaxa e espera passar.\u201d Eu podia subir no balc\u00e3o. Eles diziam: \u201cN\u00e3o deixe ningu\u00e9m subir no balc\u00e3o.\u201d Ent\u00e3o eu ficava em cima dele para garantir. E sempre tinha a melhor vista.<\/p>\n<p><strong>Eileen Chapman<\/strong>: Os E Streeters apareciam. Clarence ia. O Max aparecia de vez em quando.<\/p>\n<p><strong>Ernest Carter<\/strong>: Uma noite ele apareceu com a banda dele. O Max teve algum problema para chegar a tempo, ou algo assim. E o Bruce virou para mim e disse: \u201cOk, vamos nessa.\u201d Ele simplesmente aparecia, fazia o que sabia, e todo mundo se espremia no palco assim que ele chegava \u2014 e pronto.<\/p>\n<p><strong>Bobby Bandiera<\/strong>: O Bruce chegou a ir a um ensaio. \u201cOnde voc\u00eas ensaiam?\u201d, ele perguntou. Eu disse: \u201cL\u00e1 no aeroporto, na Rota 34.\u201d Ele falou: \u201cEnt\u00e3o vou aparecer.\u201d Eu disse: \u201cO qu\u00ea?\u201d Ele foi mesmo, e era uma noite de anivers\u00e1rio no Pony. Ele disse: \u201cVou subir para tocar esse show com voc\u00eas, mas vamos ensaiar.\u201d Eu falei: \u201cT\u00e1 bom.\u201d Ele estava fazendo aquele Detroit Medley, o neg\u00f3cio do Mitch Ryder, quando estava na estrada. \u201cVamos fazer isso.\u201d Eu disse: \u201cBeleza, claro.\u201d E aprendemos.<\/p>\n<p><strong>Bruce Springsteen<\/strong>: A maioria dessas bandas eram de covers. O Southside tocava originais, mas quase todo o resto\u2026 Bem, alguns outros grupos tamb\u00e9m tocavam algumas originais, na verdade. Mas ainda rolava muito cover.<\/p>\n<p><strong>Kyle Brendle<\/strong>: Eles traziam alguns artistas nacionais, umas turn\u00eas aqui e ali, mas n\u00e3o muitas. A programa\u00e7\u00e3o era quase toda de bandas regionais e das melhores bandas de cover. Tinha Farm, Nines, Holme, Baby Blue. Posso continuar listando: Salty Dog, Cahoots, Lance Larson. N\u00e3o era uma casa de shows naquela \u00e9poca. Era um bar com um palco incr\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Richie \u201cLa Bamba\u201d Rosenberg<\/strong>: Acho que foi em 82. Eu n\u00e3o estava mais com os Disciples \u2014 o Steven tinha dispensado a se\u00e7\u00e3o de metais. Eu estava por ali, sem banda, n\u00e3o estava nos Jukes tamb\u00e9m porque tinha ficado uns anos com a Diana Ross, e depois o Steven me chamou para os Disciples. Quando acabou, fiquei circulando no Pony, e o Butch veio e disse: \u201cEi, vou liberar as noites de quarta, se quiser montar uma banda. O que voc\u00ea quer fazer?\u201d Eu falei: \u201cSim, parece uma boa ideia.\u201d E o Lee Mrowicki inventou o nome The Hubcaps. Ent\u00e3o chamamos de La Bamba and the Hubcaps e come\u00e7amos a tocar \u00e0s quartas. Depois mudamos para as quintas, acho.<\/p>\n<p><strong>Glen Burtnik<\/strong>: Sa\u00ed dos Cats e entrei nos Hubcaps. Cats era um grupo de quatro ou cinco \u2014 guitarras, teclado, bateria. O La Bamba vinha dos Jukes e trouxe os metais. N\u00e3o foi a primeira banda de metais em que toquei, mas era muito boa. Por ser um \u201cbra\u00e7o\u201d dos Asbury Jukes, digamos assim, tinha mais status, mais fator de prest\u00edgio. Musicalmente, n\u00e3o faz\u00edamos Eurythmics nem John Cougar nem nada disso. Era mais R&amp;B.<\/p>\n<p><strong>Gary U.S. Bonds<\/strong>: Acho que o Kyle me colocou para tocar com o La Bamba and the Hubcaps. Quando cheguei, me contaram toda a hist\u00f3ria e pensei: \u201cAh, legal. N\u00e3o sei o que significa, mas legal.\u201d Nova Jersey sempre foi \u00f3tima para mim. N\u00e3o sei o que aconteceu. Imagino que, por eu ser supostamente muito amigo do Bruce, eles me acolheram como \u201cOk, voc\u00ea \u00e9 bem-vindo.\u201d Na verdade, at\u00e9 hoje muita gente acha que eu sou de Jersey.<\/p>\n<p><strong>Mark Pender<\/strong>: O Bruce aparecia e tocava com o La Bamba and the Hubcaps. E de repente, lembro que em algumas bandas, caras que normalmente n\u00e3o tocavam t\u00e3o bem, quando o Bruce subia ao palco, magicamente ficavam bons. Era tipo: \u201cCara, nunca te ouvi tocar assim. Voc\u00ea geralmente \u00e9 meio ruim. E hoje voc\u00ea est\u00e1\u2026 com tudo em cima. O que aconteceu?\u201d<\/p>\n<p><strong>Glen Burtnik<\/strong>: Lembro de uma vez tocando com os Hubcaps. Ao lado do palco havia uma porta que dava direto para a cal\u00e7ada. N\u00e3o sei se t\u00ednhamos feito um intervalo ou o qu\u00ea, mas eu sa\u00ed, abri a porta, e o Bruce estava andando na rua. Eu disse: \u201cBruce, vem. Quer tocar?\u201d Ele disse: \u201cQuero.\u201d<\/p>\n<p><strong>Nils Lofgren<\/strong>: Improvisar com o La Bamba, o Ed Manion, o Mark Pender nos metais \u2014 era empolgante. Alguns anos depois, eles se juntaram \u00e0 E Street na turn\u00ea de Tunnel of Love, o que foi maravilhoso.<\/p>\n<p><strong>Erik Henderiks<\/strong>: O Bruce era tranquilo, por\u00e9m. Ele nunca simplesmente subia ao palco. Sempre perguntava, porque acho que, para um m\u00fasico, voc\u00ea n\u00e3o quer compartilhar seu palco a menos que convide algu\u00e9m. Voc\u00ea n\u00e3o quer dividir seu palco. O Bruce sabia disso. Ele sempre foi muito educado nesse sentido. As pessoas diziam: \u201cQuer subir?\u201d \u201cSim, tem certeza que est\u00e1 tudo bem? N\u00e3o quero\u2014\u201d \u201cSim, Bruce, sobe.\u201d<\/p>\n<p><strong>Lee Mrowicki<\/strong>: Isso \u00e9 meio que\u2026 sabe, volta aos dias do Upstage, quando todo mundo sabia as mesmas m\u00fasicas, ou podia aprender facilmente, e eram bons m\u00fasicos o suficiente para tocar junto. Isso tamb\u00e9m se transferiu para o Pony, nas jams da madrugada. Era algo \u00fanico em cada lugar, porque nenhum outro tinha isso, exceto o Pony. Especialmente aos domingos, quando a maioria dos m\u00fasicos n\u00e3o trabalhava, eles vinham ver os amigos e tocar. Alguns at\u00e9 subiam no palco, como o Bruce. Isso era \u00fanico na ind\u00fastria. T\u00ednhamos gente que vinha de Washington, DC, dirigia at\u00e9 l\u00e1 e voltava na mesma noite, e no dia seguinte ia trabalhar. Sempre pensei que a m\u00fasica \u201cDancing in the Dark\u201d foi escrita sobre ir ao Pony.<\/p>\n<p><strong>Jack Roig<\/strong>: Uma noite eu sa\u00ed do trem e estava andando pela rua. Era dia de semana, ningu\u00e9m na rua, cedo. Entrei no bar. Quem estava atr\u00e1s do balc\u00e3o? Bruce. Ele estava l\u00e1, todo musculoso, e era o bartender. A bartender real, minha mulher especial, saiu de tr\u00e1s do balc\u00e3o e deixou ele servir. N\u00e3o sei quanto dinheiro me custou, mas valeu a pena. Foi divertido. Ele tinha dado a casa de presente para n\u00f3s, e estava se divertindo muito. Acho que ele n\u00e3o subiu ao palco depois disso, foi esperto o suficiente para n\u00e3o tentar.<\/p>\n<p><strong>Bruce Springsteen<\/strong>: Comecei a me aventurar atr\u00e1s do balc\u00e3o. N\u00e3o era muito bom como bartender, mas servia cerveja e me divertia com os f\u00e3s. Meu \u201ctrunfo\u201d era a cerveja. Talvez com um Jack Daniel\u2019s ao lado.<\/p>\n<p><strong>Southside Johnny<\/strong>: Quando o Bruce era bartender convidado, todo mundo queria tequila. E eu dizia: \u201cEu n\u00e3o bebo tequila.\u201d A\u00ed a Eileen vinha e me dava um shot de whiskey.<\/p>\n<p><strong>Max Weinberg<\/strong>: Lembro que o Bruce comprava shots para todo mundo, \u00e0s vezes em cima do balc\u00e3o do fundo.<\/p>\n<p><strong>Judy DeNucci<\/strong>: Uma noite ele tocava com os Cats, como fazia frequentemente, e era meu anivers\u00e1rio. Ele disse do palco: \u201cIsso vai para a Judy pelo anivers\u00e1rio. Feliz anivers\u00e1rio, Judy!\u201d Depois veio para tr\u00e1s do meu balc\u00e3o e come\u00e7ou a servir. Eu disse: \u201cO que voc\u00ea est\u00e1 fazendo? Olha toda essa gente.\u201d Tinha uns cinco de profundidade ao redor do balc\u00e3o, todo mundo com a m\u00e3o levantada. Eu disse: \u201cNingu\u00e9m quer que eu sirva, eles querem voc\u00ea.\u201d Ele gritava: \u201cS\u00f3 posso servir cerveja!\u201d Pessoas que normalmente bebiam drinks pediam cerveja. Eu ficava no caixa, ele me dava o dinheiro e dizia: \u201cIsso \u00e9 por duas Buds.\u201d Eu entregava o troco e ele dizia: \u201cN\u00e3o quer dar isso para a Judy de anivers\u00e1rio?\u201d Bem, ningu\u00e9m dizia n\u00e3o para o Bruce, ent\u00e3o eu colocava no pote de gorjeta. Ele ficava ali uns trinta minutos e eu ganhei quinhentos d\u00f3lares nesse tempo.<\/p>\n<p><strong>Erik Henderiks<\/strong>: Ele s\u00f3 sabia fazer umas quatro bebidas: gin t\u00f4nica, rum com Coca, vodka com algo, um copo de \u00e1gua e uma cerveja. Esse era o repert\u00f3rio. Voc\u00ea ganhava algo, mas podia ter gosto de combust\u00edvel de foguete ou de \u00e1gua. Ele \u00e0s vezes n\u00e3o cobrava ou cobrava errado. Ele se sentia em casa, e n\u00f3s r\u00edamos disso. Era apenas outro show paralelo no circo.<\/p>\n<p><strong>Butch Pielka<\/strong>: \u00c9 um lugar onde ele podia vir sem as garotas arrancarem as roupas dele. Era confort\u00e1vel, sem problemas de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Erik Henderiks<\/strong>: Deix\u00e1vamos ele fazer o que quisesse, basicamente, a n\u00e3o ser que estivesse quebrando a lei. Ele se sentia \u00e0 vontade, e quer\u00edamos garantir um lugar assim para ele.<\/p>\n<p><strong>Jack Roig<\/strong>: Ele nunca pedia nada. Mas uma noite, devia estar louco. N\u00e3o lembro por qu\u00ea. Ele disse: \u201cPreciso me esconder no escrit\u00f3rio, ok?\u201d Eu falei: \u201cBeleza, vai l\u00e1.\u201d A\u00ed pensei: \u201cAh n\u00e3o, o cachorro.\u201d Eu tinha um cachorro grande, uns 47 kg, Doberman totalmente treinado. Corri de volta e disse: \u201cRamel, ele est\u00e1 bem.\u201d Esse era o nome dele: Ramel. Voltei uns trinta minutos depois, e ele estava s\u00f3 sentado no sof\u00e1, pernas cruzadas. E o cachorro mordendo a bota dele. Eu disse: \u201cQue diabos voc\u00ea est\u00e1 fazendo?\u201d Ele respondeu: \u201cApenas curtindo.\u201d<\/p>\n<p><strong>Bruce Springsteen<\/strong>: \u00c9 aquela velha do Dylan: \u201cOnde voc\u00ea se sente mais confort\u00e1vel?\u201d Ele diz: \u201cEm qualquer lugar que ningu\u00e9m me lembre quem eu sou.\u201d E \u00e9 isso, achei bem legal. \u00c0s vezes a galera ficava doida, mas e da\u00ed? Faz parte do trabalho.<\/p>\n<p><strong>Jack Roig<\/strong>: Receb\u00edamos correspond\u00eancia do mundo inteiro: Bruce Springsteen, EUA. E ela vinha para n\u00f3s. Aposto que receb\u00edamos cinquenta, cem cartas por semana. E ele vinha e a gente dizia: \u201cAqui est\u00e1 sua correspond\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p><strong>Jean Mikle<\/strong>: Eu trabalhava no Freehold Weekly, que n\u00e3o existe mais, chamado Colonial Free Press. Foi a primeira vez que vi turistas atr\u00e1s do Bruce. Eu trabalhava l\u00e1 em 1984, e o Bruce estava na turn\u00ea Born in the U.S.A., quando um cara entrou no nosso escrit\u00f3rio vindo da Alemanha com uma c\u00e2mera, perguntando onde ficavam as casas do Bruce. E a \u00fanica que eu conhecia na \u00e9poca era a 68 South Street, que ficava bem perto do nosso escrit\u00f3rio. Eu falei: \u201cRealmente n\u00e3o sei de mais nada. Voc\u00ea pode ir at\u00e9 l\u00e1.\u201d E pensei: \u201cCaramba. As pessoas est\u00e3o vindo aqui por causa do Bruce. Viajando at\u00e9 aqui.\u201d Foi a primeira vez que percebi isso.<\/p>\n<p><strong>Pete Llewelyn<\/strong>: Ele tinha um apartamento de garagem e estava escrevendo Born in the U.S.A. Por volta de, talvez, in\u00edcio de 1985, n\u00e3o me lembro se havia cinco pessoas comigo l\u00e1. O Pony fechou, domingo \u00e0 noite, tr\u00eas horas da manh\u00e3, expulsamos todo mundo. Bruce, era uma noite de neve, pegou sua guitarra, sentamos perto da lareira, \u00e9ramos dez pessoas, e ele tocou m\u00fasicas que iria colocar no \u00e1lbum Born in the U.S.A. Tocou s\u00f3 para n\u00f3s. Se voc\u00ea quiser falar sobre um verdadeiro unplugged, era isso. E eu conhe\u00e7o cada pessoa que estava sentada perto da lareira. Ele tocava uma m\u00fasica e depois convers\u00e1vamos sobre ela.<\/p>\n<figure id=\"attachment_260631\" aria-describedby=\"caption-attachment-260631\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption id=\"caption-attachment-260631\" class=\"wp-caption-text\">The Stone Pony (Foto: Ademir Correa)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Lance Larson<\/strong>: O chap\u00e9u vermelho da capa de Born in the U.S.A. era um presente que um amigo meu me deu. Vinha com uma vara de pesca ou carretilha Rembass. Eu e o Bruce est\u00e1vamos saindo uma noite e voltamos para meu apartamento em Wanamassa para eu mostrar algumas guitarras e amplificadores novos. Quando sa\u00edmos, o Bruce disse: \u201cCara, gostei desse chap\u00e9u.\u201d E eu falei: \u201cAqui, pode ficar com ele.\u201d Alguns meses depois, ou talvez um ano, ele entrou procurando por mim, no lugar que ficava perto do Pony, e disse: \u201cTenho uma surpresa para voc\u00ea.\u201d Eu perguntei: \u201cO qu\u00ea?\u201d Ele disse: \u201cO chap\u00e9u vermelho que voc\u00ea me deu estava na MTV.\u201d S\u00f3 descobri isso mais tarde, quando cheguei em casa e liguei a TV. Na MTV, ele aparecia em Born in the U.S.A. com o chap\u00e9u no bolso de tr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>Richie \u201cLa Bamba\u201d Rosenberg<\/strong>: Tocar com o Cats on a Smooth Surface sempre foi divertido. Come\u00e7amos a fazer isso aos domingos com eles, e depois a Patti vinha e cant\u00e1vamos alguns duetos juntos.<\/p>\n<p><strong>Patti Scialfa<\/strong>: O Bobby disse: \u201cDeixe-me aprender v\u00e1rias m\u00fasicas para que possamos, nos fins de semana, tocar juntos.\u201d Ent\u00e3o eles aprenderam v\u00e1rias m\u00fasicas que eu podia cantar, algumas antigas de girl groups, e algumas de R&amp;B. N\u00e3o muitas, mas suficientes para nos divertir bastante. Entramos nas m\u00fasicas das Ronettes, das Crystals, essas coisas. Um pouco de Carole King, Etta James, \u201cTime Is on My Side\u201d. Cantava do jeito dela. Ela fez antes dos Stones. Coisas assim. O que fosse divertido e sexy de cantar. S\u00f3 escolh\u00edamos e aprend\u00edamos; n\u00e3o havia grande planejamento. Vamos colocar assim: voc\u00ea n\u00e3o estava ensaiando, voc\u00ea estava jamando.<\/p>\n<p><strong>Richie \u201cLa Bamba\u201d Rosenberg<\/strong>: Toc\u00e1vamos \u201cAin\u2019t No Mountain High Enough\u201d, \u201cI\u2019m Gonna Make You Love Me\u201d, coisas assim.<\/p>\n<p><strong>Patti Scialfa<\/strong>: Explorar todos esses cat\u00e1logos com grandes girl groups, eu nunca tinha feito antes. Foi uma introdu\u00e7\u00e3o para mim. E, quando fiz meu disco Rumble Doll, minha primeira grava\u00e7\u00e3o, havia uma m\u00fasica chamada \u201cAs Long as I (Can Be with You)\u201d. Havia alguns acenos a esse estilo girl group. Ent\u00e3o isso me influenciou. Sempre gostei desses grupos. Foram as primeiras mulheres que ouvi no meu r\u00e1dio de trans\u00edstor quando era crian\u00e7a, andando de bicicleta. Voc\u00ea podia colocar o r\u00e1dio no guid\u00e3o. Era m\u00e1gico e m\u00edstico para mim. De novo, pensei: \u201cOk, adoro o que elas est\u00e3o cantando.\u201d<\/p>\n<p><strong>Lee Mrowicki<\/strong>: A Patti era boa amiga do Bobby Bandiera e do Richie Rosenberg. Ela tocava com a banda do Bobby, Cats on a Smooth Surface, no final da noite. Ela costumava cantar \u201cBoy from New York City\u201d e mais algumas m\u00fasicas antigas.<\/p>\n<p><strong>Bruce Springsteen<\/strong>: Conheci minha esposa [no Pony]. A gente se esbarrava algumas vezes antes, mas nada significativo. Vi a Patti antes da turn\u00ea Born in the U.S.A., e foi assim que ela entrou na banda.<\/p>\n<p><strong>Patti Scialfa<\/strong>: Sabe quantas vezes corrigi isso quando ele conta a hist\u00f3ria? At\u00e9 para nossos amigos, \u00e0s vezes eu digo: \u201cEu entrei na banda? Voc\u00ea que me pediu para entrar na banda.\u201d Eu n\u00e3o estava batendo na porta da banda tentando entrar.<\/p>\n<p><strong>Pete Llewelyn<\/strong>: Ele estava no meu bar na noite em que viu a Patti pela primeira vez. Estava prestes a ir para o bar de tr\u00e1s. Lembro at\u00e9 o que ele estava bebendo: kamikaze on the rocks. Eu falava um pouco com ele, acho que sobre softball ou algo irrelevante. O Cats ligou e disse que teriam um convidado especial. Claro que todo mundo achou que seria o Bruce, mas era a Patti Scialfa. Ela subiu e deve ter cantado tr\u00eas m\u00fasicas com ele. O Bruce estava completamente fixado nela; n\u00e3o tirava os olhos.<\/p>\n<p><strong>Bruce Springsteen<\/strong>: Ela subiu ao palco para tocar, talvez com o Bobby Bandiera ou alguma banda local. Cantou o hit dos Exciters, \u201cTell Him\u201d, e ela era muito marcante desde o come\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Pete Llewelyn<\/strong>: Quando ela desceu, foi para o bar de tr\u00e1s\u2014zoom, l\u00e1 vai o Bruce. Ele a seguiu direto para l\u00e1. Levou a bebida com ele. Ele se foi, a seguiu. Quando ela saiu do palco, ele a seguiu direto para o bar de tr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>Patti Scialfa<\/strong>: Sa\u00ed do palco e fui mais para a parte de tr\u00e1s do palco, caminhando para l\u00e1, e tinha uma bebida na m\u00e3o. Algu\u00e9m me deu um drinque. Ent\u00e3o vi todas essas pessoas se aproximando aos poucos. Eu pensava: \u201cO que est\u00e1 acontecendo?\u201d Era como um pequeno enxame devagar, e eu pensava: \u201cNossa, o que \u00e9 isso?\u201d A\u00ed ele me toca no ombro por tr\u00e1s. Ele estava atr\u00e1s de mim enquanto eu conversava com alguns amigos, e foi por isso que as pessoas se aglomeraram na minha frente. Eu pensei: \u201cAh, entendi.\u201d Ele se apresentou novamente e disse que gostava da maneira como eu cantava. Ent\u00e3o nos tornamos amigos. Voltamos, tomamos alguns drinques juntos. Oh Deus, lembro daquela noite. \u00c9 engra\u00e7ado. Tomamos alguns drinques juntos. Enfim, nos conhecemos um pouco. E quando eu ia aos bares nos fins de semana, ele sempre me dava carona para casa depois de passar um tempo com o Cats. \u00cdamos comer um hamb\u00farguer no Inkwell, coisas assim.<\/p>\n<p><strong>Max Weinberg<\/strong>: Bruce foi at\u00e9 o Stone Pony. La Bamba, o trombonista, estava tocando com a banda dele, e Patti estava cantando com a banda dele. E claro, Bruce conhecia a Patti. Todos n\u00f3s conhec\u00edamos a Patti. E foi naquela noite que ele disse: \u201cOk, eu tenho o guitarrista, vamos pegar a Patti.\u201d Ent\u00e3o ela entrou na E Street Band no dia seguinte.<\/p>\n<p><strong>Patti Scialfa<\/strong>: E ent\u00e3o ele me ligou uma noite e disse: \u201cVoc\u00ea pode vir? Estamos em Lititz ensaiando para a turn\u00ea.\u201d Acho que Steven tinha sa\u00eddo da banda, o Little Steven. E Nils estava l\u00e1, mas com laringite, ent\u00e3o precisavam de algu\u00e9m para cantar. Fui para l\u00e1 por alguns dias. Achei que ficaria s\u00f3 \u00e0 tarde. Isso foi uma semana antes da turn\u00ea, e depois ele me ligou tr\u00eas dias antes pedindo para eu entrar.<\/p>\n<p><strong>Max Weinberg<\/strong>: Acho que eles foram juntos para Lititz, Pensilv\u00e2nia. N\u00f3s j\u00e1 est\u00e1vamos l\u00e1. Ficamos nesse pequeno Route 66 Motel. Lembro enquanto ensai\u00e1vamos para aquela turn\u00ea, e o resto \u00e9 hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>John Eddie<\/strong>: Nosso objetivo \u00f3bvio era o Stone Pony, mas havia etapas antes disso. O Brighton Bar, o Fast Lane, ent\u00e3o come\u00e7amos tocando no Brighton Bar primeiro, e Big Man, claro, Clarence tinha o Big Man\u2019s Club.<\/p>\n<p><strong>Bob Burger<\/strong>: John Eddie, todo mundo achava que ele era a reencarna\u00e7\u00e3o do Bruce naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>John Eddie<\/strong>: Criamos uma base de f\u00e3s t\u00e3o legal que acabamos conseguindo uma resid\u00eancia no Pony nas sextas-feiras. Isso foi no ver\u00e3o, quando o Bruce estava prestes a lan\u00e7ar Born in the U.S.A. E faz\u00edamos parte de todo aquele fen\u00f4meno Bruce. Ent\u00e3o, todas as sextas-feiras est\u00e1vamos lotados. Era insano, era como fazer parte da cena, ent\u00e3o deu certo estarmos l\u00e1 naquele momento. O show mais famoso foi quando Bruce tocou antes da turn\u00ea Born in the U.S.A. Foi o primeiro show antes da turn\u00ea. Recebi uma liga\u00e7\u00e3o do Bruce, e ele n\u00e3o costuma me ligar. Tenho certeza que ele n\u00e3o tinha meu n\u00famero. Obie provavelmente deu meu n\u00famero a ele. Ele foi muito gentil e disse: \u201cEi, John. Quero tocar um show no Pony, e sei que \u00e9 a sua noite.\u201d Ele poderia ter dito: \u201cQueime o show do John Eddie.\u201d E teriam feito isso sem pensar duas vezes. Ele disse: \u201cQuero tocar um show, sei que \u00e9 a sua noite. Pode ser que eu e a banda abramos para voc\u00ea?\u201d Eu disse: \u201cCara, pode tocar o quanto quiser, mas n\u00e3o vou tocar depois de voc\u00ea.\u201d Foi muito gentil e incrivelmente legal. Abrimos para ele. Eddie Testa ia abrir para n\u00f3s, mas foi deslocado. \u201cDesculpa, Eddie, mas agora \u00e9 a minha vez, irm\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><strong>Bruce Springsteen<\/strong>: Eu queria que os caras tocassem localmente e s\u00f3 queria ensaiar o show. John era o headliner daquela noite. S\u00f3 perguntei se seria ok se v\u00edssemos de tocar em algum momento da noite. John sempre foi \u00f3timo e disse: \u201cVem sim.\u201d<\/p>\n<p><strong>John Eddie<\/strong>: Imagino que foi como ver os Beatles no Cavern Club para todos na plateia. Porque era o primeiro show da turn\u00ea Born in the U.S.A. e todo aquele fen\u00f4meno. E eu pude abrir o show, ficar de lado no palco e assistir. Depois fomos para a casa do Bruce. Foi um momento de \u201cbelieve it or not\u201d, e provavelmente n\u00e3o ser\u00e1 superado na minha vida.<\/p>\n<p><strong>Nils Lofgren<\/strong>: Tocar um show de aquecimento com Bruce e a E Street no Pony antes da turn\u00ea Born in the U.S.A. tamb\u00e9m foi uma noite memor\u00e1vel. Como s\u00f3 consegui o trabalho quatro semanas antes da abertura da turn\u00ea, foi uma experi\u00eancia avassaladora e maravilhosa. Estar no Pony com o p\u00fablico do Bruce ao nosso lado foi de enorme ajuda naquela noite.<\/p>\n<p><strong>Max Weinberg<\/strong>: Ensaiamos porque t\u00ednhamos dois novos membros, Nils e Patti, e ensaiamos na Pensilv\u00e2nia num est\u00fadio, depois voltamos e havia fotos daquela noite. Minha lembran\u00e7a mais clara \u00e9 tocar aquele material no Stone Pony, o material de Born in the U.S.A. Naqueles dias n\u00e3o tinha ar-condicionado. Podiam ter, mas n\u00e3o funcionava, e estava incrivelmente quente. Em um momento, Bruce disse para a plateia: \u201cShow interrompido por causa do calor.\u201d Quase desmaiei na bateria. Eu era jovem, tinha s\u00f3 31 anos. Estava quente e \u00famido, claro, e acho que era s\u00f3 maio, mas principalmente porque n\u00e3o havia ar-condicionado e o aperto de gente l\u00e1 dentro.<\/p>\n<p><strong>John Eddie<\/strong>: Tenho certeza que ultrapassamos o limite permitido pelo corpo de bombeiros naquela noite. Era lota\u00e7\u00e3o total, de parede a parede, pendurados no teto. Suado, quente, puro rock and roll. Era como imaginar uma m\u00fasica do Little Richard.<\/p>\n<p><strong>Nils Lofgren<\/strong>: Tocar no Pony depois que entrei na E Street me deu um pouco mais de confian\u00e7a e a sensa\u00e7\u00e3o de que eu pertencia, ainda mais do que de costume.<\/p>\n<p><strong>Bruce Springsteen<\/strong>: Era um evento. Foi uma coisa grande na \u00e9poca. \u00c9ramos uma das maiores bandas do mundo naquele tempo, se n\u00e3o a maior, mas aquele era o nosso lugar e n\u00e3o pens\u00e1vamos muito sobre isso. Apenas \u00edamos l\u00e1 e faz\u00edamos.<\/p>\n<p><strong>Tim Donnelly<\/strong>: Para n\u00f3s, o Pony sempre foi como ter o Yankee Stadium na rua, de certa forma, onde as lendas estavam. Me formei no ensino m\u00e9dio em 1985. Bruce Springsteen era a maior estrela do mundo em 1984, 1985. Ent\u00e3o Bruce Springsteen, Michael Jackson e Prince. E n\u00f3s t\u00ednhamos um deles.<\/p>\n<p><strong>Pete Llewelyn<\/strong>: Bruce podia entrar l\u00e1 a qualquer momento e ningu\u00e9m o incomodava, pedindo aut\u00f3grafos ou dizendo \u201cPor favor, sobe e toca. Queremos ouvir voc\u00ea.\u201d Sem importunar. Ele entrava e relaxava. Sempre usava um bon\u00e9 de beisebol. Ele se sentia em casa, conhecia todo mundo: os bartenders, os donos, os seguran\u00e7as. Ele sabia que estava seguro porque cada seguran\u00e7a se certificava de que ele estava protegido. Se, Deus nos livre, algo acontecesse, ter\u00edamos que chegar a ele rapidamente.<\/p>\n<p><strong>Jack Roig<\/strong>: Ele n\u00e3o queria gente vigiando-o de perto. Voc\u00ea observava, mas de longe. Bruce sabia como se mover e se cuidar. Ele n\u00e3o queria o Servi\u00e7o Secreto ao redor dele.<\/p>\n<p><strong>Bobby Bandiera<\/strong>: Tocando no Pony tanto quanto eu tocava em qualquer dia da semana, quarta-feira ou domingo, fim de semana, muitos caras dos Jukes apareciam. Kevin Kavanaugh morava a alguns quarteir\u00f5es, ent\u00e3o ele estava sempre l\u00e1. De vez em quando tocava comigo no Cats. Eu o chamava para tocar. Ele dizia: \u201cMark Pender e La Bamba est\u00e3o por a\u00ed. Por que voc\u00ea n\u00e3o os chama para tocar metais?\u201d Eu dizia: \u201cSim, sim.\u201d Ent\u00e3o montava algo aos domingos. Era um show onde muitos desses caras subiam para tocar na banda, e Patti Scialfa tamb\u00e9m estava por perto. Eu a fazia subir para cantar, Bruce assistia; ele subia e cantava. E aquele domingo se tornava uma noite louca. Era uma \u00e9poca divertida, estar no meio de um lugar cheio de talento. Bruce, Steven, Southside, Patti Scialfa estavam por l\u00e1. Algu\u00e9m sempre aparecia.<\/p>\n<p><strong>John Eddie<\/strong>: Est\u00e1vamos testemunhando os \u00faltimos dias de gl\u00f3ria da vers\u00e3o fantasiosa das m\u00fasicas do Bruce, aquela vibe American Graffiti, com carros r\u00e1pidos, garotas bonitas, tudo estava bem na Am\u00e9rica. Vimos os \u00faltimos vest\u00edgios disso.<\/p>\n<p><strong>Max Weinberg<\/strong>: Chamam de \u201cA Casa que Bruce Construiu\u201d, ele e os Jukes. Sempre pensamos que era meio que nosso Cavern Club, pelo menos do meu ponto de vista.<\/p>\n<p><strong>Jean Mikle<\/strong>: Tudo mudou depois de Born in the U.S.A.. Acho que ele n\u00e3o se sentia t\u00e3o \u00e0 vontade de sair por a\u00ed. Ainda o via bastante.<\/p>\n<p><strong>Tracey Story Prince<\/strong>: Depois de Born in the U.S.A., foi quando ele ficou realmente grande.<\/p>\n<p><strong>Stan Goldstein<\/strong>: Sempre havia uma regra. N\u00e3o incomod\u00e1vamos o Bruce. Voc\u00ea queria que ele tocasse, mas n\u00e3o queria irrit\u00e1-lo ou ele iria embora. Essa sempre foi a regra dos locais. Deixe-o em paz. Talvez voc\u00ea conseguisse v\u00ea-lo tocar.<\/p>\n<p><strong>Eileen Chapman<\/strong>: Bruce tinha um senso muito agu\u00e7ado de quando sua presen\u00e7a podia fazer diferen\u00e7a em algo ou em algu\u00e9m. A forma como ele distribu\u00eda dinheiro pela cidade: computadores para o Boys and Girls Club, jaquetas para a banda marcial, um telhado para a Stephen Crane House. Coisas que as pessoas n\u00e3o percebiam, mas que faziam diferen\u00e7a. E o Pony era a mesma coisa. Nos ver\u00f5es de 1982 ou 1983, \u00e0s vezes tinha mais gente no Mrs. Jay\u2019s do que no Pony. N\u00e3o sei por qu\u00ea. Talvez as bandas ou outros clubes surgindo. Havia clubes novos e brilhantes, Key Largo, Pier Pub, e todos esses clubes de dan\u00e7a que estavam abrindo, al\u00e9m do Green Parrot e lugares fora de Asbury Park que atra\u00edam gente por serem novos. Isso impactou o Pony por alguns anos.<\/p>\n<p><strong>Southside Johnny<\/strong>: Isso fez de Asbury Park \u2014 entre Greetings from Asbury Park do Bruce, New Jersey do Jon Bon Jovi quando saiu mais tarde, n\u00f3s e os Asbury Jukes, e todos esses jovens atos de rock \u2014 um destino. Mas tamb\u00e9m virou uma cidade \u201chip\u201d, de certo modo. Ainda era um bairro degradado. Era arriscado andar pelas ruas \u00e0 noite, mas nas sextas e s\u00e1bados, a pol\u00edcia estava presente, ajudando a estacionar, e havia presen\u00e7a policial para as pessoas se sentirem seguras. Foi um verdadeiro farol de luz para New Jersey e Asbury Park.<\/p>\n<p><strong>Bruce Springsteen<\/strong>: Eu diria que, de 1975 a 1985, a cidade estava meio nos \u00faltimos suspiros da classe trabalhadora. Logo se tornaria muito desesperadora. Mas lembro que o cal\u00e7ad\u00e3o ainda estava aberto, com divers\u00f5es e brinquedos, e aquela parte da cidade n\u00e3o tinha fechado. Mas era p\u00f3s-motins, ent\u00e3o uma grande parte da cidade estava fechando naqueles dias. Ent\u00e3o era apenas uma pequena cidade costeira da classe trabalhadora, resistindo por um fio, que por acaso era nossa casa.<\/p>\n<p><strong>Eric Deggans<\/strong>: Bruce indo ao Stone Pony, vendo quem estava l\u00e1 e tocando com as bandas, virou toda uma coisa. Hoje em dia, nem consigo imaginar um equivalente, tipo se a Taylor Swift decidisse ir a um clube na cidade onde mora e tocar com as bandas de vez em quando \u2014 imagine, imagine as multid\u00f5es que apareceriam s\u00f3 pela possibilidade de v\u00ea-la fazendo isso. Ele fez isso, e virou not\u00edcia internacional, transformando o Stone Pony em uma marca conhecida mundialmente. As pessoas ouviam falar dele de uma forma que era o jeito mais rom\u00e2ntico e cl\u00e1ssico de se ouvir sobre rock-and-roll: essa superestrela \u00e9 t\u00e3o p\u00e9-no-ch\u00e3o que vem tomar uma cerveja e, se tiver bebido o suficiente e estiver no clima, sobe ao palco e toca para as pessoas. Voc\u00ea podia pagar seu ingresso de cinco ou dez d\u00f3lares e ver o Bruce Springsteen.<\/p>\n<p>Isso tamb\u00e9m alimenta a mitologia da regi\u00e3o, porque o lugar sempre se orgulhou de seus rock stars p\u00e9-no-ch\u00e3o, da classe trabalhadora, que se sustentam por conta pr\u00f3pria. Isso era o Bruce, isso era o Jon Bon Jovi, isso eram os Smithereens. Certo? N\u00e3o era a Taylor Swift, n\u00e3o era algu\u00e9m isolado em alguma colina longe das pessoas. Eram pessoas como qualquer outra. Isso s\u00f3 ajudou a construir a lenda e se tornou uma hist\u00f3ria poderosa para os f\u00e3s de rock, e ent\u00e3o o Pony p\u00f4de se apoiar nisso e se tornar um local que recebeu v\u00e1rios shows incr\u00edveis. \u00c9 assim que voc\u00ea se torna um local cl\u00e1ssico: voc\u00ea cria uma cena e se torna a casa de grandes momentos musicais.<\/p>\n<p>\u00c9 isso que o Pony fez.<\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: Bruce Springsteen detona Trump em entrevista e pede novo impeachment<\/strong><\/p>\n<p><em>*Texto publicado originalmente em 2 de junho de 2024 na Rolling Stone.<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/a-historia-do-bar-de-jersey-shore-que-bruce-springsteen-tornou-famoso\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um bar, assim como um palco, pode ser um santu\u00e1rio. Um ref\u00fagio onde o conforto vem do familiar. Bruce Springsteen, frequentador ass\u00edduo do Stone Pony. Um apelido que surgiu em meados dos anos 1970, quando ele atravessava a pista de dan\u00e7a cantando \u201cHavin\u2019 a Party\u201d com Stevie e Southside. No in\u00edcio dos anos 1980, com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":46856,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-46855","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-musica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46855","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46855"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46855\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46856"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46855"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46855"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46855"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}