{"id":45760,"date":"2025-09-25T11:17:14","date_gmt":"2025-09-25T14:17:14","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/producao-florestal-do-pais-cresce-167-e-chega-a-r-443-bi-em-2024\/"},"modified":"2025-09-25T11:17:14","modified_gmt":"2025-09-25T14:17:14","slug":"producao-florestal-do-pais-cresce-167-e-chega-a-r-443-bi-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/producao-florestal-do-pais-cresce-167-e-chega-a-r-443-bi-em-2024\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o florestal do pa\u00eds cresce 16,7% e chega a R$ 44,3 bi em 2024"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>As florestas brasileiras, sejam naturais ou plantadas, geraram produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de R$ 44,3 bilh\u00f5es em 2024. Esse valor representa crescimento de 16,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. <strong>J\u00e1 em compara\u00e7\u00e3o com 2019, a produ\u00e7\u00e3o mais que duplicou, chegando a 140% de aumento.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1659928&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Os dados fazem parte da pesquisa Produ\u00e7\u00e3o da Extra\u00e7\u00e3o Vegetal e da Silvicultura, divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O aumento do valor de produ\u00e7\u00e3o pode ser explicado pela\u00a0a associa\u00e7\u00e3o de mais extra\u00e7\u00e3o e pre\u00e7os de venda mais altos.<\/p>\n<p><strong>O levantamento mostra que a silvicultura responde por 84,1% (R$ 37,2 bilh\u00f5es) da produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica florestas<\/strong>, enquanto os demais 15,9% (R$ 7 bilh\u00f5es) s\u00e3o atribu\u00eddos ao extrativismo vegetal. Desde 1998, a produ\u00e7\u00e3o silv\u00edcola supera a extrativa.<\/p>\n<p>Silvicultura \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o retirada de \u00e1reas plantadas, enquanto o extrativismo se refere a \u00e1reas naturais, como matas e florestas. O gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Barreto Guedes, ressalta que nem toda forma de extra\u00e7\u00e3o vegetal \u00e9 ilegal.<\/p>\n<p>\u201cMuito do extrativismo s\u00e3o extra\u00e7\u00f5es autorizadas\u201d, diz.<\/p>\n<h2>Distribui\u00e7\u00e3o regional<\/h2>\n<p>A pesquisa aponta que 4.921 dos 5.570 munic\u00edpios brasileiros registraram produ\u00e7\u00e3o florestal. <strong>Em termos regionais, o Sul e o Sudeste concentram 65,7% da produ\u00e7\u00e3o florestal.<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Sudeste: 34,7%<\/li>\n<li>Sul: 31%<\/li>\n<li>Centro-Oeste: 13,5%<\/li>\n<li>Norte: 11,1%<\/li>\n<li>Nordeste: 9,7%<\/li>\n<\/ul>\n<p>Com uma produ\u00e7\u00e3o de R$ 8,5 bilh\u00f5es em 2024, <strong>Minas Gerais responde por 22,8% do total produzido pelo pa\u00eds e ocupa o topo do ranking entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o<\/strong>, seguida\u00a0pelo Paran\u00e1, com R$ 6,3 bilh\u00f5es (17% do total nacional).<\/p>\n<p>Entre os munic\u00edpios, a lista \u00e9 liderada pela cidade\u00a0paranaense General Carneiro, com R$ 674,4 milh\u00f5es. O ranking segue\u00a0com Tr\u00eas Lagoas (MS), Jo\u00e3o Pinheiro (MG), Brasil\u00e2ndia (MS) e Buritizeiro (MG). Todos alcan\u00e7am a posi\u00e7\u00e3o de destaque por causa da produ\u00e7\u00e3o proveniente de \u00e1reas plantadas.<\/p>\n<h2>Atividade madeireira<\/h2>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da silvicultura \u00e9 quase que toda (98,3%) de\u00a0atividade madeireira. Dentro desse grupo, a produ\u00e7\u00e3o de papel e celulose tem a maior participa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Madeira em tora para papel e celulose (40,1%)<\/li>\n<li>Madeira em tora para outras finalidades: (24,5%)<\/li>\n<li>Carv\u00e3o vegetal: (21,4%)<\/li>\n<li>Lenha: (12,2%)<\/li>\n<li>Outros: (1,7%)<\/li>\n<\/ul>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de madeira em tora para papel e celulose foi recorde em 2024, chegando a 122,1 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos (m\u00b3). <strong>S\u00e3o n\u00fameros que ajudam o Brasil ser campe\u00e3o mundial em exporta\u00e7\u00e3o de celulose \u2500\u00a0principal mat\u00e9ria-prima da ind\u00fastria de papel.<\/strong> Desde 2022, o pa\u00eds superou\u00a0o Canad\u00e1.<\/p>\n<p>Em 2024, o Brasil vendeu para o exterior 19,7 milh\u00f5es de toneladas, gerando US$ 10,6 bilh\u00f5es. Os principais destinos foram China (43,7%), Estados Unidos (15,8%), It\u00e1lia (8,8%) e Pa\u00edses Baixos (8,3%).<\/p>\n<p>De acordo com o IBGE, a posi\u00e7\u00e3o de destaque\u00a0do Brasil na produ\u00e7\u00e3o de celulose foi\u00a0alcan\u00e7ada \u201cdevido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e de solo favor\u00e1veis para o crescimento r\u00e1pido de florestas, aliadas a investimentos em pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, que o tornam altamente competitivo no mercado internacional\u201d.<\/p>\n<p>Celulose \u00e9 um dos 700 produtos que ficaram de fora da lista do tarifa\u00e7o imposto pelos Estados Unidos em agosto de 2025, que imp\u00f5e taxa de at\u00e9 50% em cima de parte das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<h2>\u00c1rea plantada<\/h2>\n<p><strong>A \u00e1rea de floresta plantada para silvicultora no Brasil chega a 9,9 milh\u00f5es de hectares (ha), em 3.552 munic\u00edpios. Para ter dimens\u00e3o, \u00e9 praticamente o tamanho do estado de Pernambuco.<\/strong>\u00a0Dessa \u00e1rea, 77,6% s\u00e3o dedicados ao cultivo do eucalipto, \u00e0 frente de pinus (18,6%) e outras esp\u00e9cies (3,8%).<\/p>\n<p>O eucalipto \u00e9 a madeira utilizada em praticamente toda obten\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o vegetal (98,4%), 86,9% da lenha e 87,4% para papel e celulose.<\/p>\n<p>O analista Carlos Alfredo Guedes aponta que essa prefer\u00eancia se explica por caracter\u00edsticas da esp\u00e9cie, incluindo o tempo necess\u00e1rio para cultivo.<\/p>\n<p>\u201cO eucalipto tem muita diversidade de uso e um crescimento muito r\u00e1pido, em torno de sete a oito anos. Se adaptou muito bem aqui em solo brasileiro, se adaptou muito bem ao clima\u201d, diz Guedes, comparando com o pinus, que leva de dez a 12 anos para ser colhido.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=244605:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/IYUtDImLlW9CyGJU1dlALVlruDg=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/50127177276_c73f25e5f6_o.jpg?itok=rh-mrBB1\" alt=\"Eucaliptos, Floresta plantada\" title=\"CNA\/Wenderson Araujo\/Trilux\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/IYUtDImLlW9CyGJU1dlALVlruDg=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/50127177276_c73f25e5f6_o.jpg?itok=rh-mrBB1\" alt=\"Eucaliptos, Floresta plantada\" title=\"CNA\/Wenderson Araujo\/Trilux\"\/><br \/>\n    <!-- END scald=244605 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<p><!--copyright=244605-->Planta\u00e7\u00e3o de eucalipto para silvicultura\u00a0&#8211; <strong>CNA\/Wenderson Araujo\/Trilux<\/strong><!--END copyright=244605--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Minas Gerais \u00e9 o estado com maior \u00e1rea de eucalipto plantado, com 2,1 milh\u00f5es de ha, ou seja, \u00e9 como se houvesse um Sergipe de eucalipto dentro de Minas.<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 o munic\u00edpio com maior floresta plantada da esp\u00e9cie \u00e9 Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul. S\u00e3o 380,7 mil ha, quase duas vezes a \u00e1rea da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<h2>Extrativismo vegetal<\/h2>\n<p>No extrativismo vegetal, a atividade madeireira tamb\u00e9m \u00e9 a predominante, com 65,6% dos R$ 7 bilh\u00f5es gerados. Em seguida, o outro grupo de destaque \u00e9 formado pelos produtos aliment\u00edcios, que respondem 28,6% do valor gerado (R$ 2,0 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Dentro desse grupo, metade \u00e9 representado pelo a\u00e7a\u00ed (50,9%). Em seguida figuram erva-mate (26%) e castanha-do-par\u00e1 (9,7%).<\/p>\n<p>\u201cO a\u00e7a\u00ed amaz\u00f4nico \u00e9 coletado de uma palmeira nativa regional, concentrando 92,9% de sua extra\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o Norte. Em 2024, essa produ\u00e7\u00e3o foi de 247,5 mil toneladas\u201d, frisa o IBGE.<\/p>\n<p>O Par\u00e1 registrou a maior produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7a\u00ed, com 168,5 mil toneladas (68,1% do total nacional). Dos dez munic\u00edpios com maiores volumes, oito s\u00e3o paraenses.<\/p>\n<p><strong>Limoeiro do Ajuru, no nordeste do estado, ostenta o t\u00edtulo de maior produtor brasileiro, com 20,2% de tudo o que foi extra\u00eddo de a\u00e7a\u00ed no pa\u00eds em 2024.<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 a extra\u00e7\u00e3o de erva-mate \u00e9 concentrada na regi\u00e3o Sul e alcan\u00e7ou produ\u00e7\u00e3o de 377,4 mil toneladas em 2024. O Paran\u00e1 \u00e9 o campe\u00e3o nacional, com 85,8% da produ\u00e7\u00e3o brasileira. O munic\u00edpio com maior volume extra\u00eddo foi o paranaense S\u00e3o Mateus do Sul, representando 17,2% do extra\u00eddo no\u00a0pa\u00eds.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-09\/producao-florestal-do-pais-cresce-167-e-chega-r-443-bi-em-2024\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As florestas brasileiras, sejam naturais ou plantadas, geraram produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de R$ 44,3 bilh\u00f5es em 2024. Esse valor representa crescimento de 16,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. J\u00e1 em compara\u00e7\u00e3o com 2019, a produ\u00e7\u00e3o mais que duplicou, chegando a 140% de aumento. 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