{"id":45369,"date":"2025-09-23T17:35:37","date_gmt":"2025-09-23T20:35:37","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/johnny-massaro-viver-livremente-me-faz-ser-um-artista-melhor\/"},"modified":"2025-09-23T17:35:37","modified_gmt":"2025-09-23T20:35:37","slug":"johnny-massaro-viver-livremente-me-faz-ser-um-artista-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/johnny-massaro-viver-livremente-me-faz-ser-um-artista-melhor\/","title":{"rendered":"Johnny Massaro: &#8216;Viver livremente me faz ser um artista melhor&#8217;"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em agosto, <strong>Johnny Massaro<\/strong> esteve nos est\u00fadios da <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Rolling Stone Brasil<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> para falar sobre <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00e1scaras de Oxig\u00eanio N\u00e3o Cair\u00e3o Automaticamente<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, s\u00e9rie da HBO que retrata a epidemia de HIV no Brasil nos anos 1980. Na trama, o ator interpreta Fernando, comiss\u00e1rio de bordo que contrabandeia AZT para pacientes com aids, quando o medicamento ainda n\u00e3o era permitido no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com dire\u00e7\u00e3o de <strong>Marcelo Gomes<\/strong> e <strong>Carol Min\u00eam<\/strong> e roteiros de <strong>Patricia Corso<\/strong> e <strong>Leonardo Moreira<\/strong>, a s\u00e9rie de cinco epis\u00f3dios, que tamb\u00e9m est\u00e1 dispon\u00edvel no cat\u00e1logo da HBO Max, aborda coragem, amizade e luta pela vida. Nesta entrevista, <strong>Massaro<\/strong> comenta a prepara\u00e7\u00e3o para o papel, o contato com a hist\u00f3ria real e os avan\u00e7os da TV brasileira na representa\u00e7\u00e3o de protagonistas LGBTQIA+. Confira a seguir:<\/span><\/p>\n<p><b>A s\u00e9rie d\u00e1 voz a protagonistas LGBTQIA+, historicamente negligenciados. Qual a import\u00e2ncia de levar essas hist\u00f3rias \u00e0 TV brasileira hoje?<\/b><b><br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Gosto de uma frase da Marcinha Rachid, nossa consultora de aids e HIV: \u201cA arte \u00e9 um caminho seguro para transformar como as pessoas veem o mundo\u201d. Precisamos atualizar a percep\u00e7\u00e3o sobre viver com HIV. Hoje, quem est\u00e1 em tratamento tem expectativa de vida igual ou maior que quem n\u00e3o vive com o v\u00edrus, e n\u00e3o transmite a doen\u00e7a. Ainda assim, cerca de 10 mil pessoas morrem por preconceito e desinforma\u00e7\u00e3o. A s\u00e9rie cumpre esse papel e celebra a vida.<\/span><\/p>\n<p><b>Como voc\u00ea acredita que a s\u00e9rie contribui para a reflex\u00e3o sobre os direitos da comunidade LGBTQIA+ e o acesso \u00e0 sa\u00fade no Brasil hoje?<\/b><b><br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">A s\u00e9rie mostra um momento em que o rem\u00e9dio ainda n\u00e3o era permitido no Brasil, e meu personagem contrabandeia essas medica\u00e7\u00f5es. \u00c9 um contraste enorme com hoje, 40 anos depois, quando o SUS garante acesso total e gratuito para quem vive com HIV ou quer se prevenir, incluindo PrEP, PEP e at\u00e9 camisinha \u2014 algo \u00fanico no mundo. Quero saudar esses profissionais e o Sistema P\u00fablico. Muitas vezes, o medo vem do desconhecido; conhecer \u00e9 deixar de temer.<\/span><\/p>\n<p><b>Voc\u00ea sente que a televis\u00e3o brasileira avan\u00e7ou na forma de representar a comunidade LGBTQIA+ desde os seus primeiros trabalhos?<\/b><b><br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Seria incoerente dizer que n\u00e3o. Comecei a atuar aos 12 anos, e durante muito tempo n\u00e3o podia falar sobre minha sexualidade por medo de perder trabalhos. Hoje, felizmente, interpreto personagens homo e heterossexuais com liberdade \u2014 e isso \u00e9 motivo de celebra\u00e7\u00e3o. Ainda h\u00e1 muito a avan\u00e7ar, trag\u00e9dias acontecem e mentalidades precisam mudar. Mas tamb\u00e9m \u00e9 justo reconhecer os progressos.<\/span><\/p>\n<p><b>Como foi a prepara\u00e7\u00e3o para interpretar o Fernando, considerando a dimens\u00e3o social do HIV e a carga emocional de quem quebra leis para salvar vidas?<br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Essa hist\u00f3ria me afetou profundamente. Carregava preconceitos e desconhecimento sobre aids\/HIV, e poder abord\u00e1-los pelo meu trabalho me ajudou a desmistificar o tema. Participei de um treinamento em cabine de voo com comiss\u00e1rios da \u00e9poca. Foi um processo intenso e muito enriquecedor.<\/span><\/p>\n<p><b>Como voc\u00ea se sente fazendo parte dessa homenagem ao legado de pessoas que morreram v\u00edtimas de aids e foram invisibilizadas?<\/b><b><br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 o segundo trabalho meu sobre AIDS\/HIV; o primeiro foi <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Os Primeiros Soldados<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Sempre achei essencial honrar quem veio antes, especialmente aqueles que lutaram nesse <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">front<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e nos possibilitaram estar aqui hoje. Sem respeitar essas pessoas, o trabalho perde profundidade.<\/span><\/p>\n<p><b>Como foi receber a dire\u00e7\u00e3o da Carol e do Marcelo?<\/b><b><br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">O mais importante pra mim \u00e9 quem est\u00e1 comigo contando a hist\u00f3ria. Marcelo \u00e9 um cineasta que sempre admirei, e a Carol se tornou uma parceira incr\u00edvel. Trabalhar com eles foi uma honra, especialmente porque foi a primeira s\u00e9rie do Marcelo e ele conhece intensamente aquela \u00e9poca. A dire\u00e7\u00e3o deles \u00e9 delicada e precisa, e o resultado confirma como conseguiram retratar a \u00e9poca com autenticidade e emo\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><b>A s\u00e9rie tamb\u00e9m conta com um elenco de peso. Como foi contracenar com esses atores e como era a conviv\u00eancia nos ensaios?<\/b><b><br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">O que me emociona nesse projeto \u00e9 reencontrar Bruna Linzmeyer e \u00cdcaro Silva, artistas que conhe\u00e7o h\u00e1 mais de 15 anos. J\u00e1 interpretamos de tudo juntos, e aqui, nesse trabalho queer, essa parceria ganhou uma carga especial. A amizade e a confian\u00e7a se refletem na tela. E o elenco todo \u2014 Hermila Guedes, Kika Sena, Ver\u00f3nica Valenttino \u2014 \u00e9 simplesmente incr\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p><b>Desde <\/b><b><i>Os Primeiros Soldados<\/i><\/b><b>, seu primeiro projeto ap\u00f3s falar abertamente sobre sua sexualidade, voc\u00ea sente mais liberdade para escolher e interpretar pap\u00e9is?<\/b><b><br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Acho que, como artista, precisamos nos comprometer com a nossa verdade \u2014 descobrir, honrar e viver o que \u00e9 verdadeiro para n\u00f3s. Falar livremente sobre quem somos nos torna artistas mais coerentes e consistentes. Quanto mais o tempo passa, mais d\u00favidas surgem, e n\u00e3o me coloco em gavetas como \u201cgay\u201d ou \u201cbi\u201d. Eu celebro poder falar sobre isso, porque durante muito tempo n\u00e3o foi poss\u00edvel. E mesmo assim, consigo viver personagens h\u00e9teros, homo\u2026 e a vida segue.<\/span><\/p>\n<p><b>Bom, voc\u00ea est\u00e1 com v\u00e1rios projetos, n\u00e9? Poderia falar quais s\u00e3o e como voc\u00ea concilia tudo isso?<\/b><b><br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 muita coisa [risos]. A gente se v\u00ea num lugar que sempre sonhou estar, mas esquece de celebrar o caminho que fez pra chegar at\u00e9 aqui. Mesmo assim, a inseguran\u00e7a nunca some.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00e1scaras<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, estreia ainda este ano <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Filho de Mil Homens<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, inspirado no livro de <strong>Walter Hugo M\u00e3e<\/strong>, que amo. Acabamos de gravar <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Emerg\u00eancia Radioativa<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> para a Netflix, baseada em fatos reais do \u201cC\u00e9sio 137\u201d em Goi\u00e2nia, deve estrear no pr\u00f3ximo ano. Tamb\u00e9m participei de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Delegado<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, s\u00e9rie da CinemaSc\u00f3pio em Recife, com Alice Carvalho.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Johnny, para finalizar, tem algum papel ou hist\u00f3ria que voc\u00ea ainda sonha em contar?<\/b><b><br \/><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Tem, com certeza. Muitas, na verdade. Estou aberto ao que vier: se a hist\u00f3ria for boa e a equipe tamb\u00e9m, bora l\u00e1. Ainda h\u00e1 muita hist\u00f3ria boa para ser contada.<\/span><\/p>\n<p><iframe title=\"JOHNNY MASSARO - Rolling Stone Entrevista #51\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TUcYowZzANI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong> Johnny Massaro ser\u00e1 protagonista da miniss\u00e9rie Emerg\u00eancia Radioativa, na Netflix<\/p>\n<div id=\"polls-15-loading\" class=\"wp-polls-loading\">\u00a0Loading &#8230;<\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/entretenimento\/johnny-massaro-viver-livremente-me-faz-ser-um-artista-melhor\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em agosto, Johnny Massaro esteve nos est\u00fadios da Rolling Stone Brasil para falar sobre M\u00e1scaras de Oxig\u00eanio N\u00e3o Cair\u00e3o Automaticamente, s\u00e9rie da HBO que retrata a epidemia de HIV no Brasil nos anos 1980. 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