{"id":44909,"date":"2025-09-20T13:13:21","date_gmt":"2025-09-20T16:13:21","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/mulheres-africanas-sao-exploradas-em-fabricas-de-drones-da-russia\/"},"modified":"2025-09-20T13:13:21","modified_gmt":"2025-09-20T16:13:21","slug":"mulheres-africanas-sao-exploradas-em-fabricas-de-drones-da-russia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/mulheres-africanas-sao-exploradas-em-fabricas-de-drones-da-russia\/","title":{"rendered":"mulheres africanas s\u00e3o exploradas em f\u00e1bricas de drones da R\u00fassia"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A R\u00fassia mant\u00e9m uma guerra contra a Ucr\u00e2nia com ataques de drones em uma escala sem precedentes. No entanto, por tr\u00e1s desta destrui\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um esc\u00e2ndalo pouco conhecido. Em sua maioria jovens, centenas de africanas s\u00e3o atra\u00eddas para a R\u00fassia com falsas promessas. No final, v\u00e3o parar nas linhas de montagem de drones kamikaze.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">De acordo com um relat\u00f3rio da <em>Global Initiative Against Transnational Organized<\/em> <em>Crime<\/em> (A\u00e7\u00e3o Global Contra o Crime Organnizado, GI), Moscou emprega as africanas nas suas f\u00e1bricas de aparatos militares.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">&#8220;Muitas dessas mulheres acreditavam estar participando de um programa de treinamento ou trabalho. Em vez disso, tiveram que montar drones para o ex\u00e9rcito russo sob condi\u00e7\u00f5es perigosas&#8221;, explicou Julia Stanyard, autora do relat\u00f3rio, para o site <em>Vatican News.<\/em><\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">&#8220;Na verdade, s\u00e3o esquemas de fraude que levam jovens mulheres \u00e0 depend\u00eancia&#8221;, afirmou Stanyard.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A pesquisa informou que as v\u00edtimas v\u00eam de pa\u00edses como Uganda, Mali, Camar\u00f5es, Serra Leoa, Botsuana, Zimb\u00e1bue, Nig\u00e9ria e Sud\u00e3o do Sul. Recrutadas atrav\u00e9s de redes sociais como TikTok e Instagram, al\u00e9m de organiza\u00e7\u00f5es locais pr\u00f3-R\u00fassia, as ofertas prometem forma\u00e7\u00e3o e sal\u00e1rios altos.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\"><strong>Mulheres africanas em situa\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica<\/strong><\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As condi\u00e7\u00f5es de trabalho nas f\u00e1bricas, especialmente na Zona Econ\u00f4mica Especial de Alabuga, no sul do Tartarist\u00e3o (parte da R\u00fassia), s\u00e3o catastr\u00f3ficas, de acordo com a ONG. &#8220;Elas trabalham longas jornadas sob supervis\u00e3o rigorosa, s\u00e3o expostas a produtos qu\u00edmicos altamente t\u00f3xicos. Al\u00e9m disso, sua seguran\u00e7a vive em perigo constante: o ex\u00e9rcito ucraniano j\u00e1 atacou as f\u00e1bricas de drones v\u00e1rias vezes&#8221;.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A R\u00fassia produz cerca de 200 drones do tipo Shahed por m\u00eas no Tartarist\u00e3o. Esses drones s\u00e3o a base dos ataques massivos que, apenas em 7 de setembro, resultaram em um inc\u00eandio devastador no distrito governamental de Kyiv.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Para as mulheres afetadas, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma armadilha dupla: n\u00e3o apenas a sa\u00fade delas \u00e9 prejudicada e colocada em risco, mas tamb\u00e9m s\u00e3o instrumentalizadas para uma guerra com a qual n\u00e3o t\u00eam qualquer rela\u00e7\u00e3o. &#8220;A suposta promessa de educa\u00e7\u00e3o e renda se revela um pesadelo em uma f\u00e1brica de armas&#8221;, concluiu Julia.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\"><strong>Africanas s\u00e3o submetidas \u00e0 escravid\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">No Zimb\u00e1bue, os pais est\u00e3o preocupados com seus filhos, que se inscreveram online e partiram para a R\u00fassia com uma passagem a\u00e9rea paga pela ag\u00eancia de recrutamento Alabuga, respons\u00e1vel pelo programa. A m\u00e3e de uma menina da zona rural do norte do Zimb\u00e1bue reclamou do sofrimento da filha.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">&#8220;Ela queria continuar sua educa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. Agora, ela nos contou sobre trabalho for\u00e7ado, quase n\u00e3o tem permiss\u00e3o para usar o celular e est\u00e1 sob vigil\u00e2ncia. Ela n\u00e3o recebeu os US$ 1.500 (aproximadamente R$ 8.500) que lhe foram prometidos&#8221;, disse ela em entrevista \u00e0 ag\u00eancia alem\u00e3 Deutsche Welle (DW). &#8220;Agora, nem consigo t\u00ea-la de volta.&#8221;<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O pai de outra menina que deixou o Zimb\u00e1bue para a Zona Econ\u00f4mica Especial de Alabuga disse \u00e0 DW que foi um pesadelo que um programa de treinamento supostamente confi\u00e1vel tenha se transformado em &#8220;uma armadilha mortal&#8221;.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Uma m\u00e3e na capital do Zimb\u00e1bue, Harare, contou \u00e0 DW sobre sua filha de 20 anos em Alabuga, que tamb\u00e9m deveria passar por treinamento t\u00e9cnico.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">&#8220;Mas ela est\u00e1 fazendo algo completamente diferente. Mal conseguimos falar com ela, seu passaporte foi retido para que ela n\u00e3o pudesse fugir&#8221;, disse a mulher \u00e0 DW.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\"><strong>Falsas promessas<\/strong><\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Chinara, uma jovem nigeriana que participou do programa Alabuga e deixou a R\u00fassia decepcionada, se disp\u00f4s a dar uma entrevista por meio de mensagens nas redes sociais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">&#8220;Eles nos transformaram em trabalhadoras com baixos sal\u00e1rios&#8221;, escreveu ela \u00e0 DW.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">&#8220;No in\u00edcio, nos sentimos bem porque, quando nos candidatamos, nos ofereceram \u00e1reas como log\u00edstica, servi\u00e7os e alimenta\u00e7\u00e3o, e operadoras de guindaste&#8221;, escreveu Chinara, cujo nome foi alterado para proteger sua identidade.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Ela explicou que, a princ\u00edpio, parecia uma oportunidade rara para meninas africanas se estabelecerem nessas profiss\u00f5es. &#8220;Mas quando chegamos aqui, eles mudaram tudo e deram desculpas.&#8221;<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Algumas disseram que foram designadas para uma f\u00e1brica de montagem de drones, outras supervisionaram a produ\u00e7\u00e3o de drones e as demais trabalharam como faxineiras.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/do-sonho-ao-pesadelo-mulheres-africanas-sao-exploradas-em-fabricas-de-drones-da-russia\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A R\u00fassia mant\u00e9m uma guerra contra a Ucr\u00e2nia com ataques de drones em uma escala sem precedentes. 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