{"id":44328,"date":"2025-09-17T21:06:28","date_gmt":"2025-09-18T00:06:28","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/entidades-do-setor-produtivo-e-centrais-criticam-manutencao-da-selic\/"},"modified":"2025-09-17T21:06:28","modified_gmt":"2025-09-18T00:06:28","slug":"entidades-do-setor-produtivo-e-centrais-criticam-manutencao-da-selic","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/entidades-do-setor-produtivo-e-centrais-criticam-manutencao-da-selic\/","title":{"rendered":"Entidades do setor produtivo e centrais criticam manuten\u00e7\u00e3o da Selic"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>A decis\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) de manter a taxa b\u00e1sica de juros<\/strong> da economia (Selic) em 15% ao ano <strong>gerou diferentes rea\u00e7\u00f5es de economistas, centrais sindicais e entidades empresariais.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1659243&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>O an\u00fancio da Selic nesta quarta-feira (17) foi acompanhado das justificativas do Copom de que h\u00e1 incerteza no ambiente externo, &#8220;em fun\u00e7\u00e3o da conjuntura e da pol\u00edtica econ\u00f4mica nos Estados Unidos&#8221;. E que a atividade econ\u00f4mica no cen\u00e1rio dom\u00e9stico apresenta \u201cmodera\u00e7\u00e3o no crescimento\u201d e a infla\u00e7\u00e3o permanece acima da meta.<\/p>\n<h2>FecomercioSP<\/h2>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado de S\u00e3o Paulo <strong>(FecomercioSP) entende que manter a taxa de juros em 15% ao ano foi uma medida correta<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cA infla\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os segue bem acima dos patamares saud\u00e1veis, como o grupo de alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio que, no escopo de medi\u00e7\u00e3o do IBGE, permanece na casa dos 6% no acumulado dos 12 meses. \u00a0Isso significa que a demanda permanece alta mesmo com a pol\u00edtica monet\u00e1ria mais firme\u201d, diz a nota.<\/p>\n<h2>CNI<\/h2>\n<p>A <strong>Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) disse que a decis\u00e3o do Copom \u00e9 \u201cinjustificada\u201d<\/strong>. Para a entidade, \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o de \u201cpostura excessivamente conservadora\u201d, quando h\u00e1 sinais favor\u00e1veis do quadro inflacion\u00e1rio e do desaquecimento intenso da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>O presidente da CNI, Ricardo Alban, defende ser essencial que o Banco Central inicie os cortes da Selic a partir da pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Copom em novembro.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o existe crescimento sustent\u00e1vel com juros estratosf\u00e9ricos. N\u00e3o existe inova\u00e7\u00e3o, reindustrializa\u00e7\u00e3o, cr\u00e9dito acess\u00edvel. O que existe \u00e9 a paralisia nos investimentos produtivos com sequelas para toda a sociedade. J\u00e1 passou do momento de uma pol\u00edtica monet\u00e1ria mais favor\u00e1vel. Afinal, por que correr o risco de fazer investimento produtivo se \u00e9 poss\u00edvel obter, sem esfor\u00e7o, um rendimento real de 10% ao ano aplicando no mercado financeiro?\u201d, questiona Alban.<\/p>\n<h2>CUT<\/h2>\n<p>A<strong> Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT) entende que a Selic em um \u201cpatamar elevado\u201d prejudica a popula\u00e7\u00e3o <\/strong>e n\u00e3o combate efetivamente a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO Banco Central diz que precisa manter a taxa de juros alta para controlar a infla\u00e7\u00e3o, mas isso n\u00e3o \u00e9 verdade para os tipos de infla\u00e7\u00e3o que enfrentamos no Brasil. Juros altos mant\u00eam o pa\u00eds no topo do ranking mundial de juros reais e penalizam a popula\u00e7\u00e3o, que paga mais caro pelo cr\u00e9dito, consome menos e v\u00ea as empresas reduzirem investimentos e empregos\u201d, diz a presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira.<\/p>\n<p>Walcir Previtale, secret\u00e1rio de Assuntos Socioecon\u00f4micos da Contraf-CUT, diz que a pol\u00edtica de juros altos aumenta o endividamento da popula\u00e7\u00e3o e compromete a renda do trabalhador.<\/p>\n<p>\u201cUm financiamento de casa ou carro se torna quase proibitivo, enquanto estimular o consumo das fam\u00edlias e do setor produtivo com cr\u00e9dito a juros justos \u00e9 o caminho para controlar a infla\u00e7\u00e3o sem penalizar o povo\u201d, diz Previtale.<\/p>\n<h2>For\u00e7a Sindical<\/h2>\n<p>Em post nas redes sociais, a For\u00e7a Sindical entende que a manuten\u00e7\u00e3o da taxa demonstra que a pol\u00edtica monet\u00e1ria &#8220;continua se curvando aos especuladores, em detrimento ao setor produtivo, que gera empregos e renda&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A taxa b\u00e1sica de juros, atualmente em 15% ao ano, est\u00e1 estrangulando a economia, o consumo e prejudicando as campanhas salariais do segundo semestre.\u00a0Precisamos urgentemente de redu\u00e7\u00e3o de juros para a atividade econ\u00f4mica se fortalecer novamente. Continuar com a atual taxa de juros imp\u00f5e um forte obst\u00e1culo ao desenvolvimento do Brasil&#8221;, diz o comunicado.\u00a0<\/p>\n<h2>Economistas<\/h2>\n<p>Segundo o professor de economia do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), Gilberto Braga, a <strong>manuten\u00e7\u00e3o da Selic n\u00e3o foi uma surpresa e cumpriu com as expectativas do mercado.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO IPCA, que \u00e9 o \u00edndice de infla\u00e7\u00e3o medido no m\u00eas de setembro, foi uma defla\u00e7\u00e3o, ou seja, uma diminui\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, mas isso ainda n\u00e3o foi suficiente para que o Copom pudesse baixar a Taxa\u00a0Selic\u201d, diz Braga, acrescentando que a expectativa \u00e9 que a queda ocorra a partir do pr\u00f3ximo ano &#8220;se houver a continuidade de resultados positivos na economia de queda da infla\u00e7\u00e3o at\u00e9 o final do ano&#8221;.<\/p>\n<p>O economista-chefe do Banco Daycoval, Rafael Cardoso, analisou que a<strong> decis\u00e3o foi cautelosa.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA mensagem foi conservadora, baseada em um diagn\u00f3stico que faz algum reconhecimento da melhora, mas muito leve e com bastante ressalva. No final das contas, o Banco Central v\u00ea isso como argumento para refor\u00e7ar a estrat\u00e9gia e seguir mantendo juros est\u00e1veis contracionistas durante per\u00edodo prolongado\u201d, diz Cardoso.<\/p>\n<p>Pedro Rossi, vice-presidente do Fundo Global para uma Nova Economia e professor da Universidade de Campinas (Unicamp), <strong>criticou a postura do Copom<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cA Selic, a\u00a015%,\u00a0machuca a economia brasileira, que j\u00e1 tem outros freios puxados como o fiscal. Do ponto de vista internacional, somos outlier [o que foge do padr\u00e3o] e uma melhora no cen\u00e1rio internacional pode fazer o c\u00e2mbio escorregar, por conta do diferencial de juros. Por um lado, isso segura a infla\u00e7\u00e3o, por outro, reduz competitividade e aumenta o d\u00e9ficit externo\u201d, analisa Rossi.<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-09\/entidades-do-setor-produtivo-e-centrais-criticam-manutencao-da-selic\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A decis\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) de manter a taxa b\u00e1sica de juros da economia (Selic) em 15% ao ano gerou diferentes rea\u00e7\u00f5es de economistas, centrais sindicais e entidades empresariais. 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