{"id":44196,"date":"2025-09-17T07:54:14","date_gmt":"2025-09-17T10:54:14","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/conheca-nandatsunami-que-une-rap-moda-e-funk-para-criar-seu-universo-unico\/"},"modified":"2025-09-17T07:54:14","modified_gmt":"2025-09-17T10:54:14","slug":"conheca-nandatsunami-que-une-rap-moda-e-funk-para-criar-seu-universo-unico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/conheca-nandatsunami-que-une-rap-moda-e-funk-para-criar-seu-universo-unico\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a NandaTsunami, que une rap, moda e funk para criar seu universo \u00fanico"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Foi da atitude do rap, da ousadia do funk mandela e da criatividade da moda que a paulista <strong>NandaTsunami<\/strong> (nascida <strong>Fernanda Xavier Ferreira Santana<\/strong>) come\u00e7ou a construir sua trajet\u00f3ria na m\u00fasica. Em julho de 2025, ela lan\u00e7ou seu disco de estreia, <em><strong>\u00c9 Disso Que Eu Me Alimento<\/strong><\/em>, ap\u00f3s fazer experimenta\u00e7\u00f5es no EP\/mixtape Tsunami Season.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 <em><strong>Rolling Stone Brasil<\/strong><\/em>, a artista revelou que seu nome art\u00edstico vem de \u201cse eles tiram onda, eu tiro tsunami\u201d, verso da m\u00fasica \u201cAngra Dos Reis\u201d, de <strong>Mc Daleste<\/strong>, funkeiro que fez sucesso nos anos 2010 e foi morto em 7 de julho de 2013 ap\u00f3s ser baleado durante show.<\/p>\n<p>Foi pela 25 de mar\u00e7o, centro de S\u00e3o Paulo, que <strong>Nanda<\/strong> iniciou sua vida na ind\u00fastria fonogr\u00e1fica. Sempre gostou de bijuterias e de m\u00fasica e, l\u00e1 pelos 19 anos, uniu o \u00fatil ao agrad\u00e1vel quando come\u00e7ou a fazer joias para artistas, como <strong>Ajuliacosta<\/strong>, usarem em videoclipes e nos shows.<\/p>\n<p>\u201cFui conhecendo essa galera da m\u00fasica at\u00e9 que comecei a ver isso, talvez, como uma oportunidade de me expressar\u201d, disse a cantora, que hoje tem 25 anos. Apesar de ter dado uma sequ\u00eancia r\u00e1pida aos seus lan\u00e7amentos e j\u00e1 acumular 3 milh\u00f5es de reprodu\u00e7\u00f5es nas plataformas digitais com <em><strong>\u00c9 Disso Que Eu Me Alimento<\/strong><\/em>, <strong>NandaTsunami<\/strong> via uma carreira musical como algo distante.<\/p>\n<p><iframe style=\"border-radius: 12px;\" src=\"\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-testid=\"embed-iframe\" data-src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/3c3KwsgclCMiakrOkw4mUg?utm_source=generator\" class=\"lazy\"><\/iframe><\/p>\n<p>\u201cNa minha cabe\u00e7a, como eu n\u00e3o sabia cantar, parecia algo que eu n\u00e3o poderia fazer e eu n\u00e3o entendia, n\u00e3o me via tendo esse porte para ser rapper\u201d, explicou \u00e0 <em><strong>Rolling Stone Brasil<\/strong><\/em>. \u201cO rap \u00e9 um estilo que fala muito sobre autoestima, que voc\u00ea precisa ter. Como eu ainda n\u00e3o tinha constru\u00eddo essa autoestima, para mim parecia muito distante. Eu gostava de arte, mas era sempre mais conservador, ent\u00e3o eu escrevia, mas eu n\u00e3o achava que seria algo que daria para fazer m\u00fasica, por exemplo\u201d.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, isolada em casa durante a pandemia de Covid-19, <strong>Nanda<\/strong> come\u00e7ou a trabalhar em beats e tentar encaixar alguma frase ou verso que compusera. Com a criatividade fluindo, ela conseguiu ver valor naquilo que fazia e, finalmente, investiu na sua carreira, que j\u00e1 tem dado frutos.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" style=\"background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DN6cRXFDyVA\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\"><\/blockquote>\n<hr\/>\n<h2>Abaixo, leia a entrevista de NandaTsunami \u00e0 Rolling Stone Brasil:<\/h2>\n<p><strong>E como o funk dialoga com sua carreira no rap?<br \/><\/strong>O funk \u00e9 algo que eu conheci mais na rua, n\u00e3o era um som que eu podia ouvir dentro de casa, mas sempre fez parte da minha vida. Vejo no funk uma linguagem que me agrada. Por exemplo, escuto muito mais funk mandela do que funk consciente. Sempre penso que voc\u00ea precisa ser muito inteligente para escrever m\u00fasica de putaria e fazer isso soar legal. O funk tem essa ousadia, esse esp\u00edrito de contracultura e de ser diferente do que as pessoas esperam, e isso me atrai. Gosto de gente falando coisas ousadas.<br \/>Passei a adolesc\u00eancia ouvindo muito MC Daleste, mas quem me trouxe bastante dessa influ\u00eancia foi a MC Marcelly, porque ela era uma mulher que cantava putaria \u2014 Valesca Popozuda tamb\u00e9m. Era diferente, porque eu estava acostumada a ver Manu Gavassi no mainstream. O funk me mostrava esse outro lado: a ousadia de dizer coisas para as quais a sociedade talvez n\u00e3o estivesse preparada.<\/p>\n<p><strong>E como voc\u00ea construiu sua autoestima para come\u00e7ar a carreira na m\u00fasica?<br \/><\/strong>\u00c9 parecido com essa quest\u00e3o do funk. Eu n\u00e3o me via como algu\u00e9m que poderia fazer rap, porque n\u00e3o era a pessoa que colava em batalha de rima nem vivia s\u00f3 de rap; eu tamb\u00e9m gostava de pop e de funk. Meus gostos sempre foram plurais e eu sentia que n\u00e3o me encaixava em nenhum desses lugares. Isso me fazia pensar: \u201cSer\u00e1 que eu posso mesmo fazer parte dessa parada?\u201d Eu n\u00e3o me achava \u201ct\u00e3o rap\u201d, aquela garota de rua, nem funkeira. Ficava nesse dilema.<\/p>\n<p>O processo de constru\u00e7\u00e3o da autoestima veio das minhas viv\u00eancias. Precisei passar por v\u00e1rias experi\u00eancias na adolesc\u00eancia e na vida pessoal que me ajudaram a me fortalecer. A espiritualidade tamb\u00e9m foi fundamental, porque a criatividade \u2014 essa habilidade de expressar as coisas de forma criativa \u2014 \u00e9 muito ligada a ela.<\/p>\n<p>Quanto mais me conhe\u00e7o, mais mergulho em mim e entendo o que preciso dizer e fazer. Antes eu n\u00e3o tinha tanta clareza: at\u00e9 compunha algumas m\u00fasicas, mas sentia que n\u00e3o combinavam comigo. Hoje tenho uma percep\u00e7\u00e3o diferente, porque sei o que gosto e o que quero criar.<\/p>\n<p><strong>Sua carreira chega em um momento em que as mulheres no rap est\u00e3o em grande evid\u00eancia. Tasha &amp; Tracie na capa da <em>Capricho<\/em>, Duquesa dominando a cena, Ebony lan\u00e7ando o <em>KM2<\/em>, Ajuliacosta ganhando o BET\u2026 Como voc\u00ea analisa a atual cena do hip hop brasileiro?<br \/><\/strong>Vejo o rap feminino como algo muito plural. Cada artista tem seu espa\u00e7o e cumpre pap\u00e9is diferentes. Sinto que o rap feminino tem sido essencial para popularizar o g\u00eanero no Brasil.<\/p>\n<p>Talvez algumas pessoas, em algum momento, tenham dificuldade de se conectar com o rap, mas as artistas mulheres trazem assuntos diversos. O \u00e1lbum KM2, da Ebony, por exemplo, aborda v\u00e1rios temas, e muita gente se identifica com o que ela diz. Esse autoconhecimento que cada uma coloca na m\u00fasica cria conex\u00f5es com o p\u00fablico.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 importante para o crescimento do rap, porque as pessoas se cansam de ouvir sempre a mesma f\u00f3rmula. As minas chegam inovando, trazendo coisas novas e m\u00fasicas reais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_258641\" aria-describedby=\"caption-attachment-258641\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption id=\"caption-attachment-258641\" class=\"wp-caption-text\">NandaTsunami (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Ano passado voc\u00ea lan\u00e7ou Tsunami Season, com sete faixas. Como foi realizar esse trabalho?<br \/><\/strong>Ele tem mais o formato de um EP. Eu j\u00e1 tinha \u201c4 Horas\u201d e \u201cNovinho Chora\u201d, mas, em Tsunami Season, quis experimentar. Eu pensava: \u201cN\u00e3o fa\u00e7o s\u00f3 funk, mas tamb\u00e9m n\u00e3o quero ficar apenas no trap. O que d\u00e1 para criar misturando tudo isso?\u201d Foi um momento de descobrimento e autoconhecimento, de entender o que \u00e9 o feminino.<\/p>\n<p>Vejo esse projeto como meu primeiro ato de autodescoberta. Para os artistas, cada trabalho \u00e9 como uma temporada da vida. Esse foi meu primeiro olhar mais profundo para dentro de mim, ainda que de forma inicial.<\/p>\n<p><strong>Em julho voc\u00ea lan\u00e7ou o disco \u00c9 Disso Que Eu Me Alimento. Como foi a constru\u00e7\u00e3o desse trabalho?<br \/><\/strong>Ele nasceu enquanto eu passava por um processo espiritual e tentava entender como trazer isso para minha vida e minha arte. Esses processos costumam ter come\u00e7o, meio e fim: primeiro voc\u00ea entende o que est\u00e1 acontecendo, depois atravessa o processo e, por fim, percebe que vai ficar tudo bem. Quis que o \u00e1lbum tivesse essa estrutura, mas s\u00f3 percebi isso no meio da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A primeira faixa que escrevi foi \u201cSolta\u201d, e ali entendi que estava lidando com sentimentos de rejei\u00e7\u00e3o. Comecei a me perguntar: \u201cPor que tantas m\u00fasicas de amor falam sobre rejei\u00e7\u00e3o? Por que isso \u00e9 quase universal?\u201d A partir da\u00ed, trabalhei a ideia do disco, investigando como a gente age quando se apaixona e quando \u00e9 rejeitado.<\/p>\n<p><strong>Exatamente, do que voc\u00ea se alimenta?<br \/><\/strong>Do amor, dos afetos, das dores e das mem\u00f3rias \u2014 de tudo que me faz sentir viva.<\/p>\n<p><strong>Qual foi seu prop\u00f3sito com este disco?<br \/><\/strong>Queria expressar coisas que estavam guardadas no meu cora\u00e7\u00e3o e permitir que quem escutasse se desse a chance de sentir, refletir e, a partir disso, se curar.<\/p>\n<p><strong>As letras falam muito de amor, mas tamb\u00e9m priorizam seus sentimentos e uma autorrealiza\u00e7\u00e3o. Como chegou a isso?<br \/><\/strong>Acho que pelo autoconhecimento. Tenho exercitado transformar em letra o que aprendo com a vida, para entender melhor o que se passa na minha cabe\u00e7a. Terapia, conversas com amigas e o h\u00e1bito de escrever um di\u00e1rio me ajudaram bastante.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea pretende trabalhar nesta nova fase da carreira?<br \/><\/strong>Do mesmo jeito que no processo criativo do \u00e1lbum: com presen\u00e7a e consci\u00eancia, prestando aten\u00e7\u00e3o no que sinto e no que acontece ao meu redor. Li em um livro que a arte de se deleitar vem do dom de prestar aten\u00e7\u00e3o \u2014 e \u00e9 isso que quero, prestar aten\u00e7\u00e3o em cada detalhe para aproveitar ao m\u00e1ximo.<\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: Mano Brown \u00e9 anunciado no line-up do Festival MADA 2025<\/strong><\/p>\n<div class=\"author-box clearfix mb-4\">\n<div class=\"d-flex align-items-center\">\n<div class=\"author-avatar\">\n        &#13;<br \/>\n          <img decoding=\"async\" alt=\"Felipe Grutter (@felipegrutter)\" src=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/foto-felipe_grutter_sqmd.jpg\" class=\"avatar avatar-115 photo rounded-circle\" height=\"115\" width=\"115\"\/>\n      <\/div>\n<div class=\"author-info ms-3\">\n<p>Formado em Jornalismo pela Faculdade C\u00e1sper L\u00edbero, gosta de ver filmes e s\u00e9ries e ficar com as duas calopsitas de estima\u00e7\u00e3o no tempo livre. Na carreira, tem passagem por R\u00e1dio Gazeta AM, Exito\u00edna, CineBuzz e Showmetech.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/conheca-nandatsunami-que-une-rap-moda-e-funk-para-criar-seu-universo-unico\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi da atitude do rap, da ousadia do funk mandela e da criatividade da moda que a paulista NandaTsunami (nascida Fernanda Xavier Ferreira Santana) come\u00e7ou a construir sua trajet\u00f3ria na m\u00fasica. Em julho de 2025, ela lan\u00e7ou seu disco de estreia, \u00c9 Disso Que Eu Me Alimento, ap\u00f3s fazer experimenta\u00e7\u00f5es no EP\/mixtape Tsunami Season. 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