{"id":44124,"date":"2025-09-16T22:42:26","date_gmt":"2025-09-17T01:42:26","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/por-que-alivio-deve-vir-so-em-2026\/"},"modified":"2025-09-16T22:42:26","modified_gmt":"2025-09-17T01:42:26","slug":"por-que-alivio-deve-vir-so-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/por-que-alivio-deve-vir-so-em-2026\/","title":{"rendered":"por que al\u00edvio deve vir s\u00f3 em 2026?"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O aperto no bolso das fam\u00edlias e no cofre das empresas vai continuar, pelo menos, at\u00e9 o pr\u00f3ximo ano. O custo do dinheiro vai permanecer nas alturas. A taxa m\u00e9dia de juro cobrada das pessoas f\u00edsicas com recursos livres em julho era de 57,7% ao ano e das empresas, de  25% ao ano.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Uma das raz\u00f5es \u00e9 que a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, atua como um torniquete, sufocando o crescimento e adiando qualquer perspectiva de al\u00edvio significativo para, pelo menos, at\u00e9 o final do ano.\u00a0Os diretores do Banco Central devem manter a taxa neste patamar na reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) que se encerra nesta quarta (17).<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Analistas apontam que esta situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 acidental, mas resultado de uma complexa teia de fatores que explicam por que o custo do dinheiro continua proibitivo no Brasil.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Um recuo nas taxas para os consumidores e as fam\u00edlias s\u00f3 deve vir em 2026, aponta o planejador financeiro Diego Endrigo. Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, acredita que o cen\u00e1rio dos juros para as empresas e fam\u00edlias s\u00f3 deve ser melhor em 2027, considerando uma agenda econ\u00f4mica positiva em termos de reformas e redu\u00e7\u00e3o de risco fiscal.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">O que mant\u00e9m os juros e a taxa Selic nas alturas?<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Tr\u00eas fatores principais pesam para a manuten\u00e7\u00e3o desses juros em n\u00edveis t\u00e3o elevados: as press\u00f5es inflacion\u00e1rias; a volatilidade externa e o risco-pa\u00eds; e os custos intr\u00ednsecos ao sistema de cr\u00e9dito nacional.<\/p>\n<h3 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h3__xSAn9\">Press\u00e3o inflacion\u00e1ria e expectativas de mercado<\/h3>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Um dos principais fatores que pesam \u00e9 a press\u00e3o inflacion\u00e1ria. Apesar de ter fechado em agosto em 5,13% em 12 meses, o menor n\u00edvel desde fevereiro, ela ainda est\u00e1 bem distante do teto da meta, que \u00e9 de 4,5%.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Outro problema s\u00e3o as expectativas do mercado financeiro para a infla\u00e7\u00e3o. No \u00faltimo boletim Focus, a proje\u00e7\u00e3o para o IPCA deste ano \u00e9 de 4,83%. Mesmo ter recuado ligeiramente, ainda permanece pr\u00f3ximo ao limite superior da meta oficial de 3% com margem de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A XP Investimentos observa que, independentemente da melhoria recente, a infla\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 bem acima da meta, e a tarefa de reequilibrar a economia est\u00e1 longe de ser conclu\u00edda.<\/p>\n<h3 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h3__xSAn9\">Cen\u00e1rio externo e aumento no risco-pa\u00eds<\/h3>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O risco-pa\u00eds, a instabilidade do c\u00e2mbio e um cen\u00e1rio internacional incerto afetam diretamente o custo de capta\u00e7\u00e3o dos bancos e o pr\u00eamio de risco exigido.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O Copom reconhece que o cen\u00e1rio externo, marcado por tarifas comerciais impostas pelos EUA, adiciona volatilidade e eleva os riscos inflacion\u00e1rios.  O Bradesco mant\u00e9m sua expectativa para o c\u00e2mbio em R$ 5,50.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As tarifas comerciais de 50% impostas pelos EUA resultaram em queda de 18,5% nas exporta\u00e7\u00f5es para os americanos em agosto de 2025. Somando-se a esse quadro adverso, a possibilidade da aplica\u00e7\u00e3o da Lei Magnitsky americana sobre institui\u00e7\u00f5es financeiras brasileiras adiciona nova camada de incerteza.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Externamente, a estabilidade cambial e um cen\u00e1rio internacional menos vol\u00e1til favorecem os cortes de juros, mas choques externos podem adi\u00e1-los indefinidamente.<\/p>\n<h3 class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h3__xSAn9\">Os custos do cr\u00e9dito e o <em>spread<\/em> banc\u00e1rio<\/h3>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A Selic \u00e9 apenas a ponta do iceberg dos juros altos. Sobre ela, h\u00e1 uma &#8220;camada extra&#8221; de custos que engordam os juros cobrados de fam\u00edlias e empresas, como os spreads banc\u00e1rios, o pr\u00eamio por risco de cr\u00e9dito, os custos operacionais e as regras prudenciais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Esses componentes s\u00e3o cruciais e fazem com que uma eventual queda da Selic n\u00e3o se traduza de forma autom\u00e1tica em uma redu\u00e7\u00e3o equivalente das taxas que chegam ao p\u00fablico.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As margens de lucro dos bancos e o n\u00edvel de inadimpl\u00eancia tamb\u00e9m s\u00e3o determinantes para os juros finais. Atualmente, ela est\u00e1 em n\u00edveis recordes: s\u00e3o 7,8 milh\u00f5es de empresas e 78,2 milh\u00f5es de consumidores negativados, segundo os dados mais recentes, de junho e julho, respectivamente.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Se houver expectativa de aumento de risco ou de inadimpl\u00eancia, as institui\u00e7\u00f5es financeiras podem manter as taxas de juro mais elevadas, mesmo com redu\u00e7\u00e3o na taxa Selic.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Quando os juros come\u00e7am a cair no Brasil?<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">As proje\u00e7\u00f5es do mercado s\u00e3o un\u00e2nimes: os juros devem permanecer elevados pelo menos at\u00e9 o final de 2025, com o in\u00edcio de um ciclo de cortes da Selic apenas a partir de janeiro de 2026. A mudan\u00e7a de rumo depende de gatilhos como a converg\u00eancia das expectativas da infla\u00e7\u00e3o \u00e0 meta e sinais de desacelera\u00e7\u00e3o mais acentuada do PIB e do emprego.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A atividade econ\u00f4mica vem mostrando sinais mistos. Duas das pr\u00e9vias do PIB mostraram queda em julho: o Monitor do PIB (FGV) encolheu 0,6% e o IBC-Br (BC) caiu 0,5%. Em contrapartida, a taxa de desemprego caiu em julho ao menor n\u00edvel da hist\u00f3ria: 5,6%.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Segundo Luiz Ot\u00e1vio Leal, economista-chefe da G5 Partners, o mercado de trabalho no Brasil est\u00e1 aquecido e din\u00e2mico. Ele avalia que este deve permanecer como um vetor positivo para a atividade econ\u00f4mica em 2025, com a possibilidade de que patamares mais pr\u00f3ximos de 5% possam ser atingidos no \u00faltimo trimestre.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Contudo, a for\u00e7a do mercado de trabalho, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 suficiente para garantir a queda dos juros. A sustentabilidade desse cen\u00e1rio e a confian\u00e7a dos investidores dependem de um pilar fundamental: a melhora nas contas p\u00fablicas, que ajudaria a reduzir o pr\u00eamio de risco do pa\u00eds.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">As consequ\u00eancias dos juros altos para empresas e consumidores<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As consequ\u00eancias para a economia real s\u00e3o severas. Para os consumidores, produtos como cart\u00e3o de cr\u00e9dito e empr\u00e9stimos pessoais ficam mais caros, sobrecarregando o or\u00e7amento familiar. A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Ind\u00fastrias (CNI) j\u00e1 reduziu a previs\u00e3o de crescimento do consumo das fam\u00edlias para 2,3% em 2025, menos da metade da expans\u00e3o de 4,8% em 2024.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para as empresas, os desafios n\u00e3o s\u00e3o menores. Juros altos encarecem o custo de capital de giro e a rolagem de d\u00edvidas. Como consequ\u00eancia, o n\u00famero de empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial atingiu recorde no primeiro semestre de 2025, com 4.965 companhias, segundo a RGF Associados. uma consultoria especializada em reestrutura\u00e7\u00e3o corporativa.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A confian\u00e7a empresarial despencou em agosto ao menor patamar desde a pandemia, e a inten\u00e7\u00e3o de investir recuou para o menor n\u00edvel desde outubro de 2023, de acordo com a CNI.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/juros-altos-brasil-previsao-2026\/\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aperto no bolso das fam\u00edlias e no cofre das empresas vai continuar, pelo menos, at\u00e9 o pr\u00f3ximo ano. O custo do dinheiro vai permanecer nas alturas. 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