{"id":43719,"date":"2025-09-14T14:43:17","date_gmt":"2025-09-14T17:43:17","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/olivia-rodrigo-pode-salvar-o-album-ao-vivo\/"},"modified":"2025-09-14T14:43:17","modified_gmt":"2025-09-14T17:43:17","slug":"olivia-rodrigo-pode-salvar-o-album-ao-vivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/olivia-rodrigo-pode-salvar-o-album-ao-vivo\/","title":{"rendered":"Olivia Rodrigo pode salvar o \u00e1lbum ao vivo?"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Na semana passada, <strong>Olivia Rodrigo<\/strong> fez um an\u00fancio surpresa sobre a sequ\u00eancia de <em><strong>Guts <\/strong><\/em>(2023). Mas, em vez de outro disco com material in\u00e9dito, <em><strong>Live at Glastonbury (A BBC Recording)<\/strong><\/em>, que ser\u00e1 lan\u00e7ado em dezembro de 2025, vai registrar todo o seu show no festival deste ver\u00e3o, com direito a participa\u00e7\u00e3o especial de <strong>Robert Smith<\/strong> em duas vers\u00f5es de m\u00fasicas do <strong>The Cure<\/strong>.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" style=\"background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DNQsftEx0wS\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\"><\/blockquote>\n<p>Aqui est\u00e1 o detalhe ainda mais surpreendente do an\u00fancio: ela vai lan\u00e7ar\u2026 um \u00e1lbum ao vivo? Em 2025? Quem faz isso hoje em dia? No cen\u00e1rio dos grandes nomes do pop e do rock, quase ningu\u00e9m. Mas talvez seja hora de um retorno para os discos que ofereciam uma experi\u00eancia de \u201cestar l\u00e1\u201d e revelavam aspectos do trabalho de uma banda ou m\u00fasico que n\u00e3o apareciam no est\u00fadio.<\/p>\n<p>Voc\u00ea se lembra dos \u00e1lbuns ao vivo, certo? Dependendo da sua gera\u00e7\u00e3o, talvez n\u00e3o, j\u00e1 que nem <strong>Taylor Swift<\/strong>, sempre atenta \u00e0s fontes de receita, lan\u00e7ou um \u00e1lbum completo da turn\u00ea <strong>Eras<\/strong>. O <em><strong>Live at Third Man Records<\/strong><\/em>, de <strong>Billie Eilish<\/strong>, em vers\u00e3o ac\u00fastica, lan\u00e7ado em 2019, foi uma edi\u00e7\u00e3o limitada em vinil, o que imediatamente o tornou um item underground. Mas, por d\u00e9cadas, o LP de concerto foi presen\u00e7a obrigat\u00f3ria em incont\u00e1veis lares viciados em m\u00fasica. N\u00e3o importava o g\u00eanero que voc\u00ea seguisse, um deles certamente estava na sua cole\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os f\u00e3s de rock cl\u00e1ssico tinham c\u00f3pias de <em><strong>Get Yer Ya-Ya\u2019s Out!<\/strong><\/em>, dos <strong>Rolling Stones<\/strong>, ou <em><strong>Live at Leeds<\/strong><\/em>, do <strong>The Who<\/strong>. Os amantes do soul provavelmente tinham <em><strong>Live at the Apollo<\/strong><\/em>, de <strong>James Brown<\/strong>, <em><strong>In Person at the Whisky a Go Go<\/strong><\/em>, de <strong>Otis Redding<\/strong>, ou a incurs\u00e3o gospel <em><strong>Amazing Grace<\/strong><\/em>, de <strong>Aretha Franklin<\/strong>. Os f\u00e3s de metal juravam por <em><strong>Made in Japan<\/strong><\/em>, do <strong>Deep Purple<\/strong>, ou <em><strong>Live Shit: Binge &amp; Purge<\/strong><\/em>, do <strong>Metallica<\/strong>. Para o southern rock, <em><strong>Live at Fillmore East<\/strong><\/em>, do <strong>Allman Brothers Band<\/strong>, ou <em><strong>One More from the Road<\/strong><\/em>, do <strong>Lynyrd Skynyrd<\/strong>, eram indispens\u00e1veis. E j\u00e1 mencionamos <strong>Woodstock<\/strong>? Ou o <em><strong>MTV Unplugged<\/strong><\/em> do <strong>Nirvana<\/strong>?<\/p>\n<p>Em sua era de ouro, que durou algumas d\u00e9cadas, o \u00e1lbum ao vivo cumpria v\u00e1rios prop\u00f3sitos igualmente v\u00e1lidos. Em alguns casos \u2014 <em><strong>At Budokan<\/strong><\/em>, do <strong>Cheap Trick<\/strong>; <em><strong>Alive!<\/strong><\/em>, do <strong>Kiss<\/strong>; <em><strong>Frampton Comes Alive!<\/strong><\/em>, de <strong>Peter Frampton<\/strong>; e <em><strong>Live Bullet<\/strong><\/em>, de <strong>Bob Seger<\/strong> \u2014 ele se tornou o momento de virada para artistas que estavam na estrada havia alguns anos, mas ainda n\u00e3o tinham estourado. Por que n\u00e3o reunir as melhores m\u00fasicas at\u00e9 ent\u00e3o, grav\u00e1-las diante de uma plateia empolgada e dar outra chance? Os discos ao vivo tamb\u00e9m podiam ser uma forma de cumprir obriga\u00e7\u00f5es contratuais (h\u00e1 exemplos demais para citar) ou uma maneira de acalmar os f\u00e3s que teriam de esperar por outro \u00e1lbum de est\u00fadio (como o disco de concerto do <strong>Fleetwood Mac<\/strong> em 1980, que fez a ponte entre <strong>Tusk<\/strong> e <strong>Mirage<\/strong>).<\/p>\n<p>Neste s\u00e9culo, o \u00e1lbum ao vivo n\u00e3o desapareceu totalmente, mas o mercado tem sido dominado por material de arquivo: a enxurrada cont\u00ednua de grava\u00e7\u00f5es raras do <strong>Grateful Dead<\/strong>, as caixas de <strong>Bob Dylan<\/strong> de v\u00e1rias turn\u00eas e assim por diante. <strong>Radiohead<\/strong> finalmente est\u00e1 lan\u00e7ando cortes de shows \u2014 mas de 20 anos atr\u00e1s. Alguns nomes modernos \u2014 <strong>Dua Lipa<\/strong>, <strong>The Weeknd<\/strong>, <strong>Florence and the Machine<\/strong> \u2014 lan\u00e7aram discos de concerto nos \u00faltimos anos. Mas, apesar do peso de seus nomes, nenhum deles teve o mesmo impacto dos \u00e1lbuns cl\u00e1ssicos do passado. Hoje, esses lan\u00e7amentos s\u00e3o vistos como notas de rodap\u00e9 e efem\u00e9rides, n\u00e3o eventos.<\/p>\n<p>As raz\u00f5es para o colapso do \u00e1lbum ao vivo n\u00e3o soam bem para ningu\u00e9m. Gra\u00e7as ao <strong>YouTube<\/strong> (onde \u00e9 poss\u00edvel assistir ou ouvir shows inteiros de gra\u00e7a) ou a sites que permitem transmitir ou baixar apresenta\u00e7\u00f5es, talvez os f\u00e3s n\u00e3o sintam necessidade de gastar com um lan\u00e7amento oficial. Se quisermos ser c\u00ednicos, talvez alguns suspeitem que certo uso de vocais ou instrumentos pr\u00e9-gravados j\u00e1 seja parte normal da experi\u00eancia de um show e, portanto, um \u00e1lbum \u201cao vivo\u201d n\u00e3o seria t\u00e3o aut\u00eantico assim.<\/p>\n<p>Afinal, parte do apelo dos \u00e1lbuns de concerto de antigamente era ouvir como cantores e bandas soavam fora dos limites controlados de um est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea sabia que n\u00e3o ouviria reprodu\u00e7\u00f5es nota por nota das vers\u00f5es em vinil ou CD, e isso era parte da emo\u00e7\u00e3o \u2014 e \u00e0s vezes da decep\u00e7\u00e3o. O <strong>Led Zeppelin<\/strong>, t\u00e3o vulc\u00e2nico em est\u00fadio, soava decepcionantemente desleixado em <em><strong>The Song Remains the Same<\/strong><\/em>. <strong>Dylan &amp; The Dead<\/strong> pareciam trazer o pior de ambos (procure as fitas de ensaio, s\u00e3o melhores). Mas quem imaginaria que o <strong>The Roots<\/strong> levaria a m\u00fasica de <strong>Jay-Z<\/strong> a outro n\u00edvel em seu <em><strong>MTV Unplugged<\/strong><\/em> ou que a orquestra\u00e7\u00e3o daria uma nova sensa\u00e7\u00e3o de opul\u00eancia ao <em><strong>Live from the Royal Albert Hall<\/strong><\/em>, de <strong>Dua Lipa<\/strong>, em 2024?<\/p>\n<p>Para <strong>Dua Lipa<\/strong> e agora <strong>Rodrigo<\/strong>, os discos ao vivo s\u00e3o uma extens\u00e3o l\u00f3gica de sua posi\u00e7\u00e3o no firmamento pop. Afinal, s\u00e3o artistas como elas que hoje ocupam os lugares de destaque em arenas e festivais, do mesmo jeito que as bandas de rock faziam em seus auges. Como muitos viram no ano passado, na turn\u00ea <em><strong>Guts<\/strong><\/em>, os shows de <strong>Olivia Rodrigo<\/strong> eram vibrantes e, com a ajuda de sua banda de estrada, algumas m\u00fasicas (como \u201c<strong>All-American Bitch<\/strong>\u201d) ganhavam uma energia mais crua e solta do que nas vers\u00f5es de est\u00fadio. Ser\u00e1 que isso vai se traduzir em sua performance em Glastonbury, ouvida apenas em \u00e1udio? \u00c9 cedo para dizer, mas ela merece cr\u00e9ditos por mergulhar no terreno dos \u00e1lbuns de concerto. Ap\u00f3s tanto tempo de decl\u00ednio, algu\u00e9m precisa reviver a arte hist\u00f3rica \u2014 e necess\u00e1ria \u2014 do \u00e1lbum ao vivo.<\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: A jovem banda de hardcore adorada por Olivia Rodrigo<\/strong><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/olivia-rodrigo-pode-salvar-o-album-ao-vivo\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na semana passada, Olivia Rodrigo fez um an\u00fancio surpresa sobre a sequ\u00eancia de Guts (2023). 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